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	<title>Arquivo de acordos PSD com Chega - Duas Linhas</title>
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		<title>CONSENSO OU RUPTURA INSTITUCIONAL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vítor Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Apr 2026 11:08:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O fim do chamado bloco central</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A escolha dos nomes dos Juízes para o Tribunal Constitucional constitui uma questão relevante, no quadro constitucional consolidado nos últimos 40 anos, potenciando o fim do chamado bloco central, que dominou a nossa vida política desde o 25 de Abril de 1974, ou confirmando o acordo de regime entre o PSD e o Chega. Para alguns será uma tragédia, para outros o princípio de uma nova fase da vida política, ainda para mais num quadro mundial de enorme incerteza, com uma crise económica cujas consequências podem arrasar o equilíbrio nascido após a II Guerra Mundial e a criação da União Europeia.</p>



<p>Importa entender o que poderão ser a evolução da política interna, as alterações da política partidária e as suas consequências para os portugueses. &nbsp;</p>



<p>O acordo de regime já se verificou na Lei da Nacionalidade, abrindo o caminho a outros entendimentos, noutras questões relevantes para a sobrevivência do governo porque, para Luís Montenegro, é isto que está em causa: sobreviver o máximo de tempo possível.</p>



<p>Este acordo de regime levará, inevitavelmente, à extinção do CDS, a um reforço do Chega em diversas estruturas do poder – os até aqui chamados ‘tachos’ – e a uma clivagem clara entre a direita e o centro-esquerda moderado, representado pelo Partido Socialista.</p>



<p>Na Europa os partidos da direita radical vão ganhando cada vez mais espaço e, em muitos casos, alcançam o poder ou ficam mais próximos de o atingir ou de o influenciar, o que implica entender duas coisas: quais as causas que determinam a subida dos partidos radicais de direita e o que é ser de esquerda no segundo quartel do século XXI.</p>



<p>Por que motivo cresce o sentimento de apoio a regimes autocráticos, com compressão dos direitos, liberdade e garantias, ou, de forma mais clara, por que motivo os eleitores entre os direitos e a compressão dos direitos, optam pela compressão dos direitos.</p>



<p>Para tentar compreender estes movimentos, temos de entender o que levou a esta situação.</p>



<p>De forma simplista, podemos afirmar que as causas do crescimento da direita radical derivam da iliteracia, da desinformação, alimentada pelas redes sociais e por centrais de informação controladas por grupos económicos, dos movimentos migratórios na Europa, da falta de resposta a questões fundamentais como a habitação, a segurança e a saúde. Podemos igualmente dizer, com alguma certeza, que a cultura do ódio, o medo, o empobrecimento da classe média e baixa ajudam ao crescimento destes movimentos radicais.</p>



<p>Aqui chegados, temos de questionar qual o papel que a esquerda moderada deve ter para recuperar a sua influência e as diferenças para com esta direita radical? O que é ser de esquerda, hoje, num quadro em que se perderam muitos dos valores nascidos com a Revolução Francesa e com o reforço das democracias na Europa.</p>



<p>A esquerda, mesmo a esquerda moderada, enredou-se em questões wokistas que, numa visão complexa de graves problemas económicos e sociais, nada dizem à grande maioria dos eleitores e dos cidadãos.</p>



<p>A defesa das minorias é um pressuposto da democracia e do exercício dos direitos, mas não pode ser o alfa e o ómega da política nem, de modo algum, a única preocupação da esquerda moderada, sob o perigo de alienar eleitores e deixar o campo aberto à direita radical.</p>



<p>Existem problemas concretos, no dia-a-dia, que penalizam os cidadãos e aos quais se deve dar uma resposta. Sem ela, engrossam os apoiantes da extrema-direita.</p>



<p>Como se assistiu no dia 2 de Abril de 2026, nas comemorações dos 50 anos da CRP, a direita radical está a subir o tom, a lançar o ódio e a usar a mentira para ganhar terreno. Alguns dos membros do Chega estiveram ligados a movimentos terroristas no pós-25 de Abril, incluindo o ELP e o MDLP. Assassinaram cidadãos, colocaram bombas, são criminosos que ficaram impunes. Nestes tempos de deriva, é necessário recordar esses crimes, porque a grande maioria dos eleitores ainda não era nascida quando foram praticados.</p>



<p>Por este motivo, a esquerda moderada, em concreto o Partido Socialista, tem a obrigação de repensar o seu papel no actual quadro político-partidário português. E, de uma vez por todas, tem de repensar se quer manter consensos com o governo PSD/ Chega ou se é preferível uma ruptura institucional. Há momentos, na política, em que é necessário coragem e capacidade de romper com o status quo, e este é o momento. Se nada for feito, o Partido Socialista e a&nbsp; esquerda moderada perderão qualquer possibilidade de recentrar o País e de garantir uma democracia liberal, estável e desenvolvida.</p>



<p>O Partido Socialista e todos os defensores de uma democracia parlamentar, com desenvolvimento económico e social, têm a obrigação de separar as águas. De um lado fica o PSD e o Chega e do outro os defensores de uma sociedade livre, democrática e desenvolvida. As coisas são simples e apenas se tornam complicadas na bolha mediática e nos arquétipos que alguns analistas têm usado, sistematicamente, ao longo destes 50 anos.</p>



<p>O que deve fazer o PS, uma vez que é o partido com representação parlamentar, mais próximo desta concepção? Deve deixar a coligação PSD/Chega governar, sem participar nas grandes decisões, desde o Orçamento do Estado a qualquer proposta legislativa? Deve deixar que a coligação se digladie entre si? Deve apresentar as suas propostas para o País, mas sem pedir ou propor que as mesmas sejam incluídas nas medidas tomadas pela coligação de direita e aguardar, serenamente, construindo uma alternativa para ganhar as próximas eleições legislativas, as quais, possivelmente irão realizar-se mais cedo do que se pensa?</p>



<p>É um dos maiores erros de um partido da oposição ‘aperfeiçoar’ o Orçamento do Estado, sugerir medidas correctivas dos erros que quem governa apresenta aos portugueses. É um disparate, ainda mais grave, tentar melhorar leis, apresentadas pelo governo, que são uma aberração. Um partido da oposição deve dar a conhecer as suas propostas, para que os cidadãos delas tomem conhecimento. Não deve ‘ajudar’ o governo, muito menos um de direita, submetido aos impulsos da direita radical, a melhorar as leis ou as medidas que a tomar. O governo deve ser responsabilizado por tudo o que fez, sem contemplações.</p>



<p>O Partido Socialista, se quiser ganhar as eleições, recentrar o País e recuperar eleitores, tem a obrigação de construir alternativas, captar os jovens e a classe média, apresentar propostas credíveis e sérias, que permitam aos eleitores ter esperança em que se vai mudar o País. A gestão das expectativas é fundamental. O PS precisa de entender o que é ser de centro-esquerda hoje, ou seja, que os cidadãos necessitam de ter esperança e de acreditar que os seus problemas concretos vão ser ultrapassados.</p>
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		<title>PSD DIVIDIDO POR CAUSA DE PACHECO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2025 23:10:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[Assembleia da República]]></category>
		<category><![CDATA[Diogo Pacheco de Amorim]]></category>
		<category><![CDATA[extrema-direita na Assembleia da República]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pacheco chumbado. O facto de vários deputados do PSD  não terem seguido o que a liderança decidiu revela uma divisão relevante.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A rejeição de Diogo Pacheco de Amorim como vice-presidente da Assembleia, apesar de ter sido proposto pelo Chega e incluído num entendimento com o PSD, revela precisamente os limites desse tipo de acordos quando confrontados com a votação individual e secreta dos deputados. A eleição para cargos na mesa da Assembleia exige maioria absoluta, e isso implica um nível de consenso que, neste caso, não existiu.</p>



<p>É compreensível que muitos deputados não queiram apoiar para um lugar institucionalmente relevante alguém com um passado associado à extrema-direita e a grupos violentos no pós-25 de Abril, como é o caso de Pacheco de Amorim.</p>



<p>A acusação de &#8220;traição&#8221; feita por André Ventura é sobretudo uma manobra política para reforçar a narrativa de vitimização do Chega. Mas, do ponto de vista democrático, a decisão de não votar favoravelmente num candidato com esse perfil não só é legítima, como&nbsp;é uma afirmação clara de limites éticos que alguns deputados não estão dispostos a ultrapassar.</p>



<p>Ou seja, esta questão divide o grupo parlamentar do PSD, o que poderá ser considerado evidência de fragilidades internas, uma vez que não é comum a disciplina partidária ser quebrada, mesmo em questões de consciência como se poderá enquadrar este caso.</p>



<p>Embora a eleição da Mesa da Assembleia da República seja uma votação secreta e, teoricamente, uma oportunidade para cada deputado votar em consciência, a tradição parlamentar portuguesa (sobretudo nos grandes partidos como o PSD e o PS) tende a privilegiar a disciplina partidária, mesmo em matérias sensíveis. O facto de vários deputados do PSD aparentemente não terem seguido o que a liderança decidiu revela uma divisão relevante.</p>



<p>Essa divisão pode ter várias leituras: a primeira, a existência de uma resistência ideológica e ética dentro do PSD à legitimação institucional do Chega, especialmente quando envolve figuras controversas como Pacheco de Amorim; segunda leitura, foi um sinal de descontentamento com a estratégia de Luís Montenegro, que, ao tentar um equilíbrio delicado entre coligações formais e informais com o Chega, pode arriscar perder o controlo da bancada.</p>



<p>Esta quebra da disciplina partidária, mesmo que não assumida publicamente, pode tornar-se um problema mais visível nos próximos meses, quando o PSD precisar dos votos do Chega para aprovação das suas propostas.</p>



<p>Montenegro ficou politicamente mais fragilizado, principalmente porque a sua liderança não conseguiu garantir a coesão da bancada logo na primeira votação da legislatura. E isso tem peso, tanto dentro do partido como na leitura que os outros atores políticos fazem da atual correlação de forças no parlamento.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/chega-e-psd-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-42133" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/chega-e-psd-1024x683.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/chega-e-psd-300x200.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/chega-e-psd-768x512.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/chega-e-psd-696x464.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/chega-e-psd-1068x712.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/06/chega-e-psd.jpg 1279w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Desta vez o Chega votou logo à primeira a favor de Aguiar Branco, mas o PSD não retribuiu o mimo. Pedro Pinto, líder parlamentar demitido, não parece estar nos seus melhores dias.</figcaption></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/06/psd-dividido-por-causa-de-pacheco/">PSD DIVIDIDO POR CAUSA DE PACHECO</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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