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	<title>Arquivo de Alcântara - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de Alcântara - Duas Linhas</title>
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		<title>Alcântara desaparece</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Jan 2022 00:01:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os 200 milhões de euros orçamentados no projeto RIVART sobrepõem-se a qualquer outra coisa e o mural do Vhils foi destruído. Podia ter sido preservado. Hoje não há obstáculos técnicos para a engenharia e tudo é permitido à criatividade dos arquitectos. Mas os construtores civis continuam a ser “patos bravos” e o dono da obra [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2022/01/alcantara-desaparece/">Alcântara desaparece</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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<p>Os 200 milhões de euros orçamentados no projeto RIVART sobrepõem-se a qualquer outra coisa e o mural do Vhils foi destruído. Podia ter sido preservado. Hoje não há obstáculos técnicos para a engenharia e tudo é permitido à criatividade dos arquitectos. Mas os construtores civis continuam a ser “patos bravos” e o dono da obra quer lá saber de artistas.</p>



<p>Enfim, nada dura para sempre, como diz o próprio Vhils no Instagram quando confirmou a destruição de mais uma das suas obras de arte. E já são duas que Lisboa perde.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1176" height="752" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/01/vhils-alcantara.jpg" alt="" class="wp-image-16403"/><figcaption>Instagram de Vhils</figcaption></figure></div>



<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" width="748" height="565" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/01/vhils-alcantara-3.jpg" alt="" data-id="16405" data-full-url="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/01/vhils-alcantara-3.jpg" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=16405" class="wp-image-16405"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" width="748" height="750" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/01/vhils-alcantara-2.jpg" alt="" data-id="16404" data-full-url="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/01/vhils-alcantara-2.jpg" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=16404" class="wp-image-16404"/></figure></li></ul></figure>



<p>Noutras partes do Mundo, a arte de rua e os grafitti são olhados com olho crítico e já aconteceu paredes inteiras serem “roubadas” para que a pintura mural possa ser transportada, escondida e vendida. Aconteceu em Inglaterra, tal e qual relatámos em novembro no artigo “<strong><a href="https://duaslinhas.pt/2021/11/um-fantasma-que-pinta-murais/">Um fantasma que pinta murais</a></strong>”.</p>



<p>Nada dura para sempre, mas é uma pena quando se descaracteriza uma cidade. Descaracterizar significa matar-lhe a alma, eliminar tudo aquilo que faz uma cidade ser diferente de outras, ser um sítio único, original. Lisboa é cada vez menos isso e o bairro de Alcântara acaba de morrer. Não apenas porque ficou sem o mural de Vhils, mas porque perdeu as ruelas, as tascas, os bares. Vai perder a boémia e a alegria atrevida dos noctívagos.</p>



<p>Em troca de quê? De vários edifícios de 9 pisos acima do solo, destinados a escritórios e a 230 apartamentos de luxo. &nbsp;</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/01/alcantara.jpg" alt="" data-id="16407" data-full-url="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/01/alcantara.jpg" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=16407" class="wp-image-16407"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="744" height="496" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/01/alcantara-2.jpg" alt="" data-id="16406" data-full-url="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2022/01/alcantara-2.jpg" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=16406" class="wp-image-16406"/></figure></li></ul><figcaption class="blocks-gallery-caption"><sup><em>maqueta do projeto</em></sup></figcaption></figure>



<p>Por enquanto, ainda sobra uma parte do Lx Factory, embora de dimensão cada vez mais reduzida. Ao fundo da rua já desapareceram alguns edifícios onde funcionavam restaurantes e comércio. E a tendência será para um dia ir tudo abaixo. A Lx Factory pertence ao fundo de investimento francês Keys Asset Management que, como é evidente, não se contenta em receber rendas de lojinhas de artesanato ou de pequenos restaurantes vegan. Eles querem lá saber, não são <strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hippie">Hippies</a></strong>, são <strong><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Yuppie">Yuppies</a></strong>.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="LX Factory" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/jw7aFqspgDo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption><sup><em>vídeo</em></sup></figcaption></figure>



<p></p>
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		<title>O muro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2020 09:23:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[LIFESTYLE]]></category>
		<category><![CDATA[Alcântara]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo de Lisboa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lisboa têm agora um longo muro que mais parece uma prisão de oito andares em Alcântara, em cima do Tejo,&#160;e que marca o arranque da segunda fase da recente especulação imobiliária da cidade. O muro é a parede exterior um hospital privado e é considerado uma aberração. Naquele local existiu a estação de recolha de [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2020/08/o-muro/">O muro</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Lisboa têm agora um longo muro que mais parece uma prisão de oito andares em Alcântara, em cima do Tejo,&nbsp;e que marca o arranque da segunda fase da recente especulação imobiliária da cidade. O muro é a parede exterior um hospital privado e é considerado uma aberração.</p>



<p>Naquele local existiu a estação de recolha de camiões de lixo da Câmara e, por obra e graça de Pedro Santana Lopes, acabou na mão dos privados.</p>



<p>A ideia era construir um pequeno bairro típico com assinatura de um arquitecto famoso. Mas a volta foi dada. O mesmo aconteceu no Parque Mayer que nada valia quando foi comprado pelo senhor Névoa.</p>



<p>No Parque Mayer também entrou em cena Pedro Santana Lopes. Veio a ideia de colocar ali um Casino para reanimar o Parque e… zás! O Senhor Névoa trocou o seu Parque já valorizado por metade dos terrenos da Feira Popular. Mas isso é outra história, para contar mais tarde.</p>



<p>Os lisboetas já se habituaram a estas magias. Mas, apesar disso, vai ser difícil engolir aquele hospital que mais parece uma enorme prisão. Uma gigantesca bomba urbanística numa cidade gentil e rendilhada, como Lisboa.</p>



<p>A enorme muralha que agora se ergue em Alcântara transforma a zona num pavor, que nem a prisão de Alcatraz. E parece ter um objectivo claro. Abrir caminho às construções que já começaram junto à Ponte, na antiga fábrica do Açúcar &#8211; Sidul.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/Az2SP6y.jpg" alt="" data-id="3342" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=3342" class="wp-image-3342"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1211" height="2560" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2020/08/rua-alto-3-scaled.jpeg" alt="" data-id="3343" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=3343" class="wp-image-3343"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/mBfFEf4.jpg" alt="" data-id="3344" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=3344" class="wp-image-3344"/></figure></li></ul></figure>



<p>Consta que ali serão construídas três torres gémeas, para implodir urbanisticamente a zona ribeirinha ocidental de Lisboa, de casario baixo, muitas vezes modesto, mas típico e muito nosso. Aquelas construções aumentarão 100 vezes o número de automóveis numa zona imaginada para fruição. Iremos fruir para Loures, sem Tejo.</p>



<p>Porque ali vão aparecer centenas de apartamentos que ninguém conseguirá comprar, mas que serão vendidos não se sabe a quem. Parece um trocadilho mas tem sido uma constante nas últimas dezenas de anos.</p>



<p>Já o hospital nem sequer aproveita a vista panorâmica, no lado da frente, virada ao rio, numa primeira linha. Ou seja por detrás é um enorme e assustador muro. Pela frente é uma muralha branca com dois pirexes de vidro pouco generosos. O hospital é marca CUF &#8211; Companhia União Fabril, um grupo que vem dos tempos do salazarismo.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i.imgur.com/3cAphnA.jpg" alt="" class="wp-image-3345" width="677" height="387"/></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2020/08/fachada-geral-scaled.jpeg" alt="" class="wp-image-3346" width="682" height="322"/></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2020/08/fachada-lateral-1-scaled.jpeg" alt="" class="wp-image-3348" width="682" height="322"/></figure></div>



<p>O País não precisa de tantos hospitais privados, porque pode financiar generosamente o Serviço Nacional de Saúde com os muitos milhões das lotarias, raspinhas e euro milhões..</p>



<p>Em resumo, temos centenas de prédios em ruínas ou desabitados em Lisboa e nas cidades e vilas do nosso País. E temos um Serviço Nacional de Saúde a precisar de se municiar para a segunda vaga de Covid-19. E o que fazemos? Nada! Alguém consegue explicar este contra senso?</p>



<p>O País podia seguir a política da Sesmarias (de 1382), que a Catalunha pôs agora em prática. Ou seja, os proprietários que não alugam as casas recebem metade das rendas de mercado durante 10 anos e ainda pagam uma valente multa.</p>



<p>Mas por cá nascem como cogumelos hospitais privados e apartamentos para ricos em tempo de vacas magras..</p>



<p>O País tem agora 750 mil desempregados.</p>
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