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	<title>Arquivo de André Ventura - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de André Ventura - Duas Linhas</title>
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		<title>FILHOS DE IMIGRANTES TRAZEM OURO E PRATA PARA PORTUGAL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 19:54:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desporto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>três atletas afrolusitanos conquistam ouro e prata em campeonatos do mundo de atletismo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Enquanto três atletas afrolusitanos conquistavam ouro e prata em campeonatos do mundo de atletismo, André Ventura discursava em Budapeste, num comício de Viktor Orbán, para anunciar, sem surpresa, que “não queremos mais imigrantes”.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="848" height="480" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/agate-e-balde-e-ventura.png" alt="" class="wp-image-48019" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/agate-e-balde-e-ventura.png 848w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/agate-e-balde-e-ventura-300x170.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/agate-e-balde-e-ventura-768x435.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/agate-e-balde-e-ventura-696x394.png 696w" sizes="(max-width: 848px) 100vw, 848px" /></figure></div>


<p>Enquanto os três subiam ao topo do pódio, envoltos na bandeira portuguesa e ao som do hino, Ventura falava, não para portugueses, mas para húngaros.</p>



<p>Enquanto os nomes de Agate Sousa, Gerson Baldé e Isaac Nader ocupam capas de jornais, aberturas de telejornais e manchetes de rádio, o outro limita-se hoje ao seu habitat natural: as redes sociais, onde a política se reduz a ruído e repetição.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Nada de novo nas palavras de Ventura. O mesmo guião gasto: o estrangeiro como ameaça, a aldrabice sobre os abusos no RSI, a mentira  transformada em argumento político.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="848" height="480" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/nader-2x.png" alt="" class="wp-image-48018" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/nader-2x.png 848w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/nader-2x-300x170.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/nader-2x-768x435.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/nader-2x-696x394.png 696w" sizes="(max-width: 848px) 100vw, 848px" /></figure></div>


<p>Mais interessantes são as palavras dos atletas. Falam de orgulho. De representar um país. Um país que, olhando bem, talvez não os mereça.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="848" height="441" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/agate-e-balde-2x.png" alt="" class="wp-image-48017" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/agate-e-balde-2x.png 848w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/agate-e-balde-2x-300x156.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/agate-e-balde-2x-768x399.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/agate-e-balde-2x-696x362.png 696w" sizes="(max-width: 848px) 100vw, 848px" /></figure></div>


<p>No fim, sobra o contraste, indecoroso, entre os que correm, saltam e vencem por Portugal, e os que precisam de inventar inimigos para ter alguma coisa para dizer.</p>
</div></div>



<p></p>
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		<title>ANTÓNIO JOSÉ SEGURO OU ANDRÉ VENTURA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Feb 2026 00:15:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
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		<category><![CDATA[António José Seguro]]></category>
		<category><![CDATA[eleições presidenciais 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>um dos candidatos defendeu o adiamento da votação</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O mau tempo está a provocar prejuízos elevados, sobretudo no Centro e no Norte do país. Hoje é dia de votar na segunda volta das eleições presidenciais. Perante este cenário, um dos candidatos defendeu o adiamento da votação, argumentando que as populações das regiões mais afetadas não estarão em condições de se preocupar com eleições, face aos transtornos causados pelas intempéries.</p>



<p>A questão é que a lei não prevê o adiamento de atos eleitorais, salvo em circunstâncias absolutamente excecionais. O que está legalmente previsto é a possibilidade de adiamento localizado, concelho a concelho, sempre que as autoridades determinem que não existem condições mínimas para a abertura das mesas de voto: escolas inundadas, acessos cortados, riscos para a segurança das pessoas, entre outras razões objetivas. Não existe, portanto, base legal para um adiamento a nível nacional, apesar de algumas opiniões apressadas que têm circulado principalmente nas redes sociais.</p>



<p>Politicamente, a questão tem sido interpretada de formas distintas. Uma delas aponta para uma estratégia do candidato André Ventura, figura central da extrema-direita populista e de retórica agressiva, que procuraria ganhar tempo, prolongar a presença mediática e reforçar novas encenações de proximidade com “o povo”, explorando o sofrimento das populações afetadas. Outra leitura, quase inversa, sublinha o ressurgimento de sentimentos de solidariedade e entreajuda nas regiões atingidas, uma resposta coletiva que, paradoxalmente, fragiliza o discurso populista, assente na divisão, no ressentimento e na exploração do medo.</p>



<p>Quanto ao desfecho eleitoral, apesar das sondagens apontarem para a vitória do outro candidato, António José Seguro, convém não perder de vista o velho ditado: prognósticos só no final do jogo. Em política, sobretudo em contextos de forte polarização, nada deve ser dado como adquirido. Resta votar, a quem puder fazê-lo, e ver como a história se escreve no final deste dia.</p>
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		<title>DEU-ME CÁ UMA VONTADE…</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vítor Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Jan 2026 00:00:43 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[José António Seguro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Optar com base nas ambições e necessidades do país, votar com a consciência do dever cumprido.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um dizia que o PS e PSD eram iguais em tudo e que a governação foi sempre deles, um em alternativa ao outro. Apeteceu-me ir à mesa e clarificar que o PSD e o PS não são bem, bem, iguais. O PSD está um nadinha mais para a direita. A ideologia é mais centro-direita liberal, ou até o neoliberalismo, porque o centro-esquerda reformador já estava ocupado pelo PS, aquando da fundação do PSD. Claro que não fui, iria ser declarado um extremista de esquerda, que se queria infiltrar. “Jamais” (leia-se em francês, é mais fino).</p>



<p>Era a conversa continuada por um dos cidadãos, em tom de “baixo” de coro de orquestra. O PS nunca se situou na direita, foi sempre de esquerda, claro, sem ser comunista…</p>



<p>Olhem para mim, a querer ir lá outra vez e dizer que o PS está situado, agora, no socialismo liberal… mas pensei: “Vou colocar os cidadãos a olharem para mim e a perguntarem-me o que eu tenho a ver com a conversa deles e, se eu armar em “formador,” o que penso disso do socialismo liberal e é o quê, mais claramente…” Não! Daqui é que não saio. Fica quietinho aí na mesa, quem quiser que esteja atento e estude, mas que não vá em “bitaites,” que só desinformam.</p>



<p>O tal cidadão que “acelerava,” disse a certa altura: “Nem é preciso que o governo, este e o dos socialistas, digam que fizeram ou aconteceram. O Chega só precisa de apontar o dedo ao que se passa, para qualquer lado (apontava com o braço esticado para o seu lado esquerdo…) a corrupção, gente do Estado a negociar com o Estado em conluio com os fornecedores na Saúde, por exemplo, (agora apontando em frente…) os euros no gabinete do assessor do Costa (agora apontando para o seu lado direito), a demissão de dois fiscais municipais de obras, que foram condenados pelo tribunal por prática de corrupção. E tantos e tantos casos.</p>



<p>Mais uma vez me deu uma tremideira… apeteceu-me ir lá dizer-lhe: “A varinha mágica do Chega, se algum dia entrar, vai acabar com tudo que está mal, de uma assentada”. Também queria dizer ao cidadão que o partido dele está baseado, se consegue perceber isso, num ultraliberalismo que é um processo que procura rendibilizar o capital, de qualquer forma, nem que isso leve à diminuição ou até à destruição do bem-estar social, do que foi conquistado e da permuta de riqueza que deve existir para manter a causa social. Se o povo trabalhador, nesse contexto de governação, começar a revindicar um bem-estar social, uma melhor remuneração… então, no ultraliberalismo, atende-se à “manifestação” rapidamente, dando uma compensação mínima para quem pede, para que a cadeia produtiva não pare e deixe de dar o lucro previsto. Esta observação é a realidade no terreno, por mais que se queira desmentir. Estudem-se as ideias, os processos e as actuações no terreno, que estão a “decorrer” noutros povos, EUA, Argentina, Itália, Hungria…</p>



<p>Comecei a beber o café já morno… A culpa foi minha, deixei-o arrefecer. Não teria sido melhor não pensar em nada do que me aflige social e politicamente? Os demais que se cuidem… certo? Não! Nunca o farei! Os concidadãos são demasiado importantes para mim. Quando o meu vizinho está atrapalhado, até socialmente… tenho que cuidar dele porque o problema, mais cedo ou mais tarde, vai alastrar até mim…</p>



<p>Trago uns apontamentos para ler, aqui, na mesa do café, com calma, sobre o Ventura e sobre o Seguro. Origens, percursos, suportes intelectuais, suportes sociais, suportes financeiros sob as candidaturas, ideais sociais, económicos de cada uma…</p>



<p>Depois da leitura, vou optar, com base nas ambições e necessidades do país, e votar com a consciência do dever cumprido.</p>



<p></p>
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		<title>DOIS VENCEDORES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Jan 2026 20:39:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[André Ventura]]></category>
		<category><![CDATA[António José Seguro]]></category>
		<category><![CDATA[eleições presidenciais 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Seguro pode começar a fazer contas à chamada maioria sociológica de esquerda, tentando perceber se ela existe de facto.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/01/dois-vencedores/">DOIS VENCEDORES</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A acreditar na sondagem divulgada pela RTP, António José Seguro surgirá como vencedor da primeira volta das eleições presidenciais e, nesse cenário, tornar-se-á o principal favorito para vencer a segunda volta e assumir o cargo de Presidente da República.</p>



<p>Há, contudo, um dado politicamente curioso &#8211; e revelador &#8211; neste quadro. Se o segundo lugar vier a ser ocupado por André Ventura, o líder do Chega poderá, paradoxalmente, cantar vitória. Não eleitoral, mas estratégica. Passará a ser o dirigente partidário com maior apoio popular direto, reforçando ainda mais a sua posição interna e consolidando uma base eleitoral que lhe permite encarar o futuro com ambições redobradas. Neste momento, Ventura pode abraçar todas as ambições face à derrocada do candidato do PSD. O futuro de Montenegro não parece famoso e Ventura pode acabar com ele, no momento em que achar oportuno fazê-lo.</p>



<p>É certo que, em política, tudo pode mudar de um dia para o outro. Basta que surja um episódio capaz de abalar a sua imagem pública, algo que, no caso de Ventura, não será particularmente difícil. O seu percurso está rodeado de zonas cinzentas, de rumores persistentes sobre quebras éticas, traços de mau carácter e práticas duvidosas, desde logo no próprio processo de fundação do Chega, com o conhecido caso das assinaturas falsas. Tudo isso foi amplamente documentado no livro <em>Por Dentro do Chega</em>, do jornalista Miguel Carvalho.</p>



<p>Ainda assim, André Ventura nunca foi verdadeiramente a estas eleições para ganhar. O seu objetivo foi outro: cimentar eleitorado, maximizar votos no seu nome e afirmar-se como ativo político mais valioso do que o próprio partido. Ventura sabe e age em conformidade  que, neste momento, ele vale mais do que o Chega.</p>



<p>Já a vitória de António José Seguro na primeira volta tem um significado político distinto e, em certa medida, inesperado. Trata-se de um candidato que havia abandonado há muito a atividade política e partidária, que avançou sem garantias formais do seu antigo partido e enfrentando mesmo a oposição de vários “barões” do PS. O seu percurso recente assemelha-se a uma verdadeira travessia do deserto que, em caso de vitória final, se transformará num raro “milagre” político: o renascimento de um dirigente dado como acabado.</p>



<p>Depois de vencer a primeira volta, Seguro poderá começar a fazer contas à chamada maioria sociológica de esquerda, tentando perceber se ela existe de facto e se se traduz em apoio eleitoral efetivo. Essa será, provavelmente, a grande incógnita da segunda volta.</p>
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		<title>A IRRESPONSABILIDADE DE QUEM AMEAÇA SÉCULOS DE RELAÇÃO HISTÓRICA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Óscar Barbosa "Cancan"]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2025 00:10:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
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		<category><![CDATA[Angola 50 anos de independência]]></category>
		<category><![CDATA[lusofonia]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal e Angola]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A História é demasiado séria para ser usada como munição eleitoral</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A recente guerra verbal entre a Televisão Pública de Angola (TPA) e o ultra-direitista André Ventura reabriu um debate que muitos insistem em ignorar: a forma como determinados discursos populistas, inflamados e politicamente incivilizados procuram destruir, por oportunismo eleitoral, uma relação histórica que custou demasiado para ser reconstruída.</p>



<p>Assistimos, nos últimos dias, a um espetáculo indigno. Primeiro, o pivô da TPA, Ernesto Bartolomeu, reagiu às declarações provocatórias de André Ventura e classificou-o, em direto, como “mentecapto”, acrescentando que, se por algum cataclismo fosse eleito Presidente da República, os portugueses emigrariam e Ventura ficaria “a governar as cabras da Beira Alta e da Beira Baixa”.</p>



<p>A resposta do líder do Chega não tardou: chamou tirano, corrupto e ladrão ao Presidente João Lourenço &#8211; um chefe de Estado de um país soberano que celebrava, justamente, 50 anos de independência. Esta escalada verbal seria apenas ridícula se não fosse profundamente perigosa.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>A HISTÓRIA COMO ARMA ELEITORAL</strong></h4>



<p>A desilusão que sinto é imensa. Ver um português em plena campanha eleitoral, consciente da fragilidade que a memória histórica ainda provoca entre Portugal e os países africanos que colonizou, optar deliberadamente por incendiar relações diplomáticas, ofender símbolos nacionais e instrumentalizar o passado colonial para ganhos internos, é mais do que lamentável: é irresponsável.</p>



<p>Ventura sabe que existe, nos países africanos de língua portuguesa, uma profunda sensibilidade histórica &#8211; não apenas contra o colonialismo, mas contra qualquer discurso que cheire a superioridade racial ou a nostalgia imperial. Apesar disso, escolhe alimentar tensões, manipular feridas ainda não totalmente cicatrizadas e degradar a imagem de Portugal no espaço lusófono.</p>



<p>O líder do Chega age como se a História fosse uma arma eleitoral. E isso, para um país que tem em África uma parte essencial da sua identidade, é perigoso e moralmente inaceitável.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>ANGOLA, 50 ANOS DE INDEPENDÊNCIA, O PAPEL DE PORTUGAL</strong></h4>



<p>Enquanto Ventura insultava chefes de Estado e alimentava polémicas vergonhosas, o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, cumpria com dignidade o papel que lhe cabe: representar Portugal numa data histórica para Angola.</p>



<p>Marcelo ouviu João Lourenço referir que o colonialismo português oprimiu o povo angolano “durante séculos” &#8211; uma afirmação factual e historicamente irrefutável &#8211; e, em vez de reagir com arrogância ou revanchismo, sublinhou que as relações entre ambos os países “nunca estiveram tão bem”.</p>



<p>A intervenção de António Costa, enquanto Presidente do Conselho Europeu, foi igualmente equilibrada: saudou o marco histórico, reconheceu o fim do colonialismo europeu e apelou a uma parceria forte entre Angola e a União Europeia. Tudo no registo diplomático que se exige.</p>



<p>Portugal oficial esteve à altura do momento. Ventura, pelo contrário, fez questão de rebaixar o país e provar, uma vez mais, que não possui maturidade política para defender os interesses nacionais &#8211; nem a sensibilidade para compreender a complexidade da história comum entre Portugal e África.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>A RELAÇÃO ENTRE PORTUGAL E ÁFRICA</strong></h4>



<p>A CPLP, as comunidades migrantes, as relações económicas, as memórias partilhadas e até as feridas históricas tornam a ligação entre Portugal e Angola &#8211; e entre Portugal e África &#8211; demasiado profunda para ser tratada com leviandade.</p>



<p>Nenhum português deveria aceitar que, em pleno século XXI, um político nacional tente quebrar laços que tantas gerações sacrificaram para construir e reconstruir. As relações lusófonas não pertencem aos populistas: pertencem aos povos.</p>



<p>A verdade é esta: Portugal precisa de África tanto quanto África precisa de Portugal; o futuro da lusofonia exige maturidade política, não insultos; a História é demasiado séria para ser usada como munição eleitoral.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>A DEGRADAÇÃO DA POLÍTICA PORTUGUESA</strong></h4>



<p>A polémica entre a TPA e André Ventura não é apenas uma guerra de palavras. É o sintoma da degradação da política portuguesa quando se permite que o ódio, o ressentimento e o populismo superem a inteligência diplomática e o respeito pela história.</p>



<p>Como lusófono, como africano e como alguém que acredita na importância crucial da cooperação entre os nossos povos, recuso aceitar que um político &#8211; por mais barulho que faça &#8211; destrua o que tantos lutaram para construir.</p>



<p>A lusofonia merece melhor. Angola merece respeito. Portugal merece líderes à altura da sua história, não agitadores que transformam a política externa num palco de insultos.</p>



<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/11/a-irresponsabilidade-de-quem-ameaca-seculos-de-relacao-historica/">A IRRESPONSABILIDADE DE QUEM AMEAÇA SÉCULOS DE RELAÇÃO HISTÓRICA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>UM POLÍTICO AOS PAPÉIS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 00:00:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um político aos papéis</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os jornalistas que cobrem a atividade parlamentar quase nunca se desviam do relato sisudo dos discursos, votações, declarações oficiosas de deputados e grupos parlamentares. Mas há quem se liberte das amarras do que poderíamos chamar “politicamente correto” e, nas redes sociais, disponibilize uma interpretação dos factos bastante interessante.</p>



<p>É o caso do fotojornalista Miguel A. Lopes da Agência Lusa que, de resto, nem é o único na Lusa a dar-nos um olhar “íntimo” sobre o trabalho que fazem.</p>



<p>Hoje vem mesmo a calhar realçar o que Miguel A. Lopes escreveu no seu Facebook, depois de <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2025/10/chega-antidemocratico/">dois dias de trabalhos parlamentares</a></strong> a debater o OGE para 2026: “a certa altura pensei que estivesse numa creche tal era a barulheira e gritaria lá em baixo. Como alguém me disse hoje, um dia destes ainda vamos ver cenas de pancadaria entre deputados.”</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/a-ventura-oge-2026-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-45132" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/a-ventura-oge-2026-1024x683.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/a-ventura-oge-2026-300x200.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/a-ventura-oge-2026-768x512.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/a-ventura-oge-2026-696x464.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/a-ventura-oge-2026-1392x928.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/a-ventura-oge-2026-1068x712.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/a-ventura-oge-2026-1320x880.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/10/a-ventura-oge-2026.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">fotografia de Miguel A. Lopes</figcaption></figure></div>


<p>Este fotojornalista diz que “há 17 anos que fotográfo debates no parlamento e nunca vi tamanha falta de respeito entre deputados.”</p>



<p>O momento do dia foi quando André Ventura pegou nuns papéis e começou a mandá-los para o chão, como se viu na televisão. A imagem de Ventura a ser repreendido pelo Presidente da Assembleia da República e a ser constrangido a apanhar os papéis que tinha atirado ao chão, é a imagem do dia e repórter que se preze não podia falhar.</p>



<p>“A mim fez-me lembrar os tempos de escola em que algum aluno fazia porcaria e depois acabava a limpar o que fez e a foto dá-me a ideia de um político aos papéis&#8230;”, é o que o fotojornalista escreve em jeito de síntese.</p>
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		<title>O LÍDER ÚNICO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Sep 2025 21:31:54 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[partido Chega]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O problema do Partido Chega é o líder único</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O problema do Partido Chega é o líder único. Sem o deputado Ventura, o Partido Chega não vai a lado nenhum. O deputado Ventura é o único carismático, é o único bem falante, é o único inteligente, é o “engatatão” de votantes de ambos os sexos.</p>



<p>Problemas que o Partido Chega talvez venha a resolver, se tiver tempo de vida para tal. Mas, para já, o deputado Ventura tem de ir a todas. Só não se candidata a todas as câmaras do país, porque a lei não deixa. Nada que uma revisão da lei eleitoral não possa resolver. Mas, por enquanto, não pode. Mas pode disputar a Presidência da República.</p>



<p>O deputado Ventura diz que não queria, mas que não tem outro remédio, dadas as circunstâncias atrás descritas. O curioso é que, quando apresentou a candidatura, o deputado Ventura justificou-a por se ter desencantado com o candidato Gouveia e Melo. O deputado terá imaginado um almirante às direitas e, na volta, acabou por descobrir um socialista. Como é possível ter-se enganado duas vezes na apreciação à mesma pessoa?</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-9-16 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id=""><iframe loading="lazy" title="Ventura candidata-se à Presidência da República" width="563" height="1000" src="https://www.youtube.com/embed/8DeOIXvM2ws?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><sup>vídeo</sup></figcaption></figure>



<p>Atenção ao que o deputado Ventura disse no final do seu discurso: a “revolução” (à semelhança do golpe de Estado de 28 de maio de 1926) há de acontecer, se não for a partir de S.Bento (com ele como primeiro-ministro) será a partir de Belém (com ele como Presidente da República) ou acontecerá “a partir das galerias do parlamento” (onde se senta o povo). Um final de discurso à Bolsonaro, com uma pitada de Trump, a lembrar as sublevações que ambos ensaiaram quando perderam eleições.</p>



<p></p>
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		<title>CHEGA DE XENOFOBIA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Óscar Barbosa "Cancan"]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2025 23:00:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Chega de fingir que Ventura é apenas mais um político entre outros</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Portugal vive hoje uma perigosa mutação no seu espaço democrático. A ascensão de André Ventura e do partido Chega não é obra do acaso nem simples produto de uma legítima insatisfação popular. É o resultado de uma engenharia ideológica venenosa, alimentada por uma profunda irresponsabilidade mediática e por uma complacência institucional que, a pretexto da liberdade de expressão, tem permitido a normalização da xenofobia, do racismo e da intolerância social.</p>



<p>Ventura não é apenas um oportunista político: é o rosto de uma agenda que tenta reverter os ganhos civilizacionais da revolução de Abril. É o avatar de uma direita raivosa, órfã do salazarismo, que vê na democracia pluralista uma ameaça aos seus instintos autoritários e na diversidade cultural uma ofensa à sua pretensa superioridade étnica.</p>



<p>A retórica antigitana, antiafricana, antimigrante e anti-pobres não difere, no essencial, dos discursos que abriram caminho para os fascismos do século XX. A diferença é que hoje Ventura tem acesso direto aos holofotes, entrevistas, debates e tempo de antena em televisão, rádio e plataformas digitais – não por mérito democrático, mas porque os media decidiram fabricá-lo como produto de audiência.</p>



<p>Sim, Ventura é um produto dos media. Em nome da “pluralidade”, os grandes canais de televisão abriram-lhe as portas sem o mínimo escrutínio ético. Normalizaram-lhe o ódio. Embelezaram-lhe a intolerância. Legitimaram-lhe a narrativa do &#8220;homem contra o sistema&#8221;, quando na verdade representa a mais perversa aliança entre ignorância, demagogia e nostalgia autoritária.</p>



<p>A direita tradicional, por sua vez, em vez de se levantar contra esta regressão histórica, ficou paralisada entre a conivência silenciosa e o cálculo eleitoralista. Finge que não ouve o galo cantar, mas já está a preparar o campo para negociar com quem ameaça os pilares da Constituição de 1976.</p>



<p>Chega. Chega de fingir que Ventura é apenas mais um político entre outros. Ele é uma ameaça real à democracia portuguesa, à coesão social e ao espírito inclusivo que Abril fez florescer. E se o povo português – branco, negro, cigano, migrante, trabalhador, jovem ou idoso – não reagir a tempo, estaremos a entregar a nossa liberdade às mãos de um incendiário que transforma o ódio em slogan e a mentira em método.</p>



<p>Abril é mais do que uma data: é um compromisso histórico com a justiça social, a dignidade humana e a fraternidade universal. Portugal não pode permitir que, cinquenta anos depois, um qualquer Ventura de turno venha rasgar o que tanto custou a conquistar.</p>



<p>E quanto aos media, se ainda lhes resta alguma réstia de responsabilidade democrática, que façam o que não fizeram até agora: desmontem a fraude. Recusem ser caixa de ressonância do ódio. E deixem de fabricar monstros em nome da audiência. </p>
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		<title>CHEGA A CANTAR DE GALO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 May 2025 22:35:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Chega ultrapassa PS em número de deputados eleitos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ventura está a dizer que “o sistema político mudou para sempre”, lembrando-se de que o Chega foi apregoado como anti-sistema, mas logo a seguir disse “não seremos os líderes do bota-abaixo”, como se já estivesse arrependido de ser anti-sistema. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>André Ventura acabou de dizer que o Chega rompeu com o bipartidarismo, mas essa afirmação ignora importantes precedentes históricos da democracia portuguesa, como foi o caso do PRD (Partido Renovador Democrático).</p>



<p>O PRD, fundado em 1985 por inspiração do Presidente da República Ramalho Eanes, teve um impacto eleitoral surpreendente nas legislativas desse ano, conseguindo 17,9% dos votos e elegendo 45 deputados, o que o colocou à frente do CDS e atrás apenas do PS e do PSD, ou seja, foi de facto o terceiro maior partido parlamentar. Portanto, a quebra do bipartidarismo em Portugal não é inédita. O que se pode discutir é a durabilidade e o impacto estrutural que esses partidos conseguem manter ao longo do tempo. O PRD rapidamente entrou em declínio, perdendo representação nas eleições seguintes e acabou por desaparecer do mapa político. Por isso, caro André, ainda é cedo para afirmar que rompeu com o bipartidarismo de forma definitiva. A ascensão rápida de novos partidos nem sempre garante sustentabilidade a longo prazo.</p>



<p>Esta noite, nas televisões, Ventura está a dizer que “o sistema político mudou para sempre”, lembrando-se de que o Chega foi apregoado como anti-sistema, mas logo a seguir disse “não seremos os líderes do bota-abaixo”, como se já estivesse arrependido de ser anti-sistema. Esta ambivalência de André Ventura revela bem o equilíbrio difícil do oportunista, entre a necessidade de capitalizar o descontentamento e ao mesmo tempo afirmar-se como parte do jogo político institucional.</p>



<p>Esta tensão interna é típica dos partidos populistas quando crescem. Inicialmente, ganham força atacando o sistema, mas à medida que se tornam mais relevantes, precisam de mostrar capacidade de governar, negociar e comprometer-se, sob pena de ficarem isolados ou de perderem credibilidade junto do eleitorado menos atraído por revoluções.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>VENTURA JÁ SE VÊ PRIMEIRO-MINISTRO</strong></h4>



<p>Há pouco, Ventura disse que “nós vamos vencer as próximas eleições legislativas”, frase que soa a ameaça para muitos democratas. Fez críticas aos jornalistas, quando foi levado ao colo por tantos. Hoje, escudado pelo voto, voltou a apontar o dedo à comunidade cigana, aos imigrantes, tudo isto num direto interminável nos vários canais de televisão portugueses que não resistem a estender-lhe o tapete. E assim se transforma uma declaração de vítória num comício.</p>



<p>O ataque renovado aos jornalistas, depois de anos de protagonismo mediático, muitas vezes acrítico, é mais um capítulo da velha estratégia populista: usar os meios para se promover e depois demonizá-los para se vitimizar e reforçar a ideia de que há uma elite contra o “povo verdadeiro”. Não é novo, mas continua a ser eficaz, sobretudo quando os próprios meios de comunicação cedem ao espetáculo.</p>



<p>O que aconteceu esta noite, com longos tempos de antena ao Chega em modo comício, é preocupante. Os media deixam-se instrumentalizar. Quando um direto de uma declaração de vitória se transforma num palco para discurso populista, racista e xenófobo, deixa de haver fronteira entre informação e propaganda.</p>



<p></p>
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		<title>AI, COITADINHO!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 May 2025 22:11:45 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[eleições legislativas 2025]]></category>
		<category><![CDATA[estratégia de vitimização]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando figuras políticas são vítimas de episódios de alto impacto emocional, isso pode alterar significativamente o curso de uma campanha.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quando figuras políticas são vítimas de ataques, situações de saúde públicas ou outros episódios de alto impacto emocional, isso pode alterar significativamente o curso de uma campanha. E agora estou a lembrar-me de <strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Incidente_da_Marinha_Grande">Mário Soares na Marinha Grande</a></strong> e de <strong><a href="https://x.com/portugalantigo/status/1729564396450402702">Ramalho Eanes de peito às balas</a></strong>, outras campanhas, outros tempos, mas o mesmo fenómeno.</p>



<p>Com Jair Bolsonaro em 2018, o ataque com faca mudou o tom da campanha. A facada interrompeu os debates e intensificou a imagem de vítima do sistema, o que consolidou apoio entre seus seguidores. Deu para vencer as eleições. Com Donald Trump o sniper zarolho só serviu para o ajudar a ser eleito para um novo mandato.</p>



<p>Com André Ventura, um espasmo em direto na televisão, a exibição do acamado em fotos e vídeos nas redes sociais, mesmo sem qualquer indício de encenação, o episódio humaniza o candidato e pode gerar empatia. A cobertura mediática amplifica essa impressão.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/A-VENTURA-STROKE-1024x683.webp" alt="" class="wp-image-41725" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/A-VENTURA-STROKE-1024x683.webp 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/A-VENTURA-STROKE-300x200.webp 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/A-VENTURA-STROKE-768x512.webp 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/A-VENTURA-STROKE-1536x1024.webp 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/A-VENTURA-STROKE-696x464.webp 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/A-VENTURA-STROKE-1392x928.webp 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/A-VENTURA-STROKE-1068x712.webp 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/A-VENTURA-STROKE-1320x880.webp 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/05/A-VENTURA-STROKE.webp 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Ainda que não saibamos se esses eventos foram encenados, é legítimo questionar como são usados politicamente. Em campanhas cada vez mais emocionais e teatrais, mesmo o que é espontâneo é estrategicamente aproveitado para ganho político. Isso não deve alimentar teorias da conspiração, mas levar à reflexão crítica sobre como o espetáculo político se sobrepõe, muitas vezes, ao debate racional.</p>



<p>Estratégias de vitimização sempre existiram, mas o que mudou drasticamente nos últimos anos foi o alcance e a velocidade com que  produzem efeito, graças às redes sociais e à comunicação emocional em massa.</p>



<p>Quando um político é visto como vítima (de um sistema, da imprensa, de adversários ou de um ataque literal), o público tende a simpatizar com ele. E depois, o choque neutraliza críticas, porque qualquer crítica pode ser enquadrada como mais uma &#8220;injustiça&#8221;. André Ventura já explorou antes a estratégia de vitimização ao dizer que era perseguido pela esquerda, elite, sistema judicial, etc.</p>



<p>Hoje, uma narrativa de vitimização bem construída pode se espalhar em minutos e gerar um efeito de manada, alimentado por bolhas informativas. A capacidade de editar vídeos, manipular contextos e mobilizar influenciadores torna essas estratégias ainda mais eficazes e perigosas.</p>



<p>O que acho mais interessante é verificar como até os alvos do André Ventura (ciganos, afrodescendentes, imigrantes) vão para as redes sociais dizer que lhe desejam &#8220;as melhoras&#8221; e &#8220;tudo de bom na vida&#8221; porque afinal ele é um ser humano, blá blá blá. É mesmo um fenómeno fascinante e revelador.</p>



<p>A não ser que seja uma jogada, o que seria extraordinário. Ou seja, quando um membro da etnia cigana deseja as melhoras ao líder racista da extrema-direita que jamais seria capaz de desejar as melhoras ao cigano, isso poderá ser entendido como um exercício que pretende revelar superioridade moral sobre o fascista.</p>



<p>Expressar humanidade e empatia a quem o costuma desumanizar pode ser uma forma de afirmação moral pública. No fundo, é como dizer: &#8220;Apesar de tudo, nós somos melhores do que aquilo que ele diz que somos.&#8221;</p>



<p>Seja como for, é uma atitude que mina, subtilmente, a retórica do fascista. Mostra que os &#8220;inimigos&#8221; dele são, na verdade, mais civilizados do que ele os pinta. E são mesmo.</p>
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