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	<title>Arquivo de cooperação internacional - Duas Linhas</title>
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		<title>DIFERENTES MODOS DE OLHAR O MUNDO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2025 18:42:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Conferência das Nações Unidas sobre Financiamento para o Desenvolvimento, que decorreu em Sevilha no início de julho de 2025, culminou com a adoção de um documento conhecido como o &#8220;Compromisso de Sevilha&#8221;, subscrito por 192 dos 193 Estados-membros da ONU. A exceção foram os Estados Unidos, que se autoexcluiram do acordo, exigindo que o [&#8230;]</p>
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<p>A Conferência das Nações Unidas sobre Financiamento para o Desenvolvimento, que decorreu em Sevilha no início de julho de 2025, culminou com a adoção de um documento conhecido como o &#8220;Compromisso de Sevilha&#8221;, subscrito por 192 dos 193 Estados-membros da ONU. A exceção foram os Estados Unidos, que se autoexcluiram do acordo, exigindo que o texto fosse submetido a votação formal e abandonando as negociações dias antes do início da conferência.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Com Trump, os EUA só estão interessados no <em>business</em> e no <em>profit</em>, negócio e lucro, sem o que não mexem uma palha excepto em situações que implicam a proteção dos interesses americanos, como será o caso do apoio ao Estado genocida de Israel. Não estão interessados em altruísmos, direitos humanos ou defesa dos mais fracos e ajuda aos mais pobres.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>A COOPERAÇÃO E A INGERÊNCIA</strong></h4>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="287" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/compromisso-de-sevilha-1-1024x287.jpg" alt="" class="wp-image-43321" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/compromisso-de-sevilha-1-1024x287.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/compromisso-de-sevilha-1-300x84.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/compromisso-de-sevilha-1-768x215.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/compromisso-de-sevilha-1-696x195.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/compromisso-de-sevilha-1-1068x300.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/compromisso-de-sevilha-1.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">foto de &#8220;família&#8221; dos participantes na conferência da ONU sobre Financiamento e Desenvolvimento 2025, Sevilha</figcaption></figure></div>


<p>O &#8220;Compromisso de Sevilha&#8221; propõe uma tentativa de redesenhar a cooperação internacional, com uma nova arquitetura financeira global para controlar o sobre-endividamento dos países mais pobres e promover o desenvolvimento sustentável. Entre as medidas concretas estão, por exemplo, a criação de cláusulas automáticas de suspensão de pagamento da dívida em caso de catástrofes naturais ou crises sociais graves, a promessa de triplicar o financiamento dos bancos multilaterais de desenvolvimento até 2035 ou a criação de uma agência africana de notação de risco que evite os enviesamentos das agências ocidentais que classificam os países mais endividados como &#8220;lixo&#8221;. Seja como for, mantêm-se os mecanismos financeiros típicos do capitalismo.</p>
</div></div>



<p>Estes &#8220;mecanismos&#8221; só terão impacto real se acompanhados de um novo equilíbrio nas relações internacionais. O financiamento estará, em muitos casos, sujeito a contrapartidas como reformas fiscais, combate à corrupção, proteção ambiental ou reforço da governação democrática. Isto levanta questões sobre a soberania efetiva dos Estados recipientes, que sempre foram contestadas e que, em muitos casos, impediram no passado um relacionamento saudável entre financiadores e financiados.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>RÚSSIA E CHINA &#8220;CORREM POR FORA&#8221;</strong></h4>



<p>Neste contexto, a postura da Rússia oferece um contraponto revelador. Por exemplo, Moscovo já perdoou a totalidade da dívida bilateral da Guiné-Bissau, num gesto de cooperação que não foi acompanhado de exigências públicas, nem de contrapartidas visíveis. Foi uma abordagem silenciosa, bilateral, e desprovida de condicionalismos declarados. Agora, a Rússia participou na conferência de Sevilha, com uma intervenção em que criticou a ineficácia da ajuda condicionada por questões da política e apelou a formas mais pragmáticas de cooperação. Apesar de ter expressado reservas pontuais, subscreveu o &#8220;Compromisso de Sevilha&#8221;.</p>



<p>A China, embora mantenha uma política de cooperação bilateral intensa e moldada por interesses estratégicos &#8211; como o acesso a matérias-primas, rotas logísticas ou influência política &#8211; também assinou o documento final. A sua atuação em Sevilha parece alinhar-se com o espírito multilateral do acordo, sem abdicar do modelo que tem praticado nas últimas duas décadas: uma presença robusta em África, baseada em crédito para infraestruturas, construção civil, energia e transportes, sem nunca exigir a imposição de quaisquer modelos políticos.</p>



<p>Assim, enquanto em Sevilha se esboçou uma nova arquitetura financeira que tenta conciliar o imperativo do desenvolvimento com os interesses e condicionalismos dos financiadores, outros atores como a Rússia e a China oferecem vias alternativas menos intrusivas no discurso, mesmo se nem sempre desinteressadas na prática. </p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>COOPERAÇÃO MAIS JUSTA, PEDIU SISSOCO</strong></h4>



<p>O que temos e o que continuaremos a ter, é uma cooperação internacional que serve de arma de arremesso e de propaganda política, numa disputa global de poder protagonizada pelos maiores potências mundiais que lutam entre si pelo controlo de matérias primas e rotas de comércio. </p>



<p>Como exemplo do fracasso que tem sido constatado ao longo de décadas de cooperação do Ocidente com África, o Presidente da Guiné-Bissau disse, no seu discurso, que &#8220;países como a Guiné-Bissau precisam de mobilizar recursos significativos&#8221; para concretizar os objetivos de desenvolvimento sustentável acordados pela comunidade internacional &#8220;muito além do possível atualmente com receitas internas ou ajuda externa&#8221;. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="872" height="820" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/compromisso-de-sevilha-2.jpg" alt="" class="wp-image-43323" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/compromisso-de-sevilha-2.jpg 872w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/compromisso-de-sevilha-2-300x282.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/compromisso-de-sevilha-2-768x722.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/08/compromisso-de-sevilha-2-696x654.jpg 696w" sizes="(max-width: 872px) 100vw, 872px" /><figcaption class="wp-element-caption">O Presidente da Guiné-Bissau na Conferência da ONU sobre Financiamento e Desenvolvimento</figcaption></figure></div>


<p>Esta foi a quarta conferência da ONU sobre financiamento ao desenvolvimento, mas &#8220;infelizmente os compromisso e objetivos assumidos&#8221; anteriormente, &#8220;não estão plenamente concretizados&#8221;, disse o Presidente africano. &#8220;É momento de rever a abordagem e encontrar mecanismos de financiamento mais realistas e adaptados às necessidades dos países em desenvolvimento&#8221;, afirmou Umáro Sissoco Embaló, como quem diz que África precisa de dinheiro mais barato.</p>
</div></div>
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