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	<title>Arquivo de Amoreira - Duas Linhas</title>
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		<title>MEMÓRIAS SALOIAS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Guilherme Cardoso]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 10:57:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[A COLUNA DE GUILHERME]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É necessário recuar na memória para me recordar de alguns aspectos da agricultura praticada na Amoreira nos anos 50 e 60 do século passado. Na época, já tinham desaparecido todas as tradições tão comuns que eram ainda na primeira metade do século XX, no Portugal rural, devido à influência das crescentes urbanizações de Cascais, dos [&#8230;]</p>
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<p>É necessário recuar na memória para me recordar de alguns aspectos da agricultura praticada na Amoreira nos anos 50 e 60 do século passado.</p>



<p>Na época, já tinham desaparecido todas as tradições tão comuns que eram ainda na primeira metade do século XX, no Portugal rural, devido à influência das crescentes urbanizações de Cascais, dos Estoris e, por arrastamento, na própria Amoreira.</p>



<p>Era uma agricultura de subsistência ou complementar, praticada em solo calcário, pobre, enquanto nos terrenos arenosos, onde a camada de solo humoso era inexistente ou diminuta, floresciam o mato e os pinhais.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/uaHjq1G.jpeg" alt="" class="wp-image-37895"/><figcaption class="wp-element-caption">Bairro Novo, terrenos da margem esquerda da ribeira dos Bogueiros. Anos 50</figcaption></figure></div>


<p>Todas as propriedades estavam cercadas por muros de pedra seca, mais ou menos altos, mas que possibilitavam uma passagem fácil, dificultada, nalguns casos, por silvados, canaviais e zambujeiros. Havia, no entanto, o caso das quintas, que tinham muros mais altos de pedra argamassada, como a Quinta do Tenente Romero, na encosta poente do lugar, ou parte da Quinta da Vaquinha, no vale da Ribeira da Caneira, com as suas vinhas, pomares e hortas.</p>



<p>Nas leiras, pequenos espaços agricultados, tanto nos vales como nas encostas, neste caso em socalcos, plantavam-se essencialmente favas, batatas, algumas árvores de fruto, pereiras, laranjeiras, limoeiros, nespereiras, figueiras e algumas videiras. Os quintais das habitações eram habitualmente transformados em pequenas hortas ou alfobres.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/7ZnHxrT.jpeg" alt="" class="wp-image-37897"/><figcaption class="wp-element-caption">Domingos à frente da sua junta de bois atrelados ao carro típico de então</figcaption></figure></div>


<p>Nas terras, propriedades mais extensas de solos mais profundos junto aos leitos das ribeiras, cultivava-se trigo, milho e cevada. Era numa dessas propriedades que me lembro de ver o “Moca” de Alcoitão, segurando o arado puxado por uma junta de bois, enquanto sulcava as terras da margem esquerda da Ribeira da Caneira, onde hoje se localizam os campos de treino do Estoril-Praia.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/YTsOIry.jpeg" alt="" class="wp-image-37899" style="width:469px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">A Amoreira e o seu território envolvente nos inícios do século XX. Estudo efectuado sobre mapa do Corpo do Estado Maior do Exército, 1900. G. Cardoso</figcaption></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/11/memorias-saloias/">MEMÓRIAS SALOIAS</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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