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	<title>Arquivo de desertar - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de desertar - Duas Linhas</title>
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		<title>FUGIRAM À TROPA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Oct 2023 15:03:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Fugiram da mobilização decretada pelo governo russo, pensaram que seria fácil obter asilo político num país alinhado com as orientações dos EUA, mas não foi assim. O Ministério da Justiça da Coreia do Sul rejeitou os pedidos, alegando que uma simples evasão ao serviço militar não constitui motivo para o estatuto de refugiado. São alimentados, [&#8230;]</p>
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<p>Fugiram da mobilização decretada pelo governo russo, pensaram que seria fácil obter asilo político num país alinhado com as orientações dos EUA, mas não foi assim. O Ministério da Justiça da Coreia do Sul rejeitou os pedidos, alegando que uma simples evasão ao serviço militar não constitui motivo para o estatuto de refugiado.</p>



<p>São alimentados, utilizam os sanitários da zona internacional do aeroporto, mas não podem sair dali. A opção de voltar para a Rússia tem sido evitada, porque teriam de enfrentar tribunais e a mobilização militar.</p>



<p>A longa permanência destes três refratários russos chamou agora a atenção da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Coreia (NHRCK), que decidiu apoiá-los juridicamente nos processos de pedido de asilo. Esta comissão recomendou que as autoridades aeroportuárias proporcionassem um espaço digno de habitabilidade para os russos enquanto permanecerem nas instalações aeroportuárias.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1920" height="901" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/10/refratarios-2.jpg" alt="" class="wp-image-29713"/></figure>



<p>Estas três pessoas dormem no chão, num espaço ruidoso e permanentemente ocupado por viajantes que chegam e partem, o ambiente normal de qualquer aeroporto, sendo que Incheon é o maior aeroporto da Coreia do Sul e um dos mais movimentados do mundo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>DESERTORES E REFRATÁRIOS PORTUGUESES</strong></h3>



<p>Em todas as guerras, há sempre quem recuse a mobilização ou opte por desertar em vez de combater. É um direito legítimo, à luz dos direitos humanos, mas pode configurar crime face a legislações nacionais.</p>



<p>Por exemplo, durante os anos em que Portugal enfrentou três guerras coloniais, Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, houve mais de oito mil deserções das forças armadas portuguesas, entre 1961 e 1973. Os refratários (os que fugiam antes de serem incorporados) foram muitos mais. Dados divulgados em 1985 pelo Estado-Maior do Exército indicam que cerca de 200 mil jovens terão abandonado o país, antes da inspeção médica que precedia a incorporação militar.</p>



<p>Nessa época, tanto desertores como refratários eram classificados como infratores à lei e perseguidos como tal. Depois da revolução de abril de 1974, com a queda do regime e as independências das colónias africanas, os que antes foram perseguidos passaram a ser louvados, <strong><a href="https://expresso.pt/sociedade/2022-02-06-Esta-guerra-nao-e-para-mim.-Seis-desertores-recordam-o-que-viveram-a3b9ed24">algumas histórias</a></strong> de deserção ou de fuga à tropa foram divulgadas como exemplos da luta antifascista de resistência contra a ditadura de Salazar e Caetano.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="599" height="452" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/10/desertores-pt.jpg" alt="" class="wp-image-29716"/></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/10/fugiram-a-tropa/">FUGIRAM À TROPA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>O JORNALISMO QUE NÃO SE FAZ</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Sep 2022 18:57:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As notícias sobre guerras são sempre um pouco exageradas. O jornalismo tende cada vez mais para o sensacionalismo, perante a necessidade de vender a um público pulverizado por inúmeras fontes de informação na net. Nos noticiários ouvimos falar em milhares de fugitivos que saem da Rússia pelas diferentes fronteiras do país, para não serem mobilizados. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>As notícias sobre guerras são sempre um pouco exageradas. O jornalismo tende cada vez mais para o sensacionalismo, perante a necessidade de vender a um público pulverizado por inúmeras fontes de informação na net.</p>



<p>Nos noticiários ouvimos falar em milhares de fugitivos que saem da Rússia pelas diferentes fronteiras do país, para não serem mobilizados. Mas a informação não é contextualizada. Não nos dizem quantos milhares, nem conseguimos saber se são muitos ou poucos, em termos relativos. A Rússia é o maior país do mundo, em área, mas terá apenas 146 milhões de habitantes, a acreditar no <strong><a href="https://countrymeters.info/pt/Russian_Federation">countrymeters.info</a></strong> consultado quando este artigo foi escrito.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="610" height="696" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/09/countrymeter-russia.jpg" alt="" class="wp-image-22040"/><figcaption>fonte <a href="https://countrymeters.info/pt/Russian_Federation">População da Federação Russa 2022 (countrymeters.info)</a></figcaption></figure>



<p>Os números valem o que valem, mas podem dar uma ideia do custo político de uma decisão governamental.</p>



<h2 class="has-vivid-red-color has-text-color wp-block-heading"><strong>Os desertores portugueses</strong></h2>



<p>Por exemplo, quando Salazar decidiu ir “para Angola e em força”, na sequência dos primeiros ataques dos grupos independentistas, a sociedade portuguesa também experimentou sentimentos antagónicos: revolta e medo, voluntarismo e oposição, sacrifício e deserção.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1264" height="704" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/09/salazar-guerra.jpg" alt="" class="wp-image-22045"/><figcaption>Salazar, quando declarava guerra nas colónias africanas</figcaption></figure>



<p>Somos um país pequeno, com uma população diminuta. Hoje somos 10 milhões, em 1960 seriamos <strong><a href="https://countrymeters.info/pt/Portugal">8 milhões e 800 mil</a></strong>.</p>



<p>Miguel Cardina no artigo &#8220;A deserção à guerra colonial: história, memória e política&#8221;, publicado em 1988 na&nbsp;Revista de História das Ideias, diz-nos que entre 1961 e 1974 (13 anos de guerra em três frentes africanas &#8211; Angola, Moçambique e Guiné-Bissau), registaram-se 9 mil deserções (soldados que fugiram), e cerca de 200 mil mancebos faltaram à inspeção militar. Números que rondam os 20% do total de jovens que foram chamados para cumprir o serviço militar obrigatório em vigor em Portugal, naquela época<strong><em>.</em> </strong>É um número pesado, representativo do repúdio social por aquela guerra. </p>



<p>A sociedade portuguesa nunca sofreu o &#8220;bullying&#8221; da propaganda política e ideológica que hoje se exerce sobre os antagonistas na guerra da Ucrânia. Naquela época não havia redes sociais e era fácil isolar um país da influência estrangeira.</p>



<p>Quanto à guerra na Ucrânia, não sabemos ainda a dimensão desse repúdio na sociedade russa. Quando na SIC, por exemplo, nos dizem que “milhares de pessoas tentam fugir da Rússia com medo de serem enviados para a guerra”, deviam-nos dizer quantos milhares, quantos homens em idade de combater, quantas mulheres e quantas crianças. Dizer “milhares” apenas, não chega.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="773" height="388" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/09/desercoes-not-sic.jpg" alt="" class="wp-image-22039"/></figure>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2022/09/o-jornalismo-que-nao-se-faz/">O JORNALISMO QUE NÃO SE FAZ</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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