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	<title>Arquivo de SOCIEDADE - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de SOCIEDADE - Duas Linhas</title>
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		<title>«COMO UMA NUVEM VERDE»</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 16:13:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na sala admiradores, parentes e amigos da autora. Alguns dos presentes quiseram dizer alguns dos poemas que mais lhes haviam suscitado a atenção. Com prefácio de Jorge Castro, o livrinho, de 68 páginas, é edição de Poética Edições e contém 55 poemas. O último, sobre o amor, congrega «olhar, silêncio, paz». O primeiro é a [&#8230;]</p>
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<p>Na sala admiradores, parentes e amigos da autora. Alguns dos presentes quiseram dizer alguns dos poemas que mais lhes haviam suscitado a atenção.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="DO LIVRO &quot;COMO UMA NUVEM VERDE&quot;" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/kZz_OtsnhP8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em><sup>vídeo</sup></em></figcaption></figure>



<p>Com prefácio de Jorge Castro, o livrinho, de 68 páginas, é edição de Poética Edições e contém 55 poemas. O último, sobre o amor, congrega «olhar, silêncio, paz». O primeiro é a ternura da avó: «Um dia, quando eu for longe, | levarei o azul dos teus olhos». Pelo meio, a autora, «Um dia calada, mais um, | na soleira da porta», recusa-se a «regressar às memórias».</p>



<p>E faz bem – porque, de facto, é sempre muito mais sadio olhar para diante. Mesmo quando «sentada na cadeira | de baloiço do bisavô»…</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="406" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-1024x406.jpg" alt="" class="wp-image-49347" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-1024x406.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-300x119.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-768x304.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-1536x609.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-696x276.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-1392x552.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-1068x423.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde-1320x523.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/nuvem-verde.jpg 1547w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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		<title>CRIANÇA DE 5 ANOS APANHA TIRO NO PEITO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 23:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
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		<category><![CDATA[Pedreira dos Húngaros]]></category>
		<category><![CDATA[polícia aos tiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Maria ainda só tinha 5 anos quando foi atingida a tiro no peito</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/crianca-de-5-anos-apanha-tiro-no-peito/">CRIANÇA DE 5 ANOS APANHA TIRO NO PEITO</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Maria ainda só tinha 5 anos quando foi atingida a tiro no peito. Dali a uns dias a família iria celebrar o sexto aniversário da menina, mas a festa ficou estragada com a bala perdida do disparo de um agente da Polícia Judiciária.</p>



<p>A cena passou-se em outubro de 1987, no antigo bairro Pedreira dos Húngaros, um território difícil onde a pobreza se misturava com injustiça social e discriminação, mistura fértil para o surgimento de muitos pequenos criminosos, bandidos pilha galinhas, tráfico e consumo de droga.</p>



<p>De acordo com relatos publicados na época, o acidente ocorreu cerca das 15 horas, na ocasião em que muitas crianças brincavam nas ruas sujas e esburacadas daquele bairro degradado”.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="379" height="279" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/recorte-manu.jpg" alt="" class="wp-image-49292" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/recorte-manu.jpg 379w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/recorte-manu-300x221.jpg 300w" sizes="(max-width: 379px) 100vw, 379px" /></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>A bala nunca foi extraída do corpo da pequena Maria. A criança sobreviveu, mas tem tido uma vida com a saúde fragilizada, com dores permanentes provocadas pela bala que permanece a milímetros do coração.</p>



<p>Os relatos publicados confirmam que foram os agentes da Polícia Judiciária que levaram a criança para o hospital. Os mesmos relatos falam da responsabilidade da polícia, que frequentemente entrava no bairro já de pistola na mão.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="616" height="335" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/recorte-manu-2.jpg" alt="" class="wp-image-49293" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/recorte-manu-2.jpg 616w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/recorte-manu-2-300x163.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 616px) 100vw, 616px" /></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Passados 40 anos, Maria apresentou uma queixa na Provedoria de Justiça. Quer que o Estado assuma a responsabilidade que tem pelo peso de uma bala cravada no peito desde criança. Numa curta conversa que tivemos, Maria diz que não consegue trabalhar “porque as sequelas físicas e as dores crónicas causadas pela bala que trago no peito tornaram-se insuportáveis. Sinto que hoje em dia a bala se quer mexer. Custa-me muito estar sentada durante muito tempo e tenho de me deitar para aliviar. Tenho um enorme peso nas costelas, tendo três delas já totalmente danificadas por causa do projétil, o que me obriga a tomar remédios muito fortes e a usar cremes específicos para conseguir aguentar a dor. Já me custa imenso carregar um simples saco de 5kg. Consigo fazer as coisas de uma pessoa normal, mas demoro o dobro do tempo para tudo. Esta invalidez impede-me de exercer qualquer atividade profissional.”</p>



<p>&#8211; E por que razão a bala não foi extraída quando a levaram para o hospital?</p>



<p>&#8211; A bala nunca foi extraída porque os médicos diziam na altura que eu não passava dos 8 anos de idade. Depois, conforme eu ia sobrevivendo, iam-me dando sempre mais 2 anos de vida, e por aí fora. Era um risco enorme extrair a bala porque ela ficou alojada num sítio muito perigoso e corria o risco de se mover e ir diretamente ao coração. Por essa razão médica, decidiram não operar e ela permanece no meu corpo até hoje.</p>



<p>Na Provedoria de Justiça, Maria espera encontrar alento para uma luta contra o Estado que se adivinha difícil.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="933" height="578" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/correio-da-manha-14-de-outubro-de-1987.jpg" alt="" class="wp-image-49296" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/correio-da-manha-14-de-outubro-de-1987.jpg 933w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/correio-da-manha-14-de-outubro-de-1987-300x186.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/correio-da-manha-14-de-outubro-de-1987-768x476.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/correio-da-manha-14-de-outubro-de-1987-696x431.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 933px) 100vw, 933px" /><figcaption class="wp-element-caption">Correio da Manhã em 14 de outubro de 1987</figcaption></figure></div>


<p>Uma história que vamos acompanhar.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Para quem nunca conheceu o bairro Pedreira dos Húngaros, aqui fica uma reportagem da RTP de 1984: Bairro Negro.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Bairro Negro" width="696" height="522" src="https://www.youtube.com/embed/5mv037ysSk0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption">vídeo</figcaption></figure>
</div></div>
</div></div>
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		<title>HISTÓRIAS DE EMIGRANTES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 12:07:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
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		<category><![CDATA[teatro]]></category>
		<category><![CDATA[TEC - Teatro Experimental de Cascais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pode parecer lugar-comum, mas não hesito em garantir que, para uma história assim, intimidade requeria-se. O espectador precisava de estar perto, a sentir as emoções, as raivas, as perplexidades, tudo aquilo por que poderia ter passado uma família portuguesa emigrada para os arredores de Londres, em 2017. Bilingue, como o é a realidade, Um Cigarro [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Pode parecer lugar-comum, mas não hesito em garantir que, para uma história assim, intimidade requeria-se. O espectador precisava de estar perto, a sentir as emoções, as raivas, as perplexidades, tudo aquilo por que poderia ter passado uma família portuguesa emigrada para os arredores de Londres, em 2017.</p>



<p>Bilingue, como o é a realidade, <em>Um Cigarro e Quatro Pares de Ténis</em> reconstitui, com realismo, o retrato dessa emigração, onde o sonho esbarra com as contrariedades do dia-a-dia. Bem elucidativos são, logo, os primeiros momentos, em que a mãe, o homem (irmão), o filho, a filha surgem atarantados, sem saberem o que fazer.</p>



<p>Concebeu, pois Ema Fonseca – certamente com conhecimento de causa – um quadro esclarecedor:</p>



<p>«Entre ténis de marca, jardins sonhados., desilusões e redes de tráfego de “prota”, cada um dos membros da família procura, à sua maneira, o significado da felicidade e a sua identidade num meio estranho» – &nbsp;escreve Fernando Alvarez, o diretor do Teatro Experimental de Cascais que, para a peça, se encarregou, como habitualmente, da cenografia, dos figurinos e dos adereços.</p>



<p>E concordo inteiramente com ele: merece “especial atenção” a primorosa encenação de Ana Padrão e um grande aplauso bem encorajador para «o elenco incrível maioritariamente jovem – Ivo Arroja, Maria Arrais, Sílvia Chiola e Tomás Andrade, ao qual se juntam os dois veteranos, Maria Joana Pinho Maria João Pinho e Sérgio Silva».</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="345" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-1024x345.png" alt="" class="wp-image-49317" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-1024x345.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-300x101.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-768x259.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-1536x518.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-696x235.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-1392x469.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-1068x360.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5-1320x445.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image5.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="347" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-1024x347.png" alt="" class="wp-image-49318" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-1024x347.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-300x102.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-768x260.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-1536x520.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-696x236.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-1392x471.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-1068x362.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6-1320x447.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Image6.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fotos de Ricardo Rodrigues.</figcaption></figure></div>


<p>É a 190ª produção do Teatro Experimental de Cascais. A não perder! Estará em cena até dia 31 de quarta a sábado às 21 h., domingo às 16.</p>



<p>Assinale-se ainda que se trata do texto vencedor da 3ª edição do concurso promovido pelo Teatro Experimental de Cascais «Texto para Teatro», nesta edição subordinado ao tema ‘Identidade’.</p>



<p>Aplausos também para toda a equipa técnica: luz (João Cachulo e Jorge Saraiva), som (Sérgio Delgado), legendagem (Gonçalo Magalhães). Tudo funciona a contento, o que não é fácil aqui, com tanta mudança de cena no mesmo cenário.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-49320" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1-768x1024.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1-225x300.jpg 225w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1-1152x1536.jpg 1152w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1-696x928.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1-1068x1424.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/CONVITE-DIGITAL-TEC-15-5-21h.-1.jpg 1181w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">cartaz</figcaption></figure></div>


<p></p>
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		<title>BOMBEIROS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 09:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIAS...]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[bombeiros]]></category>
		<category><![CDATA[bombeiros de Cascais e Estoril]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>abnegados homens e mulheres que, ao longo dos tempos, se disponibilizaram para estar ao serviço da comunidade. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/bombeiros/">BOMBEIROS</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Não deixa de ser curioso apercebermo-nos do significado literal da palavra «bombeiro»: o que perfeitamente sabe manusear a bomba. Fala-se não das mortíferas bombas atuais, mas do mecanismo mediante o qual era possível lançar jactos de água para fazer calar as chamas.</p>



<p>No tempo da Roma antiga, o nome era outro: <em>vigiles, </em>vigilantes. Tinha grande autoridade o seu comandante, o <em>praefectus vigilum,</em> que era da ordem equestre (para enfrentar, se fosse caso disso, o comandante dos pretorianos, que era da ordem senatorial…). O quartel-general dos <em>vigiles</em> estava estrategicamente colocado em Óstia, o porto fluvial de Roma. Além do serviço de incêndios, os <em>vigiles</em> cuidavam da higiene pública urbana.</p>



<p>Voltando a Cascais e ao catálogo, importa referir que a exposição, inaugurada a 8 de novembro de 2025, estará patente na Casa Sommer, em Cascais, até 11 de outubro.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1001" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/catalogo-1001x1024.png" alt="" class="wp-image-49269" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/catalogo-1001x1024.png 1001w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/catalogo-293x300.png 293w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/catalogo-768x785.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/catalogo-696x712.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/catalogo.png 1056w" sizes="auto, (max-width: 1001px) 100vw, 1001px" /></figure></div>


<p>Exposição que assume, na verdade, um duplo significado: por um lado, ao apresentar a evolução das viaturas usadas ao longo dos tempos e os objetos manuseáveis no combate ao fogo e no pronto auxílio em caso de acidente ou catástrofe (capacetes, malas de primeiros-socorros, apitos, extintores, o braçal do chefe de piquete, a escada de molas…) é útil manancial para a História da Tecnologia; por outro – e não de somenos importância – é que, além das máquinas e dos apetrechos, ali se mostram pessoas, os abnegados homens e mulheres que, ao longo dos tempos, se disponibilizaram para estar ao serviço da comunidade. </p>



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<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="703" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958-1024x703.jpg" alt="" class="wp-image-49270" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958-1024x703.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958-300x206.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958-768x527.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958-218x150.jpg 218w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958-436x300.jpg 436w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958-696x478.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958-1068x733.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Ambulancia-dos-bombeiros-de-Cascais.-1950-1958.jpg 1187w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="744" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Capacete-dos-Bombeiros-dos-Estoris-744x1024.jpg" alt="" class="wp-image-49271" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Capacete-dos-Bombeiros-dos-Estoris-744x1024.jpg 744w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Capacete-dos-Bombeiros-dos-Estoris-218x300.jpg 218w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Capacete-dos-Bombeiros-dos-Estoris-696x958.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Capacete-dos-Bombeiros-dos-Estoris.jpg 756w" sizes="auto, (max-width: 744px) 100vw, 744px" /><figcaption class="wp-element-caption">Capacete dos Bombeiros dos Estoris</figcaption></figure></div></div>
</div>



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="738" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado-1024x738.png" alt="" class="wp-image-49272" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado-1024x738.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado-300x216.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado-768x554.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado-696x502.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado-1392x1004.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado-1068x770.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado-1320x952.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/aviao-despenhado.png 1498w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Avião despenhado na Serra de Sintra, 1947.</figcaption></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="931" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Boia-do-Seastar-naufragado-em-Cascais-1972-931x1024.jpg" alt="" class="wp-image-49273" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Boia-do-Seastar-naufragado-em-Cascais-1972-931x1024.jpg 931w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Boia-do-Seastar-naufragado-em-Cascais-1972-273x300.jpg 273w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Boia-do-Seastar-naufragado-em-Cascais-1972-768x845.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Boia-do-Seastar-naufragado-em-Cascais-1972-696x765.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Boia-do-Seastar-naufragado-em-Cascais-1972-1068x1174.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Boia-do-Seastar-naufragado-em-Cascais-1972-1320x1452.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/Boia-do-Seastar-naufragado-em-Cascais-1972.jpg 1374w" sizes="auto, (max-width: 931px) 100vw, 931px" /><figcaption class="wp-element-caption">Boia do Seastar, naufragado em Cascais, 1972.</figcaption></figure>
</div>
</div>



<p>Não há nomes. A excepção quase única: a justa homenagem a Ana Rita Abreu Pereira e a Bernardo Figueiredo, da corporação dos Estoris, atraiçoados por repentino golpe de vento que os vitimou, a 22 de Agosto de 2013. Ah! E a fotografia de José Geraldes Neto, cuja extraordinária colecção de miniaturas ligadas aos bombeiros não tem igual e bastantes delas estão agora de novo ali a ser mostradas. Eloquente tal omissão de nomes, porque o importante é mesmo servir e o nome não interessa.</p>



<p>Exposição que representa, pois, enorme reconhecimento aos Soldados da Paz – &nbsp;expressão que, nos tempos que correm, se reveste, afinal, de um significado maior.</p>



<p></p>



<p></p>
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		<title>A REVOLTA DOS NABOS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alfredo Quintas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 23:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CRÍTICAS E PROSAS]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[votar sempre nos mesmos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Viva o Nabal!</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Meus caros sub-nabos e nabiças em flor, </p>



<p>É com o coração cheio de clorofila e a mente nublada pelo vapor da panela que venho defender a nossa herança hortícola! Como ousam criticar as &#8220;boas intenções&#8221; de quem nos governa? Não percebem que a governação é como uma horta biológica? Não se faz sem estrume, e o resultado, por norma, é para enterrar.</p>



<p>Somos um país de nabos. Mas que falta de visão! O nabo não é um defeito, é um projeto estratégico. Se não temos agricultura de exportação, temos a &#8220;cultura de importação de nabice&#8221;. Portugal não é um país, é um caldo verde gigante onde todos boiamos, esperando que a chouriça do orçamento nos toque à porta (embora saibamos que a chouriça é sempre para os mesmos).</p>



<p>Dizem que o problema reside na &#8220;nabinha&#8221;, na semente. Pois eu digo que a semente é de ouro! Onde é que se encontra um povo que elege o Nabo A para se vingar do Nabo B, sabendo que ambos vêm do mesmo canteiro e partilham o mesmo adubo (pago por nós)? Isso não é estupidificação, é coerência gastronómica! Queremos que a sopa saiba sempre ao mesmo para não estranharmos o paladar da mediocridade.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Vejamos as vantagens desta nossa &#8220;Brassica&#8221; sociedade:</p>



<p><strong>1. Resiliência:</strong> O nabo cresce em qualquer lado, tal como o contribuinte português sobrevive a qualquer imposto.</p>



<p><strong>2. Versatilidade:</strong> O Nabo 1 (o eleitor) é o único vegetal no mundo que vota para ser descascado e ainda agradece o &#8220;sentido de Estado&#8221; de quem segura a faca.</p>



<p><strong>3. Ecologia:</strong> O nosso &#8220;nabal&#8221; é tão extenso que já nem precisamos de charadas de pré-campanha. Basta um cartaz com uma foto retocada e uma promessa murcha para a rama abanar de contentamento.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Criticar os &#8220;propósitos bem-intencionados&#8221; do Governo é um atentado contra a nossa biodiversidade. Se o que é &#8220;Nacional é bom&#8221;, então o nosso nabo é de denominação de origem protegida!</p>



<p>Parem de pensar! O pensamento é uma erva daninha que estraga a plantação. Sigamos o exemplo da nabinha: cresçamos espontaneamente, sem discernimento, e deixemo-nos cozer em lume brando até ficarmos bem tenrinhos. Afinal, no grande banquete da Europa, alguém tem de ser o acompanhamento que ninguém pediu, mas que todos esperam que esteja no prato.</p>



<p>Viva o Nabal! E, por favor, passem o sal, que a realidade está difícil de engolir.</p>
</div></div>



<p>humor</p>
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		<title>O MOINHO DA “TIA MICAS MOLEIRA”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alberto Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 14:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[UM CRONISTA DE PROVÍNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[moinhos de água]]></category>
		<category><![CDATA[Viseu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um genro da Tia Micas, o Firmino Toipa, aprendeu a arte, recuperou o moinho e fez dele um MUSEU.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Corria à beira de Viseu uma ribeira a que alguns chamavam rio e ao qual deram o nome de Pavia. Chegava à cidade quase seco no Verão e os camponeses com hortas na Ribeira desviavam com açudes a água para as hortas, impedindo assim os moinhos que ficavam a jusante de moer o pão de milho de que a cidade carecia. Travaram-se de lutas, moleiros e camponeses, sem que entre eles dirimissem a questão.</p>



<p>Diz a lenda que os moleiros levaram suas queixas ao Tribunal do Rei e que, ao tempo, fizeram a promessa a S. João de que fariam anualmente uma romagem à sua Capela da Carreira, nas margens de Viseu, caso o Rei decidisse a seu favor. E o Rei, ouvidas as partes, decidiu a seu favor.</p>



<p>Nasceram, deste modo, as Cavalhadas do dia de São João, o dito Santo Precursor, como chamam ali, ao padroeiro. E o Moinho da Tia Micas Moleira, que é agora uma “casa de memória”, é o sítio certo para o contar desta história. E de todas as histórias da gente de Vildemoinhos.</p>



<p>Dos cesteiros, dos canastreiros, das tecedeiras das colchas e dos graciosos tapetes de lã. E dos seareiros que lavravam a terra para a semente crescer. E de tantas mais histórias de moleiros. E de padeiras. E de forneiros. E essa história linda do fazer do pão – a “broa” de milho, a broa trambela, que era o pão do dia-a-dia que as padeiras iam vender à praça de Viseu.</p>



<p>Histórias do peneirar do pão, do amassar da farinha, do lento levedar da massa na masseira, do aquecimento do forno com lenha de pinheiro, da broa a ganhar, dentro do forno, a cor do ouro e, depois, a encher de poesia o tabuleiro. E a festa que era cada refeição!&#8230; O velho Moinho da Tia Micas Moleira, à beirinha do rio, é agora o fiel contador destas histórias, da gente, do rio, da terra e do trabalho. É viva memória. Um património. Um museu.</p>



<p>O moinho da “Tia Micas Moleira”, antes de ser, como agora é, um contador de histórias, era um moinho como os outros. À beirinha do rio, dois “caboucos” onde a água saltava batida pelas penas do rodízio que girava e que através de um veio fazia girar a mó andadeira sobre o “pé”, que era a mó dormente.</p>



<p>O nome verdadeiro da Tia Micas Moleira era Maria de Jesus Ferreira (1915-1994). Nasceu em Órgens e casou em Vildemoinhos com o senhor Francisco Cândido. Ele era filho de moleiros. Ela não. Mas aprendeu. Ficou moleira.</p>



<p>Habitaram a casinha, que ficava por cima do moinho. Francisco Cândido trabalhava de canteiro. Saía de madrugada. Deixava a moega carregada com 200 kg de milho. Tia Micas vigiava o cantar das mós. Esperava os fregueses. Recebia o grão. E entregava a farinha. Como paga, tirava a “maquia”. Era séria, alegre e bondosa. E chamaram-na Tia Micas, Tia Micas Moleira, como se fosse da família. Nasceram os filhos. E, para eles adormecerem, as mós passavam a noite a cantar. À noite, o moleiro enchia a moega. Nem havia tempo para a mó descansar. E velavam. Não fosse a água faltar, não fosse o grão deixar de saltar.</p>



<p>Um dia, a Tia Micas Moleira ficou viúva. E permaneceu moleira. Servia os fregueses. Até que ficou cansada. Fechou as cales, parou o rodízio. Quedaram-se as mós. Os filhos da Tia Micas Moleira não quiseram ser moleiros. E já não havia fregueses nas aldeias. A farinha, à cidade, chegava de outros mercados.</p>



<p>Mas teve sorte, o moinho. Um genro da Tia Micas, o Firmino Toipa, que é um filho de adopção, aprendeu a arte, recuperou o moinho e fez dele um MUSEU.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="500" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-moleiro-1024x500.jpg" alt="" class="wp-image-49255" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-moleiro-1024x500.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-moleiro-300x146.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-moleiro-768x375.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-moleiro-1536x749.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-moleiro-696x340.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-moleiro-1392x679.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-moleiro-1068x521.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-moleiro-1920x937.jpg 1920w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-moleiro-1320x644.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-moleiro.jpg 2033w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Firmino Toipa</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="960" height="720" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-da-tia-micas-criancas.jpg" alt="" class="wp-image-49256" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-da-tia-micas-criancas.jpg 960w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-da-tia-micas-criancas-300x225.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-da-tia-micas-criancas-768x576.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-da-tia-micas-criancas-696x522.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-da-tia-micas-criancas-265x198.jpg 265w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption class="wp-element-caption">Escolas visitam o moinho-museu</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="767" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-interior-1024x767.jpg" alt="" class="wp-image-49260" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-interior-1024x767.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-interior-300x225.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-interior-768x575.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-interior-696x521.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-interior-1392x1042.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-interior-1068x800.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-interior-265x198.jpg 265w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-interior-530x396.jpg 530w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-interior-1320x988.jpg 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/05/moinho-interior.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/o-moinho-da-tia-micas-moleira/">O MOINHO DA “TIA MICAS MOLEIRA”</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>LADRÃO RICO, MALVADO POBRE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 23:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
		<category><![CDATA[LIFESTYLE]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
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		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[Evaristo Martinho]]></category>
		<category><![CDATA[inimputáveis condenados a prisão]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça igual para todos]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça para pobres]]></category>
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		<category><![CDATA[Ricardo Salgado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao lado de Ricardo Salgado escolhemos o caso de Evaristo Martinho</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/ladrao-rico-malvado-pobre/">LADRÃO RICO, MALVADO POBRE</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O contraste é tremendo. Ao lado de Ricardo Salgado escolhemos o caso de Evaristo Martinho. Comparar estes dois é perceber como funciona a justiça portuguesa quando a velhice entra num tribunal. Um banqueiro octogenário condenado por crimes financeiros relacionados com o desvio de milhões é considerado incapaz de cumprir pena devido a uma doença degenerativa. Um reformado de 76 anos, condenado pelo homicídio racista de Bruno Candé, não deverá ter tempo de vida para sair pelo seu pé da prisão.</p>



<p>É evidente que os crimes não são comparáveis. Um <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2021/06/seis-tiros-esperamos-justica-para-bruno-cande/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2021/06/seis-tiros-esperamos-justica-para-bruno-cande/">matou um homem</a></strong>. O outro participou no colapso financeiro de um banco que <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2026/01/ricardo-salgado-na-cadeia/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2026/01/ricardo-salgado-na-cadeia/">arrasou com milhares de vidas</a></strong>. Mas o debate não está nos tipos de crime que foram cometidos. O debate está na forma como o sistema escolhe reconhecer, ou ignorar, a degradação mental dos arguidos idosos.</p>



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<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/Y1MWM2U.jpg" alt="" class="wp-image-2705"/><figcaption class="wp-element-caption">Bruno Candé, assassinado por Evaristo Martinho</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/ricardo-salgado-na-prisao-1024x576.png" alt="" class="wp-image-46566" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/ricardo-salgado-na-prisao-1024x576.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/ricardo-salgado-na-prisao-300x169.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/ricardo-salgado-na-prisao-768x432.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/ricardo-salgado-na-prisao-1536x864.png 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/ricardo-salgado-na-prisao-696x392.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/ricardo-salgado-na-prisao-1392x783.png 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/ricardo-salgado-na-prisao-1068x601.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/ricardo-salgado-na-prisao-1320x743.png 1320w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/01/ricardo-salgado-na-prisao.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ricardo Salgado não irá cumprir pena na prisão</figcaption></figure>
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<p>No caso de Evaristo Martinho, quem avaliou verdadeiramente a condição neuropsiquiátrica dele? Quem procurou sinais de demência, deterioração cognitiva ou incapacidade de discernimento? Aos 76 anos, essas hipóteses não são extravagantes. São banais. O tribunal concluiu que o homicídio foi premeditado, maturado, executado com consciência. E talvez tenha sido. Mas também ninguém quis descobrir mais.</p>



<p>Já no caso de Ricardo Salgado, o país assistiu a uma sucessão de perícias, relatórios médicos, pareceres especializados e avaliações clínicas minuciosas. O sistema judicial mobilizou toda a sua sofisticação para determinar se o antigo banqueiro compreendia o alcance da pena que lhe era aplicada.</p>



<p>O que se passa com o caso de Ricardo Salgado raia a obscenidade. Afinal, sempre existe uma justiça para ricos e outra para pobres. O pobre é julgado pelo que fez. O rico também é julgado pelo que sente, pelo que recorda, pelo que consegue compreender, pelas limitações da sua mente envelhecida. Um banqueiro doente é vulnerável. Um homem pobre entra num tribunal como criminoso. Um homem rico entra como paciente.</p>



<p>É verdade que a pena pressupõe consciência, compreensão do castigo. Se alguém perdeu essa capacidade, a prisão transforma-se em mera gestão biológica de corpos envelhecidos.</p>



<p>Mas também há qualquer coisa de profundamente ofensivo na ideia de um homem condenado por crimes financeiros milionários terminar os seus dias numa mansão confortável, rodeado de cuidados privados, enquanto centenas de idosos anónimos envelhecem e morrem nas cadeias portuguesas.</p>



<p>Os números mostram que Portugal tem uma das populações prisionais mais envelhecidas da Europa. Existem mais de 2.500 reclusos entre os 50 e os 64 anos e mais de 500 acima dos 65. Muitos terão patologias neurológicas. Muitos estarão doentes. Muitos serão pobres. Quase nenhum terá equipas de advogados capazes de transformar fragilidade clínica em estratégia jurídica eficaz.</p>



<p>No fundo, o sistema penal português criou duas velhices diferentes. Há a velhice dos que apodrecem discretamente na prisão. E há a velhice dos que juridicamente adoecem a tempo de evitar a cela. A lei continua a afirmar que todos são iguais perante a justiça, mas não é verdade. </p>
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		<title>PORTUGAL RECONHECE OS COMBATENTES AFRICANOS QUE SERVIRAM A SUA BANDEIRA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Óscar Barbosa "Cancan"]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 23:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[JUSTIÇA]]></category>
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		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[a nova lei da nacionalidade portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[comandos africanos na Guerra Colonial]]></category>
		<category><![CDATA[combatentes africanos de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra Colonial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Nós lembramo-nos do vosso serviço.”</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/portugal-reconhece-finalmente-os-combatentes-africanos-que-serviram-a-sua-bandeira/">PORTUGAL RECONHECE OS COMBATENTES AFRICANOS QUE SERVIRAM A SUA BANDEIRA</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Hoje, mais de cinquenta anos depois, com a promulgação pelo Presidente da República Portuguesa de um regime especial de acesso à <strong><a href="https://www.presidencia.pt/atualidade/toda-a-atualidade/2026/05/presidente-da-republica-promulga-decreto-da-assembleia-da-republica/" type="link" id="https://www.presidencia.pt/atualidade/toda-a-atualidade/2026/05/presidente-da-republica-promulga-decreto-da-assembleia-da-republica/">nacionalidade</a></strong> para antigos combatentes africanos , assistimos não apenas a uma decisão jurídica, mas sobretudo um acto histórico de reconhecimento moral, político e humano.</p>



<p>Trata-se de uma medida tardia, mas profundamente simbólica. Portugal demorou meio século para admitir, de forma clara, que aqueles homens africanos não eram simples auxiliares descartáveis da máquina colonial. Foram soldados ao serviço do Estado português. Vestiram a farda portuguesa. Defenderam posições militares portuguesas. Muitos derramaram sangue por uma pátria que, após as independências, rapidamente os esqueceu.</p>



<p>A nova lei vem, finalmente, reparar, ainda que parcialmente, uma injustiça histórica. Não estamos perante um favor político nem perante um gesto de caridade administrativa. Estamos perante o reconhecimento de uma dívida histórica acumulada ao longo de décadas. O serviço militar prestado por estes africanos não pode ser apagado da memória colectiva nem reduzido a uma nota de rodapé da história colonial portuguesa.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/BanjziU.jpg" alt="" class="wp-image-11761"/></figure>



<p>A decisão possui igualmente uma forte dimensão ética. Pela primeira vez, o Estado português aceita que o vínculo criado pelo serviço militar pode fundamentar um direito especial à nacionalidade, dispensando exigências normalmente impostas a estrangeiros comuns, como longos anos de residência ou provas complexas de integração. O princípio é simples, justo e civilizacional: quem serviu o Estado português em armas merece reconhecimento do próprio Estado português.</p>



<p>Mas esta medida levanta também uma reflexão mais profunda sobre memória histórica e reconciliação. Durante muito tempo, os antigos combatentes africanos viveram numa espécie de limbo político. Em muitos países africanos independentes, eram vistos com desconfiança por terem combatido ao lado da administração colonial. Em Portugal, foram praticamente esquecidos pelas instituições que serviram. Ficaram entre dois mundos. Sem reconhecimento pleno de um lado nem do outro.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/q5Q9W0V.jpg" alt="" class="wp-image-11756"/></figure>



<p>Por isso, esta lei ultrapassa a simples dimensão burocrática da nacionalidade. Ela toca directamente na dignidade humana de milhares de famílias africanas que viveram décadas de silêncio e invisibilidade.</p>



<p>Na Guiné-Bissau, esta questão possui uma carga emocional e histórica particularmente sensível. A guerra de libertação foi uma das mais intensas do antigo império português. Muitos guineenses combateram pela independência no PAIGC, enquanto outros integraram as forças portuguesas, por múltiplas razões: sobrevivência, circunstâncias locais, alianças tradicionais, convicções pessoais ou simples imposição histórica.</p>



<p>A reconciliação nacional exige maturidade suficiente para compreender que a História raramente é linear ou absoluta. Reconhecer direitos a antigos combatentes africanos não diminui a legitimidade das lutas de libertação nacional. Pelo contrário. Demonstra maturidade democrática e capacidade de enfrentar a História com serenidade e verdade.</p>



<p>Importa agora garantir que esta lei não fique apenas no plano simbólico. O verdadeiro desafio começa na sua aplicação prática. Muitos antigos combatentes enfrentam enormes dificuldades documentais: arquivos militares incompletos; cadernetas desaparecidas; diferenças de nomes; registos destruídos pelo tempo e pela guerra.</p>



<p>Sem mecanismos flexíveis de prova, muitos dos verdadeiros beneficiários poderão continuar excluídos. Portugal deve, por isso, assegurar acesso facilitado aos arquivos militares, cooperação consular eficaz, assistência administrativa simplificada e reconhecimento de testemunhos complementares quando os documentos oficiais forem insuficientes.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/TxcFPUe.jpg" alt="" class="wp-image-11757"/></figure>



<p>Seria igualmente desejável que as autoridades portuguesas trabalhassem em articulação com associações de antigos combatentes africanos, que conhecem profundamente a realidade social destas famílias e podem ajudar a identificar beneficiários legítimos. Neste contexto, merece referência o trabalho desenvolvido pela ANACHEP &#8211; Associação Nacional de Apoios aos Combatentes Heróis da Pátria, que poderá desempenhar um importante papel de orientação, apoio documental e acompanhamento dos processos junto dos interessados.</p>



<p>No fundo, esta nova lei portuguesa lança uma mensagem importante ao mundo lusófono: os laços da História não desaparecem apenas porque o tempo passou. Há feridas históricas que exigem reconhecimento. Há homens que envelheceram esperando apenas uma palavra de dignidade institucional.</p>



<p>Demorou cinquenta anos. Mas chegou finalmente o momento de Portugal dizer, oficialmente, a milhares de africanos: “Nós lembramo-nos do vosso serviço.”</p>
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		<title>AS SAUDADES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 09:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>
		<category><![CDATA[6 anos do Duas Linhas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>as saudades que nos assaltam frequentemente</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/as-saudades/">AS SAUDADES</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Como talvez tenham notado, a Inteligência Artificial da Google construiu um texto engraçado <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2026/05/a-resistencia-do-jornalismo-independente-no-espaco-digital/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/2026/05/a-resistencia-do-jornalismo-independente-no-espaco-digital/">sobre os seis anos do site Duas Linhas</a></strong>. A parte que mais nos tocou foi quando o texto diz que somos “uma comunidade de ideias e pluralidade” e que “a longevidade e a relevância do projeto encontram o seu porto seguro na qualidade do corpo de colunistas”, lembrando que “o Duas Linhas consolidou-se como fórum plural de debate de ideias, reunindo sempre um painel de colaboradores que trazem a sua expertise setorial e regional para as páginas do site.</p>



<p>Hoje, vozes assíduas como as de&nbsp;<strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/jose-de-encarnacao/">José d’Encarnação</a></strong>&nbsp;na arqueologia e nas histórias sobre Cascais,&nbsp;<strong><a href="https://duaslinhas.pt/category/sections/cronicas-de-opiniao/um-cronista-de-provincia/">Alberto Correia</a></strong>&nbsp;através das suas detalhadas crónicas de província,&nbsp;<strong><a href="https://duaslinhas.pt/category/sections/cronicas-de-opiniao/tinta-permanente/">Margarida Maria</a></strong>,&nbsp;<strong><a href="https://duaslinhas.pt/category/sections/cronicas-de-opiniao/o-que-diz-helena/">Helena Ventura Pereira</a></strong>,&nbsp;<strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/vitor-martins/">Vítor Martins</a></strong>,&nbsp;<strong><a href="https://duaslinhas.pt/category/sections/cronicas-de-opiniao/espaco-disponivel-2/">Vítor Fonseca</a></strong>&nbsp;na análise de atualidade, ou as crónicas de viagem de&nbsp;<strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/vanda-narciso/">Vanda Narciso</a></strong>, ilustram na perfeição o ecletismo e a profundidade de pensamento que o site oferece aos seus leitores.” Ficámos vaidosos.</p>



<p>Mas o que a IA da Google não sabe é das saudades que nos assaltam frequentemente. Saudades de notáveis articulistas como, por exemplo, a <strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/alice-marques/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/author/alice-marques/">Alice Marques</a></strong> e o <strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/candido-ferreira/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/author/candido-ferreira/">Cândido Ferreira</a></strong>, infelizmente já falecidos. Mas, também, saudades de outros que continuam bem vivos e que esperamos que, um dia, voltem a bater na nossa porta. Falamos do <strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/waldemar-abreu/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/author/waldemar-abreu/">Waldemar Abreu</a></strong> e das suas brilhantes crónicas sobre televisão, da <strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/faty-laouini/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/author/faty-laouini/">Faty Laouini</a></strong>, do <strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/helder-de-sousa/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/author/helder-de-sousa/">Hélder de Sousa</a></strong>, da <strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/ana-catarina-rocha/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/author/ana-catarina-rocha/">Ana Catarina Rocha</a></strong>, do <strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/rui-naldinho/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/author/rui-naldinho/">Rui Naldinho</a></strong>, da <strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/sonia-andrade/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/author/sonia-andrade/">Sónia Andrade</a></strong>, do querido amigo <strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/vitor/" type="link" id="https://duaslinhas.pt/author/vitor/">Vítor Ilharco</a></strong>, entre muitos outros, numa lista de mais de 80 pessoas que já passaram por aqui nestes seis anos.</p>



<p></p>
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		<title>GOVERNO A PÉ E TRABALHADORES DE CARRO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Margarida Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 May 2026 19:46:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Maria da Graça Carvalho diz que ‘há muitas formas de chegar ao trabalho’</p>
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<p>A ministra da Energia, Maria da Graça Carvalho, saiu-se a dizer que ‘há muitas formas de chegar ao trabalho’, para rejeitar a recomendação de teletrabalho devido à crise de petróleo. E até acrescentou que a questão não está ‘sequer’ em discussão no governo. Pessoalmente, nem sou favorável ao teletrabalho. Penso que os trabalhadores, enquanto vão e vêm, falam com colegas e convivem com outras pessoas, ficam, mentalmente, mais sãos, como, aliás, provam análises e estatísticas.</p>



<p>Também não está à vista a redução das viagens de avião para diminuir a procura, e o executivo afirma que há combustível da aviação até ao fim de Agosto. Refira-se que estas duas recomendações são da Agência Internacional de Energia.</p>



<p>Para a ministra, seguramente mais preocupada com o turismo e outros ‘lucros’, as ‘pessoas têm o direito às suas férias e às viagens’, com a época que se aproxima, em que muitos portugueses querem vir ao seu país e outros que pretendem visitar familiares.</p>



<p>‘Temos uma grande diáspora que tem direito a ver a família e gosta de regressar a Portugal […] e o turismo é 15 por cento do nosso PIB, mas também individualmente, as pessoas gostam de viajar, faz parte de aumentar a sua cultura, e eu não queria estar aqui a fazer uma recomendação a evitar, para já’, disse a ministra.</p>



<p>Não vou aqui contar tudo o que disse a governante. Mas julgo que nos deveríamos ater ao facto de ser claro que as classes mais baixas não irão de férias e as um pouquinho mais altas (que têm vindo a ‘descer’ permanentemente) talvez também não. O aumento brutal do custo de vida, as rendas impossíveis de pagar (em que o primeiro-ministro entende que 2.300 euros é uma renda moderada) e os combustíveis (além do aumento exponencial do preço das viagens de avião), certamente travarão muitos projectos.</p>



<p>Já quanto às ‘muitas formas de chegar ao trabalho’, a ministra acertou. Vemos autocarros cheios, trabalhadores desesperados a chamarem táxis e TVDE porque os transportes públicos não andam a horas. Por exemplo, a Carris, em Lisboa, está numa desorganização tal que passam três autocarros seguidos com o mesmo número, indo os dois últimos vazios, enquanto escasseiam outros com destinos diferentes. Os comboios, nem é bom falar: a abarrotarem de gente e geralmente atrasados.</p>



<p>Portanto, para a ministra e para o governo está tudo bem. Na verdade, eu só vinha aqui sugerir que, à semelhança do que fazem outros governantes europeus, Montenegro, Rangel, e todos os outros, sobretudo a ministra da Energia, deixassem de usar os carros do Estado (pagos por todos nós) e passassem a utilizar os transportes públicos. Na verdade, com o tanto trabalho que desenvolvem (ao contrário dos outros trabalhadores) seria provável que ninguém se importasse que chegassem atrasados. E, quanto às férias, utilizem os tais planos B e C, façam férias cá dentro e conheçam o tal país real.</p>
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