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	<title>Arquivo de colonialismo dos EUA - Duas Linhas</title>
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	<description>Informação online</description>
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	<title>Arquivo de colonialismo dos EUA - Duas Linhas</title>
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		<title>AS PALAVRAS E O &#8216;NOBEL&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Margarida Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jan 2026 07:00:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ofereçam-lhe o ‘Nobel’ da guerra. É para lá que ele nos leva.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>As palavras, em português pelo menos, têm um significado. Um significado claro. Assim, de acordo com os variados dicionários, ‘capturar’ quer dizer ‘prender ou apreender’. Por outro lado, ‘raptar’ diz ser ‘roubar ou arrebatar alguém ou algo à força, com violência, ou cometer o crime de rapto, que é sequestrar uma pessoa, geralmente pedindo resgate ou para fins ilícitos’. Vem isto a propósito da situação do ‘deposto’ (dizem) presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Deixo claro que não sou apoiante do que classifico de uma ditadura. Mas quando dizem que Trump capturou Maduro, isso é falso. Trump, de facto, <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2026/01/colonialismo-descarado/">raptou Maduro</a></strong>.</p>



<p>Segundo afirmou o presidente dos EUA, pretende-se que a Venezuela seja uma democracia. Mas como? Com mais jornalistas presos, com mais prisões arbitrárias de cidadãos, com milícias armadas nas ruas? Que democracia? Como a da Arábia Saudita onde não há eleições, as mulheres são tratadas como se sabe e os assassinos de jornalistas ficam impunes?</p>



<p>De facto, não se trata de combate ao tráfico de droga ou ao terrorismo, nem tão pouco de ajudar a democratizar o país. Trata-se, antes, do petróleo que, durante 50 anos, serviu os EUA e, nos últimos anos, era vendido à China e até à Rússia. Trocaram-se os petrodólares por yuan, rublos e até euros. E isto os americanos não podem permitir, porque a ‘cultura’ do dólar caiu substancialmente. E, se dúvidas houvesse, vejam-se os ataques, entre a Islândia e a Escócia, aos petroleiros, aparentemente vindos da Venezuela, e apreendidos pelos americanos, ‘em cumprimento de um mandado emitido por um tribunal federal norte-americano depois de ter sido rastreado’, segundo Karoline Leavitt. Não se sabe ainda com que legitimidade. É só petróleo.</p>



<p>Isto faz lembrar quando os americanos invadiram o Iraque e depuseram Sadam Hussein. Iam combater as armas de destruição maciça que nunca foram encontradas. Claro, ficaram com o petróleo.</p>



<p>A <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2026/01/mudam-as-moscas/">História</a></strong> está cheia de feitos destes, levados a cabo pelos EUA sempre que se ameaçam os dólares do petróleo. Uma vez mais, <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2026/01/o-mundo-sem-regras/">tudo se repete.</a></strong></p>



<p>Resta saber como vai a União Europeia opor-se à ‘conquista’ da Gronelândia e se o Rei Frederico X da Dinamarca vai ser exibido, sem nenhuma dignidade, como sucedeu com Hussein e Maduro. Goste-se ou não, e eu não gosto dos dois últimos, há princípios e direitos humanos que devem ser respeitados.</p>



<p>Por isso, ao indivíduo que se arvorou em Nobel da Paz, prometendo (o que não cumpriu, nem vai cumprir) a Paz entre a Rússia e a Ucrânia, ofereça-se-lhe o ‘Nobel’ da <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2026/01/o-novo-xerife/">guerra</a></strong>. É para lá que ele nos leva.</p>
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		<title>MUDAM AS MOSCAS&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jan 2026 09:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O sofrimento alheio, quando distante no tempo, é facilmente diluído em narrativas civilizacionais. Mas o presente começa a devolver-nos uma imagem perturbadora desse passado.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/01/mudam-as-moscas/">MUDAM AS MOSCAS&#8230;</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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<p>O colonialismo europeu, iniciado no século XIV com a chamada “descoberta” de novos mundos pelos navegadores portugueses, fez da Europa senhora do planeta. Ingleses e franceses colonizaram a América do Norte; portugueses e espanhóis submeteram a América do Sul e Central; África foi retalhada entre ingleses, alemães, belgas, portugueses e franceses; a Ásia conheceu destino semelhante. Poucos povos escaparam à dominação colonial.</p>



<p>Durante séculos de ocupação e exploração, não foi apenas a escravatura humana que devastou esses territórios. Houve também a espoliação sistemática de recursos: ouro, prata, especiarias e produtos agrícolas como o açúcar, que alimentaram a acumulação de riqueza na Europa. O progresso europeu assentou, em larga medida, nesta pilhagem organizada.</p>



<p>Essas conquistas foram acompanhadas por genocídios em larga escala. Os povos indígenas da América do Norte foram quase exterminados pelos colonos europeus. Na América Latina, alguns historiadores estimam em mais de 50 milhões o número de indígenas mortos durante a colonização espanhola. Portugal não esteve isento de crimes semelhantes, quer no Brasil, quer em África. O Congo belga, sob o reinado de Leopoldo II, representa talvez o ápice do horror colonial europeu.</p>



<p>Esses crimes históricos tendem hoje a ser relativizados. O sofrimento alheio, quando distante no tempo, é facilmente diluído em narrativas civilizacionais ou atenuado por uma falsa neutralidade histórica. Mas o presente começa a devolver-nos uma imagem perturbadora desse passado.</p>



<p>O ressurgimento de um colonialismo explícito por parte dos Estados Unidos, como reação às tentativas de erosão do império que construíram ao longo dos últimos 250 anos, permite-nos vislumbrar, pela primeira vez, o que outros povos sentiram quando foram submetidos pela força dos canhões. Ontem, o pretexto era a “expansão do cristianismo”. Hoje, chama-se “democratização”. A lógica é a mesma, a mentira também. Hoje é pelo petróleo, gás natural, terras raras, que se fazem as guerras dos EUA.</p>



<p>Sem remorso e sem qualquer assunção de culpa histórica, o Ocidente prepara-se para aceitar aquilo que outrora impôs. A Dinamarca ficará sem a Gronelândia e nada será feito para contrariar uma intenção já assumida por Donald Trump. O direito internacional, tal como a moral que o sustenta, revela-se descartável quando confrontado com a lei do mais forte.</p>



<p></p>
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		<title>ARROGANTE, RACISTA E FARSOLA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Jun 2025 23:00:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Trump é um jogador de póquer de segunda categoria. Vive do bluff. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Trump molda o discurso político norte-americano com uma retórica racista, persecutória e desumana. Instiga o ódio contra imigrantes, especialmente latino-americanos, tratando homens, mulheres e crianças como ameaças existenciais ao “modo de vida americano”. São perseguidos nas ruas, arrancados de suas casas, detidos arbitrariamente, deportados à força e, em alguns casos, enviados para prisões de alta segurança fora do território dos EUA, numa clara violação de direitos humanos. Esta política não só criminaliza a pobreza e a migração, como institucionaliza o racismo como ferramenta de governo.</p>



<p>Netanyahu comanda Israel com uma lógica colonial agressiva e impune. Os palestinianos são tratados como sub-humanos. Não têm direito à defesa, nem à justiça. São assassinados sem investigação, punidos sem julgamento, as suas casas demolidas numa campanha sistemática de limpeza étnica disfarçada de “segurança nacional”. Imigrantes asiáticos e africanos, ou cidadãos israelitas de origem árabe, são impedidos de entrar nos abrigos antiaéreos quando soam os alarmes, como se a sua vida não valesse o mesmo que a de um judeu.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Lembremos que o atual presidente dos EUA prometeu ser um “líder da paz”, mas comporta-se como um jogador de póquer de segunda categoria. Vive do bluff. Finge estar interessado na negociação. Fala em prazos de duas semanas e manda atacar dois dias depois. </p>



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
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<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" width="705" height="709" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/trump-campanha-3.png" alt="" class="wp-image-42457" style="width:339px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/trump-campanha-3.png 705w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/trump-campanha-3-298x300.png 298w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/trump-campanha-3-150x150.png 150w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/trump-campanha-3-696x700.png 696w" sizes="(max-width: 705px) 100vw, 705px" /><figcaption class="wp-element-caption">A paz é uma promessa falhada de Trump</figcaption></figure></div></div>
</div>



<p>Prometeu acabar com a guerra na Ucrânia “em dois dias”. Prometeu restaurar a dignidade da diplomacia americana. Mas os factos revelam outra coisa: nenhuma guerra cessou. O genocídio em Gaza tem o seu apoio ativo. E agora bombardeia o Irão com base em acusações que nem os seus próprios serviços de inteligência conseguem provar.</p>



<p>A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) afirma repetidamente que não há evidências de que o Irão esteja a desenvolver armamento nuclear. Os próprios serviços secretos dos EUA corroboram essa conclusão. Só Israel grita perigo. O mesmo Israel que em 2002 mentiu descaradamente sobre o Iraque, tal como os EUA, para justificar guerras que destruíram nações inteiras.</p>



<p>A democracia ocidental, esse modelo tantas vezes proclamado como exemplo, revela-se cada vez mais como um trágico teatro de fachada. Um modelo que tolera e até promove o racismo, a violência, a desinformação e o domínio imperial. O mundo está a assistir. E está cada vez mais farto.</p>
</div></div>



<p></p>
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		<title>BEBEDEIRA COLONIAL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Feb 2025 00:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estive duas vezes em Israel e na Palestina. Na primeira vez viajei bastante pelos dois territórios, fazia um documentário para a RTP sobre o 1º aniversário da segunda Intifada, a revolta popular palestiniana em que os resistentes atingiam os militares israelitas com pedradas,algumas lançadas através de fundas. Nessa primeira viagem entrei em Gaza. Foi no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Estive duas vezes em Israel e na Palestina. Na primeira vez viajei bastante pelos dois territórios, fazia um documentário para a RTP sobre o 1º aniversário da segunda Intifada, a revolta popular palestiniana em que os resistentes atingiam os militares israelitas com pedradas,algumas lançadas através de fundas. Nessa primeira viagem entrei em Gaza. Foi no ano de 1989.</p>



<p>Voltei em 2014, para acompanhar uma ofensiva israelita sobre Gaza, no verão desse ano. Estava então a trabalhar para o canal Banda TV de Angola. Foi uma viagem bastante maus curta, na duração e nos percursos. Mal saí de Jerusalém. Não foi possível ir além de Ramallah e Belém. Todas as estradas estavam cortadas e os jornalistas precisavam de autorizações especiais do ministério do Interior israelita para ir a qualquer lado.</p>



<p>Sempre que estive naqueles territórios imaginei que se me levassem de olhos vendados para uma rua qualquer, tirada a venda eu saberia dizer se estava em território israelita ou palestiniano. A separação física das comunidades marca as diferentes paisagens. Um sítio de judeus tem uma estética diferente de um sítio de árabes, tem gente que veste roupas diferentes, que usa adereços próprios, que falam diferentes línguas. E como o apartheid ali não é treta, pratica-se mesmo, as diferenças são evidentes.</p>



<p>Desde sempre que os palestinianos resistem às ocupações de terras, à destruição das suas habitações, ao vandalismo dos colonos israelitas, aos assassinatos. Desde sempre. Nada do que se está a passar agora é novidade. A diferença é a escala da agressão que, desta vez, atinge dimensões nunca antes vistas.</p>



<p>Com a chegada de Trump à Presidência dos EUA, o perigo aumentou muito. Esta ideia de colonizar a Faixa de Gaza, expulsando a população, para fazer daquilo uma estância balnear, é algo que já está há muito na cabeça de alguns dos apoiantes de Trump. Ou seja, talvez a ideia nem seja dele.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O PLANO DE TRUMP JÁ TEM ANOS</strong></h3>



<p>Já em 2020, durante a primeira Presidência de Trump, houve um plano para o Médio Oriente muito focado em investimentos imobiliários de autoria do genro de Trump, Jared Kushner. Esse <strong><a href="https://www.theguardian.com/world/2020/jan/28/donald-trump-middle-east-peace-plan-israel-netanyahu-palestinians">plano</a></strong> nunca seria aceite pelos palestinianos, porque reconhecia Jerusalém como cidade indivisivel e capital de Israel, reconhecia os colonatos ilegais na Cisjordânia como partes integrantes de Israel e impedia que o Estado da Palestina pudesse ter um exército. Não chegou a ser implementado, mas sabemos agora que a ideia ficou naquelas cabecinhas.</p>



<p>Outra evidência era a colonização israelita dos territórios palestinianos. Apesar de muitos palestinianos trabalharem em empresas israelitas, nomeadamente nos serviços, comércio e áreas agrícolas, as movimentações dos trabalhadores eram vigiadas pela tropa em multiplos <em>checkpoints</em> espalhados por todo o lado. Sempre houve zonas em que a presença de um palestiniano era considerada perigo iminente e a pessoa tratada como potencial criminosa.</p>



<p>E, no entanto, a mal paga mão-de-obra palestiniana encheu os bolsos dos patrões israelitas. Explorados mas sem alternativa, os palestinianos sujeitavam-se porque Israel nunca permitiu o desenvolvimento económico dos territórios ocupados, asfixiados económicamente pela ditadura administrativa israelita que impedia muitas atividades sob o pretexto da segurança. A pesca é um exemplo disto. Nunca os palestinianos puderam ir pescar a mais de uma milha da costa de Gaza e nunca puderam ter uma frota de pesca industrializada.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-2 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/1IdHTpJ.png" alt="" class="wp-image-39788"/><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://www.theguardian.com/world/2020/jan/28/donald-trump-middle-east-peace-plan-israel-netanyahu-palestinians">Trump unveils Middle East peace plan with no Palestinian support | Middle East and north Africa | The Guardian</a></figcaption></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/VF1KH5C.png" alt="" class="wp-image-39789"/></figure>
</div>
</div>



<p>Muitos dos aliados de Trump apoiam projetos de colonatos em territórios ocupados. O ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, um cristão evangélico que negou que os palestinianos existam como povo, viajou para Israel durante o primeiro mandato de Trump para colocar  o primeiro tijolo num colonato ilegal na Cisjordânia. Na altura, disse que poderia &#8220;querer comprar uma casa de férias&#8221; ali.</p>



<p>E no final do primeiro mandato de Trump, Mike Pompeo tornou-se o primeiro secretário de Estado dos EUA a visitar oficialmente um kibbutz implantado em propriedades palestinianas expropriadas ilegalmente, onde os colonos produziam vinho a que puseram o rótulo de “Pompeo”.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/R9LDQss.jpeg" alt="" class="wp-image-39794"/><figcaption class="wp-element-caption">O produtor israelita Psagot rotulou o seu vinho com o nome do secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo em 2020</figcaption></figure></div>


<p>Não se sabe é se o vinho terá qualidade para a mesa dos milionários que adquirirem propriedades na “Riviera” de Gaza, que Trump lhes vai vender.</p>



<p></p>
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