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	<title>Arquivo de cymbalaria muralis - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de cymbalaria muralis - Duas Linhas</title>
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		<title>O bater de asas de uma borboleta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Sep 2025 11:48:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dois inesperados labiozinhos de rosa falam a um ramo florido de Cymbalaria muralis – Ruínas que um sopro de vento para o seu Canto quis levar</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em <em>Poesia – III, </em>escreveu José Gomes Ferreira a «canção daquela borboleta verde que vi, há momentos, aturdida num passeio de Campolide» (XX, p. 23). E perguntou-lhe se procurava «perfumes dormidos» ou «flores geladas», para, no fim, lhe declarar:</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="367" height="161" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/poema-borboleta.png" alt="" class="wp-image-43962" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/poema-borboleta.png 367w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/poema-borboleta-300x132.png 300w" sizes="(max-width: 367px) 100vw, 367px" /></figure>



<p>Longe de mim a ideia de me acomparar ao estro do Poeta; mas se inspiração lhe deu mui singela borboleta verde, também ele próprio inspirou, decerto, muitos outros escritores ou simples escrevinhadores de jornais. A mim, há dias, foi a ruínas que me despertou a atenção e da conversa com ela acabei por querer dar conta («<strong><a href="https://duaslinhas.pt/2025/08/conversar-com-flores/">Conversar com flores</a></strong>»).</p>



<p>Sucedeu, porém, que, dias depois, ao passar, duas pétalas de rosa se soltaram e caíram junto à ruínas, a <em>cymbalaria muralis. </em>E, desta feita, os seus próprios címbalos voltaram a tocar – numa inspiração que chegou a Roma, na imaginação de conversa iniciada, num mundo, o actual, em que há conversas, conversas, com o nome pomposo de ‘conversações’ e que, afinal, não levam a sítio nenhum e nem poesias suscitam!</p>



<p>E o primeiro eco aqui está:</p>



<p>«colloqui sussurri albe e tramonti nascondono una natura che vive e si parla molto più sinceramente di tanti uomini potenti che usano il <em>verbum</em> per ingannare ed uccidere».</p>



<p>“colóquios, sussurros, auroras e poentes escondem uma natureza que vive e dialoga com muito maior sinceridade que tantos poderosos que se servem do <em>verbum</em> para enganar e matar”.</p>



<p> Mas Eugenia Serafini foi mais longe:</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="393" height="685" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/poema.png" alt="" class="wp-image-43960" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/poema.png 393w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/poema-172x300.png 172w" sizes="(max-width: 393px) 100vw, 393px" /></figure></div>


<p>Foi para mim  um privilégio traduzir esta ode do douto falar de Dante Alighieri para a singeleza da língua de Camões.</p>



<p></p>
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		<title>Conversar com Flores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Aug 2025 23:04:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>outrora, os antigos, que percebiam dessas mèzinhas, usavam-nos para tratar das escrófulas, aquelas inflamações ulcerosas que tanto molestavam as pessoas</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/08/conversar-com-flores/">Conversar com Flores</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Reparaste em mim. Fico feliz. Viste as minhas florinhas? Sabes, ninguém repara nelas e a mim custa-me! Ah e a mim cortam-me! Nunca me deixam crescer. É raro eu conseguir mostrar a beleza das minhas corolas. Qualquer gretazinha em muro ou no chão me serve para eu me aninhar e viver. Vivo de pouco e cá vou ficando, enquanto me deixam. A ver as pessoas que passam. Tenho sempre um medo terrível que me pisem. </p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Vejo o teu cão, vejo os pardais e as rolas e os melros a beberem e, por vezes, a tomarem banho na pia que lhes destinaste. É a vida à minha volta. Eu gosto. Depois, aqui escondida na dobra deste degrau, sinto quantos entram e saem da tua casa. Apressados, uns; mas, de um modo geral, tranquilos, sem correria. Oiço o trinco do portão a avisar-me: «Vem gente!». Eu fico curiosa: «Quem será?». </p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-1 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" width="774" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/cao-774x1024.png" alt="" class="wp-image-43350" style="width:454px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/cao-774x1024.png 774w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/cao-227x300.png 227w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/cao-768x1016.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/cao-696x921.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/cao.png 816w" sizes="(max-width: 774px) 100vw, 774px" /></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="905" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/cymbalaria-no-degrau-905x1024.png" alt="" class="wp-image-43351" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/cymbalaria-no-degrau-905x1024.png 905w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/cymbalaria-no-degrau-265x300.png 265w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/cymbalaria-no-degrau-768x869.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/cymbalaria-no-degrau-696x788.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/cymbalaria-no-degrau.png 954w" sizes="auto, (max-width: 905px) 100vw, 905px" /></figure></div></div>
</div>



<p>Fotografaste-me com a sábia aplicação identificativa de plantas e, já percebi, ficaste a saber tudo sobre mim. Até deste um pulo – bem eu vi! – quando, arqueólogo como és, te apercebeste do meu nome: ruínas! E a seguir vem informação sobre o cientista que, pela primeira vez, me identificou: o botânico alemão Philipp Gaertner (1754-1825). Chamou-me cientificamente, em língua latina (fiquei toda babada): <em>Cymbalaria muralis!</em> Já viste? Nome bonito. <em>Muralis,</em> porque o meu reino é o dos muros, como tu, que gostas de encontrar as estruturas arqueológicas. E <em>cymbalaria</em> é giro, não é? Nada tem a ver com o cimbalino do pessoal do Porto, nome de bica por lá, devido à máquina La Cimbali que o prepara. Mas, se calhar, até tenho algo a ver com isso, porque… Olha lá o que diz o dicionário acerca de <em>cymbalum, </em>o címbalo: «Instrumento musical constituído por dois pratos ocos, de metal, que soam quando batem um no outro». Eu acho que não emito som nenhum. Mas gostava. Já viste o que era eu a saudar melodiosamente quem pisasse o degrau e viesse visitar-te? Já agora, diz-me lá o que mais dizem sobre as minhas características.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="776" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/ramo-de-cymbalaria-1024x776.png" alt="" class="wp-image-43354" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/ramo-de-cymbalaria-1024x776.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/ramo-de-cymbalaria-300x227.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/ramo-de-cymbalaria-768x582.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/ramo-de-cymbalaria-696x527.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/ramo-de-cymbalaria-1392x1054.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/ramo-de-cymbalaria-1068x809.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/ramo-de-cymbalaria-1320x1000.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/ramo-de-cymbalaria.png 1426w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Está bem, faço-te a vontade, embora esta linguagem dos botânicos seja um tudo -nada hermética: «Erva vivaz, de glabra a pilosa, de caule até 60 cm». Puxa! Cresces bastante! Bem vejo as tuas amigas ali adiante a ganharem cada vez mais espaço, como quem se espreguiça na praia… Olha, diz aqui que as tuas flores parecem um rosto, de palato amarelo! É verdade: lembram-me as flores das orquídeas em miniatura muito miniatura. Vou <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2025/09/o-bater-de-asas-de-uma-borboleta/">mostrar aos meus amigos</a></strong>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="581" height="581" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/cymbalaria-muralis.png" alt="" class="wp-image-43357" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/cymbalaria-muralis.png 581w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/cymbalaria-muralis-300x300.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/cymbalaria-muralis-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 581px) 100vw, 581px" /></figure></div>


<p>Bem hajas! Fico mesmo muito contente por teres conversado comigo. No fundo, sabes, é bem triste a vida de uma… <em>ruínas!</em> Acontece-lhe com muita frequência o que às outras ruínas, as das casas, sabes, acontece: deixam-nos arruinar-se ainda mais e lá vem o dia em que tudo arrasam, sem sequer fazerem o desenho do que restava. Hoje, porém, deste-me uma alegria… Obrigado!&#8230; Espera aí, não te vais embora ainda, porque tenho mais um segredo para te contar: é que eu pertenço à família das escrofulariáceas! Sabes porquê? Porque, outrora, os antigos, que percebiam dessas mèzinhas, usavam-nos para tratar das escrófulas, aquelas inflamações ulcerosas que tanto molestavam as pessoas, davam uma comichão danada e mau aspecto. Ora aí tens mais uma novidade para contar. Vês como, afinal, mesmo assim pequenina até eu servi para alguma coisa?!&#8230;</p>
</div></div>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/08/conversar-com-flores/">Conversar com Flores</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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