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	<title>Arquivo de conflitos laborais - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de conflitos laborais - Duas Linhas</title>
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		<title>TSF RÁDIO SEM NOTÍCIAS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Sep 2023 22:24:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A rádio TSF foi uma invenção de Emídio Rangel. Durante muitos anos manteve as características que a progenitura lhe transmitiu, de jornalismo assertivo e alegria no trabalho. Mas o tempo e o cansaço corroeram a máquina, erosão exponenciada pelos sucessivos proprietários sempre mais interessados num negócio irreal do que no serviço de informar. A TSF [&#8230;]</p>
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<p>A rádio TSF foi uma invenção de Emídio Rangel. Durante muitos anos manteve as características que a progenitura lhe transmitiu, de jornalismo assertivo e alegria no trabalho. Mas o tempo e o cansaço corroeram a máquina, erosão exponenciada pelos sucessivos proprietários sempre mais interessados num negócio irreal do que no serviço de informar.</p>



<p>A TSF tornou-se num dos paradigmas das notícias patrocinadas, na mixórdia entre interesses particulares, políticos, empresariais, e a informação noticiosa. Foi perdendo público e perdendo futuro. Hoje, chegou ao ponto de pagar os magros salários com atraso. A greve vem tarde, se a ideia for salvar o que resta da TSF.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Greve na TSF" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/aUDqbJbed78?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption">vídeo</figcaption></figure>
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		<title>JORNALISTAS DA LUSA, O DINHEIRO E A SOLIDARIEDADE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Apr 2023 23:01:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há jornalistas na agência Lusa que levam para casa salários inferiores ao SMN. Salários (em forma de avença) na ordem dos 400 ou 500 euros por mês. Passaram mais de 10 anos. “Comecei a ganhar à peça. Agora tenho uma avença miserável. Com a retenção na fonte, ficam 450 euros”, é o relato de um [&#8230;]</p>
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<p>Há jornalistas na agência Lusa que levam para casa salários inferiores ao SMN. Salários (em forma de avença) na ordem dos 400 ou 500 euros por mês.</p>



<p>Passaram mais de 10 anos. “Comecei a ganhar à peça. Agora tenho uma avença miserável. Com a retenção na fonte, ficam 450 euros”, é o relato de um correspondente regional da Lusa que trabalha diariamente, que muitas vezes não tem folgas nem feriados. “No dia a dia, são 10 a 12 horas de trabalho seguidas. Sábados e domingos incluídos”, diz-nos este jornalista sob anonimato, para tentar evitar represálias.</p>



<p>Não é caso único. O medo do despedimento é geral. É muito fácil despedir quem não tem vínculo com a empresa, mesmo se trabalha diariamente, anos a fio.</p>



<p>“Trabalhamos tristes”, diz-nos uma jornalista da Lusa que nos disse haver na empresa tratamento diferenciado para quem é amigo ou amiga de chefes e alinha em jantaradas de grupinhos de colegas.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>PREPAV, mitigadas boas intenções do Governo</strong></h3>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Algum consentimento face ao assédio sexual, rebaixamento em assédio moral, a submissão, parecem ser vias para alguns conseguirem ultrapassar obstáculos como a entrada nos quadros e obter salários menos indignos.</p>



<p>Em 2019, vinte e cinco trabalhadores precários da Lusa foram integrados no quadro da empresa, no âmbito do programa de regularização extraordinária dos vínculos precários na Administração Pública (PREVPAP). Mas um número maior ficou de fora, na mesma precariedade, sujeitos a exploração laboral. </p>



<p>&#8220;O PREPAV só deu para resolver os problemas dos grupinhos&#8221;, disse-nos um dos jornalistas  excluídos desse programa. &#8220;Quem entra para o quadro são amigos e amigas de alguém da chefia, levam bolinhos para a redação e alinham nas jantaradas de grupinhos&#8221;, diz-nos outro.</p>



<p>“Trabalho como qualquer jornalista do quadro” afirma um desses precários de longa data, que sente a injustiça na carne porque, como diz, “já queimei muito o rosto ao sol, em incêndios, valentes molhas em enxurradas&#8230;”. Não há desgraça que não seja notícia, exceto a desgraçada vida de quem faz a notícia.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>&#8220;Não tenho para comer&#8221;</strong></h3>
</div></div>



<p>A maioria dos jornalistas da Lusa com quem falámos são evidentes casos de falsos recibos verdes. Dir-se-ia que facilmente poderão prová-lo em tribunal, depois de uma década de trabalho diário. Mas há sempre uma dose de incerteza que lhes rói a vontade. E quem abusa deles, aproveita-se disso. E sentem-se sós. Uma visita ao site do Sindicato dos Jornalistas revela a ausência de preocupação com a situação laboral destes trabalhadores. Nada de novo, <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/02/pobres-jornalistas/">também aqui</a></strong>.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>As avenças de miséria que estes jornalistas recebem não chegam para viver. Quase todos são obrigados a recorrer a outras atividades, o que eleva a carga horária de trabalho diário a que ficam sujeitos. &#8220;Vivo de biscates, um dia de cada vez&#8221; confessa um desses jornalistas. &#8220;Não tenho para comer&#8221;, diz para fecho da conversa.</p>



<p>A agência de notícias LUSA é uma sociedade anónima sustentada pelo Estado através de um contrato de prestação de serviços. Através desse contrato, a LUSA tem a obrigação de assegurar a cobertura noticiosa em todo o território nacional e, ainda, dos acontecimentos relativos à União Europeia e às diversas comunidades de cidadãos portugueses da diáspora. É por isso que a LUSA tem correspondentes em todos os distritos de Portugal e em muitos países onde residem comunidades portuguesas relevantes.</p>



<p>A compensação indemnizatória contratualizada é, hoje, de 16.518.622,02 € (IVA incluído), segundo consta no contrato de prestação de serviço assinado pelos ministros das Finanças e da  Cultura e a administração da Lusa. Parece muito, mas 23% voltam logo a entrar nos cofres do Estado. E o resto, talvez esteja mal distribuído. O dinheiro e a solidariedade.</p>
</div></div>



<p></p>
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		<title>JORNALISTAS POBRETANAS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Apr 2023 23:01:50 +0000</pubDate>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Cem euros por mês são 3,33 euros por dia. É este o aumento que o Governo tem negado aos trabalhadores da Lusa. O ministro da Cultura, que é quem tem a tutela da agência de notícias, sabe bem que é um aumento mínimo para quem não vê o salário real aumentar há 12 anos. Ainda assim, Pedro Adão e Silva diz que “há uma questão que é transversal a todas as empresas públicas, não há nenhuma excecionalidade no caso da Lusa.”</p>



<p>Mas a Lusa não é uma empresa pública. Os jornalistas e demais trabalhadores da Lusa não são funcionários públicos. Sensivelmente metade do capital social da Lusa é de privados. A Lusa é uma sociedade anónima onde o Estado tem 50,15% do capital social. Equiparar a Lusa à Função Pública é uma incorreção, que se invoca quando dá jeito.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>A verdade é que na redação da Lusa há dezenas de jornalistas que ganham o salário mínimo nacional. E há dezenas de jornalistas que não têm qualquer vínculo formal com a empresa, mas que cumprem horários completos de trabalho, a quem são dadas folgas e férias, como se fossem trabalhadores plenamente reconhecidos como tal.</p>



<p>Estamos só a falar das redações principais, Lisboa e Porto. Se incluirmos nesta conversa a situação laboral dos correspondentes, regionais ou internacionais, vamos encontrar algumas situações de grande precariedade e exploração laboral.</p>



<p>Mas as declarações públicas do ministro têm sido para dizer que as remunerações da agência Lusa são, “em média, bastante superiores” às dos restantes profissionais do setor. A isto, os jornalistas respondem que a realidade do setor é marcada por salários indignos e precariedade que a própria Lusa também pratica, mas comparar a Lusa com uma qualquer outra empresa de comunicação social que pratique salários ainda mais baixos e ainda maior precariedade não deveria ser argumento para um Governo que pretende ter políticas de dignificação do trabalho.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Será mais ou menos isto que diz a ‘Carta Aberta’ que o ministro não conseguiu evitar receber. A Agência de Notícias Lusa conhece a agenda diária de todos os ministros e dirigentes da oposição, deputados e quejandos. Se os jornalistas da Lusa querem apanhar um ministro ao virar da esquina, não há como evitar o encontro. Este aconteceu à porta da Escola Superior de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Lisboa, em Benfica, onde decorreu um evento em que o ministro participou.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1920" height="1080" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/04/carta-aberta-2.jpg" alt="" class="wp-image-25814"/></figure>



<p>&#8220;Não vamos ter uma reunião em público&#8221;, disse o ministro, eventualmente desagradado com a possibilidade de haver ali um debate em público, ainda que curto, com os jornalistas da Lusa.</p>
</div></div>



<p>Os primeiros 4 dias de greve foram cumpridos, sem que tenha havido uma única notícia produzida pela Lusa entre 30 de março e 4 de abril. Se nada mudar, a LUSA voltará a parar 4 dias entre 9 e 12 de junho e mais 4 dias de 3 a 6 de agosto, coincidindo com a Jornada Mundial da Juventude e com a presença do Papa Francisco em Lisboa.</p>
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		<title>LUSA NÃO VAI VER O PAPA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Apr 2023 22:51:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os trabalhadores da agência de notícias LUSA prometem voltar à greve se as suas reivindicações salariais não forem atendidas. Assim, a LUSA voltará a parar 4 dias entre 9 e 12 de junho e mais 4 dias de 3 a 6 de agosto, coincidindo com a Jornada Mundial da Juventude e com a presença do [&#8230;]</p>
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<p>Os trabalhadores da agência de notícias LUSA prometem voltar à greve se as suas reivindicações salariais não forem atendidas. Assim, a LUSA voltará a parar 4 dias entre 9 e 12 de junho e mais 4 dias de 3 a 6 de agosto, coincidindo com a Jornada Mundial da Juventude e com a presença do Papa Francisco em Lisboa.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1496" height="335" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/04/lusagreve.jpg" alt="" class="wp-image-25698"/></figure>
</div></div>



<p>Este foi o resultado do plenário de trabalhadores da LUSA, que insistem nos 100 euros de aumento, depois de 12 anos sem qualquer atualização salarial. A administração não vai além de uma proposta de 74 euros.</p>



<p>As marcações de duas novas greves significam o endurecimento do conflito entre trabalhadores e a administração da LUSA. O ministro que tutela a LUSA, o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, reafirmou há dias a proposta de aumento de 74 euros, nem mais um cêntimo.</p>
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		<title>OS ACIONISTAS DA LUSA E OS  CONFLITOS DE INTERESSE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Mar 2023 23:01:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O problema dos baixos salários que a LUSA pratica tem origem na proverbial forretice dos acionistas da agência de notícias. E quem são os acionistas? O Estado (50,15%), Global Media (23,36%), Páginas Civilizadas (22,35%), NP (2,72%), jornal Público (1,38%), RTP (0,03%) e Diário do Minho (0,01%). Dir-se-ia que o maior responsável é o Estado. Tem [&#8230;]</p>
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<p>O problema dos baixos salários que a LUSA pratica tem origem na proverbial forretice dos acionistas da agência de notícias. E quem são os acionistas? O Estado (50,15%), Global Media (23,36%), Páginas Civilizadas (22,35%), NP (2,72%), jornal Público (1,38%), RTP (0,03%) e Diário do Minho (0,01%).</p>



<p>Dir-se-ia que o maior responsável é o Estado. Tem a maioria do capital social, nomeia o presidente do Conselho de Administração. Mas não manda sozinho na empresa.</p>



<p>A Global media é controlada por Marco Galinha. De um dia para o outro, este empresário tornou-se num dos principais atores na área da comunicação social. Só ele controla o Diário de Notícias, Jornal de Notícias, O Jogo, Dinheiro Vivo, Açoreano Oriental, DN Madeira, a rádio TSF, e ainda 4 títulos de revistas e, claro, a agência de notícias LUSA. Acontece que a sociedade Páginas Civilizadas também pertence (pelo menos em parte) a Marco Galinha. Ou seja, nada se faz na LUSA contra a vontade de Marco Galinha.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/03/lusa-acionistas.jpg" alt="" class="wp-image-25301" width="726" height="253"/><figcaption class="wp-element-caption">fonte: LUSA</figcaption></figure>



<p>Este naipe acionista da LUSA vive num eterno conflito de interesses. São simultaneamente acionistas e clientes da agência. Por isso, os serviços da LUSA permanecem anos a fio sem serem atualizados, porque os clientes preferem continuar a pagar pouco, em vez de gerirem a LUSA de modo mais racional. Além das receitas com a venda de notícias (em texto, fotografia e vídeo) a LUSA recebe uma comparticipação do Estado pelo serviço que presta no âmbito da imprensa regional, nas comunidades da diáspora lusitana e na lusofonia. É esse contrato com o Estado que permite à LUSA manter em atividade as delegações internacionais e os correspondentes regionais. Mas é esse contrato que também estrangula a agência de notícias, porque tem uma vigência plurianual (atualmente é de 6 anos) e não prevê aumentos na despesa com salários.</p>



<p>Uma subvenção que é frequentemente roída pelas cativações e atualizada de modo insuficiente. No último Relatório e Contas conhecido (2021), a agência teve um resultado líquido de 384 mil euros. Os privados não põem na LUSA um tostão, para além do que pagam pelo serviço de que são beneficiários. A atual <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/03/lusa-trabalhadores-unidos-na-greve/">instabilidade laboral</a></strong> na<strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/03/greve-na-lusa/"> LUSA</a></strong> é da responsabilidade deste quadro acionista. Talvez não fosse má ideia o Estado tomar conta da loja, sem privados a atrapalhar. O serviço da LUSA poderia ser considerado serviço público e de livre acesso, tanto para órgãos de comunicação social como para o público em geral. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/04/os-acionistas-da-lusa-e-os-conflitos-de-interesse/">OS ACIONISTAS DA LUSA E OS  CONFLITOS DE INTERESSE</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>LUSA, trabalhadores unidos na greve</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Mar 2023 16:30:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[conflitos laborais]]></category>
		<category><![CDATA[greve na LUSA]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A greve na LUSA não é um tema muito popular, basicamente as pessoas não querem saber das agruras da vida dos jornalistas da LUSA. Apesar de hoje, segundo dia de greve, haver já uma cobertura noticiosa interessante, não se nota qualquer onda de indignação nas redes sociais, que é onde o povo habita e se [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/03/lusa-trabalhadores-unidos-na-greve/">LUSA, trabalhadores unidos na greve</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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<p>A greve na LUSA não é um tema muito popular, basicamente as pessoas não querem saber das agruras da vida dos <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/03/greve-na-lusa/">jornalistas da LUSA</a></strong>. Apesar de hoje, segundo dia de greve, haver já uma cobertura noticiosa interessante, não se nota qualquer onda de indignação nas redes sociais, que é onde o povo habita e se expressa.</p>



<p>Mas trata-se de um acontecimento raro, em empresas de comunicação social. É raro haver greves em órgãos de comunicação social, é raro não haver fura-greves, é raríssimo acontecer demonstração pública de respeito pelos grevistas por parte da direção de Informação.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Sobre a <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/04/os-acionistas-da-lusa-e-os-conflitos-de-interesse/">greve</a></strong> que estão a realizar, os jornalistas da LUSA não dizem muito, mas dizem o suficiente. Respigámos algumas ideias expressas por eles nas redes sociais.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="1080" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/03/lusa-joao-gaspar-dixit.jpg" alt="" class="wp-image-25289"/></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="1080" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/03/lusa-paulo-agostinho-dixit.jpg" alt="" class="wp-image-25291"/></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="1080" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/03/lusa-antonio-sampaio-dixit.jpg" alt="" class="wp-image-25287"/></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="1080" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/03/lusa-joao-relvas-dixit.jpg" alt="" class="wp-image-25288"/></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="1080" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/03/lusa-irina-dixit.jpg" alt="" class="wp-image-25290"/></figure>
</div></div>
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		<title>É A ECONOMIA, ESTÚPIDA!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alice Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Feb 2023 00:10:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CONTRA(o)TEMPO]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[conflitos laborais]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdades sociais]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[luta de classes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Contra os salários miseráveis de quem realmente dá o corpo às balas. Contra os pseudo generosos. Contra a miséria de um prémio de 100 mil euros por 15 anos de trabalho de um cientista, contra a miséria de 1 milhão de euros de um Nobel da medicina, da física, da química, cada vez mais divididos [&#8230;]</p>
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<p>Contra os salários miseráveis de quem realmente dá o corpo às balas. Contra os pseudo generosos. Contra a miséria de um prémio de 100 mil euros por 15 anos de trabalho de um cientista, contra a miséria de 1 milhão de euros de um Nobel da medicina, da física, da química, cada vez mais divididos por 2 ou 3, trabalho duma vida, e a amoralidade de um prémio de 3 milhões a uma administradora da TAP se conseguir cumprir o plano, cortando escandalosamente os salários de quem de facto trabalha. Cumprir o plano. Quer dizer liquidar a empresa, vendê-la a retalho.</p>



<p>Não posso tolerar. Cresce-me a raiva na ponta do dedo, o vómito contra os lambe-botas dos políticos. Contra a naturalização do capitalismo como sistema perfeito. Contra Fukuyama, contra O fim da História e o Último Homem! Contra a nossa incapacidade de agir contra!</p>



<p>É a economia, estúpida.</p>



<p>Não, a mim não me dirão tal. A economia não pode ser contra as pessoas, a montante contra quem trabalha por salários explorados, a jusante contra quem consome todas as merdas que lhe impingem para serem felizes, desde os produtos envenenados dos supermercados (é ver os venenos que passam na registadora!), as casas que os vão tornar escravos dos bancos uma vida inteira, as férias de sonho que os vão obrigar a mais um crédito, os gadgets que os alienam…</p>



<p>É a economia, estúpida.!</p>



<p>São os milhões que investimos aqui e ali, dinheiro que tem de ser bem distribuído. Eu sei fazer contas. Só não as conheço bem, porque me atiram com milhões, areia para olhos, para me cegarem, para nos cegarem, para fazerem de nós todos a minha tia Marizè, a pensar que assim o estado vai à falência. A dizerem-me: é a economia, estúpida!&nbsp; A dívida pública, as taxas de juro, a inflação. Como se não pudessem controlar estas abstrações?!</p>



<p>A economia é produzir bens e distribuir. Sem falcatruas. É gerir recursos limitados. É deixar ainda a Terra para futuras gerações. Porque só a temos de empréstimo. Não podemos estragá-la. Não é nossa!</p>



<p>Os que estão sempre a dizer-me: &#8220;É a economia, estúpida&#8221; hão de engolir essas acusações, sufocar com elas. Morrer, como todos. Enraivece-me é saber que parecem morrer depois de uma longa boa vida, sem dó nem piedade daqueles que mal chegaram a viver… mal.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/02/e-a-economia-estupida/">É A ECONOMIA, ESTÚPIDA!</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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