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	<title>Arquivo de HISTÓRIAS... - Duas Linhas</title>
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		<title>AMOR DE PERDIÇÃO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 08:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Colheram-me de surpresa as litografias penduradas, seguidas, na parede daquele solar alenquerense. Instantâneos sob o título &#8216;Inez de Castro&#8217;, de legendas escritas à mão, em francês e português. Bem antigos seriam também os quadros em que foram emolduradas. Senti-lhes o encanto, puxei do sorrateiro telemóvel, não me arrependi. Amantes do vestuário e da moda estudariam, [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/06/amor-de-perdicao/">AMOR DE PERDIÇÃO</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Colheram-me de surpresa as litografias penduradas, seguidas, na parede daquele solar alenquerense. Instantâneos sob o título &#8216;Inez de Castro&#8217;, de legendas escritas à mão, em francês e português. Bem antigos seriam também os quadros em que foram emolduradas.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Senti-lhes o encanto, puxei do sorrateiro telemóvel, não me arrependi. Amantes do vestuário e da moda estudariam, de preferência, as vestimentas representadas, os adereços, o calçado; aos historiadores da sociedade prenderiam a atenção os gestos, as posições, se havia cão ou gato na cena… Epigrafista e paleógrafo me confesso e fui-me às legendas manuscritas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/observacao-das-legendas-1024x576.png" alt="" class="wp-image-49512" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/observacao-das-legendas-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/observacao-das-legendas-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/observacao-das-legendas-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/observacao-das-legendas-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/observacao-das-legendas-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/observacao-das-legendas-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/observacao-das-legendas-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/observacao-das-legendas-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/observacao-das-legendas.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Reza a primeira o seguinte (dispenso a versão francesa que hoje poucos entenderiam):</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/primeira-legenda-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-49514" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/primeira-legenda-1-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/primeira-legenda-1-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/primeira-legenda-1-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/primeira-legenda-1-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/primeira-legenda-1-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/primeira-legenda-1-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/primeira-legenda-1-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/primeira-legenda-1-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/primeira-legenda-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Sabendo el-rei Dom Afonso que seu filho casara com Inez enfureceu-se tanto que jurou vingar-se encaminhou-se pois a Coimbra onde assistia Inez para obrigá-la a dissolver essa união e achou-a instruindo os seus dois filhos. Não obstante as ameaças de D. Afonso e sua crueldade não pôde fazer assinar a essa senhora o auto de renúncia que para isso tinha preparado.</p>



<p>Conta a segunda:</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="633" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/segunda-legenda-1024x633.png" alt="" class="wp-image-49516" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/segunda-legenda-1024x633.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/segunda-legenda-300x186.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/segunda-legenda-768x475.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/segunda-legenda-696x431.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/segunda-legenda-1392x861.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/segunda-legenda-1068x661.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/segunda-legenda-1320x817.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/segunda-legenda.png 1492w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Irritado Dom Afonso dessa inesperada resistência concebeu o projeto de mandá-la matar escolhendo para cumprimento três dos mais cruéis inimigos dessa dama os quais aproveitando-se da partida de Dom Pedro para uma caçada se introduziram no quarto de Inez mediante certos domésticos por eles subornados e ouviram escondidos a despedida de Dom Pedro à sua esposa que lhe rogava não a deixasse naquele momento em que tristes pressentimentos a atormentavam. Ele meigou-a brandamente e partiu deixando-a involuntariamente aos golpes dos seus algozes.</p>



<p>Tem por título a terceira:</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1641" height="989" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/terceira-legenda.png" alt="" class="wp-image-49517" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/terceira-legenda.png 1641w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/terceira-legenda-300x181.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/terceira-legenda-1024x617.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/terceira-legenda-768x463.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/terceira-legenda-1536x926.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/terceira-legenda-696x419.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/terceira-legenda-1392x839.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/terceira-legenda-1068x644.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/terceira-legenda-1320x796.png 1320w" sizes="auto, (max-width: 1641px) 100vw, 1641px" /></figure></div>


<p>Falecido Dom Afonso I, Dom Pedro sendo eleito rei mandou logo buscar os assassinos de Inês um deles fugiu para França mas os outros refugiados em Castela tendo-lhe sido entregues por Pedro-o-Cruel fê-los supliciar ignominiosamente [?] e lançar-lhes as cinzas ao vento. Tornou público o seu casamento declarando seus filhos por sucessores e mandando exumar o corpo de sua esposa ordenou o colocassem sobre um trono cingiu-lhe a fronte com o diadema e ordenou lhe fossem rendidas soberanas honras por todos…</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><em><strong>O significado cultural</strong></em></h4>



<p>As litografias estão assinadas por Napoleón Thomas (1804-1879), pintor, ilustrador e litógrafo francês, cuja reconhecida actividade se centrou entre os anos 1830 e 1870. Foram impressas em Paris, «chez BULLA Frères», notável empresa litográfica a que se ficaram a dever imagens que hoje correm mundo. O parisiense François Bulla, cuja actividade se situa entre 1814 e 1855, foi notável gravador, editor de estampas e impressor-litógrafo. Interessou-se de modo particular por litografias ditas “populares”, ou seja, cuja temática poderia recolher a atenção de vasto público. Quando se aposentou, em 1855, sucedeu-lhe seu irmão Antoine e é por isso que, nas litografias de Alenquer, surge a informação «chez BULLA Frères», que permite, portanto, datá-las do 3º quartel do século XIX.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="474" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gravuras-2x-1024x474.png" alt="" class="wp-image-49519" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gravuras-2x-1024x474.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gravuras-2x-300x139.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gravuras-2x-768x355.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gravuras-2x-1536x711.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gravuras-2x-696x322.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gravuras-2x-1392x644.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gravuras-2x-1068x494.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gravuras-2x-1320x611.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gravuras-2x.png 1705w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Logo estes dados aquilatam do seu valor intrínseco, porque constituirão, estou em crer, um espólio invulgar no nosso País. O facto de os proprietários do Solar de Pancas as terem adquirido atesta, por seu turno, uma atitude cultural relevante, sendo relevante também – e não de somenos! – o facto de Napoleón Thomas ter escolhido (ou ter sido chamado a desenhar), em Paris, nessa altura, um tema português de significado e ressonância internacional. Ou melhor: um tema que, assim, mais se prova ter largamente ultrapassado fronteiras! Aspecto cultural que não é despiciendo, não!</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Aliás, a circunstância de ter havido a preocupação de as legendas serem em francês e traduzidas (e bem, pude verificar!) em português igualmente deve ser aspecto a realçar.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="432" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gravuras-2x-2-1024x432.png" alt="" class="wp-image-49520" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gravuras-2x-2-1024x432.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gravuras-2x-2-300x127.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gravuras-2x-2-768x324.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gravuras-2x-2-1536x648.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gravuras-2x-2-696x294.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gravuras-2x-2-1392x587.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gravuras-2x-2-1068x451.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gravuras-2x-2-1320x557.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gravuras-2x-2.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Mantém o solar a cenografia antiga palaciana. A capela familiar, por exemplo, bem cuidada. Livros belamente encadernados nas estantes. Telas antigas, mobiliário de madeira exótica e risco à século XIX… Um ambiente fora deste tempo, para dar solenidade aos eventos que acolher.</p>



<p>Um que outro participante poderá reparar neste ou naquele pormenor decorativo; eu reparei na história da nossa Inês de Castro – e não estou arrependido.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="428" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/solar-de-pancas-3-1024x428.jpg" alt="" class="wp-image-49526" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/solar-de-pancas-3-1024x428.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/solar-de-pancas-3-300x125.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/solar-de-pancas-3-768x321.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/solar-de-pancas-3-1536x642.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/solar-de-pancas-3-696x291.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/solar-de-pancas-3-1392x582.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/solar-de-pancas-3-1068x446.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/solar-de-pancas-3-1320x552.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/06/solar-de-pancas-3.jpg 1589w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Solar de Pancas</figcaption></figure></div></div></div>



<p></p>
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		<title>ALENQUER</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 09:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Solar de Pancas, em Alenquer.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A ampla avenida, ladeada de nodosas tílias, deixava antever que o palácio ressumbraria a vidas de há mais de um século. Imaginava-se, ao subir a escadaria, o roçagar de longos vestidos, aperaltados para serões de fidalguia, quiçá.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>O primeiro baque veio, porém, daquele inesperado esmalte: <em><strong>ENTRÉE INTERDITE</strong></em>. Uma expressão em francês, senhores, em pleno final da terceira década do segundo milénio, quando, impante, a língua inglesa se arvora em idioma universal! Quem diria? Como era tal possível?Era – porque os proprietários souberam deixar-se prender pelo encanto da tradição, pelo sabor da memória.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="596" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/entree-interdite-1024x596.png" alt="" class="wp-image-49488" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/entree-interdite-1024x596.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/entree-interdite-300x175.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/entree-interdite-768x447.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/entree-interdite-1536x894.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/entree-interdite-696x405.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/entree-interdite-1392x810.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/entree-interdite-1068x622.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/entree-interdite-1320x768.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/entree-interdite.png 1742w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>No alto da porta que dava para outra dependência, outro esmalte: <strong><em>BAINS</em></strong>. nem «toiletes» nem «WC»! Banhos, à francesa! Numa das portas: <strong><em>HOMMES</em></strong>; na outra, <strong><em>FEMMES</em></strong>. Entra-se, pois, devagarinho, como quem vai penetrar num santuário. Abençoados!</p>



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</div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="943" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/hommes-943x1024.png" alt="" class="wp-image-49490" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/hommes-943x1024.png 943w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/hommes-276x300.png 276w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/hommes-768x834.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/hommes-696x755.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/hommes.png 995w" sizes="auto, (max-width: 943px) 100vw, 943px" /></figure>
</div>
</div>



<p>Escusado será dizer que o rodapé dos salões se encontrava revestido a azulejos figurativos, azuis, retratos de cenas bucólicas, na comunhão com a Natureza. Damas e donzelas. Cavalheiros galãs. Outros tempos. Outros ritmos. Outro viver.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/damas-e-galanteios-1024x576.png" alt="" class="wp-image-49491" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/damas-e-galanteios-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/damas-e-galanteios-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/damas-e-galanteios-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/damas-e-galanteios-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/damas-e-galanteios-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/damas-e-galanteios-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/damas-e-galanteios-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/damas-e-galanteios-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/damas-e-galanteios.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Já não é o nosso nem poderá voltar a sê-lo, mas que dá consolo apreciar, isso dá!</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/fidalgos-1024x576.png" alt="" class="wp-image-49492" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/fidalgos-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/fidalgos-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/fidalgos-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/fidalgos-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/fidalgos-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/fidalgos-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/fidalgos-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/fidalgos-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/fidalgos.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Foi no Solar de Pancas em Alenquer, vila que, mui celebrado ‘presépio’, se orgulha de preservar tais tradições. E nós, os de Cascais, precisamos também de não esquecer que a Estrada Nacional 9 – <a href="http://hdl.handle.net/10316/31284"><strong>http://hdl.handle.net/10316/31284</strong></a> – vai precisamente de Cascais a Alenquer, a vila onde, com bastante frequência, a Corte Régia procurava repousar.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="450" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/corte-em-repouso-1024x450.png" alt="" class="wp-image-49493" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/corte-em-repouso-1024x450.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/corte-em-repouso-300x132.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/corte-em-repouso-768x337.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/corte-em-repouso-1536x674.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/corte-em-repouso-696x306.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/corte-em-repouso-1392x611.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/corte-em-repouso-1068x469.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/corte-em-repouso-1320x580.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/corte-em-repouso.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div></div></div>



<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/06/alenquer/">ALENQUER</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>OTA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 18:48:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
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		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
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		<category><![CDATA[Ota]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Passear pelas ruas quase desertas do centro urbano</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Decidi quebrar o enguiço e, em serena manhã de domingo, passeei-me pelas ruas quase desertas do centro urbano. Vi a calma do mercadinho, ao ar livre, no largo traseiro à igreja paroquial&#8230; </p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="371" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-mercado.png" alt="" class="wp-image-49356" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-mercado.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-mercado-300x109.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-mercado-768x278.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-mercado-696x252.png 696w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>&#8230; a semiobscuridade do templo, deserto – a hora de missa já passara – convidava à oração.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="424" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-igreja.png" alt="" class="wp-image-49357" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-igreja.png 424w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-igreja-221x300.png 221w" sizes="auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px" /></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Espreitei um alpendre. Saudosas do seu tempo útil, queixaram-se-me da ferrugem que as consumia alfaias agrícolas ao abandono: charruas, uma grade de bicos, uma roda (para tirar água de poço?)… E segredaram-me:</p>



<p>– Se pedisses à Junta de Freguesia que olhasse por nós. Até poderíamos ficar limpinhas, num espaço jeitoso, a contar aos meninos de agora para que é que nós servíamos…</p>



<p>– Sabem – respondi-lhes – eu não sou de cá. Vim para um casamento…</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="741" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-alfaias-velhas.png" alt="" class="wp-image-49360" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-alfaias-velhas.png 741w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-alfaias-velhas-300x233.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-alfaias-velhas-696x541.png 696w" sizes="auto, (max-width: 741px) 100vw, 741px" /></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Deixei-as, porque, de repente, uns dizeres junto às portas me chamaram a atenção:</p>



<p>– Olá, vizinha, bom dia! Que significam estes dizeres?</p>



<p>– É dos Reis. Os grupos passam a cantar as Janeiras e pintam esses dizeres! Uma tradição nossa!</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="884" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-escritos.png" alt="" class="wp-image-49362" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-escritos.png 884w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-escritos-300x195.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-escritos-768x500.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-escritos-696x454.png 696w" sizes="auto, (max-width: 884px) 100vw, 884px" /></figure></div>


<p>Li depois a explicação mais à frente, num painel, em português e inglês:</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-2 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="307" height="506" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-placa.png" alt="" class="wp-image-49363" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-placa.png 307w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-placa-182x300.png 182w" sizes="auto, (max-width: 307px) 100vw, 307px" /></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="639" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-placa-1-1024x639.jpg" alt="" class="wp-image-49364" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-placa-1-1024x639.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-placa-1-300x187.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-placa-1-768x479.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-placa-1-696x434.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-placa-1-1068x667.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-placa-1.jpg 1075w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div></div>
</div>
</div></div>



<p>Pensei de novo nas alfaias. Se calhar, a Junta, que pôs este letreiro e até mandou fazer azulejo a mostrar como era antigamente o Largo Dr. Mário Madeira, um dos largos mais concorridos do lugar, se calhar, até era capaz de pensar nelas…</p>



<p>Depressa, porém, outra parede me chamou a atenção, a anunciar um Centro de Interpretação. Um Centro de Interpretação? – pasmei.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="441" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-centro-de-interpretacao.png" alt="" class="wp-image-49367" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-centro-de-interpretacao.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-centro-de-interpretacao-300x129.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-centro-de-interpretacao-768x331.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/ota-centro-de-interpretacao-696x300.png 696w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Estava encerrado, mas vim a descobrir depois de que é que se tratava: do Canhão Cársico de Ota, classificado como “monumento natural local”, «o mais espectacular e extenso vale em canhão das regiões calcárias portuguesas»! Totaliza 316,29 ha e encontra-se localizado entre as aldeias da Atouguia das Cabras e da Ota.</p>



<p>Um canhão é, do ponto de vista geológico, um vale estreito, geralmente provocado pela constante erosão das águas ao longo de milhões de anos. Neste caso, o culpado foi mesmo a Ribeira da Ota, curso de água sazonal que nasce na Serra de Montejunto e que percorre a Serra da Ota, onde se formaram inúmeras cascalheiras ao longo de 2,5 km, devido à erosão flúvio-cársica das paredes verticais que formam actualmente o canhão.</p>



<p>Gerou-se, dessa sorte, um ecossistema de características invulgares, propício a que a população para aí organize passeios, a fim de, serenamente, observar espécies raras, animais (o bufo-real, o corvo, o melro azul, a garça-vermelha, a águia cobreira, o noitibó, a águia-calçada…), assim como fósseis abundantes&#8230; Enfim, numa comunhão única! Hélder Cardoso, entomólogo do Bombarral, teve mesmo ocasião de aí instalar uma estação para estudo das borboletas nocturnas, que constituem excelentes indicadores da saúde do ambiente.</p>



<p>Muito longe estava eu, portanto, de vir a saber que este canhão me levaria a esquecer – pelo menos, durante algum milagroso tempo – os bem diferentes, mortíferos e barulhentos canhões da actualidade bélica!&#8230;</p>



<p>E, assim, Ota passou a ter, para mim, superior encanto.</p>
</div></div>
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		<title>«COMO UMA NUVEM VERDE»</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 16:13:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na sala admiradores, parentes e amigos da autora. Alguns dos presentes quiseram dizer alguns dos poemas que mais lhes haviam suscitado a atenção. Com prefácio de Jorge Castro, o livrinho, de 68 páginas, é edição de Poética Edições e contém 55 poemas. O último, sobre o amor, congrega «olhar, silêncio, paz». O primeiro é a [&#8230;]</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Na sala admiradores, parentes e amigos da autora. Alguns dos presentes quiseram dizer alguns dos poemas que mais lhes haviam suscitado a atenção.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="DO LIVRO &quot;COMO UMA NUVEM VERDE&quot;" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/kZz_OtsnhP8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>vídeo</sup></em></figcaption></figure>



<p>Com prefácio de Jorge Castro, o livrinho, de 68 páginas, é edição de Poética Edições e contém 55 poemas. O último, sobre o amor, congrega «olhar, silêncio, paz». O primeiro é a ternura da avó: «Um dia, quando eu for longe, | levarei o azul dos teus olhos». Pelo meio, a autora, «Um dia calada, mais um, | na soleira da porta», recusa-se a «regressar às memórias».</p>



<p>E faz bem – porque, de facto, é sempre muito mais sadio olhar para diante. Mesmo quando «sentada na cadeira | de baloiço do bisavô»…</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="406" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-1024x406.jpg" alt="" class="wp-image-49347" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-1024x406.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-300x119.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-768x304.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-1536x609.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-696x276.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-1392x552.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-1068x423.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-1320x523.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde.jpg 1547w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div></div>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/como-uma-nuvem-verde/">«COMO UMA NUVEM VERDE»</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>HISTÓRIAS DE EMIGRANTES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 12:07:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
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		<category><![CDATA[teatro]]></category>
		<category><![CDATA[TEC - Teatro Experimental de Cascais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pode parecer lugar-comum, mas não hesito em garantir que, para uma história assim, intimidade requeria-se. O espectador precisava de estar perto, a sentir as emoções, as raivas, as perplexidades, tudo aquilo por que poderia ter passado uma família portuguesa emigrada para os arredores de Londres, em 2017. Bilingue, como o é a realidade, Um Cigarro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Pode parecer lugar-comum, mas não hesito em garantir que, para uma história assim, intimidade requeria-se. O espectador precisava de estar perto, a sentir as emoções, as raivas, as perplexidades, tudo aquilo por que poderia ter passado uma família portuguesa emigrada para os arredores de Londres, em 2017.</p>



<p>Bilingue, como o é a realidade, <em>Um Cigarro e Quatro Pares de Ténis</em> reconstitui, com realismo, o retrato dessa emigração, onde o sonho esbarra com as contrariedades do dia-a-dia. Bem elucidativos são, logo, os primeiros momentos, em que a mãe, o homem (irmão), o filho, a filha surgem atarantados, sem saberem o que fazer.</p>



<p>Concebeu, pois Ema Fonseca – certamente com conhecimento de causa – um quadro esclarecedor:</p>



<p>«Entre ténis de marca, jardins sonhados., desilusões e redes de tráfego de “prota”, cada um dos membros da família procura, à sua maneira, o significado da felicidade e a sua identidade num meio estranho» – &nbsp;escreve Fernando Alvarez, o diretor do Teatro Experimental de Cascais que, para a peça, se encarregou, como habitualmente, da cenografia, dos figurinos e dos adereços.</p>



<p>E concordo inteiramente com ele: merece “especial atenção” a primorosa encenação de Ana Padrão e um grande aplauso bem encorajador para «o elenco incrível maioritariamente jovem – Ivo Arroja, Maria Arrais, Sílvia Chiola e Tomás Andrade, ao qual se juntam os dois veteranos, Maria Joana Pinho Maria João Pinho e Sérgio Silva».</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="345" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-1024x345.png" alt="" class="wp-image-49317" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-1024x345.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-300x101.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-768x259.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-1536x518.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-696x235.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-1392x469.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-1068x360.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-1320x445.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>

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<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="347" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-1024x347.png" alt="" class="wp-image-49318" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-1024x347.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-300x102.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-768x260.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-1536x520.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-696x236.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-1392x471.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-1068x362.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-1320x447.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fotos de Ricardo Rodrigues.</figcaption></figure></div>


<p>É a 190ª produção do Teatro Experimental de Cascais. A não perder! Estará em cena até dia 31 de quarta a sábado às 21 h., domingo às 16.</p>



<p>Assinale-se ainda que se trata do texto vencedor da 3ª edição do concurso promovido pelo Teatro Experimental de Cascais «Texto para Teatro», nesta edição subordinado ao tema ‘Identidade’.</p>



<p>Aplausos também para toda a equipa técnica: luz (João Cachulo e Jorge Saraiva), som (Sérgio Delgado), legendagem (Gonçalo Magalhães). Tudo funciona a contento, o que não é fácil aqui, com tanta mudança de cena no mesmo cenário.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-49320" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1-768x1024.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1-225x300.jpg 225w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1-1152x1536.jpg 1152w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1-696x928.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1-1068x1424.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1.jpg 1181w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">cartaz</figcaption></figure></div>


<p></p>
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		<title>BOMBEIROS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 09:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[bombeiros]]></category>
		<category><![CDATA[bombeiros de Cascais e Estoril]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>abnegados homens e mulheres que, ao longo dos tempos, se disponibilizaram para estar ao serviço da comunidade. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Não deixa de ser curioso apercebermo-nos do significado literal da palavra «bombeiro»: o que perfeitamente sabe manusear a bomba. Fala-se não das mortíferas bombas atuais, mas do mecanismo mediante o qual era possível lançar jactos de água para fazer calar as chamas.</p>



<p>No tempo da Roma antiga, o nome era outro: <em>vigiles, </em>vigilantes. Tinha grande autoridade o seu comandante, o <em>praefectus vigilum,</em> que era da ordem equestre (para enfrentar, se fosse caso disso, o comandante dos pretorianos, que era da ordem senatorial…). O quartel-general dos <em>vigiles</em> estava estrategicamente colocado em Óstia, o porto fluvial de Roma. Além do serviço de incêndios, os <em>vigiles</em> cuidavam da higiene pública urbana.</p>



<p>Voltando a Cascais e ao catálogo, importa referir que a exposição, inaugurada a 8 de novembro de 2025, estará patente na Casa Sommer, em Cascais, até 11 de outubro.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1001" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/catalogo-1001x1024.png" alt="" class="wp-image-49269" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/catalogo-1001x1024.png 1001w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/catalogo-293x300.png 293w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/catalogo-768x785.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/catalogo-696x712.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/catalogo.png 1056w" sizes="auto, (max-width: 1001px) 100vw, 1001px" /></figure></div>


<p>Exposição que assume, na verdade, um duplo significado: por um lado, ao apresentar a evolução das viaturas usadas ao longo dos tempos e os objetos manuseáveis no combate ao fogo e no pronto auxílio em caso de acidente ou catástrofe (capacetes, malas de primeiros-socorros, apitos, extintores, o braçal do chefe de piquete, a escada de molas…) é útil manancial para a História da Tecnologia; por outro – e não de somenos importância – é que, além das máquinas e dos apetrechos, ali se mostram pessoas, os abnegados homens e mulheres que, ao longo dos tempos, se disponibilizaram para estar ao serviço da comunidade. </p>



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="703" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958-1024x703.jpg" alt="" class="wp-image-49270" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958-1024x703.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958-300x206.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958-768x527.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958-218x150.jpg 218w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958-436x300.jpg 436w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958-696x478.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958-1068x733.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958.jpg 1187w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="744" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Capacete-dos-Bombeiros-dos-Estoris-744x1024.jpg" alt="" class="wp-image-49271" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Capacete-dos-Bombeiros-dos-Estoris-744x1024.jpg 744w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Capacete-dos-Bombeiros-dos-Estoris-218x300.jpg 218w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Capacete-dos-Bombeiros-dos-Estoris-696x958.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Capacete-dos-Bombeiros-dos-Estoris.jpg 756w" sizes="auto, (max-width: 744px) 100vw, 744px" /><figcaption class="wp-element-caption">Capacete dos Bombeiros dos Estoris</figcaption></figure></div></div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-4 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="738" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado-1024x738.png" alt="" class="wp-image-49272" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado-1024x738.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado-300x216.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado-768x554.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado-696x502.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado-1392x1004.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado-1068x770.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado-1320x952.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado.png 1498w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Avião despenhado na Serra de Sintra, 1947.</figcaption></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="931" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Boia-do-Seastar-naufragado-em-Cascais-1972-931x1024.jpg" alt="" class="wp-image-49273" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Boia-do-Seastar-naufragado-em-Cascais-1972-931x1024.jpg 931w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Boia-do-Seastar-naufragado-em-Cascais-1972-273x300.jpg 273w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Boia-do-Seastar-naufragado-em-Cascais-1972-768x845.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Boia-do-Seastar-naufragado-em-Cascais-1972-696x765.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Boia-do-Seastar-naufragado-em-Cascais-1972-1068x1174.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Boia-do-Seastar-naufragado-em-Cascais-1972-1320x1452.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Boia-do-Seastar-naufragado-em-Cascais-1972.jpg 1374w" sizes="auto, (max-width: 931px) 100vw, 931px" /><figcaption class="wp-element-caption">Boia do Seastar, naufragado em Cascais, 1972.</figcaption></figure>
</div>
</div>



<p>Não há nomes. A excepção quase única: a justa homenagem a Ana Rita Abreu Pereira e a Bernardo Figueiredo, da corporação dos Estoris, atraiçoados por repentino golpe de vento que os vitimou, a 22 de Agosto de 2013. Ah! E a fotografia de José Geraldes Neto, cuja extraordinária colecção de miniaturas ligadas aos bombeiros não tem igual e bastantes delas estão agora de novo ali a ser mostradas. Eloquente tal omissão de nomes, porque o importante é mesmo servir e o nome não interessa.</p>



<p>Exposição que representa, pois, enorme reconhecimento aos Soldados da Paz – &nbsp;expressão que, nos tempos que correm, se reveste, afinal, de um significado maior.</p>



<p></p>



<p></p>
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		<title>GAIOLA-DE-BRUXA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 09:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
		<category><![CDATA[LIFESTYLE]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
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		<category><![CDATA[plantas carnívoras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nem só flores tem um jardim</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>– Quem me dera, Professor, ter um jardim!… e uma romãzeira!… – respondeu-me a Isabel, quando lhe mostrei a <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/os-botoes-da-romazeira/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2026/05/os-botoes-da-romazeira/">romãzeira já em flor</a></strong>.</p>



<p>Bem diferente foi, contudo, a reacção de Maria, octogenária, que tem uma quinta e sabe ler as nuvens e quando devem podar-se as videiras e qual a altura melhor para semear griséus… Comentou:</p>



<p>– Alguma razão assiste também ao teu Joaquim, porque, na verdade, os botões da romãzeira não deveriam estar tão desenvolvidos no começo de Maio. Devia o homem alegrar-se, como alegres estão, neste ano, os cultivadores de cerejeiras no Douro? Talvez, é o copo meio cheio, mas ele bem sabe que, para lá das mudanças ocasionais do tempo, como dantes soía num ou outro ano, elas se tornaram agora uma assustadora constante. Este ano, o calor típico de Maio sucedeu em Abril e as águas mil, acompanhadas de chuva e granizo, estão a mimosear os agricultores em Maio. É tão duro viver do trabalho da terra, admiráveis combatentes os que resistem, numa luta que é aceitação da conjugação de elementos que os ultrapassa.</p>



<p>E é bem verdade! Ingénuo e egoísta fui eu, ao não ver além do visível, a não ter aproveitado o ensejo para uma mensagem de solidariedade.</p>



<p>Aceito, porém, que jardim constitua, como sonha a Isabel, fonte de serenidade, na contemplação do crescimento das folhas, do desdobrar das flores… Agradável e sempre surpreendente fonte de aprendizagem também, não nó por dispormos hoje de aplicações informáticas susceptíveis de, rapidamente, nos identificarem as plantas derredor, mas também porque o apoio amigo do botânico nos dá a oportunidade de enriquecer conhecimentos.</p>



<p>Assim aconteceu.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gaiola-de-bruxa-capa-1024x576.png" alt="" class="wp-image-49128" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gaiola-de-bruxa-capa-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gaiola-de-bruxa-capa-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gaiola-de-bruxa-capa-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gaiola-de-bruxa-capa-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gaiola-de-bruxa-capa-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gaiola-de-bruxa-capa-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gaiola-de-bruxa-capa-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gaiola-de-bruxa-capa-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/gaiola-de-bruxa-capa.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Intrigara-me aquela <em>coisa,</em> espécie de fungo ou estranho cogumelo que me aparecia, já não era a primeira vez, entre as pedras e junto às plantas, pelos buracos. Erva ruim, pensei. Massacrei-a. Outra me apareceu, dias depois, mais à frente. Matei-a. À terceira, parei. Preciso de saber o que isto é. Esta espécie de armadilha laranja, sem olhos, reticulada, a lembrar o <em>muselet, </em>aquela ‘gaiola’ de arame que prende a rolha do champanhe.</p>



<p>Não hesitei – e mandei mensagem ao João Monjardino, com fotografia.</p>



<p>Veio pronta a resposta:</p>



<p>– Gaiola-de-bruxa! Aparece no jardim pelo Outono, tem vida efémera e exala um odor forte que atrai os insectos de que se alimenta, porque eles entram lá, ficam presos e ela delicia-se com tal manjar, além de eles colaborarem na sua reprodução, espalhando os esporos (com dimensões de 5–6 x 1,7–2&nbsp;µm )…</p>



<p>Interroguei também a «inteligência artificial» que me explicou:</p>



<p>«<strong>Gaiola-de-bruxa</strong> (<em>Clathrus ruber</em>) é um fungo notável pelo seu aspeto de rede esférica vermelha ou alaranjada, semelhante a uma gaiola, comum em solos ricos, hortas e florestas. Conhecido pelo odor intenso a carne podre que atrai insetos para dispersar esporos, não é comestível e pode causar distúrbios gastrointestinais».</p>



<p>Não voltei a destruir as gaiolas-de-bruxa. Dão um ar de graça no meio do verde e… deram-me excelente lição de vida!</p>



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		<title>SENSAÇÕES ESTRANHAS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 10:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[Cascais]]></category>
		<category><![CDATA[Casino do Estoril]]></category>
		<category><![CDATA[ópera Aida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A história de Aïda, serva, a morrer de paixão por Radamés, o filho do faraó.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em tempos, passei junto da Ópera de Milão, no momento em que chegavam – de lamborghini, ferrari, porsches… – damas de longos vestidos, cavalheiros de fato escuro e papillon. Saíam os motoristas numa pressa, para escancararem as portas de trás. Uma suave atmosfera de outro mundo, ou melhor, deste nosso, prosaico, a penetrar noutro universo, dignando-se a descer ao comum dos mortais…</p>



<p>Na noite do passado dia 5, mui diferente foi a entrada para o hall do Casino Estoril, agora longo tapete estendido a sedutoras máquinas de jogo… Bem acolhedor se quis mostrar o glorioso Salão Preto e Prata, sem milanesas pretensões – que tal não era o objectivo.</p>



<p>Esperava-nos Verdi. Ia mostrar-nos uma Aïda, serva, a morrer de paixão por Radamés, o filho do faraó. Mútua era essa paixão. Sim, tudo se passava noutro tempo, em que havia hieróglifos sem Pedra de Roseta capaz de os decifrar.</p>



<p>Encenação de Ignacio García e Aurora Cano; discreta também a cenografia, de Alejandro Contreras, mais a sugerir do que a mostrar. Em pano de fundo, enorme painel de hieróglifos, de enigmática mensagem. Figurinos de Ana Ramos, igualmente sem escusadas ostentações, ligeiro apontamento egípcio antigo. A Hesperian Symphony Orchestra, dirigida por Antonio Ariza Momblant, a não ocupar o papel preponderante, mas apenas a sublinhar a acção, ora em lírica suavidade ora, qual sonora trombeta, forte dramaticidade.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Invocaram-se Ísis e Osíris, porque aos humanos nem tudo corre bem – ou nada mesmo – &nbsp;sem o conluio dos deuses,&nbsp; num lima de guerra entre povos vizinhos: Etíopes dum lado (o povo de Aïda), Egípcios do outro. Agora invadidos, daqui a pouco invasores…</p>



<p>E o Amor acaba por vencer. Acaba – embora trágico – por falar mais alto do que o fragor metálico das espadas e punhais.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="433" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/AIDA-2-1-1024x433.png" alt="" class="wp-image-49009" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/AIDA-2-1-1024x433.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/AIDA-2-1-300x127.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/AIDA-2-1-768x325.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/AIDA-2-1-1536x650.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/AIDA-2-1-696x294.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/AIDA-2-1-1392x589.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/AIDA-2-1-1068x452.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/AIDA-2-1-1320x558.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/AIDA-2-1.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Mais uma louvável iniciativa do Grupo Chiado para trazer a ópera ao quotidiano. Bem hajam! Gratos estamos, também, pela gentil cedência de imagens. Gratos a: María Ruiz  e Lucía Tavira, no difícil e muito bem desempenhado papel de Aïda; a Eduardo Sandoval e Enrique Ferrer, elegantes figuras de Radamés. María Luisa Corbacho incarnou bem Amneris, a princesa despeitada; Manuel Mas foi o vingativo Monasro, rei da Etiópia, pai da protagonista; Jordi Serrano, o faraó, soberano; Ramfis,·Antonio Alonso, por seu turno, altivo no papel de Sumo Sacerdote, a autoridade religiosa e política, a voz do poder dos deuses e da segurança do Estado.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>E não faltou o coro, aquela anónima «voz do Povo», a tudo comentar, como se fora de cena estivesse e jamais pudesse calar-se. Feminino e masculino – porque, em tragédias assim, há sempre as duas perspectivas a ter em conta.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="363" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/AIDA-coro-1024x363.png" alt="" class="wp-image-49010" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/AIDA-coro-1024x363.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/AIDA-coro-300x106.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/AIDA-coro-768x272.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/AIDA-coro-1536x545.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/AIDA-coro-696x247.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/AIDA-coro-1392x494.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/AIDA-coro-1068x379.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/AIDA-coro-1320x468.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/AIDA-coro.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Acrescente-se que foi na véspera de Natal de 1871 que o espectáculo subiu à cena, pela primeira vez, na Ópera do Cairo, capital do Egipto. No palco do Salão Preto e Prata, os quatro actos seguiram o libreto que António Ghislanzoni (1824–1893) escreveu para Giuseppe Verdi (este, o trabalho que&nbsp; tornou Ghislanzoni mais famoso como libretista), preparado com a colaboração do francês Camille du Locle (1832–1903) e do egiptólogo e arqueólogo Auguste Mariette (1821–1881). Bem diversificada equipa, portanto.</p>



<p>A apresentação no Estoril foi a primeira das quatro previstas para esta digressão em Portugal, que vai terminar em Lisboa, depois de passar por Braga e Águeda.</p>
</div></div>



<p></p>
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		<title>OS BOTÕES DA ROMÃZEIRA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 22:34:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[primavera]]></category>
		<category><![CDATA[romãzeira]]></category>
		<category><![CDATA[romãzeira em flôr]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A romãzeira começava a sorrir-lhe</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>8 de Maio. O dia entardecera fusco, nublado, breve aragem anunciava súbito abaixamento da temperatura. Maria fora, após o almoço, dar mui breve caminhada com o cão, simultaneamente para ele próprio também desentorpecer as pernas e satisfazer as suas habituais necessidades.</p>



<p>Ao regressar, passou resvés ao muro do jardim. A romãzeira começava a sorrir-lhe, com uma porção de botões em flor. Por sinal, a marota, do lado de fora do jardim.</p>



<p>– Olha, Joaquim! – disse-lhe, ao entrar em casa. – Este ano, a romãzeira vai mangar de nós e põe as romãs do lado de fora! Já começou a florir.</p>



<p>– Bom tempo está, de facto, para flores agora! – resmungou Joaquim.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="752" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/romazeira-do-jose-dencarnacao-1024x752.png" alt="" class="wp-image-49018" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/romazeira-do-jose-dencarnacao-1024x752.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/romazeira-do-jose-dencarnacao-300x220.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/romazeira-do-jose-dencarnacao-768x564.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/romazeira-do-jose-dencarnacao-696x511.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/romazeira-do-jose-dencarnacao-1392x1023.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/romazeira-do-jose-dencarnacao-1068x785.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/romazeira-do-jose-dencarnacao-1320x970.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/romazeira-do-jose-dencarnacao.png 1402w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Maria nem comentou. Deu o miminho ao cão e aprestou-se para os habituais 30 minutos de pausa sob o caramanchão, após o almoço. Desta feita, porém, não conseguiu pregar olho. Não só porque uma amiga lhe telefonara a querer saber dela, mas também uma outra, inesperadamente, sua prima, fizera videochamada:</p>



<p>– Olha, fui operada. Correu bem. Tive alta agora, minha filha vem buscar-me. Vamos lá ver como é que isto vai correr agora!&#8230;</p>



<p>Desconhecia Maria que a prima estivesse doente e procurou animá-la, como sempre costumava fazer, incitando-a a ter pensamentos positivos.</p>



<p>Por isso, num ápice, deu consigo a pensar o que era, de facto, isso de «pensamento positivo». E bem depressa se consciencializou não ser atitude de “atar e pôr ao fumeiro”. Tem de vir de dentro. Tem de ser prática quotidiana. À custa de introspecção pela manhã e, sobretudo, no final da jornada.</p>



<p>O seu Joaquim, por exemplo, quando lhe respondeu assim, nem sequer imaginou ser a prontíssima reacção que tivera a prova cabal de que, no íntimo, a sua normal tendência é sempre para o pior. Não conseguia ver, como sói amiúde dizer-se, «o copo meio cheio»…</p>



<p>Tantos livros e tantos artigos se escrevem sobre isto. No fundo, porém, uma introspeção atenta, ao final do dia, é susceptível de mostrar o evidente. Quando, após o almoço, me apressei a comentar que não estava tempo para a romãzeira florir, poderia ter-me, ao invés, regozijado, por depois de a termos cortado tanto, ser bem auspicioso os botões estarem agora já a aparecer!&#8230;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="657" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/romazeira-do-jose-dencarnacao-2-1024x657.png" alt="" class="wp-image-49019" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/romazeira-do-jose-dencarnacao-2-1024x657.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/romazeira-do-jose-dencarnacao-2-300x192.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/romazeira-do-jose-dencarnacao-2-768x493.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/romazeira-do-jose-dencarnacao-2-1536x985.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/romazeira-do-jose-dencarnacao-2-696x446.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/romazeira-do-jose-dencarnacao-2-1392x893.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/romazeira-do-jose-dencarnacao-2-1068x685.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/romazeira-do-jose-dencarnacao-2-1320x847.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/romazeira-do-jose-dencarnacao-2.png 1684w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div><p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/os-botoes-da-romazeira/">OS BOTÕES DA ROMÃZEIRA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<item>
		<title>PROCULINO QUIS SER SEPULTADO COM AS DUAS ESPOSAS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 08:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
		<category><![CDATA[PEDRAS ANTIGAS]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[Guarda]]></category>
		<category><![CDATA[miliário]]></category>
		<category><![CDATA[pedras antigas]]></category>
		<category><![CDATA[Valhelhas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Escreveu o investigador local Carlos Caetano, no mais recente número, o 48, de 2025, da Praça Velha, a revista cultural da cidade da Guarda, que o concelho de Valhelhas foi um dos mais antigos não só das Beiras como de Portugal, pois que a Carta de Foral foi dada «vobis homines de Valielias» – ‘a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Escreveu o investigador local Carlos Caetano, no mais recente número, o 48, de 2025, da <em>Praça Velha, </em>a revista cultural da cidade da Guarda, que o concelho de Valhelhas foi um dos mais antigos não só das Beiras como de Portugal, pois que a Carta de Foral foi dada «vobis homines de Valielias» – ‘a vós, homens de Valielias’ – por el-rei D. Sancho I, em Agosto de 1188, ou seja, 11 anos antes de idêntico documento de alforria ter sido atribuído à cidade da Guarda!</p>



<p>E aponta Carlos Caetano como justificação dessa primazia «factores como a localização do termo e a da própria vila de Valhelhas, nas margens do Alto Zêzere, um e outra pontos de passagem de vias seculares, senão milenares e, por outro lado, a necessidade de atrair e fixar moradores num território tão debilmente povoado, que “ocupassem” o território do termo e cujos habitantes garantissem apoio e protecção a viandantes e peregrinos.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Na verdade, por aí haviam, séculos antes, andado romanos e deles se mostram, ainda hoje, desprotegidas das intempéries, duas inscrições, que, a seu tempo, D. Domingos de Pinho Brandão estudou, juntamente com o saudoso Adriano Vasco Rodrigues († 22-01-2025). Foi D. Domingos ilustrado bispo de Leiria e, depois, do Porto, e por essas antigas pedras com letras deveras se interessou.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/proculino-encostado-a-parede-1024x576.png" alt="" class="wp-image-48895" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/proculino-encostado-a-parede-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/proculino-encostado-a-parede-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/proculino-encostado-a-parede-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/proculino-encostado-a-parede-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/proculino-encostado-a-parede-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/proculino-encostado-a-parede-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/proculino-encostado-a-parede-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/proculino-encostado-a-parede-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/proculino-encostado-a-parede.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Um miliário e o epitáfio de Proculino estão encostados numa parede lateral da Igreja Matriz de Valhelhas</figcaption></figure>



<p>Chegaram estas a seu conhecimento e não hesitou em as estudar, até porque uma delas vem justamente ao encontro do que se acaba de referir. Trata-se de um miliário, isto é, marco que os Romanos colocavam nas zonas principais das vias para informação de distâncias.</p>



<p>Foi achado no Galrado, cerca do Zêzere, segundo informação que, a seu tempo, obteve dos moradores da quinta com esse nome. Aliás, acrescentou D. Domingos que lhe terão dito aparecerem no mesmo local muitos vestígios da época romana. Daí foi levado para junto da porta do lado esquerdo do templo, à esquerda de quem entra. Porventura, não sem antes ter servido de pia de água benta, como o sugere, escreve D. Domingos, uma cavidade que existe no cimo.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/miliario-1024x576.png" alt="" class="wp-image-48897" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/miliario-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/miliario-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/miliario-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/miliario-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/miliario-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/miliario-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/miliario-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/miliario-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/miliario.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">miliário romano de Valhelhas</figcaption></figure></div>


<p>Dado que a superfície epigrafada sofreu escoriações múltiplas, já não foi possível aos dois investigadores declararem o texto completo em seis linhas aí gravado. Concluíram, todavia, perante o que lograram ler, que aí poderia ter havido referência a dois imperadores que governaram em conjunto, Diocleciano e Maximiano, e, porventura também aos dois césares que os acompanharam, os «fortíssimos» Constâncio e Maximino Daia. Apontam, pois, para uma datação dos anos 305 / 306.</p>



<p>Registe-se, a título de curiosidade, que as dificuldades de leitura deste marco não têm aliciado os estudiosos, porque – que se anote – mais nenhuma tentativa de leitura foi feita.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Diversa é, no entanto, a outra pedra com letras que lhe faz companhia. Trata-se do epitáfio mandado lavrar por Proculino e para as suas esposas, modelos de piedade: uma foi Valéria; a outra teve <em>Amabilis</em> como nome. E bem amável deveria ter sido, pois que Proculino a apresenta como <em>nutrix – </em>a ama de leite dos seus filhos!</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/proculino-1024x576.png" alt="" class="wp-image-48899" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/proculino-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/proculino-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/proculino-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/proculino-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/proculino-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/proculino-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/proculino-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/proculino-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/proculino.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">o epitáfio de Proculino</figcaption></figure></div>


<p>Cremos que ainda terá havido uma tentativa de avivar as letras do epitáfio; mas como com mortos se não deve brincar, o perigoso pinta-paredes terá dado dois passos atrás.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>O certo é que, para além dos perversos avivamentos de que já aqui se falou, há mais dois a juntar agora ao rol das suas façanhas por Valhelhas andou à solta.</p>



<p>Aqui está a fotografia das outras pedras avivadas. Na inscrição de cima, sob uma cruz, o conhecido cristograma:as siglas IHS aludem às três primeiras letras do nome de Jesus em grego: iota-eta-sigma (ΙΗΣΟΥΣ), siglas que passaram para latim como sendo da afirmação <em>Iesus Hominum Salvator,</em> «Jesus Salvador dos Homens».</p>



<p>Vem de seguida <strong>Afº M</strong><strong>I</strong><strong>ᴣ</strong> | o fez. Será Afonso Martins. Noutra pedra em baixo. <strong>Era 1674.</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="960" height="720" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/valhelhas-4.jpg" alt="" class="wp-image-48837" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/valhelhas-4.jpg 960w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/valhelhas-4-300x225.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/valhelhas-4-768x576.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/valhelhas-4-696x522.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/valhelhas-4-265x198.jpg 265w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></figure></div>


<p>Que o «<strong><a href="https://duaslinhas.pt/2026/03/crime-de-lesa-patrimonio/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2026/03/crime-de-lesa-patrimonio/">pintor de paredes</a></strong>» valhelhense se tenha basto divertido somos capazes, até, de acreditar. Que, apesar dos <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/o-criminoso-atacou-tres-vezes/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2026/05/o-criminoso-atacou-tres-vezes/">gatafunhos</a></strong> com que nos brindou, acabou por também nos divertir disso não há dúvidas também.</p>



<p>Restam, porém, dois apelos finais: <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/quem-estraga-uma-pedra-gravada-estraga-duas-ou-tres/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2026/05/quem-estraga-uma-pedra-gravada-estraga-duas-ou-tres/">não o deixem à rédea solta</a></strong>; e, sobretudo, resguardem num museu, quanto antes, as duas inscrições romanas. A do Proculino que deseja ser sepultado com as duas esposas não é um mimo a mui respeitosamente admirar?</p>
</div></div>



<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/proculino-quis-ser-sepultado-com-as-duas-esposas/">PROCULINO QUIS SER SEPULTADO COM AS DUAS ESPOSAS</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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