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	<title>Arquivo de Carlos Saraiva - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de Carlos Saraiva - Duas Linhas</title>
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		<title>Sintra, Hotel Netto continua no rol das políticas falhadas</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2021/02/sintra-hotel-netto-continua-no-rol-das-politicas-falhadas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2021 00:19:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em tempos idos foi um dos pontos de encontro da burguesia e intelectuais de Sintra. Como hotel, inaugurou em 1879, mas o edifício é mais antigo. Rezam as crónicas que a casa pertenceu ao antigo almoxarife de Sintra, capitão-mor Máximo dos Reis. Trabalhos arqueológicos realizados no terreno puderam comprovar que a estrutura tem elementos arquitetónicos [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2021/02/sintra-hotel-netto-continua-no-rol-das-politicas-falhadas/">Sintra, Hotel Netto continua no rol das políticas falhadas</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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<p>Em tempos idos foi um dos pontos de encontro da burguesia e intelectuais de  Sintra. Como hotel, inaugurou em 1879, mas o edifício é mais antigo. Rezam as crónicas que a casa pertenceu ao antigo almoxarife de Sintra, capitão-mor Máximo dos Reis.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p>Trabalhos arqueológicos realizados no terreno puderam comprovar que a estrutura tem elementos arquitetónicos reaproveitados reveladores de que se trata originalmente de uma das várias edificações manuelinas&nbsp;de Sintra, ou seja, algures entre os séculos XV e XVI.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/Vfqx9pj.jpg" alt="" class="wp-image-7846"/></figure>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p>No início do século XX, o hotel passou para as mãos de dois primos galegos que mantiveram a qualidade do serviço e continuaram a atrair clientela famosa. Um dos hóspedes mais ilustres foi o escritor Ferreira de Castro (1898-1974) que ali viveu cerca de 12 anos, e onde escreveu parte da sua obra literária. Os anos 70 ditaram o encerramento do hotel. O edifício ficou sem préstimo e ao abandono. A ruína acentuou-se à medida que o tempo passou. </p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/IuWflxj.jpg" alt="" class="wp-image-7851"/></figure>
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<p>Em 2016 julgou-se que havia sido encontrada a salvação. O empresário hoteleiro Carlos Saraiva comprou o edifício por 1 milhão de euros e tinha o projeto de o reabilitar para voltar a ser de novo um hotel de charme. Mas o processo de reabilitação tem decorrido com demasiada lentidão, nenhum prazo estipulado tem sido cumprido, acredita-se mesmo que Carlos Saraiva apenas pagou uma tranche inicial e que a Câmara Municipal de Sintra ainda hoje está à espera do resto do dinheiro.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p>A venda a Carlos Saraiva foi um negócio mal explicado. Em 2013, a empresa Parques de Sintra-Monte da Lua, empresa constituída para gerir parques e monumentos de Sintra e que tem capitais públicos, com uma participação da Câmara Municipal, quis comprar o edifício. O preço era de 600 mil €. Mas Basílio Horta tinha ideias diferentes e a Câmara exerceu o direito de preferência. Dois anos depois, o edifício ainda em ruinas foi vendido a Carlos Saraiva.</p>
</div></div>



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<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/uR0CAhu.jpg" alt="" data-id="7847" class="wp-image-7847"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/iaYhV5C.jpg" alt="" data-id="7854" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=7854" class="wp-image-7854"/></figure></li></ul></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/wvett6Z.jpg" alt="" class="wp-image-7855"/></figure>
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<p>Na altura já se sabia que Saraiva estava em queda livre e na insolvência. Os projetos do hoteleiro deixaram um rasto de dívidas impagáveis à banca. É um mistério o que terá levado o Presidente da Câmara de Sintra a querer dar o Hotel Netto a Carlos Saraiva. O negócio foi altamente vantajoso para Saraiva. Foi aceite a modalidade de pagamento diferido. Assim, a empresa de Saraiva, Restelo Azul, pagou apenas 20% do montante da transação, 200 mil euros. Seriam pagos mais 30% quando a unidade abrisse portas e duas prestações de 25% aos seis meses e após um ano da entrada em funcionamento do novo hotel, que beneficiaria de isenção de taxas municipais por envolver a recuperação do edifício. Sendo assim, a CMS ainda não recebeu um centavo além dos 200 mil € iniciais.</p>



<p>Nos termos da adjudicação, em julho de 2016, o promotor dispunha de 30 meses (até dezembro de 2019) para concluir o hotel, &#8220;após emissão do alvará de construção ou licenciamento da operação urbanística&#8221;. A cumprirem-se os prazos, a recuperação do antigo Hotel Netto já estaria concluída há muito.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/ihicwnS.jpg" alt="" class="wp-image-7850"/></figure>



<p>Numa reunião da vereação, em 2018, o próprio Basílio terá dito que a autarquia teria que &#8220;intervir porque o contrato diz que se as obras não forem feitas naquele prazo há uma resolução do contrato, eles perdem o dinheiro que já deram e nós ficamos outra vez com o hotel”, explicou o autarca à restante vereação.&nbsp;Aparentemente, não houve aplicação prática deste clausulado. O edifício não voltou para a posse da autarquia e um dos símbolos do romantismo sintrense continua entaipado e de futuro incerto.</p>
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		<title>Grupo de risco quer vender 10 hotéis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[J B]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Feb 2021 23:40:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[LIFESTYLE]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Saraiva]]></category>
		<category><![CDATA[ECS - sociedade gestora de fundos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os hotéis Nau são um exemplo de como a Banca com o nosso dinheiro andou a financiar projectos megalómanos. Quando os hotéis ainda pertenciam a Carlos Saraiva, construiu-se&#160;&#160;no Algarve&#160;um mega projecto, a Herdade dos&#160;Salgados, em que as palmeiras plantadas pareciam um canavial de bambu. Coisa estranha. Estávamos na fase descarada&#160;do&#160;quanto-mais-melhor. Os notários aceitavam alegadamente que [&#8230;]</p>
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<p>Os hotéis Nau são um exemplo de como a Banca com o nosso dinheiro andou a financiar projectos megalómanos. Quando os hotéis ainda pertenciam a Carlos Saraiva, construiu-se&nbsp;&nbsp;no Algarve&nbsp;um mega projecto, a Herdade dos&nbsp;Salgados, em que as palmeiras plantadas pareciam um canavial de bambu. Coisa estranha.</p>



<p>Estávamos na fase descarada&nbsp;do&nbsp;quanto-mais-melhor. Os notários aceitavam alegadamente que um hotel hipotecado servisse de garantia para a construção de um novo hotel. Um verdadeiro dominó. Um homem aparentemente simples conseguia assim créditos inesgotáveis. Para isso contribuíam&nbsp;também borlas de alojamento numa unidade de luxo à notária de serviço. Em três anos construiu 11 hotéis.&nbsp;</p>



<p>Era tudo em grande. No casamento da jurista de <a href="http://sergiopalmabrito.blogspot.com/2015/05/carlos-saraiva-salgados-resort.html">Carlos Saraiva</a>, perguntei quantos hotéis tinha. A resposta foi “700 milhões de euros”. Em 2010. Parecia nem saber o nome das unidades. O empresário, homem de grande afabilidade, contou-me que a joia da coroa era um hotel localizado nos Açores.</p>



<p>Ele metia-se aos comandos do seu jato particular, voava para lá, ia a Paris às compras, regressava por Roma, onde jantava, e voltava a Lisboa. Tudo no mesmo dia.</p>



<p>&#8220;É muito cansativo&#8221;, disse eu, sem saber o que mais dizer. E a resposta? “Cansativo é ficar duas horas no pára-arranca do IC19&#8243;. O jato acabou por dar problemas,&nbsp;com <a href="https://www.publico.pt/2012/12/11/jornal/a-insustentavel-megalomania-do-politico-portugues-25731194">Luís Felipe Menezes</a>, que <a href="https://www.cmjornal.pt/politica/detalhe/menezes-pode-vender-a-sede">queria vender a sede do PSD</a> na Lapa para ganhar as eleições legislativas. Veio a crise do Lemons e julgou-se que os hotéis do meu “amigo” iam cair como cartas.&nbsp;</p>



<p>Mas não. Mudaram de mãos, para a&nbsp;<a href="https://www.ecs.pt/index.php/pt/quem-somos-separador/apresentacao">ECS</a>, um grupo de capital de risco que afirma na sua página&nbsp;web o seguinte:&nbsp; &#8220;Os investidores nos fundos geridos e aconselhados pela ECS incluem instituições financeiras ibéricas e internacionais de referência, o Estado Português e vários investidores&nbsp;privados&#8221;.&nbsp;</p>



<p>Eclipsou-se <a href="https://www.dn.pt/arquivo/2007/eu-gostava-muito-de-ser-amigo-do-sr-carlos-saraiva-984804.html">Carlos Saraiva</a> no seu jato e apareceu o ECS que, entretanto, vende&nbsp;agora&nbsp;os hotéis&nbsp; de novo numa crise, desta vez provocada pelo Covid-19.&nbsp;</p>



<p>Mas afinal&nbsp;andam&nbsp;todos a perder dinheiro de quem? Há um mundo que não entendemos. Deve ser por causa do fumo do IC19.</p>
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