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	<title>Arquivo de crise no jornalismo - Duas Linhas</title>
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	<description>Informação online</description>
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	<title>Arquivo de crise no jornalismo - Duas Linhas</title>
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		<title>JORNAIS IMPRESSOS EM ESTADO TERMINAL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Dec 2025 19:55:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na selva das redes sociais, plataformas globais e conteúdos instantâneos, talvez as empresas se safem, mas o jornalismo não irá sobreviver.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/12/jornais-impressos-em-estado-terminal/">JORNAIS IMPRESSOS EM ESTADO TERMINAL</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A distribuição de jornais e revistas deixou de ser negócio há muito. A principal distribuidora nacional, a VASP, limitou-se agora a reconhecer o óbvio: se não vende, não vale a pena meter carrinhas na estrada para descarregar quilos de papel em distritos onde a procura colapsou. Do ponto de vista estritamente empresarial, a decisão é lógica. Do ponto de vista da coesão nacional, é um abanão no edifício democrático.</p>



<p>A VASP, entretanto, reinventou-se como qualquer empresa que queira sobreviver. A antiga distribuidora da imprensa escrita é hoje parte ativa da engrenagem do comércio eletrónico: encomendas da China, artigos “pechisbeque”, roupa contrafeita, ração para animais. Falta-lhe apenas entrar no circuito das pizzas ao domicílio. O negócio da imprensa tornou-se um parêntesis na atividade da própria distribuidora.</p>



<p>Perante este cenário, os diretores dos jornais e revistas que ainda insistem em imprimir, alguns até fazem notícias, divulgaram agora uma carta conjunta, a que chamaram &#8220;<strong><a href="https://www.dn.pt/media-geral/em-defesa-da-imprensa-alerta-democracia">manifesto</a></strong>&#8220;. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="417" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/DIario-de-noticias-2-1024x417.png" alt="" class="wp-image-45952" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/DIario-de-noticias-2-1024x417.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/DIario-de-noticias-2-300x122.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/DIario-de-noticias-2-768x313.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/DIario-de-noticias-2-696x283.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/DIario-de-noticias-2-1068x435.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/DIario-de-noticias-2.png 1218w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://www.dn.pt/media-geral/em-defesa-da-imprensa-alerta-democracia">Alerta Democrático: Risco de Colapso da Imprensa Escrita em Portugal</a></figcaption></figure>



<p>Não é a primeira. Em setembro, outra carta, assinada por pesos pesados como os patrões Pinto Balsemão e Marco Galinha, pedia uma reunião urgente ao ministro da tutela. A reunião aconteceu, mas o problema continuou.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="879" height="178" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/carta-patroes.png" alt="" class="wp-image-45954" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/carta-patroes.png 879w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/carta-patroes-300x61.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/carta-patroes-768x156.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/12/carta-patroes-696x141.png 696w" sizes="(max-width: 879px) 100vw, 879px" /><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://clubedeimprensa.pt/aconteceu/media/distribuidora-de-imprensa-admite-interior-do-pais-sem-acesso-a-jornais/">Distribuidora VASP admite interior do país sem acesso a jornais – Clube Português de Imprensa</a></figcaption></figure></div>


<h4 class="wp-block-heading"><strong>NAS REDES SOCIAIS, O JORNALISMO NÃO SOBREVIVE</strong></h4>



<p>Os diretores vêm agora avisar que Beja, Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu, Vila Real e Bragança vão ficar sem jornais nos quiosques. E sublinham, com razão, que a ausência de jornais significa a interrupção do acesso a “notícias profissionalmente validadas”. Mas eles sabem que o problema é que as pessoas já abandonaram, há muito, essas mesmas &#8220;notícias validadas&#8221;. A quebra da distribuição é apenas a fase final de um processo iniciado na erosão, alteração se preferirem, dos hábitos de leitura.</p>



<p>É tentador exigir ao Estado que intervenha. Mas o que exatamente se pede? Que subsidie a VASP para continuar a distribuir produtos que já não têm mercado? É isso que sobrará: um apoio público para que a arquitetura simbólica da democracia não colapse de forma demasiado visível. Porém, subsídio por subsídio, talvez fosse mais honesto que os diretores dos jornais fizessem uma vaquinha para criar uma nova distribuidora que possa viver desse subsídio estatal. Seria também uma forma de dar solução ao conflito de interesses de Marco Galinha que é, simultaneamente, proprietário da VASP e de vários jornais que a própria VASP distribui. </p>



<p>No fundo, o que se discute não é a distribuição, mas a sobrevivência da imprensa impressa. É uma questão política. A anunciada interrupção do serviço apenas expõe o que já se sabia: o modelo ruiu. Resta o digital, a selva das redes sociais, plataformas globais e conteúdos instantâneos, onde talvez as empresas se safem, mas o jornalismo não irá sobreviver.</p>



<p> </p>



<p></p>
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		<title>JORNALISMO COLABORACIONISTA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Jun 2025 19:27:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[3 anos de guerra na Ucrânia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>cruzar informação, comparar fontes, ouvir os dois lados e ter memória.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A notícia diz que “o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assinou este domingo um decreto para retirar a Ucrânia da convenção internacional sobre a proibição de minas antipessoais, conhecida como Convenção de Otava. A decisão acontece após mais de três anos de invasão por parte da Rússia, que utiliza estes explosivos.” Diz ainda que “A Ucrânia ratificou este tratado em 2005, mas a Rússia não fez o mesmo.”</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="752" height="421" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/noticia-rtp.png" alt="" class="wp-image-42668" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/noticia-rtp.png 752w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/noticia-rtp-300x168.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/noticia-rtp-696x390.png 696w" sizes="(max-width: 752px) 100vw, 752px" /><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://www.rtp.pt/noticias/mundo/decisao-dificil-e-necessaria-zelensky-assina-decreto-para-retirar-ucrania-de-convencao-antiminas_n1665668">Decisão &#8220;difícil&#8221; e &#8220;necessária&#8221;. Zelensky assina decreto para retirar Ucrânia de convenção antiminas</a></figcaption></figure></div>


<p>Acontece que a Ucrânia tem, desde sempre, utilizado minas antipessoais e anticarro, mas isso já a notícia não diz. É uma arma utilizada com bastante frequência pelos ucranianos, principalmente as chamadas “minas-pétala” (PFM-1), proibidas pela Convenção de Otava por serem indiscriminadas e especialmente perigosas para civis, incluindo crianças. Isto foi amplamente documentado por organizações como a Human Rights Watch.</p>



<p>As <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2022/08/petalas-da-ucrania/">“pétalas</a></strong>” são despejadas sobre ruas e jardins dos núcleos urbanos, através de obuses de artilharia que quando rebentam espalham dezenas ou centenas destes explosivos que são <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2022/07/petalas-explosivas/">fácilmente pisados</a></strong> pelas pessoas. O perigo é maior para as crianças. Enquanto uma mina deste tipo decepa uma perna a um adulto, corta ao meio uma criança.</p>



<p>Logo em 2022, a utilização desta arma foi denunciada pelo representante da Rússia nas Nações Unidas, mas ninguém prestou atenção.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Pétalas da Ucrânia" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/VWmFQiKTbRw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><sub>vídeo publicado em agosto de 2022</sub></figcaption></figure>



<p>A Convenção de Otava de 1997, assinada por mais de 160 países, proíbe a utilização, o armazenamento, a produção e a comercialização de minas antipessoais. Mas não passa de mais uma farsa, uma vez que ninguém respeita este tipo de tratados, mesmo quando os subscrevem. O facto de Zelensky vir agora decretar a saída da Ucrânia desta convenção, não passa de hipocrisia. Durante anos, a Ucrânia violou a convenção que tinha subscrito, enquanto fingia estar a respeitar o tratado.</p>



<p>O uso indiscriminado de minas antipessoais em zonas civis é um crime de guerra, seja no Donbass ou na Palestina, em Angola ou no Vietname. A Ucrânia pode sair agora da Convenção de Otava, mas continua responsável por ações passadas. Os crimes de guerra não prescrevem nem são anulados. No entanto, a aplicação do direito internacional depende de quem vence a guerra.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O jornalismo engajado</strong></h4>



<p>O que mais estranhamos é as notícias no Ocidente serem tão tendenciosas. A imprensa ocidental não é homogénea nem está sempre errada, mas tem sido parcial e seletiva na cobertura das mais recentes guerras em que o Ocidente está envolvido, seja na Ucrânia ou na Palestina.</p>



<p>Não basta receber informação das agências internacionais, dos governos ou das páginas oficiais nas redes sociais de grupos e dirigentes políticos. É preciso cruzar informação, comparar fontes, ouvir os dois lados e ter memória.</p>
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		<title>GUTERRES BEM AVISA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Jun 2024 23:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[António Guterres]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os “comerciantes de ódio que semeiam medo e a antagonismo na superestrada da informação” e o “uso crescente do ciberespaço como uma nova arma nas guerras em curso” são as características dos meios digitais que mais preocupam o secretário-geral da ONU, António Guterres. &#160; Guterres deixou avisos sobre os que promovem a intolerância política na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os “comerciantes de ódio que semeiam medo e a antagonismo na superestrada da informação” e o “uso crescente do ciberespaço como uma nova arma nas guerras em curso” são as características dos meios digitais que mais preocupam o secretário-geral da ONU, António Guterres. &nbsp;</p>



<p>Guterres deixou avisos sobre os que promovem a intolerância política na internet, a que chamou “hacktivistas” porque, na sua opinião, contribuem para eliminar as fronteiras entre combatentes e civis.&nbsp; &nbsp;</p>



<p>Nenhuma guerra da era moderna dispensa piratas informáticos, armamento real apetrechado com IA, ataques a instituições públicas, manipulação de opinião pública, interferência em processos eleitorais, de modo a alimentar tensões sociais e criar situações de violência.</p>



<p>Para o líder das Nações Unidas, os perpretadores estão identificados. Quase sempre, são atores estatais, serviços secretos, unidades especializadas em contrainformação, mas também partidos políticos de ideologias totalitárias.</p>



<p>No discurso que fez na apresentação do programa <strong><a href="https://news.un.org/pt/story/2024/06/1833546">Princípios Globais da ONU para a Integridade da Informação</a></strong>, Guterres afirmou que “a desinformação e o discurso de ódio alimentam o preconceito e a violência, exaltam divisões e conflitos, demonizam minorias e comprometem a integridade das eleições.”</p>



<p>As ameaças ao jornalismo não são novas, mas proliferam a uma velocidade sem precedentes nas plataformas digitais, sobrecarregadas pelas tecnologias de IA. “A ciência, os fatos, os direitos humanos, a saúde pública e a ação climática estão sob ataque”, diz Guterres, lembrando que os ataques ao jornalismo são ataques contra a democracia.</p>



<p>“Algoritmos sem transparência empurram as pessoas para bolhas de informação e reforçam preconceitos, incluindo racismo, misoginia e discriminação de todos os tipos”, diz Guterres que aponta os grupos mais em risco: mulheres, refugiados, migrantes, minorias, ativistas, pesquisadores, cientistas e líderes políticos.</p>



<p>&#8220;O mundo precisa responder aos danos causados pela disseminação de ódio e mentiras online e, ao mesmo tempo, defender com firmeza os direitos humanos&#8221;, concluiu o secretário-geral das Nações Unidas.</p>
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		<title>A Crise do Jornalismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rui Naldinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jan 2024 00:05:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[despedimentos na Global Media]]></category>
		<category><![CDATA[salvar a comunicação social]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Podia começar por responsabilizar em parte os jornalistas, as primeiras vitimas, por muitas das vezes se terem posto a jeito, para que tudo isto acontecesse. Mas não vou por aí, numa altura em que esgrimir culpas, nada acrescenta. Até porque em todas as classes profissionais, eles não são exceção, o instinto de sobrevivência é sempre [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Podia começar por responsabilizar em parte os jornalistas, as primeiras vitimas, por muitas das vezes se terem posto a jeito, para que tudo isto acontecesse. Mas não vou por aí, numa altura em que esgrimir culpas, nada acrescenta. Até porque em todas as classes profissionais, eles não são exceção, o instinto de sobrevivência é sempre mais forte de que a consciência de classe. &nbsp;</p>



<p>A comunicação social deixou de ser um investimento rentável, com interesse para pequenos grupos de acionistas, jornalistas, editores e livreiros, publicitários ou até associações empresariais, por razões diversas. Resta a Igreja por motivos óbvios e um ou outro grande grupo económico que necessita de ter voz própria no mundo mediático, como é por exemplo, o caso da Sonae, com o Público. Este caso até deveria ser estudado. Como o mundo empresarial pode ter um bom jornal, sem estar agarrado a agendas ideológicas. O que já não acontece com o Observador ou o Correio da Manhã. Um com uma clara agenda liberal, associada ao PSD, e o outro um tabloide que mais parece um pasquim.</p>



<p>Salvar a comunicação social livre e democrática é tao urgente como salvar o clima e os ecossistemas. A imprensa escrita e falada é o gás que inalamos todos os dias para conseguirmos olhar o mundo que nos rodeia, para além do nosso circulo restrito de amizades. Que nos põe a pensar, mesmo quando uma noticia nos irrita ou entristece.</p>



<p>Não sendo um negócio rentável há que apresentar soluções para que não morramos todos no obscurantismo medieval do boato, da mentira e insinuação das redes sociais, cuja credibilidade vale menos que um pregão de feira.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Os que se dizem democratas devem ponderar de forma séria e obstinada como salvar o instrumento mais forte na defesa da liberdade e do estado de direito, a Comunicação Social. Sem ela, não só morremos estúpidos, como deixamos de ser livres.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="639" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/crise-no-jornalismo-2-1024x639.jpg" alt="" class="wp-image-31502" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/crise-no-jornalismo-2-1024x639.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/crise-no-jornalismo-2-300x187.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/crise-no-jornalismo-2-768x479.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/crise-no-jornalismo-2-1536x958.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/crise-no-jornalismo-2-696x434.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/crise-no-jornalismo-2-1392x868.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/crise-no-jornalismo-2-1068x666.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/crise-no-jornalismo-2.jpg 1624w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">banca de jornais e revistas</figcaption></figure></div>


<p>Tal como a leitura é importante para a nossa formação ao nível da escrita e da oralidade, incentivar os jovens a ler jornais também é. A ouvir a rádio. A melhor forma de os atrair para essa leitura é o próprio Estado proporcionar através do sistema educativo, aulas com essa temática, e o desenvolvimento de jornais e rádios dentro do agrupamento escolar, com a contratação de profissionais do sector, para ajudar a formar essa gente, não como uma disciplina curricular, mas como formação cívica. Promover o mecenato nessa área, apoiando empresas que os ajudem a formar, por exemplo, uma rádio.</p>



<p>Para o cidadão comum é necessário dar apoios à assinatura de jornais, tanto de circulação nacional como regionais. Através de medidas fiscais que mitiguem a despesa no agregado familiar, com essa compra. O abate em sede de IRS de pelo menos 50% dessa aquisição, deveria ser ponderada.</p>



<p>Não fazer nada é caminhar para o obscurantismo. É isso que queremos?</p>
</div></div>
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		<title>DEPUTADOS CHAMAM DIRETORES DEMISSIONÁRIOS DA GLOBAL MEDIA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jan 2024 00:15:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[LIFESTYLE]]></category>
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		<category><![CDATA[World Opportunity Fund]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quatro dos 11 diretores demissionários na Global Media estiveram na Assembleia da República, chamados pela Comissão de Cultura para responderem a questões relacionadas com o que se passa naquele grupo de comunicação social: os problemas financeiros, as ameaças de despedimento coletivo, o risco de falência. Pelo que ali se ouviu, há histórias que estão a [&#8230;]</p>
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<p>Quatro dos 11 diretores demissionários na Global Media estiveram na Assembleia da República, chamados pela Comissão de Cultura para responderem a questões relacionadas com o que se passa naquele grupo de comunicação social: os problemas financeiros, as ameaças de despedimento coletivo, o risco de falência.</p>



<p>Pelo que ali se ouviu, há histórias que estão a ser mal contadas pelos novos administradores. Por exemplo, foi dito que o Jornal de Notícias continua a dar milhões de lucro, que o jornal O Jogo é autosustentável e que o site Dinheiro Vivo também não dá prejuizo. </p>



<p>O grupo mudou de mãos recentemente, passou a ser controlado pelo World Opportunity Fund, um fundo de investimento registado nas Bahamas e que não se sabe bem a quem pertence.</p>



<p>Não se percebe como é possível que novos acionistas tenham mudado de opinião em duas semanas, passando do anúncio de investimentos para os anúncios de despedimentos.</p>



<p>O que está a acontecer é típico da atuação de grupos capitalistas selvagens, aqueles que não respeitam direitos de trabalhadores nem reconhecem a validade do serviço público que as empresas de comunicação social têm obrigação de prestar.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Diretores da Global Media na Assembleia da República" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/d8N1hZyF2f0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>vídeo</sup></em></figcaption></figure>



<p>Para os deputados, há dois mistérios que deveriam ser respondidos. O primeiro é a origem do World Opportunity Fund e o que os motivou para virem aqui comprar um grupo de media, e o segundo mistério é a escolha de José Paulo Fafe para a administração, dúvidas que estes quatro diretores não souberam esclarecer.</p>



<p>A empresa deve 7 milhões e meio de euros à segurança social. Permitir que este tipo de dívidas se acumulem é uma questão da responsabilidade política, que prejudica a sociedade em geral, principalmente aqueles que mais precisam de usufruir do SNS ou dos apoios da segurança social.</p>



<p></p>
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		<title>O FIM DO JORNALISMO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Dec 2023 00:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em todo o mundo, os jornais deixaram de ser impressos, mas os sites não conseguiram gerar receitas. Sem receitas suficientes da publicidade, com poucos assinantes dispostos a pagar para consumir informação, mesmo as empresas mais reputadas estão a despedir ou já fecharam, casos do BuzzFeed News, Vice e HuffPost, entre outros. E se na América [&#8230;]</p>
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<p>Em todo o mundo, os jornais deixaram de ser impressos, mas os sites não conseguiram gerar receitas. Sem receitas suficientes da publicidade, com poucos assinantes dispostos a pagar para consumir informação, mesmo as empresas mais reputadas estão a despedir ou já fecharam, casos do BuzzFeed News, Vice e HuffPost, entre outros.</p>



<p>E se na América é assim, em Portugal é de chorar… As sucessivas ondas de despedimentos comprovam-no. Nos últimos 25 anos, muitas centenas de jornalistas foram despedidos, o que não evitou o encerramento de muitas empresas do setor.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="771" height="302" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/despedimntos.jpg" alt="" class="wp-image-30963" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/despedimntos.jpg 771w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/despedimntos-300x118.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/despedimntos-768x301.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/despedimntos-696x273.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 771px) 100vw, 771px" /></figure></div>


<p>A próxima onda a rebentar na praia vai ser a <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/11/razia-nas-redacoes-do-jn-o-jogo-e-tsf/">Global Media</a></strong>, mas já houve muitas outras. E esta não é a primeira crise. Houve uma outra, nos anos 80 e 90 do século XX, quando muitos jornais e revistas que surgiram a seguir à revolução de abril de 1974 acabaram falidos e a lançar centenas para o desemprego.</p>



<p>Hoje, assistimos a uma espécie de repetição dessa história. Os jornais estão sem leitores, as rádios e as televisões agonizam, incapazes de convencer as audiências que fugiram para as redes sociais a regressar. Com a diminuição das audiências, o preço da publicidade é cada vez mais baixo. Os anunciantes deixaram de ser o pilar financeiro da comunicação social, porque a publicidade que antes lhes custava uma fortuna, agora fazem-no baratucho nas redes sociais. Despedir tem sido a medida de gestão mais comum, mas não tem resolvido o problema.</p>



<p>Sem craques o jogo fica desinteressante, sem bons jornalistas não será possível recuperar a atenção do público. A migração para a internet foi vista como a salvação, mas como não havia modelo de negócio, as empresas não investiram. Os sites noticiosos repetem-se uns aos outros, raramente há verdadeiros exclusivos com interesse, quase não há reportagens. A mediocridade não convence ninguém e, por isso, o negócio baseado no acesso pago não tem vingado.</p>



<p>O desinteresse motivou o afastamento do público, as audiências estilhaçaram-se no caos esquizofrénico das redes sociais onde todos falam e ninguém ouve ninguém. Está tudo a mudar, não sabemos como vai ficar. Apenas sabemos que o jornalismo está a morrer.</p>



<p>A crise agudizou-se com a sensação de que a comunicação social está cada vez mais obediente aos políticos e aos patrões do sistema. As duas guerras do momento demonstram como as <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/10/o-jornalismo-decapitado/">iniquidades da política</a></strong> comandam as editorias das redações. Há os invasores bons e os que não se podem tolerar, há os crimes de guerra de uns e o direito à defesa de outros, há as mentiras que são validadas e as verdades que são ignoradas.   </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="779" height="289" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/jornalismo.jpg" alt="" class="wp-image-30964" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/jornalismo.jpg 779w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/jornalismo-300x111.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/jornalismo-768x285.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/12/jornalismo-696x258.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 779px) 100vw, 779px" /></figure></div>


<p></p>
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		<title>RAZIA NAS REDAÇÕES DO JN, O JOGO E TSF</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2023/11/razia-nas-redacoes-do-jn-o-jogo-e-tsf/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Nov 2023 00:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[crise no jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[crise nos media]]></category>
		<category><![CDATA[despedimentos na Global Media]]></category>
		<category><![CDATA[Marco Galinha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A administração da Global Media anunciou um despedimento coletivo que vai afetar 150 trabalhadores. Segundo informação divulgada pelos delegados sindicais dos jornalistas no Jornal de Notícias,  serão &#8220;56 trabalhadores dos serviços partilhados e setor comercial, 40 da redação do Jornal de Notícias, 30 da TSF e um número ainda indefinido de O Jogo&#8221;. Uma razia. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A administração da Global Media anunciou um despedimento coletivo que vai afetar 150 trabalhadores. Segundo informação divulgada pelos delegados sindicais dos jornalistas no Jornal de Notícias,  serão &#8220;56 trabalhadores dos serviços partilhados e setor comercial, 40 da redação do Jornal de Notícias, 30 da TSF e um número ainda indefinido de O Jogo&#8221;.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Uma razia. Isto, menos de 24 horas depois do novo administrador, José Paulo Fafe, ter afirmado ao portal Eco que, relativamente a despedimentos, &#8220;não há decisão nenhuma&#8221;. Enganou-se, por certo. Ou então, mudou de ideias.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/o-jogo-2-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-30292" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/o-jogo-2-1024x576.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/o-jogo-2-300x169.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/o-jogo-2-768x432.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/o-jogo-2-1536x864.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/o-jogo-2-696x392.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/o-jogo-2-1392x783.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/o-jogo-2-1068x601.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/o-jogo-2.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Os trabalhadores do JN solicitaram ao Sindicato dos Jornalistas a preparação de um pré-aviso de greve para os dias 06 e 07 de dezembro. Um plenário foi marcado para 30 de novembro.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/jornal-de-noticias-2-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-30290" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/jornal-de-noticias-2-1024x576.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/jornal-de-noticias-2-300x169.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/jornal-de-noticias-2-768x432.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/jornal-de-noticias-2-1536x864.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/jornal-de-noticias-2-696x392.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/jornal-de-noticias-2-1392x783.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/jornal-de-noticias-2-1068x601.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/jornal-de-noticias-2.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>No site do Sindicato dos Jornalistas, está escrito ser &#8220;inadmissível, inviável e impensável&#8221; a intenção do Global Media de avançar com o despedimento de 150 pessoas, &#8220;quase um terço dos cerca de 500 trabalhadores” do grupo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/tsf-2-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-30288" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/tsf-2-1024x576.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/tsf-2-300x169.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/tsf-2-768x432.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/tsf-2-1536x864.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/tsf-2-696x392.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/tsf-2-1392x783.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/tsf-2-1068x601.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/tsf-2.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Cenas recorrentes no setor da comunicação social. As administrações não têm nenhuma estratégia para recuperar o público que se afastou dos media tradicionais. Apenas sabem reduzir despesa, matando redações, aniquilando as empresas. Nem se percebe por que razão alguma vez estiveram interessados no setor.</p>
</div></div>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>QUANDO MARCO GALINHA CHEGOU&#8230;</strong></h3>



<p>O&nbsp;Global Media é um dos maiores grupos de media portugueses. Não tem um grande canal de televisão, mas está na imprensa, na rádio e no digital. Essencialmente, tem alguns dos títulos históricos da imprensa portuguesa, como é o caso do Diário de Notícias, Jornal de Notícias e o Açoreano Oriental, entre outros.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Mas as coisas não têm corrido bem, pelos vistos. Quando <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2020/11/galinha-no-diario-de-noticias/">Marco Galinha</a></strong> investiu nos media, tentou ficar bem na fotografia. Mas foi sol de pouca dura.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/alhQjLg.jpg" alt="" class="wp-image-4981"/><figcaption class="wp-element-caption">Marco Galinha em 2020</figcaption></figure>
</div></div>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/11/razia-nas-redacoes-do-jn-o-jogo-e-tsf/">RAZIA NAS REDAÇÕES DO JN, O JOGO E TSF</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>TSF RÁDIO SEM NOTÍCIAS</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2023/09/tsf-radio-sem-noticias/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Sep 2023 22:24:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A rádio TSF foi uma invenção de Emídio Rangel. Durante muitos anos manteve as características que a progenitura lhe transmitiu, de jornalismo assertivo e alegria no trabalho. Mas o tempo e o cansaço corroeram a máquina, erosão exponenciada pelos sucessivos proprietários sempre mais interessados num negócio irreal do que no serviço de informar. A TSF [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A rádio TSF foi uma invenção de Emídio Rangel. Durante muitos anos manteve as características que a progenitura lhe transmitiu, de jornalismo assertivo e alegria no trabalho. Mas o tempo e o cansaço corroeram a máquina, erosão exponenciada pelos sucessivos proprietários sempre mais interessados num negócio irreal do que no serviço de informar.</p>



<p>A TSF tornou-se num dos paradigmas das notícias patrocinadas, na mixórdia entre interesses particulares, políticos, empresariais, e a informação noticiosa. Foi perdendo público e perdendo futuro. Hoje, chegou ao ponto de pagar os magros salários com atraso. A greve vem tarde, se a ideia for salvar o que resta da TSF.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Greve na TSF" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/aUDqbJbed78?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption">vídeo</figcaption></figure>
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		<title>JORNALISTAS ESPIÕES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Aug 2023 18:43:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[CIA]]></category>
		<category><![CDATA[crise no jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[ética no jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[jornalistas espiões]]></category>
		<category><![CDATA[manipulação]]></category>
		<category><![CDATA[Programa Mockingbird]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um velho programa de manipulação das opiniões públicas, do tempo da Guerra fria, continua a ser executado hoje pela CIA. Trata-se da &#8220;Operação Mockingbird&#8221;. Um dos candidatos à Presidência dos EUA, o democrata Robert F. Kennedy Júnior, denuncia esta situação e promete acabar com ela, se chegar à presidência.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/08/jornalistas-espioes/">JORNALISTAS ESPIÕES</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
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<p>Um velho programa de manipulação das opiniões públicas, do tempo da Guerra fria, continua a ser executado hoje pela CIA. Trata-se da &#8220;Operação Mockingbird&#8221;. Um dos candidatos à Presidência dos EUA, o democrata <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/07/america-sempre-em-guerra/">Robert F. Kennedy Júnior</a></strong>, denuncia esta situação e promete acabar com ela, se chegar à presidência.</p>



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		<title>POBRES JORNALISTAS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Feb 2023 23:01:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A maioria dos jornalistas ganha mal, um pouco à semelhança do que se passa na generalidade das classes profissionais em Portugal. É verdade que há alguns milionários na profissão, mas os casos de ordenados chorudos são relativamente poucos e, quase sempre, apenas premeiam os “papagaios” televisivos. Não há um único repórter que tenha um nível [&#8230;]</p>
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<p>A maioria dos jornalistas ganha mal, um pouco à semelhança do que se passa na generalidade das classes profissionais em Portugal. É verdade que há alguns milionários na profissão, mas os casos de ordenados chorudos são relativamente poucos e, quase sempre, apenas premeiam os “papagaios” televisivos.</p>



<p>Não há um único repórter que tenha um nível salarial equiparado ao de um pivot de jornal televisivo. Não há um. E, no entanto, são os repórteres que fazem todos os conteúdos de um noticiário, seja num jornal, na rádio, no site ou na televisão. Sempre foi assim.</p>



<p>E quanto toca a despedir, os critérios de escolha variam entre ser mais velho e, portanto, mais bem pago, ser menos acomodado a injustiças praticadas na empresa, ser notoriamente melhor profissional que as chefias ou não ir para a cama com quem manda. Dizer não nunca foi coisa bem vista. Nem mesmo nas redações.</p>



<p>Há quem pense que os jornalistas têm o que merecem, genericamente falando. Por serem uma classe profissional acobardada. Na verdade, num setor onde os aumentos salariais rareiam, também têm sido raras as greves e as manifestações públicas de protesto.</p>



<p>Hoje, ficámos a saber que há vários conflitos em surdina em diferentes redações. Na rádio TSF, do grupo Global Media (GMG), os trabalhadores fizeram um plenário para pedir mais dinheiro à entidade patronal. Na SIC, 150 trabalhadores protestaram em silêncio por aumentos salariais. Não se ouviu nada, cá fora.</p>



<p>Também na LUSA, no Jornal de Notícias, na TVI/CNN, no jornal A Bola, na RTP, há conflitos laborais latentes ou em curso. Nuns casos porque as empresas estão em novos processos de redução de pessoal, noutros porque os aumentos salariais propostos pelo patronato são inferiores a 1 euro por dia.</p>



<p>O Sindicato dos Jornalistas (SJ) diz estar “a acompanhar as várias situações”, mas não se nota qualquer eficácia nesse acompanhamento. Há décadas que o setor tem vindo a ser maltratado e o jornalismo cada vez mais desconsiderado. O sindicato não tem tido uma ação capaz de reverter a situação cada vez mais precária dos profissionais.</p>



<p>O SJ é um sindicato enfraquecido. Em muitas redações, a maioria dos jornalistas não está filiada no sindicato. No final do ano passado, para tentar contrariar essa realidade, o SJ lançou uma <strong><a href="https://jornalistas.eu/campanha-especial-de-angariacao-de-socios/">campanha de angariação</a></strong> de sócios um tanto estranha. Prometia os habituais descontos em seguros, transportes, viagens, hotéis, mas dava uma borla nas quotas até abril de 2023. Esqueceram-se de leiloar um automóvel…</p>
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