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	<title>Rafael Baptista, autor em Duas Linhas</title>
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	<title>Rafael Baptista, autor em Duas Linhas</title>
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		<title>A Lista de Pardal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Baptista]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Nov 2020 09:27:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8221; Se a gente for a falar nos feridos.. aqui da nossa região e na companhia de que fiz parte, tivemos muitos feridos. Mortos, alguns. Mas feridos? Muitos mesmo. Um de Almoçageme ficou cego da vista e outro levou um tiro no peito que saiu pelas costas. Foi evacuado e morreu cá. A gente teve, [&#8230;]</p>
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<p>&#8221; Se a gente for a falar nos feridos.. aqui da nossa região e na companhia de que fiz parte, tivemos muitos feridos. Mortos, alguns. Mas feridos? Muitos mesmo. Um de Almoçageme ficou cego da vista e outro levou um tiro no peito que saiu pelas costas. Foi evacuado e morreu cá. A gente teve, na companhia cerca de 30 feridos, dez muito graves. Ainda hoje estão praticamente inutilizados, os que ainda não morreram.” Foi uma conversa pesada com Domingos Pardal. Muitas memórias tristes e um peso no coração.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/iQ1RaNS.jpg" alt="" class="wp-image-5691"/></figure>



<p>Foi para a guerra contra vontade. Foi porque era obrigatório. Foi cumprir o que lhe diziam ser a obrigação de um cidadão português. Mas só iam os filhos do povo. Os filhos da elite conseguiam passar entre os pingos da chuva. “Quando o número de mortos e feridos aumentou muito, começaram a desertar. O sentimento de revolta era muito grande. Não havia aldeia em Portugal onde não houvesse filhos da terra mortos ou feridos”, diz-nos o senhor Pardal. Esteve dois anos na Guiné, entre 1964 e 1966. “Foi uma experiência infernal.” Diz fazer parte de uma &#8220;geração sacrificada&#8221; e não consegue compreender o abandono votado aos antigos combatentes. Nem apoio psicológico têm e muitos vieram com stress pós-traumático, como se sabe.</p>



<p>Era condutor e, dia após dia, sofreu a angústia de passar por cima de uma mina. Viu muitas explodir. Na memória guarda todos esses momentos, com uma exatidão impressionante: &#8220;Dia 28 de Fevereiro de 1966, uma viatura que eu conduzia explodiu numa mina e tivemos muito feridos. Um ficou sem uma perna e outros 7 foram hospitalizados. Dia 1 de Novembro de 1964, íamos buscar água e caímos numa emboscada. Eles viram-nos a ir e sabiam que tínhamos de voltar. O carro foi alvo de disparos com uma das balas a ficar a 10 cm do meu nariz. Lá nos conseguimos safar&#8221;. Numa outra vez, &#8220;a roda acionou a mina e ele desfez-se em bocados. Chegou com cerca de 70kg e entregaram-no com mais ou menos 2 kilos…&#8221;, é a memória que Domingos Pardal guarda de um rapaz do Mucifal que morreu depois de um ano de serviço militar.</p>



<p>Para Domingos a guerra foi um suplicio. A guerra na Guiné o exército português nunca venceria. Os &#8220;inimigos&#8221; estavam&nbsp; bem preparados e tinham estudado metodologia portuguesa. Nem sempre se conseguiam cumprir os objetivos definidos pelos &#8220;cães grandes&#8221;. &nbsp;&#8220;Para o mato, ia-se até capitão. Acima de capitão ninguém ia. O 2º comandante do batalhão ( que chegou a general) era comandante operacional do batalhão e mandou-nos fazer uma operação muito complicada. Não conseguíamos entrar. Foram enviadas três ou quatro companhias, cerca de 500 homens. O comandante operacional operava a 2000 metros de altitude num avião e disse: vocês tem de entrar, morra quem morrer Tínhamos medo mas, quando era preciso lá o ultrapassávamos. Agora. pedirem-nos para nos suicidarmos?? Não!. O capitão disse: vêm cá para baixo seu filho da puta e vamos os dois à frente. O capitão, destemido e corajoso, era amigo dos soldados mas só chegou a major&#8221;, conta Domingos Pardal. Lá conseguiram entrar a 15 de maio de 1965. Essa investida em Cufar Nalu durou 3 dias e só foi bem sucedida com a ajuda de duas bombas de 500 kg de napalm, confessa Domingos Pardal. &#8220;Os comandos foram ver como tinha ficado a situação&#8230; os aviões Dakota mataram toda a gente&#8221;.</p>



<p>Faltava um mês para acabar a comissão de serviço, &#8220;no dia 15 de Abril de 1966, calhou-me por escala ir numa escolta. Quando entrámos numa zona minada, os soldados iam à frente a pé, com varas de ferro, picar o solo à procura de minas. A adrenalina estava ao rubro. Não queríamos cometer qualquer erro que pudesse vir a traduzir-se fatal sendo que estávamos a um mês de regressar. Havia minas. O Pino começou a tirar as minas com uma faca de mata e eu sugeri-lhe, aos gritos, que pegasse numa granada e que explodisse aquilo tudo, não fosse uma das minas estar armadilhada e levá-lo com ela.” Safaram-se todos.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/vtCPjKP.jpg" alt="" class="wp-image-5689"/><figcaption>                                                fotografias de Domingos Pardal</figcaption></figure></div>



<p>Saíu vivo e inteiro da Guiné, acompanhou a guerra pelas notícias que de lá chegavam. &#8220;Em 67, 68, 69, 70, os desgraçados levaram porrada e, no final da guerra, a Guiné estava na posse dos guerrilheiros do PAIGC.”</p>



<p>Lembra com saudade os comandos africanos, uma força de elite comandada por oficiais portugueses. Destemidos, conhecedores da tática dos seus compatriotas guineenses, foram deixados para trás quando Portugal saíu da Guiné. Poucos sobreviveram á vingança, às perseguições e aos fuzilamentos. Uma vergonha. &#8220;Uma página negra da descolonização. Devíamos tê-lo previsto; servimo-nos deles e depois virámos-lhes as costas&#8221;.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/BTMnmFX.jpg" alt="" class="wp-image-5688"/><figcaption>o desenho da estátua em honra dos combatentes naturais de Sintra mortos na guerra colonial</figcaption></figure>



<p></p>



<p>A guerra trouxe miséria e tristeza coletiva. Os que sobreviveram &#8220;somos hoje como irmãos&#8221;. Domingos desenhou e propôs que se erguesse uma estátua em Sintra pela memória dos que caíram em combate na guerra colonial. Uma proposta apresentada há cerca de 5 anos e que a Câmara Municipal de Sintra nunca aprovou (Basílio Horta, da elite salazarista, nunca foi à tropa). Seria uma estátua onde, nas três faces, estariam gravados os nomes de todos os sintrenses mortos na guerra. &#8220;Tenho uma lista com 33 nomes, mas podem ser mais&#8221;, diz Domingos Pardal.</p>



<p>RB/CN</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/92N4HKO.jpg" alt="" class="wp-image-5690"/><figcaption>a lista de Pardal</figcaption></figure>
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		<title>Sintra foi à guerra na Guiné</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Baptista]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Nov 2020 00:39:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A alcunha da tropa foi “Sintra”. Ter uma alcunha é da praxe e muitos eram conhecidos pelo nome da terra onde tinham nascido. Joaquim “Sintra” Sequeira aprendeu o ofício de canalizador na tropa. Foi em Tancos, na Escola Prática de Engenharia. Mas ele nem sonhava que na guerra os canalizadores fazem muita falta. Em 1965 [&#8230;]</p>
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<p>A alcunha da tropa foi “Sintra”. Ter uma alcunha é da praxe e muitos eram conhecidos pelo nome da terra onde tinham nascido.</p>



<p>Joaquim “Sintra” Sequeira aprendeu o ofício de canalizador na tropa. Foi em Tancos, na Escola Prática de Engenharia. Mas ele nem sonhava que na guerra os canalizadores fazem muita falta. Em 1965 chegou ao pior sítio para se estar na guerra colonial: a Guiné.</p>



<p>Sequeira ainda ficou uns tempos em Bissau, a remodelar as casas de banho do Hospital Militar. Mas havia muitos quartéis na Guiné que nem casa de banho tinham. E lá foi ele resolver o assunto nos quartéis de Mansoa, Binta, Mansabá, Farim, K3, entre muitos outros que a memória não guardou.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/LRx0tJR.jpg" alt="" class="wp-image-5550"/><figcaption>mapa da Guiné Portuguesa 1966</figcaption></figure>



<p>&#8220;Fiz 22 anos em março de 66 no mato&#8221;, conta-nos Joaquim. Era costume, em ocasiões de celebração, deixar os soldados ir receber a correspondência da família em Bissau. O seu pai costumava enviar &#8220;umas garrafitas de vinho, umas postas de bacalhau e um ou outro chouriço&#8221;. Chega ao aquartelamento e encontra-se com o Sargento de uma companhia recém-chegada que precisava urgentemente de água nos lavabos. Ir tomar banho era cada vez mais perigoso devido à distância ainda considerável que separava os soldados do rio mais próximo. O tempo que se perdia para garantir segurança nas picadas e o risco que se corria em ser morto no caminho ou durante o banho no rio, tornavam a higiene muito complicada. O quartel precisava urgentemente de água corrente e, depois de um serviço bem feito, deram-lhe o prémio de voltar de avioneta para Farim, no norte, perto da fronteira com o Senegal.</p>



<p>À chegada a Farim encontrou no bolso uma nota de 100 escudos. Mais tarde descobriu que tinha sido o Sargento Joaquim Lageira, homem &#8220;honroso e amigo dos seus homens&#8221;, como agradecimento pela casa de banho construída no aquartelamento.</p>



<p>A guerra na Guiné foi muito difícil para a tropa portuguesa. &#8220;As estradas eram armadilhadas com bombas e eles estavam armados com Kalashnikov, uma arma de cadência superior à nossa G-3.” Dos que morreram, lembra com tristeza o &#8220;Chico Buca&#8221;, como era conhecido. Buca tinha acabado de chegar e morreu na primeira “batida” que o pelotão fez nas redondezas do quartel. Pisou uma mina e ficou lá enterrado em Farim. Na mesma ocasião, um outro morreu com um ataque de coração.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/1KsegQF.jpg" alt="" data-id="5551" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=5551" class="wp-image-5551"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/wej6Trm.jpg" alt="" data-id="5552" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=5552" class="wp-image-5552"/></figure></li></ul></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/wwm4o6d.jpg" alt="" class="wp-image-5553"/></figure>



<p>Convencido que os territórios dominados pelos Portugueses eram na verdade &#8220;províncias Ultramarinas&#8221; afirma ter ido defender uma região que era tanto nossa como a Madeira.</p>



<p>&#8220;Trabalhámos, sofremos e morremos&#8221;, é a síntese que o “Sintra” faz da guerra na Guiné. &nbsp;A sua mãe fê-lo prometer que enviava fotos com regularidade. As pernas e os braços tinham de estar visíveis, para ela ter a certeza de que o filho continuava inteiro. Aquela guerra não ficou só no mato, chegou às casas dos soldados nem que fosse na mais recôndita aldeia de Portugal.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/DYXtuX3.jpg" alt="" class="wp-image-5547"/><figcaption>mapa da Guiné-Bissau</figcaption></figure>



<p>RB/CN</p>
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		<title>A guerra no Índico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Baptista]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Nov 2020 09:21:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>João Carlos Mota Gonçalves alistou-se na Marinha para tentar escapar à guerra, mas não teve sorte. Embarcou, em 28 de março de 1966, no NRP Álvares Cabral (uma velha Fragata construída em Inglaterra e comprada em segunda mão pelo governo português em 1959) e só saiu 30 meses depois no dia 23 de Setembro de [&#8230;]</p>
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<p>João Carlos Mota Gonçalves alistou-se na Marinha para tentar escapar à guerra, mas não teve sorte. Embarcou, em 28 de março de 1966, no NRP Álvares Cabral (uma velha Fragata construída em Inglaterra e comprada em segunda mão pelo governo português em 1959) e só saiu 30 meses depois no dia 23 de Setembro de 1968.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/lmq4SVP.jpg" alt="" class="wp-image-5182"/><figcaption>imagem do NRP Álvares Cabral quando era HMS_Burghead Bay em 1945, fonte: Wikipédia  </figcaption></figure>



<p>O navio fez a mesma rota das naus de Vasco da Gama, aportou em Luanda para uns dias de descanso, dobrou o Cabo da Boa Esperança e chegou finalmente à cidade da Beira, em Moçambique. Vasco da Gama seguiu mais longe, mas eles ficaram por ali mesmo. &nbsp;&nbsp;</p>



<p>A missão era de apoio logístico e transporte de tropas. E foi o que fizeram, com bom ou mau tempo. Dia 18 de Janeiro de 1968, &#8220;quando fazíamos transporte de um batalhão de paraquedistas da Beira para Nacala, apanhámos uma depressão tropical durante 5 dias seguidos e enfrentámos vagas de 14 metros de altura. Tivemos uma inclinação de estibordo para bombordo de 45 graus. Estes foram os dias mais marcantes e mais perigosos” de João Carlos, na guerra.</p>



<p>A Marinha, muitas vezes subvalorizada, desempenhava um papel importante no decorrer desta guerra. Eram um meio de transporte coletivo em grande escala e um apoio às populações, garante o 1º Grumete Artilheiro.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/h4aVhZJ.jpg" alt="" class="wp-image-5181"/><figcaption>fragata da Marinha de Guerra, NRP Álvares Cabral</figcaption></figure>



<p>Durante uma das &#8220;mais longas comissões já vistas&#8221;, além de responsável pelo armamento a bordo do NRP Álvares Cabral, desempenhou ainda funções de dactilógrafo, graças às competências profissionais adquiridas antes de ir para a tropa. Sabia ler e escrever bem à máquina, acabou por ser o autor do &#8220;Manual das Peças Antiaéreas e Fixas do Navio&#8221;, obra que lhe valeu um louvor que nunca chegou a receber porque a ordem chegou meia dúzia de dias depois de ser desmobilizado da Marinha.</p>



<p>Desse tempo africano guarda memórias do característico cheiro da terra e, com certeza, da beleza da paisagem costeira moçambicana. Mas também não esquece o sacrifício a que foram obrigados pelo regime de Salazar: &#8220;É preciso as pessoas não se esquecerem, em especial dos jovens que lá ficaram&#8221;. Como ex-combatente ao serviço da Marinha sente-se, de certa forma, negligenciado pelo Estado. Recebe um subsidio de 75 euros por ano. É a compensação por dois anos e meio de guerra.</p>



<p>RB/CN</p>
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		<title>O fotógrafo de 61</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Baptista]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Nov 2020 12:06:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Foi ainda moço para Angola e, contrariamente à ideia generalizada de que os portugueses partiram inocentes e ingénuos, Manuel Delicado foi já com uma noção politizada do que se passava. &#8220;Sempre acompanhei os noticiários e os jornais; sabia bem para o que íamos&#8221;. Embarcou no paquete Vera Cruz rumo a Luanda e por lá ficou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Foi ainda moço para Angola e, contrariamente à ideia generalizada de que os portugueses partiram inocentes e ingénuos, Manuel Delicado foi já com uma noção politizada do que se passava. &#8220;Sempre acompanhei os noticiários e os jornais; sabia bem para o que íamos&#8221;. Embarcou no paquete Vera Cruz rumo a Luanda e por lá ficou durante uns tempos no Campo Militar do Grafanil, até ter guia de marcha para Zala. São hoje conhecidas as peripécias a que os portugueses foram sujeitos num dos municípios de Nambuangongo: &#8220;Quando chegámos a Zala, ai é que apanhámos à séria! Não podíamos sair do acampamento que éramos logo atacados… mas, lá sobrevivi&#8221;, diz-nos o senhor Manuel.</p>



<p>Percorreu o Norte de Angola de lés a lés, recorda as longas caminhadas pelas picadas e o perigo constante das minas e as táticas, muitas vezes improvisadas, que utilizavam naquela guerra de guerrilha. &#8220;Eles conheciam o trajeto e montavam uma daquelas armas de avião no topo da colina disparando lá para baixo a ver se nos acertavam. Chegámos inclusive a virar, sempre que por lá passávamos, os capacetes na direção do fogo inimigo (…) até que tivemos de mudar de estratégia. Eles esperavam por nós de dia, então passámos a ir de noite. Mesmo que conhecessem melhor o terreno, seria contraproducente montar as armas com pouca visibilidade&#8221;.</p>



<p>Apelidado pelos camaradas como Jerry Lewis (por o acharem tão parecido com o comediante dos anos 60) era, no entanto, mais conhecido como fotógrafo de serviço. A sua câmara foi, de resto, uma mais valia para a realização deste artigo onde exibimos algumas das fotografias do senhor Manuel. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/CBlyDNK.jpg" alt="" class="wp-image-5107"/></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/cWcnwlX.jpg" alt="" class="wp-image-5108"/></figure>



<p>Quando chegou a altura de escolher entre a fotografia e o oficio, acabou por enveredar pelo oficio continuando, após a guerra, a trabalhar como estofador. Não regressou na mesma boleia que muitos dos seus camaradas. Manuel Delicado viu em Angola um bom sítio para fazer a sua vida. Por lá ficou, casou e constituiu família, até ao dia em que os rumores de que as &#8220;coisas estavam prestes a piorar&#8221; ecoaram pelas ruas e todo o homem e mulher brancos foram compelidos a regressar. Descreve o dia 11 de Novembro de 1975 como sendo um dos dias mais tristes. Não em termos políticos mas emocionais. Lembra Angola com saudade e só Deus sabe o quanto lhe custou voltar &#8220;especialmente para um Portugal que olhava os retornados com desprezo&#8221;.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/5eyFqqJ.jpg" alt="" data-id="5109" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=5109" class="wp-image-5109"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/NYqyKEv.jpg" alt="" data-id="5110" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=5110" class="wp-image-5110"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/HdJKyi5.jpg" alt="" data-id="5111" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=5111" class="wp-image-5111"/></figure></li></ul></figure>
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		<title>&#8220;Eramos heróis e morremos pela Pátria&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Baptista]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Nov 2020 00:27:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Angola]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra Colonial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ilídio Duarte tem 79 anos, foi mobilizado para Angola com 26. Mecânico de aviões na Base Aérea do Montijo, poderia escapar a essa mobilização mas foi avisado pelo comandante que, não indo para Angola, acabaria por ir parar a Moçambique ou, pior ainda, à Guiné. E ninguém queria ir para a Guiné. E assim Ilídio [&#8230;]</p>
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<p>Ilídio Duarte tem 79 anos, foi mobilizado para Angola com 26. Mecânico de aviões na Base Aérea do Montijo, poderia escapar a essa mobilização mas foi avisado pelo comandante que, não indo para Angola, acabaria por ir parar a Moçambique ou, pior ainda, à Guiné. E ninguém queria ir para a Guiné.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/w5OPk1E.jpg" alt="" class="wp-image-5014"/></figure>



<p>E assim Ilídio Duarte lá foi juntar-se à Esquadra 94 estacionada em Luanda. &#8220;Fui enganado, mas ainda bem&#8221;, diz ele à medida que descreve a amizade que nasceu entre os camaradas de armas, até hoje.</p>



<p>&#8220;Ainda hoje, todos os anos, são organizados almoços&#8221; de forma a reviver esta amizade duradoura. O respeito é mútuo e Ilídio incentiva qualquer um a distinguir graduações. &#8220;Desafio-o a distinguir Generais de Sargentos e Sargentos de Cabos&#8221;, adianta.</p>



<p>Quando chegou a Angola, já estavam a ser utilizados os famosos Alouette 3, helicópteros que &#8220;rapavam&#8221; a superfície e que, já adaptados ao estilo de combate, serviam que nem uma luva a todos os operacionais que sobrevoavam a mata à procura do inimigo ou de soldados portugueses para salvar.</p>



<p>Inicialmente, quem manuseava o heli canhão eram soldados paraquedistas. Mas enjoavam muito com os voos rasantes e acabou por ser decidido dar aos mecânicos a tarefa de disparar o heli canhão, uma arma temível de 20mm que espalhava o terror no inimigo quando atacado pelo ar.</p>



<p>Ilídio Duarte chegou à guerra em 1967 e já só ouviu contar sobre as atrocidades cometidas seis anos antes, quando os povos africanos deram início à luta pela independência. Mas a guerra não faz ninguém santo, independentemente da cor da pele ou das motivações pessoais. Na guerra mata-se e morre-se com facilidade. A adrenalina é uma droga e os combatentes depressa se viciam nela. Quem nunca pecou que atire a primeira pedra.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/fNqemsr.jpg" alt="" class="wp-image-5016"/></figure>



<p>Ilídio contou-nos histórias que não queremos reproduzir aqui. Ele sabe que houve excessos nos dois lados da “trincheira”. Morreram muitos civis, brancos e pretos, sem necessidade e sem justificação militar. Foram mortes que apenas serviram para espalhar o terror e desmoralizar.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/Rbsk7sa.jpg" alt="" class="wp-image-5015"/></figure>



<p>Ilídio, o guerreiro, carrega a Cruz de Guerra ao peito. &#8220;Éramos heróis e morremos pela pátria&#8221;, é a frase que usa para honrar os camaradas e amigos caídos em combate. Jovens sacrificados em nome de um desperdício político.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/EqKrgZ9.jpg" alt="" class="wp-image-5017"/></figure>
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		<title>Alimentar os pobres de Algueirão e Rio de Mouro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Baptista]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2020 21:40:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Alimentar Contra a Fome]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza em Sintra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem são estes homens e mulheres que, agora, talvez mais do que nunca, arriscam a saúde, às vezes até a integridade física e mental para ajudar quem necessita? &#8220;Uma resposta necessária mas provisória&#8221; (…) porque &#8220;toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente que lhe assegure e à sua família, a saúde [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quem são estes homens e mulheres que, agora, talvez mais do que nunca, arriscam a saúde, às vezes até a integridade física e mental para ajudar quem necessita?</p>



<p>&#8220;Uma resposta necessária mas provisória&#8221; (…) porque &#8220;toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente que lhe assegure e à sua família, a saúde e o bem-estar (…) principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda aos serviços sociais necessários &#8220;-assim está descrito no site do <a href="https://www.bancoalimentar.pt/quem-somos/">Banco Alimentar Contra a Fome</a>.</p>



<p>São alguns dos direitos prescritos na Declaração Universal dos Direitos do Homem, base de todas as iniciativas humanitárias, que apuram não só o funcionamento organizado como direcionado à proximidade com os mais carenciados nos territórios de Algueirão e Rio de Mouro.</p>



<p>Estamos a falar de uma equipa de apenas 3 pessoas: Mercedes, Samuel e Albertina. Poucos mas bons, eles garantem uma ajuda à sobrevivência de todos aqueles cuja vida se virou do avesso. Distribuem quase 300 refeições por semana. Às quartas e aos sábados fazem-se ao caminho para levar pão aos famintos.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img fetchpriority="high" decoding="async" width="2560" height="1707" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2020/10/MG_1886-scaled.jpg" alt="" data-id="4590" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=4590" class="wp-image-4590"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" width="2560" height="1707" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2020/10/MG_1981-scaled.jpg" alt="" data-id="4591" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=4591" class="wp-image-4591"/></figure></li></ul></figure>



<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" width="2560" height="1707" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2020/10/MG_1960-scaled.jpg" alt="" data-id="4592" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=4592" class="wp-image-4592"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1707" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2020/10/MG_1994-scaled.jpg" alt="" data-id="4593" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=4593" class="wp-image-4593"/></figure></li></ul></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1707" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2020/10/MG_1887-scaled.jpg" alt="" class="wp-image-4594"/></figure>



<p>As necessidades variam mas a missão não diverge. As pessoas necessitadas são bem conhecidas pelo staff e as suas situações específicas analisadas e estudadas por assistentes sociais que dedicam o seu tempo a perceber a urgência de cada situação. Uma família alimentada é uma família mais longe da marginalização social.</p>



<p>São histórias pesadas e a bola de neve tem limites. Há um custo que se paga por ajudar gente que vive no fio da navalha, uma carga psicológica que ninguém compensa e que nunca tem alívio, porque a pobreza multiplica-se com demasiada facilidade. Não chega dizer obrigado à Mercedes, à Albertina e ao Samuel, mas eles também não exigem mais. Obrigado.</p>



<p>RB/CN</p>
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		<title>Possacos, aldeia velha</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2020/09/possacos-aldeia-velha/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Baptista]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Sep 2020 21:24:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[aldeias antigas]]></category>
		<category><![CDATA[aldeias de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[férias em Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Valpaços]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fazer férias em Portugal não é só concordar com os apelos para ajudar o turismo nacional. É conhecer os lugares e os recantos, as gentes e as paisagens do país onde vivemos. Este ano fui desde Sintra até Possacos, uma pequena aldeia de Valpaços. Fui matar saudades das vinhas a perder de vista, dos velhos [&#8230;]</p>
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<p>Fazer férias em Portugal não é só concordar com os apelos para ajudar o turismo nacional. É conhecer os lugares e os recantos, as gentes e as paisagens do país onde vivemos.</p>



<p>Este ano fui desde Sintra até Possacos, uma pequena aldeia de Valpaços. Fui matar saudades das vinhas a perder de vista, dos velhos e das velhas de caras enrugadas e mãos grossas, de olhar longínquo.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1707" height="2560" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2020/09/MG_0795-2-scaled.jpg" alt="" data-id="3581" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=3581" class="wp-image-3581"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1707" height="2560" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2020/09/MG_0856-2-scaled.jpg" alt="" data-id="3582" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=3582" class="wp-image-3582"/></figure></li></ul><figcaption class="blocks-gallery-caption"><em>fotografias de Rafael Baptista</em></figcaption></figure>



<p>Em Possacos quase só há velhos. Uso a palavra com todo o respeito. Velho é quem sabe mais do que os outros, é quem viveu um tempo que nós nem sonhamos que existiu. Velho é quem nos pode ensinar alguma coisa sobre a vida. Só têm a 4ªclasse mas sabem tudo sobre a terra, o cultivo, só de olhar sabem quando vai chover e quando a ovelha vai parir. Também gostava de chegar a velho.</p>



<p>A revitalização do Interior parece esconder-se à medida que se caminha por entre as ruas apertadas de uma aldeia quase deserta. A estatística oficial diz que a aldeia tem 446 habitantes mas nem no verão são assim tantos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1707" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2020/09/MG_0993-1-scaled.jpg" alt="" class="wp-image-3584"/><figcaption>fotografia de Rafael Baptista</figcaption></figure>



<p>Noutros tempos, Possacos era um sítio relativamente importante. Os vestígios históricos e até pré-históricos falam de uma presença humana permanente desde há milénios. A aldeia fica numa das curvas do rio Rabaçal e foi local escolhido por fidalgos e outros patrões para ali terem casa, terras e gente que trabalhasse para eles. &nbsp;</p>



<p>Hoje já sobra pouco da riqueza de outrora. Ainda assim, somando todos os esforços das pessoas que vivem espalhadas por aqueles montes, a produção de azeite, vinho e castanha não é de desprezar. Ainda é o que segura algumas pessoas à terra ou já teriam abalado todos à procura de vida noutras paragens.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/fjryvTW.jpg" alt="" data-id="3585" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=3585" class="wp-image-3585"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/fENG0iW.jpg" alt="" data-id="3586" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=3586" class="wp-image-3586"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/6UN5ZHe.jpg" alt="" data-id="3587" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=3587" class="wp-image-3587"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/7mDfJpI.jpg" alt="" data-id="3588" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=3588" class="wp-image-3588"/></figure></li></ul><figcaption class="blocks-gallery-caption"><em>fotografias do site da Câmara Municipal de Valpaços</em></figcaption></figure>



<p>Os que foram, voltam de férias quase todos os anos. Este ano foi um pouco diferente, como sabemos. Vieram menos, mas ainda assim era fácil ouvir os miúdos a falar francês pelas vielas da aldeia. A maioria jamais regressará definitivamente, Possacos tem pouco para oferecer em termos económicos. E paz de espírito ainda não é coisa a que se dê valor monetário.</p>



<p>(texto de Carlos Narciso/Rafael Baptista)</p>
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		<title>É uma espécie de versão saloia de histórias bíblicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Baptista]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Aug 2020 15:34:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Polícias & Ladrões]]></category>
		<category><![CDATA[alojamento social]]></category>
		<category><![CDATA[Basílio Horta]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel ildefonso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A história de Ildefonso é sobejamente conhecida em Sintra e arredores, no país e no resto do Mundo. É uma espécie de versão saloia de histórias bíblicas, como a de David contra Golias. Ildefonso é um cidadão frágil, defronta um “Golias” presidente de Câmara e respetivos paus mandados. Uma das fragilidades de Ildefonso está na [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A história de Ildefonso é sobejamente conhecida em Sintra e arredores, no país e no resto do Mundo. É uma espécie de <a href="https://duaslinhas.pt/2020/06/ildefonso-contra-basilio-duelo-em-sintra/?swcfpc=1">versão saloia de histórias bíblicas</a>, como a de David contra Golias.</p>



<p>Ildefonso é um cidadão frágil, defronta um “Golias” presidente de Câmara e respetivos paus mandados.</p>



<p>Uma das fragilidades de Ildefonso está na Lei que supostamente impede que alguém, sem estar devidamente autorizado, possa ocupar a via pública por tempo indeterminado. Não se pode estar sempre no mesmo sítio, não vá alguém querer passar por ali sem ter de se desviar ou querer sentar-se na mesma pedra onde Ildefonso se senta. É a Lei, dizem.</p>



<p>E sempre que lhe apetece, o presidente “Golias” envia a sua tropa municipal, perdão, polícia municipal, para retirar o estorvo da via pública. Quanto isto acontece, Ildefonso é violentado na sua Liberdade de protesto e de expressão, uma vez que ele está ali em protesto contra a política de alojamento social da Câmara Municipal de Sintra.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1707" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2020/08/MG_0040-scaled.jpg" alt="" data-id="2955" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=2955" class="wp-image-2955"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1707" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2020/08/MG_0051-scaled.jpg" alt="" data-id="2956" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=2956" class="wp-image-2956"/></figure></li></ul><figcaption class="blocks-gallery-caption"><em>fotos de Rafael Baptista</em><br></figcaption></figure>



<p>Mas há outros problemas. No passado dia 26, Ildefonso foi levado mais uma vez para o posto da GNR. De acordo com o seu testemunho&#8221; rasgaram os cartazes que tinha no muro&#8221;, e &#8220;o chapéu que tinha na mão foi partido&#8221;. Enquanto era levado sob detenção pela rua acima até ao Posto da GNR, um dos agentes da Polícia Municipal entreteve-se a assediar o detido: &#8220;ele caminhava ao meu lado e, de vez em quando, passava-me uma rasteira, punha o pé à minha frente para ver se eu tropeçava&#8221;, relata-nos Ildefonso. &nbsp;“Quando lhe pedi que se afastasse, o policia retorquiu que o estatuto de detido não me oferecia quaisquer direitos”&#8230;</p>



<p>A queixa apresentada na GNR foi da Policia Municipal. A queixa que Ildefonso quis apresentar não foi aceite.</p>



<p>Chegados aqui, o <a href="https://duaslinhas.pt/">Duas Linhas</a> pediu a uma advogada para comentar este relato, ainda que não conheça todos os pormenores da história. Além deste texto, <a href="https://duaslinhas.pt/2020/06/ildefonso-contra-basilio-duelo-em-sintra/?swcfpc=1">publicámos um outro em 16 de junho passado.</a></p>



<p>Comentário da advogada <strong>Isabel Duarte</strong>:</p>



<p>&#8220;Os cidadãos portugueses, protegidos pela sua constituição, gozam do direito a indignar-se, em privado ou em público, e a eficazmente expressar essa indignação sem serem impedidos por outros de o fazer.</p>



<p>Sabemos que os poderes públicos, com base na lei, defendem a tese de que duas pessoas a dizerem publicamente do seu protesto, já fazem uma “manifestação”, condicionada pelo rol de burocracias que impedem os cidadãos de aceder a tais manifestações coletivas com facilidade. Há, no entanto, exemplos que agradam ao poder e o poder a eles fecha os olhos antes e durante, esperando os resultados de “fim de jogo”.</p>



<p>Mas outras situações existem em que um homem apenas, um único cidadão, sentado num muro ou numa cadeira, na via pública, sem incomodar ninguém, não tendo que se submeter aos burocratas, leva o suserano à loucura, porque, simplesmente, goza do direito de reclamar e pode desencadear mecanismos institucionais contra quem perturba o seu exercício, desde que não perturbe os direitos dos outros. É o caso do Sr. Ildefonso.</p>



<p>Mas o Sr. Ildefonso desarmado e a Câmara de Sintra não se comparam em força ou capacidade de a aplicar. É isso que distingue, pois, na vida de todos os dias, os direitos e o seu exercício, não a Lei Fundamental que os regula.&#8221;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i.imgur.com/aDlYdGk.jpg" alt="" class="wp-image-1204" width="641" height="360"/></figure></div>



<p>​​​​</p>



<p><strong>Nota da redação</strong>: podemos dizer que o senhor Ildefonso pode estar em frente à Câmara Municipal, ou noutro local qualquer, a exercer os seus direitos de cidadania e que todas as ações levadas a cabo para o afastar ou impedir de se expressar são, essas sim, ilegais.</p>



<p>RB/CN</p>
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		<title>&#8220;Esperamos por vocês e que este vírus maluco vá embora depressa&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Baptista]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2020 08:54:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Filipa e Mário são outro exemplo de resistência às adversidades. Num tempo em que quase só as más noticias fazem os títulos da comunicação social, a Filipa e o Mário recusam-se a entrar na onda pessimista. Eles sabem que as pessoas vivem com medo e também perceberam que é a existência de estabelecimentos como o [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2020/08/esperamos-por-voces-e-que-este-virus-maluco-va-embora-depressa/">&#8220;Esperamos por vocês e que este vírus maluco vá embora depressa&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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<p>Filipa e Mário são outro exemplo de resistência às adversidades. Num tempo em que quase só as más noticias fazem os títulos da comunicação social, a Filipa e o Mário recusam-se a entrar na onda pessimista.</p>



<p>Eles sabem que as pessoas vivem com medo e também perceberam que é a existência de estabelecimentos como o deles que evita que as pessoas tenham de sair do meio onde se conseguem resguardar melhor.</p>



<p>Os pequenos restaurantes de bairros, vilas e aldeias, beneficiam dessa proximidade com as pessoas. Da confiança entre vizinhos. São pilares deste tipo de comunidades. É a vantagem do comércio local, algo que os hipermercados jamais conseguirão vender: amizade.</p>



<p>Durante o confinamento, a inspeção apenas uma vez verificou se estavam a respeitar todas as normas decretadas. Foi apenas requerido aos gerentes, bem como aos clientes, um sentido de responsabilidade de modo a não correr riscos desnecessários. Foi cumprido à risca, na porta colaram um papel que informava o seguinte:</p>



<p>&#8220;Boa tarde amigos e clientes, têm vindo várias pessoas perguntar se vamos fechar, espero que não. Por enquanto estamos cá para vos servir da mesma forma com amor e carinho. Só se nos deixarem de fornecer produto é que aí não há nada a fazer.</p>



<p>Temos planos de contingência como luvas, líquido desinfetante e só é permitido uma pessoa dentro da loja. Esperamos por vocês e que este vírus maluco vá embora depressa.</p>



<p>Obrigada a todos pela compreensão.</p>



<p>A Gerência.”</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-8 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/GZHtmGI.jpg" alt="" data-id="2834" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=2834" class="wp-image-2834"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/i1AU5Y3.jpg" alt="" data-id="2835" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=2835" class="wp-image-2835"/></figure></li></ul></figure>



<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/1NFYWSd.jpg" alt="" data-id="2836" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=2836" class="wp-image-2836"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/9156AXa.jpg" alt="" data-id="2837" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=2837" class="wp-image-2837"/></figure></li></ul></figure>



<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-10 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/hA3wW28.jpg" alt="" data-id="2838" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=2838" class="wp-image-2838"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/BkdIyFO.jpg" alt="" data-id="2839" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=2839" class="wp-image-2839"/></figure></li></ul></figure>
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		<title>Xana Cabeleireiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Baptista]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2020 13:15:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[cabeleireiros]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O gesto ficou em suspenso, a escova numa mão e a chapinha alisadora na outra. As marcações foram canceladas, os fornecimentos adiados. Cinquenta e dois dias de porta fechada, à espera. E os salários? E a renda da loja? E as contas da água, do gás, da electricidade, que se pagam sempre com um mês [&#8230;]</p>
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<p>O gesto ficou em suspenso, a escova numa mão e a chapinha alisadora na outra. As marcações foram canceladas, os fornecimentos adiados.</p>



<p>Cinquenta e dois dias de porta fechada, à espera. E os salários? E a renda da loja? E as contas da água, do gás, da electricidade, que se pagam sempre com um mês ou dois de atraso? E o futuro? E a saúde? E as clientes?</p>



<p>Reabriram com novas regras de distanciamento, de gestão do negócio. Agora, só com marcação e em lojas mais pequenas o espaço mal chega para uma ou duas clientes de cada vez. Mais as luvas, as máscaras, as telas, o gel.</p>



<p>E na caixa registadora? Pouco, mas pouco sempre é melhor que nada.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-11 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2020/08/MG_8063-1024x683.jpg" alt="" data-id="2772" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=2772" class="wp-image-2772"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2020/08/MG_8066-1024x683.jpg" alt="" data-id="2773" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=2773" class="wp-image-2773"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2020/08/MG_8074-1024x683.jpg" alt="" data-id="2774" data-full-url="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2020/08/MG_8074-scaled.jpg" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=2774" class="wp-image-2774"/></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2020/08/MG_8082-1024x683.jpg" alt="" data-id="2775" data-full-url="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2020/08/MG_8082-scaled.jpg" data-link="https://duaslinhas.pt/?attachment_id=2775" class="wp-image-2775"/></figure></li></ul><figcaption class="blocks-gallery-caption"><em>fotos de Rafael Baptista</em></figcaption></figure>
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