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	<title>Arquivo de Centro Interpretativo da Máscara Ibérica - Duas Linhas</title>
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		<title>O ENCANTAMENTO DA MÁSCARA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alberto Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Mar 2025 00:00:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Lazarim, aldeia do concelho de Lamego à qual foi restituído o velho título de vila celebra, actualmente, o seu Carnaval com pompa e circunstância, ao longo desse tríduo que precede a Quaresma, com especial incidência na terça-feira gorda, assim dita, mercê das práticas gastronómicas desse dia, fartas da carne de porco. Essa dita terça-feira de [&#8230;]</p>
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<p>Lazarim, aldeia do concelho de Lamego à qual foi restituído o velho título de vila celebra, actualmente, o seu Carnaval com pompa e circunstância, ao longo desse tríduo que precede a Quaresma, com especial incidência na terça-feira gorda, assim dita, mercê das práticas gastronómicas desse dia, fartas da carne de porco.</p>



<p>Essa dita terça-feira de Carnaval ou de Entrudo, como antes por ali se dizia, integra três elementos distintos:</p>



<p>– A circulação dos caretos e senhorinhas, os portadores de máscara de feição masculina ou feminina;</p>



<p>–  a leitura dos testamentos do compadre e da comadre;</p>



<p>– e o rebentamento dos antropomorfos que significam o compadre e a comadre.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/InE8VBd.jpeg" alt="" class="wp-image-39302" style="width:762px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">O compadre e a comadre. Antropomorfos que presidem à leitura dos testamentos e depois se sacrificam pelo fogo.</figcaption></figure></div>


<p>Reabilitada esta festividade ancestral a partir de 1985, quase desaparecida ela estava sob o signo do Estado Novo, foi também reinventada – por dois prodigiosos artesãos, singulares no seu naïvismo, o Adão e o Costinha, a que hoje outros se acrescentam – a construção das máscaras, de que persistiam saborosos registos já então guardados na Junta de Freguesia. Às máscaras se acoplam, como disfarce, as inventivas vestimentas dos caretos e das senhorinhas, utilizando materiais locais hoje enriquecidos com nova performance.</p>



<p>E assim se tornou singular cartaz de um povo, que ali recebe milhares de forasteiros para assistir ao festivo Carnaval.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>A verdadeira festa ocorre na tarde de terça-feira gorda com a deambulação dos caretos e das senhorinhas por entre a multidão, que também percorre os quatro cantos da vila: aqueles, os caretos, com a estranha indumentária que inventaram, portadores de uma bengala, velho lódão de feira ou <em>roberto</em>, esse cacete antropomórfico afeiçoado a partir de tronco de carvalhiço ou de urze; as senhorinhas utilizando traje feminino, muitas vezes portadoras de bolsa de cerimónia ou de uma cestinha, o rosto às vezes apenas coberto por uma renda.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-1 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/IvzLxnq.jpeg" alt="" class="wp-image-39304" style="width:455px;height:auto"/></figure></div></div>



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<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/5FG0R20.jpeg" alt="" class="wp-image-39305"/></figure></div></div>
</div>



<p>Uns e outros interagem com o público, que reage, entre o susto e o riso, face à inquietante presença da insólita figuração dessas criaturas travestidas, tantas mais vezes ostentando os caricaturais símbolos demoníacos que vêm da longeva tradição.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-2 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/MvbI3Qb.jpeg" alt="" class="wp-image-39307" style="width:320px;height:auto"/></figure></div></div>



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<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/4kJhXre.jpeg" alt="" class="wp-image-39308"/></figure></div></div>
</div>



<p>O segundo momento é o da ansiada leitura dos testamentos, feita a partir de uma varanda: o das comadres, lido pela figura masculina; o dos compadres lido pela figura feminina. Textos clássicos na sua arrumação de <em>Princípio</em>, <em>Deixada</em> e <em>Fim</em>, escritos ao longo de semanas num secretismo necessário, cada um deles causticando depois, sem piedade, comportamentos, tipicidades ou maneiras das criaturas de sexo oposto que, no geral, geram gargalhadas.</p>
</div></div>



<p>O dito <em>Princípio</em> da composição traz a enunciação da figura masculina ou feminina a quem se deixa (<em>Deixada)</em>, como herança, uma parte do imaginal <em>burro</em> ou <em>burra, </em>do qual se fará repartição, aquela que antes respeitará ao <em>defeito</em> enunciado.</p>



<p>O terceiro acto do dia, o <em>Fim</em>, é a despedida, junto aos dois troncos de pinheiro, onde, no topo, se coloca um ferrão oleado com sabão para que os antropomorfos, o compadre e a comadre possam girar facilmente quando a carga de pólvora se acender e eles começarem a rodopiar até ao rebentamento, que culmina, com o riso da multidão, esse auto de fé que para o ano voltará a acontecer. Deixam eles a promessa.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>O dia encerra com o típico acto de comensalidade característico da época e do dia: o caldo de farinha, uma feijoada com chouriço e o vinho da região, tudo à disposição de quem queira partilhar.</p>



<p>Para ver, ainda, na aldeia, o moderno <strong><a href="https://www.cm-lamego.pt/areas-de-intervencao/cultura-e-patrimonio/centros-interpretativos/centro-interpretativo-da-mascara-iberica">Centro Interpretativo da Máscara Ibérica</a></strong>. Vale a pena. E valerá a pena voltar!&#8230;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/97EQoc8.jpeg" alt="" class="wp-image-39299"/></figure></div></div></div>
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