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	<title>Marta da Silva Gameiro, autor em Duas Linhas</title>
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	<title>Marta da Silva Gameiro, autor em Duas Linhas</title>
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		<title>O que os contratos escondem e os media demoram a mostrar</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2026/03/o-que-os-contratos-escondem-e-os-media-demoram-a-mostrar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marta da Silva Gameiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 10:30:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Este fim-de-semana o Semanário Sol fez capa com a manchete “Estado escondeu riscos das Vacinas contra a Covid- 19”.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2026/03/o-que-os-contratos-escondem-e-os-media-demoram-a-mostrar/">O que os contratos escondem e os media demoram a mostrar</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>No artigo é descrito como, contrariando o discurso oficial, os 17 contratos assinados pela então directora-geral da DGS Graças Freitas e as Farmacêuticas responsáveis pela disponibilização das vacinas, na sequência do Acordo de Compra Antecipada celebrado pela Comissão Europeia, encontram-se declarações como “O Estado membro participante reconhece que os efeitos a longo prazo e a eficácia da Vacina não são atualmente conhecidos” ou que em caso de serem provadas lesões pela vacina “(…)terá de ser o Estado português a indemnizar as pessoas”.</p>



<p>Em primeiro lugar fica a questão de quanto tempo as farmacêuticas se referem a “efeitos de longo prazo”. Mais de 2 meses? É porque foi pouco mais do que isso que duraram os ensaios em humanos nos ensaios clínicos. Para além do facto dos grupos de controlo terem sido todos vacinados no início de 2021 perdendo-se toda a possibilidade comparativa.</p>



<p>Em segundo lugar Portugal permanece como um dos países que lavou completamente as mãos em relação às pessoas vítimas de lesões provocadas pelas vacinas. Portanto falha triplamente: por um lado isenta as farmacêuticas de responsabilidade e, por outro depois de fazer forte coação para uma vacinação que não sabe se é segura, abandona à sua sorte os seus cidadãos que ficaram gravemente afetados na sua saúde porque acreditaram no slogan , repetido “ad nauseam” do “segura e eficaz”</p>



<p>Esta publicação no jornal “Sol” peca por tardia e por, na realidade, não vir dar novidade nenhuma para quem, desde cedo, teve dúvidas.</p>



<p></p>



<p>Apesar do eurodeputado <strong>C<a href="https://x.com/CristianTerhes/status/1582276908024111105" type="link" id="https://x.com/CristianTerhes/status/1582276908024111105">ristian Terhes</a></strong> ter, a partir de 2022, mostrado&nbsp; bastante indignação pela falta de transparência de Úrsula Van der Leyen na formulação dos <strong><a href="https://commission.europa.eu/system/files/2021-03/redacted_advance_purchase_agreement_biontech-pfizer_0.pdf" type="link" id="https://commission.europa.eu/system/files/2021-03/redacted_advance_purchase_agreement_biontech-pfizer_0.pdf">contratos</a></strong> e de estes se encontrarem bastantes redigidos, quando publicados pela Comissão Europeia, o facto é que, por exemplo, o contrato da Pfizer-BioNTech foi publicado pela <strong><a href="https://www.rai.it/programmi/report/news/2021/04/Esclusiva-Report-ecco-i-contratti-segreti-di-Pfizer-e-Modena-per-i-vaccini-anti-Covid-b4edb1a2-3e84-48a4-b1eb-d02a1f7e2b4b.html" type="link" id="https://www.rai.it/programmi/report/news/2021/04/Esclusiva-Report-ecco-i-contratti-segreti-di-Pfizer-e-Modena-per-i-vaccini-anti-Covid-b4edb1a2-3e84-48a4-b1eb-d02a1f7e2b4b.html">emissora pública italiana RAI</a></strong> a 17 de Abril de 2021, tendo permanecido no seu servidor deste então. Quatro dias após a publicação do artigo da RAI, no dia 21 de Abril, o diário espanhol La Vanguardia, o terceiro maior jornal espanhol em termos de leitores, também anunciou que tinha obtido o contrato não editado da Pfizer-BioNTech e publicado um artigo intitulado “O contrato com a Comissão Europeia isenta a Pfizer de responsabilidade”. </p>



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<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="584" height="562" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/cristian.jpg" alt="" class="wp-image-48163" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/cristian.jpg 584w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/cristian-300x289.jpg 300w" sizes="(max-width: 584px) 100vw, 584px" /><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://x.com/CristianTerhes/status/1582276908024111105">https://x.com/CristianTerhes/status/1582276908024111105</a></figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="613" height="570" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/contrato.jpg" alt="" class="wp-image-48166" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/contrato.jpg 613w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/contrato-300x279.jpg 300w" sizes="(max-width: 613px) 100vw, 613px" /><figcaption class="wp-element-caption">pdf em <a href="https://commission.europa.eu/system/files/2021-03/redacted_advance_purchase_agreement_biontech-pfizer_0.pdf">https://commission.europa.eu/system/files/2021-03/redacted_advance_purchase_agreement_biontech-pfizer_0.pdf</a></figcaption></figure>
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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="995" height="683" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/contrato-2.jpg" alt="" class="wp-image-48167" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/contrato-2.jpg 995w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/contrato-2-300x206.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/contrato-2-768x527.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/contrato-2-218x150.jpg 218w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/contrato-2-436x300.jpg 436w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/contrato-2-696x478.jpg 696w" sizes="(max-width: 995px) 100vw, 995px" /><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://www.rai.it/programmi/report/news/2021/04/Esclusiva-Report-ecco-i-contratti-segreti-di-Pfizer-e-Modena-per-i-vaccini-anti-Covid-b4edb1a2-3e84-48a4-b1eb-d02a1f7e2b4b.html">https://www.rai.it/programmi/report/news/2021/04/Esclusiva-Report-ecco-i-contratti-segreti-di-Pfizer-e-Modena-per-i-vaccini-anti-Covid-b4edb1a2-3e84-48a4-b1eb-d02a1f7e2b4b.html</a></figcaption></figure></div></div>
</div>



<p>Porque razão algo que provocou tanta indignação, em alguns círculos, nos últimos dias, passou completamente despercebido em 2021? Vou arriscar algumas razões: desde já o pânico moral que se viveu durante mais de dois anos numa comunicação social completamente imersa numa narrativa de fim-do-mundo, do qual tinha que entretanto sair. A solução, já tinham todos decidido, só podia ser a vacinação massiva por isso quaisquer notícias que levantassem dúvidas ou questões na mente do cidadão comum, eram ignoradas. Também o shadow banning que imperou nas redes sociais poderá ser o responsável. Tanto o Twitter como o Facebbok admitiram publicamente que censuravam todas as publicações que pudessem levar a hesitação vacinal mesmo que tivessem um fundo de verdade.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="743" height="396" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/relatorio.jpg" alt="" class="wp-image-48170" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/relatorio.jpg 743w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/relatorio-300x160.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/relatorio-696x371.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/relatorio-741x396.jpg 741w" sizes="auto, (max-width: 743px) 100vw, 743px" /><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://www.rai.it/programmi/report/news/2021/04/Esclusiva-Report-ecco-i-contratti-segreti-di-Pfizer-e-Modena-per-i-vaccini-anti-Covid-b4edb1a2-3e84-48a4-b1eb-d02a1f7e2b4b.html">Esclusiva Report: ecco i contratti &#8220;segreti&#8221; di Pfizer e Moderna per i vaccini anti-Covid &#8211; Report &#8211; Rai</a></figcaption></figure></div>


<p>Ainda no mesmo dia, a Reuters também publicou um <strong><a href="https://www.reuters.com/article/health-coronavirus-eu-pfizer-idCNL1N2ME0Z5/" type="link" id="https://www.reuters.com/article/health-coronavirus-eu-pfizer-idCNL1N2ME0Z5/">artigo</a></strong> sobre o contrato, citando La Vanguardia. A Reuters, porém, evitou discretamente mencionar a questão da indemnização, concentrando-se apenas no preço das vacinas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="982" height="458" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/reuters.jpg" alt="" class="wp-image-48173" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/reuters.jpg 982w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/reuters-300x140.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/reuters-768x358.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/reuters-696x325.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 982px) 100vw, 982px" /><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://www.reuters.com/article/health-coronavirus-eu-pfizer-idCNL1N2ME0Z5/">Leaked EU-Pfizer contract shows price for COVID vaccines set at 15.5 euros per dose | Reuters</a></figcaption></figure></div>


<p>O que é certo é que a Direcção Geral de Saúde não só “comprou” o marketing do “seguro e eficaz” como não se inibiu de promovê-lo ativamente, escondendo-se ocasionalmente por trás da Agência Europeia do Medicamento.</p>



<p>Mas qualquer pessoa minimamente preocupada com os seus utentes veria várias bandeiras vermelhas a esvoaçar freneticamente que, no mínimo, indicariam ao Governo que era preciso calma.</p>



<p>A 21 de Outubro de 2020 Peter Doshi, editor associado do The BMJ publica o artigo “As vacinas contra a Covid-19 vão salvar vidas? Os testes atuais não foram projectados para nos dizer?” Começa por apontar que os ensaios de fase III, então em curso, não estavam configurados para comprovar que as vacinas eram eficazes. Nenhum dos ensaios teria sido concebido para detectar uma redução em qualquer resultado grave, como hospitalizações, utilização de cuidados intensivos ou mortes. Também não conseguiam avaliar o efeito na transmissão.</p>



<p>Em Janeiro de 2021 Peter Doshi voltaria a alertar para os suposto 95% de eficácia das vacinas. Com efeito, os 95% reflectiam a redução de risco relativo (a redução de risco absoluto era de apenas 0.84%). Os efeitos adversos graves ocorreram duas vezes mais no grupo dos vacinados vs o grupo placebo(1.2% vs 0.6%). Morreram também mais pessoas no grupo vacinado, incluindo o dobro de eventos cardíacos repentinos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="693" height="374" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/grafico.jpg" alt="" class="wp-image-48159" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/grafico.jpg 693w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/grafico-300x162.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 693px) 100vw, 693px" /></figure></div>


<p>Já os cientistas, Dr. Gerald Dyker, Professor de Química Orgânica na Ruhr University Bochum, e Dr. Jörg Matysik, Professor de Química Analítica na Universidade de Leipzig, alertaram em 2023, no programa on-line Punkt.Preradovic da jornalista alemã Milena Preradovic  sobre a grande variabilidade que existiria nos lotes. O ponto de partida foi um estudo dinamarquês que mostrava uma enorme variação nos eventos adversos associados a diferentes lotes da vacina Pfizer-BioNTech levando a crer que muitos destes lotes seriam placebo e que nem todos estariam sujeitos aos mesmo critérios de regulação pela empresa alemã.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="878" height="374" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/european-journal-2.jpg" alt="" class="wp-image-48186" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/european-journal-2.jpg 878w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/european-journal-2-300x128.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/european-journal-2-768x327.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/european-journal-2-696x296.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 878px) 100vw, 878px" /><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1111/eci.13998">Batch‐dependent safety of the BNT162b2 mRNA COVID‐19 vaccine</a></figcaption></figure></div>


<p>Já a <strong><a href="https://www.ema.europa.eu/en/documents/assessment-report/comirnaty-epar-public-assessment-report_en.pdf" type="link" id="https://www.ema.europa.eu/en/documents/assessment-report/comirnaty-epar-public-assessment-report_en.pdf">Agência Europeia do Medicamento</a></strong> também observava, em fevereiro de 2021, que não havia sido feito “nenhum estudo farmacológico de segurança”.</p>



<p>Não fosse tudo isto suficiente ainda tínhamos os inevitáveis conflitos de interesses dentro da Comissão Europeia.</p>



<p>A vacina mais amplamente distribuída na Europa foi a da Pfizer-BioNtech mas a verdade é que o consórcio com a Pfizer só serviu para a vacina ser aprovada nos EUA pela FDA, aparentemente menos “picuinhas” que a Agência Europeia do Medicamente. Quem era responsável pela qualidade do produto colocado no mercado e quem lucrou verdadeiramente com as vacinas de mRNA foi a empresa alemã BioNTech.</p>



<p>A BioNTech não é uma empresa alemã qualquer. É uma empresa alemã que, foi fortemente promovida e subsidiada pelo governo alemão ao longo de sua breve história. De facto, o governo alemão patrocinou o fundador da BioNTech como parte de um programa “Go-Bio” especialmente dedicado para fomentar startups de biotecnologia alemãs, que forneceu não apenas financiamento, mas também orientação governamental, bem como assistência na atração de investimentos privados.</p>



<p>A presidente alemã da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi ela mesma membro dos dois governos alemães sucessivos que forneceram financiamento inicial “Go-Bio” para a equipa de pesquisa do CEO da BioNTech, Ugur Sahin. Durante mais de uma década, apesar do apoio contínuo do governo alemão, a BioNTech nunca chegou perto de trazer um produto ao mercado. Até o advento do Covid-19, quando a empresa rapidamente mudou o foco de seu trabalho no desenvolvimento de uma terapia contra o cancro baseada em mRNA para o desenvolvimento de uma vacina covid.</p>



<p>Sem surpresa, o patrocinador estatal da empresa, a Alemanha, também se tornaria o&nbsp; seu principal patrocinador.</p>



<p>Mas não foi apenas o governo alemão que apoiou a vacina da BioNTech, também a própria UE! De fato, em junho de 2020, o próprio Banco Europeu de Investimento a UE – sob a liderança de seu presidente de longa data, o ex-funcionário do Ministério das Relações Exteriores alemão Werner Hoyer – forneceu à empresa 100 milhões de euros em financiamento de dívida para apoiar os seus esforços de vacina C-19.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="421" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/comissao-europeia-1024x421.jpg" alt="" class="wp-image-48178" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/comissao-europeia-1024x421.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/comissao-europeia-300x123.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/comissao-europeia-768x316.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/comissao-europeia-696x286.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/comissao-europeia-1068x440.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/comissao-europeia.jpg 1154w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://ec.europa.eu/commission/presscorner/detail/en/ip_20_1034">Investment Plan for Europe: European Investment Bank</a></figcaption></figure></div>


<p>Este foi o segundo crédito que o BEI concedeu à BioNTech. Em meados de dezembro de 2019 – sim, praticamente simultaneamente com o primeiro surto relatado de Covid-19 em Wuhan, China! – o BEI já tinha fornecido à empresa 50 milhões de euros em financiamento de dívida.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="365" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/comissao-europeia-2-1024x365.jpg" alt="" class="wp-image-48180" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/comissao-europeia-2-1024x365.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/comissao-europeia-2-300x107.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/comissao-europeia-2-768x274.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/comissao-europeia-2-696x248.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/comissao-europeia-2-1068x381.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2026/03/comissao-europeia-2.jpg 1158w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">fonte https://ec.europa.eu/commission/presscorner/detail/en/ip_19_6796</figcaption></figure></div>


<p>São precisamente estas relações incestuosas, entre a BioNTech, o governo alemão e a própria UE que cheiram mal! Mas a conivência ou a completa submissão do Governo Português a estes jogos de interesses em Bruxelas só revelam a total perda de credibilidade da Direcção Geral de Saúde ou de quem, por ela, dá a cara.</p>



<p></p>
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		<title>As Narrativas de Fim do Mundo</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2025/03/as-narrativas-de-fim-do-mundo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marta da Silva Gameiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2025 00:00:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A UE recomenda que os cidadãos tenham kits de sobrevivência</p>
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<p>Na última semana foi notícia, um pouco por todo o lado, o famoso kit de emergência da União Europeia (UE) anunciado com grande cerimónia pela Presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen. No documento<strong>&nbsp;</strong>“Estratégia para a Preparação da União<strong>” </strong>a UE recomenda que os cidadãos tenham kits de sobrevivência com os quais possam subsistir por um período mínimo de 72 horas em caso de guerra, pandemia, emergência climática ou ataque cibernético. Além de&nbsp;água potável&nbsp;e alimentos não perecíveis, como produtos enlatados ou desidratados, sugerem ainda a inclusão de baterias para manter os dispositivos móveis operacionais em caso de queda de energia e medicamentos, tanto para primeiros socorros quanto para tratamentos crónicos.</p>



<p>Também recentemente a França publicou um manual de sobrevivência no qual recomendava a inclusão de seis litros de água potável por pessoa, comida enlatada, ferramentas, cobertores térmicos e agasalhos. Em caso de possíveis cortes de energia, aconselhavam a&nbsp; ter lanternas com baterias sobressalentes, velas e isqueiros além de dinheiro em numerário.</p>



<p>A ânsia dos burocratas europeus pela guerra é conhecida, mas assistimos ao vivo a um novo escalar do que só posso apelidar de paranóia russofóbica.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Com a mesma preocupação e urgência com que em 2021 sugeria a necessidade de se “começar a pensar” em introduzir a vacinação obrigatória porque a variante Ómicron era “<strong><a href="https://www.lbc.co.uk/hot-topics/covid/europe-vaccine-mandate-ursula-von-der-leyen/">muito preocupante</a></strong>”, Von der Leyen agora quer uma Europa armada até 2030 porque os a invasão russa é uma possibilidade e até Mark Rutte, numa óbvia tentativa de conotar Putin a Hitler, realçou <em>&#8220;Se alguém cometer um erro de cálculo, pensando que seria capaz de atacar a Polônia sem consequências ou atacar qualquer outro aliado, <strong><a href="https://www.euronews.com/my-europe/2025/03/27/nato-chief-in-warsaw-our-response-will-be-devastating-if-russia-attacks-poland">nossa Aliança responderá com força</a></strong>.”</em></p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-3 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/AFAeYtb.png" alt="" class="wp-image-40589"/></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/h4p4W67.png" alt="" class="wp-image-40591"/></figure></div></div>
</div>
</div></div>



<p>Não estou aqui para filosofar sobre a legitimidade russa em invadir um Estado soberano face à violação dos Acordos de Minsk e à segregação dos ucranianos russófobos, ou, segundo a classificação do falecido director do Centro de Estudos da Paz Graham McQueen, o gatilho para a guerra da Ucrânia terá sido um “managed war trigged”, ou seja uma guerra provocada através do incitamento prévio, do adversário, de modo a este ser visto como o “mau da fita”.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Antes vou explanar o que Assange já afirmava em 2011 sobre os EUA e a guerra do Afeganistão: “O objectivo é ter uma guerra infinita, não uma guerra bem sucedida”.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/J9Qjglz.png" alt="" class="wp-image-40592"/><figcaption class="wp-element-caption">Julian Assange em <a href="https://youtu.be/_IGU_7alJ80">https://youtu.be/_IGU_7alJ80</a></figcaption></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>MANTER ACESA A CHAMA DO MEDO</strong></h4>



<p>Só que o povo não gosta de guerras! E ante a impossibilidade de convencer o povo a combater em guerras de vizinhos temos de apelar a problemas suprahumanos ou à mitologia do medo russo imortalizada nos filmes do James Bond. Porque no final é mesmo disso que se trata: apelar ao medo do imaginário coletivo para justificar investir dinheiro em “guerras”, sejam elas militares, pandémicas ou ambientais. É preciso manter a chama acesa e dar títulos aos jornais. Se funcionou em 2020 é porque funciona sempre. A Escatologia (do grego antigo εσχατος, &#8220;último&#8221;, mais o sufixo -λόγια, &#8220;estudo&#8221;) é uma parte da teologia e filosofia que trata dos últimos eventos na história do mundo ou do destino final da espécie humana, comumente denominado como fim do mundo. Em muitas religiões, o fim do mundo é um evento futuro profetizado no texto sagrado ou no folclore. De forma ampla, escatologia costuma relacionar-se com conceitos tais como Messias ou Era Messiânica, a pós-vida, e a alma.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/4jfx6iQ.jpeg" alt="" class="wp-image-40594"/><figcaption class="wp-element-caption">Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse de <em>Viktor Vasnetsov, pintado em 1887</em>  &#8211; fonte <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Escatologia">Escatologia – Wikipédia, a enciclopédia livre</a></figcaption></figure></div></div></div>



<p>A maioria dos cultos incorpora estas questões, com os casos mais conhecidos do homicídio de 9 pessoas em Hollywood pelos seguidores de&nbsp; Charles Manson ou o suicídio colectivo em Jonestown, comunidade do pastor Jim Jones. Invariavelmente as teorias de fim do Mundo acabam em morte e sofrimento, mas iniciam-se sempre pela criação de um novo tipo de sociedade. Hitler e Estaline também falavam no fim da história pois era o mote para o Homem Novo. Mais recentemente com Osho percebeu-se que tudo era justificável para criar este Homem Novo e em 2020 o “Great Reseat” de Klaus Schwab abre as portas ao transhumanismo, ou a digitalização total do real, surgindo do Caos da pandemia.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>O Homem Novo já não é o puro Alemão guerreiro do Nazismo ou o Operário compassivo do comunismo. Neste momento é o Iron Man ou o Capitão América da Marvel a quem a tecnologia deu superpoderes e capacidade para controlar a sua própria biologia. O Homem Novo é agora Digital!</p>



<p>Curiosamente, apesar de no tal kit de sobrevivência a França realçar a necessidade de dinheiro físico para compensar a inoperatividade dos multibancos, a Presidente do Banco Central Europeu Cristine Lagarde,&nbsp;veio recentemente anunciar, para Outubro, o euro digital ou CBDC,  que avança <strong><a href="https://exame.com/future-of-money/lagarde-quer-lancar-euro-digital-ate-outubro-de-2025-importancia-fundamental/">mesmo contra muita resistência europeia</a></strong>. Ao mesmo tempo a Comissão Europeia também já aprovou a Carteira Digital que pretende integrar este mesmo CBDC, o ID digital e o Cartão Europeu de Vacinação (CVE).</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/dkwtkhH.jpeg" alt="" class="wp-image-40600"/><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://x.com/Xx17965797N/status/1902077180525646215">(1) Truthseeker no X: &#8220;Rob Roos &#8220;The European Union Has Approved Digital ID Wallets&#8221;&#8230; https://t.co/QKNuhIGzXW&#8221; / X</a>   </figcaption></figure>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Numa tentativa de controlo da economia, a Europa vira-se para o modelo económico chinês e está em vias de abraçar a Estrutura Digital Pública, com uma pequena alavanca da Fundação Bill e Melinda Gates (sempre eles) e do Fórum Económico Mundial, justificando as iniciativas com a promoção da sustentabilidade e para combater “a guerra” das pandemias. O Cartão Europeu de Vacinação (CVE) surge dos resquícios do Passaporte Digital Covid em que, nos tempos mais distópicos dos anos 2020-2023, tinha que ser apresentado para entrar em qualquer sítio público. Não se lhe reconhecem benefícios e não parece ter tido qualquer eficácia no controlo da atividade viral uma vez que as vacinas nunca protegeram contra a transmissão, mas a ideia manteve-se e já decorre o projeto piloto da Iniciativa designado <strong><a href="https://euvabeco.eu/">EUVABECO</a></strong>, do qual Portugal é um dos países da Fase Piloto.</p>



<p>EUVABECO é uma inciativa da UE em conjugação com a OMS e várias entidades “independentes” ligadas à indústria das vacinas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/P8a4NVV.png" alt="" class="wp-image-40604"/><figcaption class="wp-element-caption"><a href="https://euvabeco.eu/">Home page &#8211; EUVABECO</a></figcaption></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h4 class="wp-block-heading"><strong>FASCISMO DIGITAL</strong></h4>



<p>A Estrutura Digital Pública e o CVE assentam na ideia que as pandemias são eventos cada vez mais frequentes devido às alterações climáticas e que, por conseguinte, é preciso estar preparado. O CEPI, a Welcome Trust e a Fundação Gates promovem, entretanto, o projecto “Missão 100 dias” que promete resolver estes “novos problemas” rapidamente. Mas para ser eficaz é preciso estar conectado com o smartphone de cada cidadão.</p>



<p>A premissa está errada como têm vindo a demonstrar os sucessivos relatórios do grupo REPARRE. A incidência de novos surtos não está a aumentar nem em frequência nem em gravidade. O que temos agora é todo um &#8216;complexo industrial de pandemias&#8217; montado e preparado para as identificar o mais precocemente possível e se possível lucrar com eles.</p>



<p>Um CVE ligado à nossa identificação pessoal e ao nosso dinheiro. Todo isto promovido pela EU, OMS e grupo de interesses privados. Quanto tempo levará até os Europeus estarem sujeitos a um crédito social? Quanto tempo levará para uma nova espécie de fascismo voltar a destruir a Europa?</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Tudo isto nada mais é que paternalismo libertário, a ideia de que é possível e legítimo que instituições privadas e públicas moldem o comportamento, respeitando a liberdade de escolha, bem como a implementação dessa ideia. Richard Thaler, um economista comportamental, defende que é paternalismo no sentido de que &#8220;tenta influenciar as escolhas de uma forma que melhore a situação dos selecionadores, conforme julgado por eles mesmos&#8221; e é libertário no sentido de que visa garantir que &#8220;as pessoas devem ser livres para optar por não participar de arranjos especificados se assim o desejarem&#8221;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/aULCYtO.png" alt="" class="wp-image-40607"/><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://www.aeaweb.org/articles?id=10.1257/000282803321947001">Libertarian Paternalism &#8211; American Economic Association</a></figcaption></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Mas como convencer as pessoas da opção certa? Talvez dando um empurrão ou aproveitando crises: queres que toda a gente se vacine? Aumenta a percepção de risco de uma doença! Queres armar a Europa? Aumenta a percepção de risco de um invasor! Queres que toda a gente aceite mais impostos sobre o CO2? Aumenta a percepção de evidência das alterações climáticas provocadas pelo Homem! Aqui entram as Narrativas de Fim do Mundo.</p>



<p>Mas a questão essencial e fulcral de todo este movimento e <em>modos operandis </em> da UE é sempre o mesmo: Quem decide? E será que decide bem? As soluções apresentadas são benéficas para todos ou só para alguns? As ameaças <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2025/03/portas-giratorias/">são mesmo reais ou aumentadas</a></strong> para vender um produto ou criar uma nova ordem social? E a escolha? É real ou ilusória?</p>
</div></div>



<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2025/03/as-narrativas-de-fim-do-mundo/">As Narrativas de Fim do Mundo</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>A Guerra dos Macacos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marta da Silva Gameiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Aug 2024 23:05:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/08/a-guerra-dos-macacos/">A Guerra dos Macacos</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Neste contexto, a&nbsp; agenda da OMS segue a vapor, apesar dos percalços, com a nova declaração de crise de saúde pública da Monkey Pox (com um nome mais orelhudo), em parte porque a declaração prévia finalizava no final de Agosto de 2024. Os projetos das novas vacinas já foram encomendados, tem de se manter a Indústria das Pandemias a funcionar de modo a justificá-la.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/sgi55Wg.jpeg" alt="" class="wp-image-36070"/><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://www.ecdc.europa.eu/en/news-events/ecdc-statement-developments-concerning-mpox-clade-i-outbreak-africa">ECDC statement on developments concerning mpox clade I outbreak in Africa (europa.eu)</a></figcaption></figure></div>


<p>A atual Emergência de Saúde Pública&nbsp; foi precipitada principalmente pelo surto em curso na República Democrática do Congo (RDC), embora existam surtos conhecidos em países próximos. Cerca de <strong><a href="https://www.ecdc.europa.eu/en/news-events/ecdc-statement-developments-concerning-mpox-clade-i-outbreak-africa">500 pessoas morreram da Mpox na RDC</a></strong> este ano, mais de 80% deles com menos de 15 anos de idade. Se quisermos colocar em perspetiva, no mesmo período de tempo morreram de malária no mesmo país cerca 40,000 pessoas, na sua maioria crianças com menos de 5 anos. As mortes por malária deveram-se principalmente à falta de acesso a produtos muito básicos, como testes de diagnóstico, medicamentos antimaláricos e mosquiteiros inseticidas, uma vez que o controlo da malária é cronicamente subfinanciado globalmente. A malária é quase sempre evitável ou tratável se houver recursos suficientes.</p>
</div></div>



<p>Durante este mesmo período em que 500 pessoas morreram de Mpox na RDC, centenas de milhares também morreram na RDC e nos países africanos vizinhos devido à tuberculose, ao VIH/SIDA e aos impactos da subnutrição e da água imprópria. A tuberculose sozinha mata cerca de 1.3 milhão de pessoas globalmente a cada ano, o que é uma taxa cerca de 1,500 vezes maior que a Mpox em 2024.</p>



<p>A população da RDC também enfrenta instabilidade social crescente, pelo que os seus problemas são múltiplos e esta crise deve ser gerida localmente e em proporcionalidade. Tal deve-se ao facto da Mpox ser transmitida por contato corporal próximo, principalmente (mas não só) por via sexual.</p>



<p>O perigo de pandemias não é maior que há 10 anos atrás, mas agora temos um Indústria global a procurar ativamente surtos e a fazer deles notícias de última hora, amplificando a sua importância e retirando-os de contexto.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Em 9 de julho,&nbsp; Ashish Jha admitiu que a obrigatoriedade das vacinas, que ele apoiou, “<strong><a href="https://www.drvinayprasad.com/p/ashish-jha-says-vaccine-mandates">geraram muita desconfiança</a></strong>” a longo prazo e também causaram danos. Continuam a ser publicados estudos que afirmam que as intervenções políticas para combater a pandemia – confinamentos, máscaras, vacinas – salvaram milhões de vidas. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/rR2ZyLF.png" alt="" class="wp-image-36073"/><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://www.thelancet.com/journals/laninf/article/PIIS1473-3099(22)00320-6/fulltext">Global impact of the first year of COVID-19 vaccination: a mathematical modelling study &#8211; The Lancet Infectious Diseases</a></figcaption></figure></div>


<p>Assim, um estudo de Watson <em>et al</em>. publicado em <strong><a href="https://www.thelancet.com/journals/laninf/article/PIIS1473-3099(22)00320-6/fulltext">Lancet Infectious Diseases</a></strong> em Junho de 2022 estimou, utilizando modelação matemática, obviamente,&nbsp;que apenas no seu primeiro ano, até 8 de Dezembro de 2021, as vacinações salvaram 14.4 milhões de vidas. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/P40hiiu.jpeg" alt="" class="wp-image-36074" style="width:721px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://jamanetwork.com/journals/jama-health-forum/fullarticle/2821581?_hsmi=317667934">US State Restrictions and Excess COVID-19 Pandemic Deaths | Health Policy | JAMA Health Forum | JAMA Network</a></figcaption></figure></div>


<p>Christopher Ruhm, em <strong><a href="https://jamanetwork.com/journals/jama-health-forum/fullarticle/2821581?_hsmi=317667934">artigo em Fórum de Saúde JAMA em 26 de julho</a></strong>, descobriu que se todos os estados dos EUA tivessem seguido as restrições dos dez estados mais restritivos, teria havido 118,000-248,000 mortes a menos nos EUA nos dois anos até 8 de dezembro de 2022.</p>



<p>Talvez&#8230;</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Outros estudos afirmam que, pelo contrário, o número de mortes que as intervenções políticas causaram e são suscetíveis de causar dano a longo prazo devido aos efeitos combinados a jusante, incluindo lesões causadas por vacinas, perturbações graves nas cadeias de abastecimento de cuidados de saúde e farmacêuticos, falha na imunização infantil, perturbações na aprendizagem, a fome e a pobreza, excederão em muito a soma das vidas salvas.</p>



<p>Em 19 de julho, um artigo de 521 páginas de Denis Rancourt, Joseph Hickey e Christian Linard, com base em dados de 125 países para 2021 e 2022, calculou que o número de mortes excessivas por todas as causas “associadas” às vacinas Covid era de 16.9 milhões – 2.4 vezes o número de mortes por Covid até fevereiro de 2024, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Um artigo publicado on-line em 21 de junho na <strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0379073824001968">Forensic Science International</a></strong>, baseado em uma revisão sistemática de dados de autópsia, concluiu que 73.9 por cento de todas as mortes relacionadas à Covid foram causados ​​ou significativamente impactados pelas vacinas Covid.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/teBqtRY.jpeg" alt="" class="wp-image-36079"/><figcaption class="wp-element-caption">                                        fonte <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0379073824001968">Withdrawn: A systematic review of autopsy findings in deaths after COVID-19 vaccination &#8211; ScienceDirect</a></figcaption></figure></div>


<p>Em Setembro de 2021, o governo do Reino Unido, seguindo o conselho do médico-chefe Chris Whitty, que ignorou o mais cauteloso Comité Misto de Vacinas e Imunização (JCVI), autorizou a vacinação de crianças dos 5 aos 11 anos. Isto foi feito apesar de um <strong><a href="https://www.telegraph.co.uk/politics/2021/09/10/ignoring-expert-advice-child-vaccines-will-dissolve-public-trust/">alerta de um grupo de 26 deputados</a></strong> conservadores de que a anulação do parecer de peritos do JCVI representava o risco de &#8216;dissolvendo o vínculo de confiança&#8217; entre o público e o governo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/eyMWdHa.png" alt="" class="wp-image-36082"/><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://www.telegraph.co.uk/politics/2021/09/10/ignoring-expert-advice-child-vaccines-will-dissolve-public-trust/">Ignoring expert advice on child vaccines will dissolve public trust in the state, ministers warned (telegraph.co.uk)</a></figcaption></figure></div>


<p>Uma pré-impressão de 20 de maio de uma equipa da Universidade de Oxford relatou um estudo com um total de 415,884 crianças vacinadas e não vacinadas. Eles chegaram a três descobertas importantes: não houve uma única morte relacionada à Covid em nenhum dos grupos entre crianças saudáveis; os vacinados tiveram resultados de saúde marginalmente melhores na hospitalização (1 criança adicional por 10,000) e atendimento de emergência (1 por 20,000); mas estes foram principalmente compensados ​​pela incidência de miocardite e pericardite que colocou 1 em cada 25,000 crianças vacinadas no hospital. O custo económico foi de £1.3/0.6 milhões por visita hospitalar/atendimento às urgências (não morte) que foi evitado.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Dados recordes relativos a dez milhões de pessoas na República Checa foram <strong><a href="https://kirschsubstack.com/p/breaking-record-level-data-from-czech">analisados por Steve Kirsch</a></strong> para mostrar que as mortes por todas as causas entre pessoas de 45 a 69 anos que receberam as vacinas Moderna foram mais de 50% superiores às das vacinas Pfizer. Tratar este último como o grupo placebo permitiu-lhe controlar outras variáveis que poderiam criar confusão e limitar a causalidade às vacinas. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/zhAxpJk.png" alt="" class="wp-image-36086"/><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://kirschsubstack.com/p/breaking-record-level-data-from-czech">Record-level data from Czech Republic FOIA proves that the Moderna vaccines increased all-cause mortality by over 30% (and the Pfizer vaccines weren&#8217;t safe either) (kirschsubstack.com)</a></figcaption></figure></div>


<p>Um estudo israelita <strong><a href="https://www.nature.com/articles/s41541-024-00911-2">publicado</a></strong> em 26 de junho na revista de alto impacto Nature explicou como a Vacina da Pfizer causa irregularidades menstruais. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/Rc6HHVM.jpeg" alt="" class="wp-image-36090"/><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://www.nature.com/articles/s41541-024-00911-2">The direct effect of SARS-CoV-2 virus vaccination on human ovarian granulosa cells explains menstrual irregularities | npj Vaccines (nature.com)</a></figcaption></figure></div>


<p>No entanto, artigos e resenhas críticas à narrativa oficial sobre máscaras e vacinas, de autoria de especialistas bem credenciados e publicados nos principais meios de comunicação científicos após rigorosos processos de revisão por pares, foram por vezes retratados ou tiveram notas de advertência adicionadas por editores nervosos, apenas para serem justificados meses ou um ano depois, diminuindo enormemente o seu impacto durante o período crítico. O eminente oncologista britânico <strong><a href="https://www.conservativewoman.co.uk/systematic-suppression-of-the-truth-covid-vaccines-are-linked-to-cancer-and-death/">Angus Dalgliesh escreveu</a></strong> em 11 de julho que houve uma supressão sistemática da verdade sobre a ligação entre as vacinas da Covid, o cancro e a morte.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/TEWliRe.jpeg" alt="" class="wp-image-36092"/><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://www.conservativewoman.co.uk/systematic-suppression-of-the-truth-covid-vaccines-are-linked-to-cancer-and-death/">Systematic suppression of the truth – covid vaccines are linked to cancer and death &#8211; The Conservative Woman</a></figcaption></figure></div>


<p>Numa <strong><a href="https://www.brisbanetimes.com.au/national/queensland/jeannette-young-who-is-the-woman-leading-queensland-s-fight-against-covid-19-20200406-p54hmd.html">entrevista ao jornal Brisbane Times</a></strong> em 30 de abril de 2020, a então Diretora de Saúde de Queensland (e agora Governadora) Jeannette Young deixou claro que a sua opinião sobre o encerramento de escolas era principalmente política. Ela aceitou a evidência de que as escolas não são um ambiente de alto risco para a propagação do vírus, mas argumentou que o seu encerramento ajudou a convencer as pessoas da gravidade da situação. &#8216;Portanto, às vezes é mais do que apenas ciência e saúde, trata-se de mensagens.&#8217;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/m2tsNCk.jpeg" alt="" class="wp-image-36097"/><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://www.brisbanetimes.com.au/national/queensland/jeannette-young-who-is-the-woman-leading-queensland-s-fight-against-covid-19-20200406-p54hmd.html">Jeannette Young: who is the woman leading Queensland&#8217;s fight against COVID-19? (brisbanetimes.com.au)</a></figcaption></figure></div>


<p>Não é surpresa, portanto, que uma pesquisa com 443,455 adultos norte-americanos em 50 estados, publicada recentemente no <strong><a href="https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/article-abstract/2821693">Jornal da Associação Médica Americana</a></strong>, tenha descoberto que, em geral, a confiança nos médicos e hospitais caiu de 71.5 para 40.1 por cento entre abril de 2020 e janeiro de 2024. A confiança caiu em todos os grupos sociodemográficos da pesquisa por idade, sexo, raça e renda. Níveis mais baixos de confiança correlacionaram-se com taxas mais baixas de vacinação.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/cJodSBq.jpeg" alt="" class="wp-image-36101"/><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/article-abstract/2821693">Trust in Physicians and Hospitals During the COVID-19 Pandemic in a 50-State Survey of US Adults | Public Health | JAMA Network Open | JAMA Network</a></figcaption></figure></div></div></div>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Resistência</strong></h3>



<p>Em 2023 a Suécia mantém o nível mais baixo de excesso de mortalidade de toda a Europa no período pandémico. Sem confinamentos, sem máscaras, com poucas medidas restritivas e um taxa de vacinação semelhante à Alemanha, Tegnel bem poderia reinvidicar um mérito que nunca lhe irá ser atribuído.</p>



<p>A divulgação recente dos Protocolos do Robert Koch Institute (o CDC alemão) vulgarmente designados de RKI files, demonstraram, mais uma vez, que as decisões de saúde pública pandémicas foram contra todos os pareceres científicos, tendo a principais instituições nacionais sido transformadas em meras marionetes do sistema político alemão.</p>



<p>Já &nbsp;nas novas emendas ao Regulamento Sanitário Internacional&nbsp; surge a necessidade dos países fazerem a “gestão da infodemia”. Atualmente, o A OMS sugere que “uma infodemia é o excesso de informação, incluindo informações falsas ou enganosas em ambientes digitais e físicos durante uma emergência de saúde”. Aqui, a questão é que há simplesmente demasiada informação disponível, algumas das quais serão imprecisas</p>



<p>Isto lembra os acordos feitos entre autoridades dos EUA e operadores de redes sociais durante a pandemia do coronavírus. E-mails publicados pelo Facebook como parte de um <strong><a href="https://www.courtlistener.com/docket/67563473/state-of-missouri-v-biden/">processo judicial</a></strong> revelaram que a plataforma informou aos funcionários da Casa Branca que havia inibido a disseminação de postagens alegando que a imunidade natural à infecção era mais forte do que a imunidade à vacinação, embora esta seja uma questão em aberto.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Por outro lado em um Zoom recentemente divulgado encontramos a equipa de Joe Biden a decidir <strong><a href="https://www.msn.com/en-us/news/politics/biden-harris-staffers-reveal-how-they-manipulated-disinformation-to-hide-biden-s-mental-decline-from-voters/ar-AA1ot8aQ">aplicar algoritmos</a></strong> para classificar, entre outras coisas, informação sobre o covid ou o declínio mental de Joe Biden como &#8220;desinformação&#8221; numa operação semelhante à feita pela Cambridge Analytica.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/67Cq2ea.jpeg" alt="" class="wp-image-36106"/><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://www.msn.com/en-us/news/politics/biden-harris-staffers-reveal-how-they-manipulated-disinformation-to-hide-biden-s-mental-decline-from-voters/ar-AA1ot8aQ">Biden-Harris Staffers Reveal How They Manipulated ‘Disinformation’ To Hide Biden’s Mental Decline From Voters (msn.com)</a></figcaption></figure></div>


<p>Esta “gestão da infodemia” não terá potencial para se transformar numa arma para impor narrativas únicas e difamar opiniões divergentes mas igualmente válidas?</p>



<p>O Mundo sofreu uma reviravolta súbita mas nunca como hoje se viu um tamanho esforço concertado das chamadas “elites” para alterar comportamentos das populações sobre a égide da salvação Humana. Mas apesar dos ideais louváveis, estranhos interesses económicos parecem ser o motor das várias narrativas em curso.</p>



<p>Cabe ao cidadão comum tentar vislumbrar para além da propaganda e tentar perceber onde acaba a realidade e começa a ficção. De uma coisa podemos ter a certeza: amanhã irá sempre nascer outro dia e o Planeta Terra continuará muito depois do término da nossa existência. Talvez por isso devêssemos falar mais em adaptação do que de sobrevivência.</p>



<p>(<strong><a href="https://duaslinhas.pt/2024/08/sars-cov-2-ou-o-inicio-da-segunda-guerra-fria/">artigo anterior</a></strong>)</p>
</div></div>
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		<title>SARS COV 2 ou o início da Segunda Guerra Fria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marta da Silva Gameiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Aug 2024 15:00:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Guerra Fria, nas mais de quatro décadas que a marcaram, teve diferentes períodos, entre os quais momentos de coexistência pacífica. O medo de uma III Guerra Mundial onde o nuclear desintegrasse largos territórios do planeta inibiu várias gerações de avançarem para um confronto direto alargado, optando-se por interferir na guerras civis da Coreia, do [&#8230;]</p>
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<p>A Guerra Fria, nas mais de quatro décadas que a marcaram, teve diferentes períodos, entre os quais momentos de coexistência pacífica. O medo de uma III Guerra Mundial onde o nuclear desintegrasse largos territórios do planeta inibiu várias gerações de avançarem para um confronto direto alargado, optando-se por interferir na guerras civis da Coreia, do Vietname, ou do Afeganistão, entre muitos outros países da Europa, África e América Latina, cujas consequências nas populações persistem até hoje. O terror quase existencial dos comunistas ditou a vitória dos EUA em muitos destes países, mas também houve derrotas.</p>



<p>No final, a URSS não aguentou o peso da sua estrutura, o que para alguns foi interpretado como a vitória do individualismo sobre o coletivo. Nos anos 90, os EUA pareciam não ter mais inimigos ao seu nível e a ordem mundial que se estabeleceu escancarou o processo em curso de globalização, de onde atualmente partem muitas das ideias do globalismo.</p>



<p>A questão que coloco hoje é: mas a guerra fria terminou mesmo em 1989? Ou os 10 anos que se seguiram foram apenas um interregno de modo a redefinir o alvo?</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Um novo modelo económico para um mundo político imerso no digital</strong></h3>



<p>Há quem diga que a Rússia é um inimigo fácil e conveniente. Foi Hollywood quem nos foi implantando esta ideia ao longo das décadas, com os seus vilões com sotaque carregado vindos de países frios. Mas e se a Rússia fosse mais um meio que um fim? E se na luta pelo domínio mundial uma guerra aberta seja demasiado complexa de suportar, devido às ligações económicas, e se torne mais vantajoso copiar simplesmente o modelo económico?</p>



<p>Há muito que a China exibe com orgulho o seu lema de “Um País dois Sistemas”, o que lhe permitiu um desenvolvimento notável. Mas se é facto que o capitalismo venceu na China, também é facto que muito se deveu à sua aposta nos meios digitais de <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2022/10/china-nome-de-jaula/">controlo da população</a></strong>. Este novo “capitalismo de vigilância” parece fazer muito sentido para o pessoal de Sillicon Valley, principalmente quando a economia mundial parece indicar que a melhor maneira de aumentar a produtividade é reconhecer os padrões comportamentais das populações. Tanto para prever as suas próximas compras, como também para influenciá-las.</p>



<p>Muito da Pandemia de Covid-19 foi isso mesmo: a introdução de “gadgets” a título “excecional” em nome de uma “crise de saúde pública”, de modo a que as populações se habituassem a ser monitorizadas. Pela sua saúde, claro! Dito publicamente pelo conselheiro do Fórum Económico Mundial, Yuval Noah Harari.</p>



<p>Uma das últimas edições do <em>The Economist,</em> focada nas vantagens da imigração no que toca ao aumento da produtividade através da captação de talento (Portugal aparentemente é um bom exemplo), destaca que as vantagens económicas da vigilância digital chocam de frente com o sentimento de liberdade individual que domina o mundo Ocidental. Aparentemente, segundo esta prestigiada revista, isto está a atrasar-nos em relação a, por exemplo, o Médio Oriente e a Ásia. A produtividade, o progresso, inclusive a inclusão e a diversidade, beneficiariam com a digitalização do mundo, a qual anula a tradicional e lenta burocracia.</p>



<p>Esta e outras leituras colocaram-me a pensar: e se o certificado digital durante a covid foi um projeto mais ou menos falhado porque a própria “vacina” não cumpria os critérios mínimos de controlo de transmissão a que se pretendia? Um Cartão Vacinal digital Europeu vai ser introduzido de qualquer maneira, porque é nesse sentido que se dirige a economia. A vigilância através dos dados de saúde é a melhor maneira de introduzir o extremamente produtivo modelo económico chinês a Ocidente, conseguindo assim competir ao mesmo nível com um inimigo que não esconde que manipula e controla a população (e eles até aceitam bem a situação, porque é para o bem maior).</p>



<p>Chamam-lhe progresso, mas não há bela sem senão. Apesar das leis de proteção de dados, não há passado jurídico nas crises de saúde pública que impeça as regimes “excecionais”.&nbsp; A introdução no mercado de dispositivos “para um bem maior”, vai abrir espaço, a curto prazo, à legitimação do condicionamento de comportamentos.</p>



<p>É a isto que se resume o <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/12/o-tratado-pandemico-e-o-negocio-da-doenca/">Tratado Pandémico</a></strong>.</p>



<p>Não há dia em que não se fale na eventualidade de uma III Guerra Mundial ou numa II Guerra Civil nos EUA, mas penso que estamos um pouco longe de tais cenários escatológicos. Para o bem e para o mal, o medo do nuclear ainda cumpre a sua função. O que se vive desde 2020, na minha opinião, é uma II Guerra Fria. Uma guerra silenciosa, que se vive principalmente nas redes sociais e através de meios de propaganda. Uma guerra de burocratas não eleitos, que perante um sistema tão grande e complexo se podem facilmente esconder na sua invisibilidade e falta de responsabilidades atribuíveis.</p>



<p>Uma guerra de pessoas que nasceram nos anos 70, 80 e 90. Que cresceram com os ecrãs, que vivem no mundo da representação, onde aquilo que se pensa sobrepõe-se&nbsp; ao que a realidade impõe, porque a realidade pode sempre ser ajustada. Uma guerra existencial, de luta pela sobrevivência, e que encontrou na Saúde a sua melhor bandeira, porque já ninguém quer realmente morrer pelo seu país, mas talvez morra por uma ideia romântica do planeta Terra e do sentido cósmico da Humanidade.</p>



<p>(<strong><a href="https://duaslinhas.pt/2024/08/a-guerra-dos-macacos/">continua</a></strong>)</p>
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		<title>Do Iraque a Genebra,  20 anos de guerras intermináveis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marta da Silva Gameiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jun 2024 23:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>O filme “Segredos Oficiais” (2019) conta a história de como a analista dos serviços de inteligência britânicos, Katharine Gun, obtém um memorando em que se detalha uma operação conjunta dos EUA e da Grã-Bretanha para espiar diplomatas de vários estados membros não permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a fim de encontrar “podres” e influenciar o Conselho de Segurança a aprovar uma resolução apoiando a invasão do Iraque. O memorando acaba nas mãos da comunicação social, Katharine é detida e acusada de traição. No dia do julgamento, o promotor da Coroa retirou todas as acusações, alegando-se que processá-la teria mostrado que o Governo de Tony Blair levou o Reino Unido à guerra sob falsos pretextos.</p>



<p>Em Portugal, enquanto primeiro-ministro, Durão Barroso, coligado com Paulo Portas, selou a Guerra do Iraque nos Açores, enquanto jurou solenemente perante os deputados ter confirmado a existência de armas de destruição em massa (que nunca existiram). O certo é que foi catapultado para a Presidência da Comissão Europeia. Daí para a Presidência da Goldman Sachs foi um instantinho, até terminar gloriosamente na GAVI (Aliança Global das Vacinas). (<em>in </em>Os rebenta vidas, Joana Amaral Dias, 16 de Junho de 2024,&nbsp; Jornal Sol)</p>



<p>Interessante não é? Voltamos a isto no final do artigo.</p>
</div></div>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>1.</strong></h3>



<p>Inesperadamente, nos últimos dias, o assunto dos lesados das “vacinas” covid parece estar a surgir muito timidamente na comunicação social dita generalista.</p>



<p>Este tema tornar-se-á, a curto prazo, inevitável e já temos algumas evidências disso mesmo: o ex-director do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), Robert Redfield, que esteve em funções durante grande parte de 2020, admitiu recentemente em entrevista que acreditava na teoria da “fuga de laboratório”, em consequência de estudos de desenvolvimento de vacinas em Whuan. Admitiu ainda que a pressão para a vacinação generalizada (e não só de vulneráveis) veio da Big Pharma (Pfizer e Moderna) e que as vacinas de mRNA tornam o corpo humano capaz de produzir proteínas citotóxicas. Também afirmou que houve um esforço concertado CDC, sob a direção de Rochelle Walensky e do governo Biden, para não divulgar informações que pudessem fazer as vacinas parecerem<strong> </strong>deletérias<strong>.</strong></p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>O antigo responsável falou ainda dos confinamentos, que considerou “um exagero”, e várias medidas de gestão da pandemia, que apelidou de “emocionais”. Segundo Redfield &#8220;houve excesso por parte do Governo, acho que não há dúvida sobre isso&#8221;. &#8220;Posso até argumentar que piorou no governo Biden. Por exemplo, as vacinas nunca poderiam ter sido obrigatórias, ponto final. Decisão terrível. Estas vacinas não previnem a infeção.&#8221;</p>



<p>Um <strong><a href="https://dailysceptic.org/2024/06/15/former-cdc-director-robert-redfield-admits-lockdown-was-government-overreach-and-immunotoxic-vaccines-were-pushed-on-population-by-big-pharma/">verdadeiro negacionista</a></strong> este Dr Redfield!! </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/xMv3p5g.jpeg" alt="" class="wp-image-34663"/><figcaption class="wp-element-caption">                 <a href="https://dailysceptic.org/2024/06/15/former-cdc-director-robert-redfield-admits-lockdown-was-government-overreach-and-immunotoxic-vaccines-were-pushed-on-population-by-big-pharma/">Former CDC Director Robert Redfield Admits Lockdown Was &#8220;Government Overreach&#8221; and &#8220;Immunotoxic&#8221; Vaccines Were Pushed on Population by &#8220;Big Pharma&#8221; – The Daily Sceptic</a></figcaption></figure></div>


<p>Outro sinal que a narrativa covid trepida cada vez mais prende-se com a recente atualização, por parte da Chocrane, do seu comentário à revisão sobre “Intervenções físicas para interromper ou reduzir a propagação de vírus respiratórios”, que refletia sobre a falta de evidência que apoiasse as medidas impostas durante a pandemia (máscaras, confinamentos, etc). Sob pressão de um influenciador do New York Times, o Editor-Chefe da Cochrane publicou um comunicado questionando a dita revisão e as suas conclusões.&nbsp;</p>



<p>A Cochrane publicou agora um <strong><a href="https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD006207.pub6/detailed-comment/en?messageId=433403433">comunicado</a></strong> que anula esta afirmação.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h3 class="wp-block-heading"><strong>2.</strong></h3>



<p>Continuo a considerar que grande parte do caos que vimos em 2020 se deveu à tendência crescente de legitimação da cibervigilância (ou a guerra comercial EUA &#8211; China), com um (grande) empurrão da eleição de Donald Trump e do resultado do referendo ao Brexit. De repente os “maus” (vulgo ala tipicamente oportunista ou populista) estavam a ganhar no jogo da manipulação da opinião pública e (inadmissível) usando as mesmas técnicas dos “bons” (vulgo os que já&nbsp; lá estavam antes, quem quer que eles sejam, mas a que se tende a chamar de forma muito vaga “elites”). Mas o contexto deverá ser ainda mais complexo.</p>



<p>Embora seja de importância fulcral falar das vítimas das ditas inoculações covid, considero importante também analisar de onde tudo partiu. O que é facto é que basta uma pesquisa rápida na internet para percebermos que o <em>modos operandi </em>das grandes farmacêuticas foi sempre basicamente o mesmo, com uma certa sofisticação ao longo dos anos. O que não estamos habituados a ver é este falhanço gritante e descarado das entidades reguladoras e de aconselhamento em saúde pública, que deveriam “travar” os avanços dos interesses corporativos em favor do interesse público e comunitário.</p>



<p>Aqui a OMS falhou. Já havia falhado no passado com a Indústria tabaqueira e volta a falhar no presente com as parcerias público-privadas que parecem estar dispostas a acreditar que as vacinas são panaceias para as ditas “pandemias” que agora existem a cada esquina e que para isso é absolutamente necessário criar um mercado autossustentável.</p>



<p>Regulação? O que é isso?! Eles autorregulam-se e em último caso o Director-geral da OMS decide em conjunto com os seus conselheiros da… indústria farmacêutica.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>É a isto que o Tratado Pandémico se resume. No entanto, de algum modo, a resistência mundial surtiu nele algum efeito, nomeadamente dentro das reuniões à porta fechada.&nbsp; A Assembleia Mundial de Saúde (AMS), que se iniciou a 27 de Maio, começou com o anúncio que a resolução deste documento estaria adiada por um ano. A principal razão parece ter sido uma contínua relutância dos países africanos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="624" height="866" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/w-h-o-comm.png" alt="" class="wp-image-34667" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/w-h-o-comm.png 624w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/w-h-o-comm-216x300.png 216w" sizes="auto, (max-width: 624px) 100vw, 624px" /></figure></div></div></div>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h3 class="wp-block-heading"><strong>3.</strong></h3>



<p>Grande excitação na resistência mundial! Já sabia a vitória.</p>



<p>Mas ainda faltavam as emendas ao Regulamento Sanitário Internacional (RSI) que, de acordo com o artigo 55º da própria constituição da OMS, deveriam ter sido apresentadas 4 meses antes da AMS. Naquele momento, portanto, as emendas ainda se encontravam em discussão em reuniões do grupo intergovernamental (INB), que se prologariam durante essa semana. As negociações continuaram em paralelo com a sessão da AMS, até que um <strong><a href="https://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/WHA77/A77_ACONF14-en.pdf">texto final de consenso</a></strong> foi alcançado.</p>



<p>França, Indonésia, Quénia, Nova Zelândia, Arábia Saudita e EUA são os autores da <strong><a href="https://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/WHA77/A77_ACONF8Rev1-en.pdf">resolução</a></strong>, adotando as alterações, tendo o Canadá como co-patrocinador. No <strong><a href="https://www.who.int/about/accountability/governance/world-health-assembly/seventy-seventh">webcast público</a></strong> (Plenário, 1º de junho de 2024, 20h55-22h50), o Presidente da AMS optou por não solicitar uma votação formal levantando a mão após a leitura do texto em voz alta.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="304" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/w-h-o-2-1024x304.png" alt="" class="wp-image-34670" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/w-h-o-2-1024x304.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/w-h-o-2-300x89.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/w-h-o-2-768x228.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/w-h-o-2-696x207.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/w-h-o-2-1068x317.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/w-h-o-2.png 1357w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Ambos os textos foram apresentados com uma pressa invulgar por aqueles que aconselharam, apoiaram e ordenaram respostas catastróficas de saúde pública à Covid-19. Ignorando as prováveis origens laboratoriais da Covid, a narrativa oficial sobre apoiar estas medidas continua a ser que “<strong><a href="http://Opinion | WHO agreement could help prepare the world for the next pandemic - The Washington Post">o mundo não está preparado para a próxima pandemia</a></strong>”. Pondera-se por isso gastar <strong><a href="https://thedocs.worldbank.org/en/doc/5760109c4db174ff90a8dfa7d025644a-0290032022/original/G20-Gaps-in-PPR-Financing-Mechanisms-WHO-and-WB-pdf.pdf">30 mil milhões</a></strong> de dólares por ano em vigilância e outras medidas destinadas exclusivamente a surtos naturais, partindo do princípio que estas irão, de alguma forma, resolver alguma coisa.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h3 class="wp-block-heading"><strong>4.</strong></h3>



<p>A 77.ª AMS enviou um aviso claro ao mundo de que a agenda pandémica global está a avançar. A OMS está no comando, com o consentimento dos Estados Partes, para ignorar os requisitos processuais para realizar o trabalho. A deplorável ausência de questões sérias na AMS sobre i) os custos económicos versus benefícios desta agenda, ii) o impacto potencial de novas alterações nos direitos humanos, e iii) os fundamentos científicos da abordagem de vigilância sistemática, sinalizam que os impulsionadores estão a ser movidos por razões políticas e não por razões científicas.</p>



<p>Se dúvidas houvessem sobre a quem obedece a OMS bastaria observar em como logo na abertura da AMS foram premiados os dois prémios Nobel da Fisiologia e Medicina de 2023: Katalin Karikó, directamente dos quadros da Pfizer, e Drew Weisman, que num artigo de 2018 alertava para os <strong><a href="https://www.nature.com/articles/nrd.2017.243">potenciais riscos da tecnologia de mRNA</a></strong>, como o desenvolvimento de doenças auto-imunes e “coagulação sanguínea e desenvolvimento patológico de trombos”. Entretanto parece ter-se esquecido.</p>



<p>Um total de 45 oradores, representando países e grupos regionais e totalizando 109 Estados Partes, manifestaram o seu compromisso com esta abordagem multilateral. A Etiópia falou em nome de 48 países africanos, o México em nome de 16 países americanos e a União Europeia em nome dos seus 27 membros.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="855" height="187" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/w-h-o-3.png" alt="" class="wp-image-34674" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/w-h-o-3.png 855w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/w-h-o-3-300x66.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/w-h-o-3-768x168.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/w-h-o-3-696x152.png 696w" sizes="auto, (max-width: 855px) 100vw, 855px" /></figure></div>


<p>Enquanto a <strong><a href="https://www.who.int/news/item/01-06-2024-seventy-seventh-world-health-assembly---daily-update--1-june-2024">OMS se vangloriava</a></strong> por um resultado “histórico” <a href="https://youtu.be/MV4UtVVvQ3o"><strong>milhares de pessoas manifestavam-se</strong></a> à porta do Palácio das Nações, onde decorria a Assembleia Mundial de Saúde, contra esta agenda.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="620" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/rally-1024x620.png" alt="" class="wp-image-34679" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/rally-1024x620.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/rally-300x182.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/rally-768x465.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/rally-696x422.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/rally.png 1030w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">https://youtu.be/MV4UtVVvQ3o</figcaption></figure></div>


<p>Apesar disso, houve um grupo de países (Argentina, República Islâmica do Irão, Países Baixos, Eslováquia, Rússia e Reino Unido) que tomaram a palavra para reivindicar o seu direito de examinar cada uma das alterações a nível nacional de uma forma racional.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h3 class="wp-block-heading"><strong>5.</strong></h3>



<p>A maior parte das novas alterações ao RSI são derivados do rascunho de Abril de 2023 e entrarão em vigor dentro de 12 meses. Todos os Estados Partes, exceto quatro que rejeitaram as alterações de 2022 (República Islâmica do Irão, Países Baixos, Nova Zelândia e Eslováquia), terão 10 meses para rejeitar ou fazer reservas. Portugal é um deles.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="595" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/brownstone-2x-1024x595.jpg" alt="" class="wp-image-34682" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/brownstone-2x-1024x595.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/brownstone-2x-300x174.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/brownstone-2x-768x446.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/brownstone-2x-1536x892.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/brownstone-2x-696x404.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/brownstone-2x-1392x808.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/brownstone-2x-1068x620.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/brownstone-2x.jpg 1848w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">                                     fonte <a href="https://brownstone.org/articles/ihr-amendments-open-door-to-perpetual-emergencies/">IHR Amendments Open Door to Perpetual Emergencies ⋆ Brownstone Institute</a></figcaption></figure>



<p>Um resumo das principais alterações, segundo o cientista David Bell:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>A definição de emergência pandémica foi modificada em comparação com a do projeto de abril. A partir de agora, a emergência incluirá não só uma pandemia, mas também ameaças de pandemia, eventos “de alto risco de…”. Nomeadamente eventos ou ameaças potenciais que causem “perturbações sociais e/ou económicas substanciais”.</li>
</ol>



<ul class="wp-block-list">
<li>A definição de “produtos de saúde” foi consideravelmente alargada para abranger “equipamentos de proteção individual, produtos de descontaminação, produtos de assistência, antídotos, terapias baseadas em células e genes, e outras tecnologias de saúde”. Basicamente, quaisquer produtos comercializáveis ​no sector da saúde irão satisfazer a definição. É importante estabelecer isto, tendo em conta a exigência constante dos atuais projetos do Acordo sobre a Pandemia de que os países forneçam uma parte desses produtos gratuitamente à OMS, quando solicitado.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ao artigo 3 dos princípios foram acrescentadas as palavras “equidade” e “solidariedade”, sem modificar a versão original de “respeito pela dignidade, pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais das pessoas”.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>No artigo 4, os novos parágrafos 1bis e 2bis “exigem” que os Estados modifiquem as suas disposições legislativas e/ou administrativas para que a Autoridade Nacional do RSI se encarregue da implementação do RSI. Assim, esta autoridade será a responsável pela monitorização e vigilância, bem como pelas medidas e respostas preventivas.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>No artigo 5, o anexo 1 contém uma ampla lista de atividades de vigilância e notificação para os Estados. Esta é uma obrigação dos Estados, de acordo com o Artigo 19(a). Se não estiver em vigor no prazo de 5 anos, a OMS poderá fazer recomendações permanentes (nos termos do Artigo 16) para o cumprimento.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Artigo 12. Determinação de uma emergência de saúde pública de importância internacional, incluindo uma emergência pandémica. Esta alteração mantém o Director- Geral&nbsp; (DG) como a única pessoa que declara uma emergência de saúde pública de importância internacional, incluindo uma emergência pandémica. Lida em conjunto com a definição de emergência pandémica constante do artigo 1.º, poderão ser esperadas declarações de pandemia mais frequentes. O atual DG declarou emergência para a varíola dos macacos após apenas cinco mortes em todo o mundo, num grupo demográfico restrito.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Toda uma indústria de produtos pandémicos será facilitada e implementada pela OMS, sem quaisquer mecanismos de supervisão, transparência e responsabilização a serem estabelecidos no âmbito do RSI para evitar ou minimizar enormes e óbvios conflitos de interesses e riscos de corrupção.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Os Estados Partes que solicitaram ou aceitaram a intervenção da OMS terão de colaborar com outros Estados Partes ou com a OMS, no que diz respeito ao acesso e distribuição equitativa de produtos de saúde relevantes.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>O Artigo 15, tal como anteriormente, confere ao DG da OMS o poder de fazer recomendações temporárias (enumeradas no Artigo 18, incluindo, por exemplo, histórico de viagens, exames médicos, vacinações necessárias, rastreio de contactos, etc.) aos Estados durante uma PHEIC (emergência de saúde pública de particular preocupação). Isto é agora alargado a situações de emergência pandémica, talvez para compatibilidade com um futuro Acordo Pandémico. A lista de medidas de saúde a serem incluídas é ampliada para “produtos de saúde relevantes”. Deve recordar-se que os países não têm a obrigação de implementar as recomendações feitas ao abrigo do Artigo 15.º</li>
</ul>



<ol class="wp-block-list">
<li>Criação de “Comité dos Estados Partes”</li>
</ol>



<ol class="wp-block-list">
<li>A ampla lista do Anexo 1 de meios e estruturas a serem implementados parece, a um nível superficial, ser um bem público. A OMS irá monitorizar o cumprimento, o que muitos justificarão como sendo para o bem de outros países que poderão, em última análise, ser afetados por um grande surto. A realidade no terreno é diferente. Todos os Estados-Membros da OMS têm um fardo de doenças muito superior ao imposto nos últimos quatro anos pela Covid-19. Grande parte da população de 1.3 mil milhões de habitantes da África Subsariana, por exemplo, enfrenta elevados encargos contínuos de malária, tuberculose e VIH/SIDA, que são agora exacerbados por um aumento da insegurança alimentar e da subnutrição. A maioria destes países apresenta grandes lacunas na gestão básica destas doenças, todas elas evitáveis ​​ou tratáveis.</li>
</ol>



<p>O RSI exige-lhes agora que transfiram recursos de doenças de carga maior para uma área que tem pouco impacto nas suas populações. A ajuda externa também será desviada. Embora exista alguma intersecção nos benefícios da vigilância, a vigilância de surtos de repercussão zoonótica dispersos previstos pelo RSI e pelo projeto de acordo pandémico são muito diferentes daquelas de doenças endémicas. Há, portanto, poucas dúvidas de que o desvio de recursos de problemas de elevado peso para problemas de baixo peso terá resultados globais negativos na saúde, especialmente nos Estados de rendimentos mais baixos.</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>O anexo 2 estende o diagrama de decisão para relatar um surto ou risco de surto a qualquer patogénio desconhecido ou patogénio conhecido de risco teórico, além de doenças nomeadas anteriormente consideradas de alto risco. É semelhante a ter uma lista aberta de doenças de notificação obrigatória. Juntamente com o Anexo 1, aumenta o risco de impor restrições e danos económicos ao declarar emergências para eventos naturais de baixo risco.</li>
</ol>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h3 class="wp-block-heading"><strong>6.</strong></h3>



<p>Então em que ficamos?</p>



<p>Provavelmente sem toda a contestação social que se fez no último ano, os documentos teriam avançado e este atraso ou adiamento trata-se indubitavelmente de uma vitória. No entanto, a insistência em aprovar emendas a todo o custo e até de forma ilegal deixa transparecer que existe uma necessidade imperativa de criar este complexo burocrático, provavelmente a troco de fundos privados.</p>



<p>No mesmo dia 1 de Junho em que se finalizava a AMS, outro encontro em Genebra tomava lugar, no qual participaram vários advogados de todo o mundo e organizado pelo advogado suíço Philipp Kruse. Nesse encontro, a advogada holandesa Meike Terhorst declarou que a a Delegação Indiana lhe tinha confidenciado que a delegação dos EUA estaria a pressioná-los para que o RSI fosse adotado. “Por discrição ou força. É assim que funciona o cartel da OMS.”</p>



<p>Escreve a jornalista e advogada Shabnam Palesa Mohamed, que também esteve presente, que conseguiu confirmar: &#8220;A perceção que é feita: Não houve acordo. Mas os delegados estão a ser pressionados a assinar esse acordo hoje.&#8221;</p>



<p>Nada foi aceite. A OMS está a agir como se todos concordassem e, mais tarde, tentará mudar as emendas. &#8220;Estão a tentar enganar a humanidade&#8221;.</p>



<p>&#8220;Fomos informados de que os nossos países seriam colocados na lista negra, embargados e marginalizados diante dos grande media, e que as viagens internacionais seriam restritas.&#8221;, afirmou.</p>



<p>&#8220;Os Estados-membros estão a ser pressionados e ameaçados. Os Estados-nação disseram que não se curvariam à pressão&#8221;. Alguns delegados deixaram a AMS 77 mais cedo em protesto.</p>



<p>&#8220;Os países que intervieram imediatamente após a adoção desassociaram-se das emendas do RSI de 2005&#8221;.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="637" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/ameacas-who-2x-1024x637.jpg" alt="" class="wp-image-34685" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/ameacas-who-2x-1024x637.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/ameacas-who-2x-300x187.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/ameacas-who-2x-768x478.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/ameacas-who-2x-1536x956.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/ameacas-who-2x-696x433.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/ameacas-who-2x-1392x866.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/ameacas-who-2x-1068x665.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/06/ameacas-who-2x.jpg 1710w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">                            fonte <a href="https://shabnampalesamo.substack.com/p/why-is-the-who-threatening-delegates">Why is the WHO allowed to threaten Member States into giving up sovereignty? (substack.com)</a></figcaption></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h3 class="wp-block-heading"><strong>7.</strong></h3>



<p>O que é certo é que apenas 37 países, de entre 194, manifestaram o seu apoio. E perigosas palavras como “coerção” e “desligaram os microfones” começam a ser ouvidas nos corredores supranacionais. Devemos lutar fortemente contra este tipo de “atividades”, sobre pena do que hoje se tratou de aceitação por falta de rejeição se torne em algo imposto de modo declarado.</p>



<p>Em 2003, na sequência do 11 de Setembro e apesar de não estar relacionado com ele, os EUA lideraram um conjunto multinacional de países na invasão do Iraque sobre falsos pretextos. Houve coerção, houve mentiras e houve muito trabalho sujo para justificar algo que depois se veio a revelar uma (grande) mentira.</p>



<p>Há 15 anos atrás <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/10/wikileaks-17-anos-depois/">Julian Assange</a></strong>, um jornalista  e ativista fundador do Wikileaks, denunciou ao Mundo os crimes de Guerra dos EUA no Afeganistão, Iraque e Guantánamo, declarando que o objetivo sempre foi as “guerras intermináveis”. O ex-espião Edward Snowden não foi tão radical, mas alertou para o crescimento da vigilância generalizada, imitando-se o modelo chinês.</p>



<p>Olhando em retrospetiva, são sempre as mesmas personagens, as mesmas instituições, com métodos assustadoramente semelhantes. A burocracia da guerra parece ter entrado num novo patamar bélico, mas a metodologia de ação não diverge muito do passado. Depois da Covid-19, aceleram-se as agendas de transição para o dinheiro digital, diabolizando-se o dinheiro físico como veículo de doenças, apesar de informações contraditórias da OMS e dos Banco Centrais terem demonstrado que os teclados numéricos associados aos pagamentos digitais representavam um risco maior de contágio viral (<em>in </em>“Dinheiro Digital”, Brett Scott).</p>



<p>A aliança entre a tecnologia e a finança em prol do capitalismo de vigilância, seguindo o mesmo curso da saúde e da comunicação, todas as áreas essenciais à sobrevivência humana.</p>



<p>Ventos estranhos sopram dos lados do centro da Europa. Ou nos manifestamos ou serão os nossos filhos a sofrer pelo nosso silêncio.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/NYnt1qB.jpeg" alt="" class="wp-image-33519"/></figure></div></div></div>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/06/do-iraque-a-genebra-20-anos-de-guerras-interminaveis/">Do Iraque a Genebra,  20 anos de guerras intermináveis</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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					<wfw:commentRss>https://duaslinhas.pt/2024/06/do-iraque-a-genebra-20-anos-de-guerras-interminaveis/feed/</wfw:commentRss>
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		<item>
		<title>A Assembleia Mundial de Saúde, o extremismo e o bom-senso</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2024/05/a-assembleia-mundial-de-saude-o-extremismo-e-o-bom-senso/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marta da Silva Gameiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 May 2024 00:37:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[fake it untill uou make it]]></category>
		<category><![CDATA[fingir até conseguir]]></category>
		<category><![CDATA[OMS]]></category>
		<category><![CDATA[Tratado Internacional sobre Prevenção e Preparação para Pandemias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta semana vou estar em Genebra para uma manifestação à porta da Organização Mundial de Saúde (OMS), contra o Tratado Pandémico. Não sou pessoa de manifestações. Nos últimos quatro anos tenho pautado a minha ação pela intervenção nas redes sociais – o que me valeu uma queixa contra mim na Ordem dos Médicos Dentistas,– e [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/05/a-assembleia-mundial-de-saude-o-extremismo-e-o-bom-senso/">A Assembleia Mundial de Saúde, o extremismo e o bom-senso</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Esta semana vou estar em Genebra para uma manifestação à porta da Organização Mundial de Saúde (OMS), contra o Tratado Pandémico.</p>



<p>Não sou pessoa de manifestações. Nos últimos quatro anos tenho pautado a minha ação pela intervenção nas redes sociais – o que me valeu uma queixa contra mim na Ordem dos Médicos Dentistas,– e por um caminho tortuoso dentro da burocracia da nossa democracia, entre petições e pedidos de reunião com os nossos deputados, procurando obrigá-los a pensar num assunto em que claramente não querem pensar. Move-me a crença que a democracia se faz pela liberdade de expressão e de imprensa, de reunião, de debate de ideias, em defesa dessa pluralidade que moveu os capitães no 25 de abril de 1974. Mas, por alguma razão, a menos que estejamos objetivamente alinhados com o Partido Comunista, esta minha ação é rotulada de extrema-direita. O mais irónico é que dificilmente esta minha defesa da liberdade seria aceite no tempo de salazarismo e eu provavelmente teria isso passar umas férias ao Tarrafal. Hoje é coisa de extremistas, que não fazem mais nada que espalhar desinformação e ódio… Somos o diabo encarnado, o pior pesadelo dos amantes da democracia, estamos a usar “mal” a liberdade de expressão!</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/Jskp3Gp.jpeg" alt="" class="wp-image-34276" style="width:679px;height:auto"/></figure></div>


<p>Quando há uns meses me perguntavam numa entrevista se existia liberdade de expressão, eu respondi que existe liberdade de expressão, não existe é liberdade de imprensa. Queria dizer com isto que não obstante se tolere que se diga abertamente a nossa opinião, publicá-la nas redes sociais ou num qualquer órgão de comunicação social atingiu o patamar do sacrilégio. Os jornalistas, movidos da arma da defesa de democracia, limam a informação pelo binóculo do seu próprio corporativismo e excluem tudo o que pareça vagamente semelhante aos ditadores que estudaram nos livros de História do secundário (essa disciplina tão amada pelos nossos jovens). Esquecem que quem escreve a História são os vencedores e que nas páginas condensadas dos livros do ensino básico o mais importante são as notas de rodapé.</p>



<p>Uma coisa é o extremismo, que efetivamente existe e sempre existirá, com maior ou menor dimensão consoante o contexto histórico. Outra coisa é o elementar bom senso. Esse parece ter-se perdido.</p>



<p>Lia no outro dia sobre um massacre aos cristãos-novos de 1506, em Lisboa. O rastilho para este ataque de ódio a uma comunidade de judeus obrigada à conversão terá resultado de um episódio climático inusitado numa Igreja. Onde a maioria viu um milagre, um cristão-novo teve a ousadia de salientar que não passava de uma ilusão de ótica. Morreram e foram torturadas milhares de pessoas, num episódio característico do fanatismo religioso da época.</p>



<p>Mas não foram os judeus, afinal, os primeiros negacionistas? Negavam a chegada de Cristo, entenda-se. No entanto, um mero reparo sobre a complexidade de um fenómeno climático resultou num linchamento coletivo.</p>



<p>Vivemos uma época de um estranho fervor político-religioso, onde tanto a Natureza como a Ciência são usadas como arma de justificação para as piores atrocidades. O que eu vejo é sobretudo pessoas comuns à procura de respostas para um mundo que não compreendem, respostas essas que os políticos eleitos não conseguem garantir. Na maioria dos casos, parecem tão confusos como o próprio povo. Nesta confusão, sobressaem as figuras carismáticas, que de alguma forma parecem ter respostas para tudo: a culpa é da corrupção, é das elites, é dos imigrantes, é dos ciganos.</p>



<p>Quem não vai na conversa dos políticos volta-se para os grandes empreendedores, esses magos do futuro no tempo presente, que vão moldar o mundo à sua vontade e livrar o Homem do sofrimento. Aí defende-se o “fake it until you make it” e lá se vai alcançando o progresso, mesmo matando pessoas pelo caminho e o progresso revelar-se pouco mais que consumo material.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/pSmgkJb.png" alt="" class="wp-image-34278" style="width:779px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">&#8220;Fake it untill you make it&#8221; pode ser traduzido para &#8220;fingir até conseguir&#8221;</figcaption></figure></div>


<p>O extremismo é típico das crianças de primeira infância, que quando não têm o que querem rebentam por todos os lados, dão pontapés a torto e a direito e dizem que nunca mais falam connosco. É percetível, o cérebro delas ainda não amadureceu, o cortex pré-frontal, responsável pelo raciocínio crítico, só irá amadurecer pelos 25 anos. A amígdala, a parte inferior do cérebro, domina e tudo é emoção. Por tal, procuram o conforto e a resposta no Papá ou na Mamã, que tudo resolve, nem que para isso tenha que usar o cinto.</p>



<p>Já deveríamos ter passado esta fase… Se há uns anos acusavam as gerações de se portarem como eternos adolescentes, hoje parece que estamos todos reduzidos ao patamar de crianças. Serão os ecrãs, como apregoam alguns pedagogos? Se assim é, o mundo digital prometido pelos promotores do Tratado Pandémico apenas vai intensificar todas estas tendências. E o extremismo só irá aumentar.</p>



<p>Sou e sempre fui defensora do bom senso em todas as causas fraturantes do nosso tempo, seja a pandemia de Covid-19, a teoria/ideologia de género, o dinheiro analógico versus o digital, a igualdade e o mérito, etc.&nbsp; Tal não significa negar o progresso, mas entender que as pessoas e as suas circunstâncias são diferentes e que soluções universais e unidirecionadas apenas criam novas formas de opressão e totalitarismo.</p>



<p>Não há, por muito que queiramos, soluções mágicas. Qualquer solução aparentemente simples e objetiva traz consequências. Somos todos seres humanos e aceitar a banalidade dessa humanidade é encontrar o caminho para a defesa do planeta e do Homem.</p>



<p>Perguntam-me o que farei depois desta semana e a verdade é que não sei. Irá depender muito do que acontecer até sábado dia 1 de Junho.</p>



<p>Aparentemente as negociações tanto para o Tratado Pandémico como para as propostas de emendas ao RSI falharam mas parece que ainda existe margem para negociações durante a Assembleia Mundial de Saúde pelo que à sempre o risco de uma “votação por consenso”.</p>



<p>A sessão plenária na Assembleia da República onde foi discutida a nossa petição por um Referendo sobre a Adesão de Portugal ao Tratado Pandémico foi simultaneamente esclarecedora e desanimadora.</p>



<p>Os partidos que “tradicionalmente” costumavam gritar nas ruas contra o corporativismo agora aplaudem de pé ou calam-se e navegam numa omissão envergonhada. Outros há que riem do topo de um moralismo oco ou acusam de negacionismo algo que, me pergunto, se sequer compreendem.</p>



<p>Em tempo de pré-eleições europeias discutem-se temas enferrujados, que já nada dizem às pessoas. Debate-se uma mão cheia de coisa nenhuma em que uma “Europa” fictícia é glorificada sem sequer haver&nbsp; preocupação de tentar perceber se era mesmo esta Europa que as pessoas queriam.</p>



<p>No meio de crises pandémicas, climáticas e humanistas já não há esperança no futuro, só a divisão entre bons e maus.</p>



<p>O debate perde-se assim em um moralismo que, nos nossos dias, é às cores. Mas não se enganem é moralismo na mesma só que com a pequena diferença de que este dá para vender coisas à escala global.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/05/a-assembleia-mundial-de-saude-o-extremismo-e-o-bom-senso/">A Assembleia Mundial de Saúde, o extremismo e o bom-senso</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>A Saúde Global e o Fascismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marta da Silva Gameiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Apr 2024 18:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Tratado Internacional sobre Prevenção e Preparação para Pandemias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos últimos quatro anos envolvi-me profundamente na crítica à gestão da pandemia e procurei perceber, dentro das minhas limitações, onde começou a distorção científica que permitiu esta escalada de acontecimentos. Uma das conclusões a que cheguei começa num conceito básico a todo o tema: Saúde. A “Saúde Global” ou “One Health” é um slogan associado [&#8230;]</p>
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<p>Nos últimos quatro anos envolvi-me profundamente na crítica à gestão da pandemia e procurei perceber, dentro das minhas limitações, onde começou a distorção científica que permitiu esta escalada de acontecimentos. Uma das conclusões a que cheguei começa num conceito básico a todo o tema: Saúde.</p>



<p>A “Saúde Global” ou “One Health” é um slogan associado aos objetivos societários da OMS, que tem tido como principal figura de defesa, se não mesmo o grande promotor, o multimilionário da tecnologia Bill Gates, um dos homens mais ricos do mundo. A ideia em si mesma parece destituída de mácula: que mal há em defender a saúde a nível global?</p>



<p>O capitalismo caritativo ou a filantropia capitalista, como lhe queiramos chamar, padece do problema inerente ao próprio conceito: busca o lucro. Introduzir a caridade ou filantropia nas lógicas de mercado é envolvê-la na selva de competição que tem, obrigatoriamente, de produzir resultados. Herdeira das lógicas económicas neo-liberais, esta filantropia é flexível, reinventa-se constantemente e pensa a curto prazo. Noutras palavras, pensa a nível do “produto” a vender e não olha a meios às campanhas de marketing necessárias para ter retorno.</p>



<p>O Bill Gates é o mais proeminente no catálogo de multimilionários da tecnologia que tentam lavar a imagem com boas obras. A estratégia é tão velha como o tempo, basta lembrar o que o narcotraficante Pablo Escobar também fez na sua época a nível “filantrópico”, mas talvez nunca como hoje se tenha gasto tanto dinheiro nela. Tal quantidade de investimento a circular tem impactos inevitáveis na sociedade, sobretudo numa época em que a política se tornou dependente da economia. Mas Bill Gates e os seus não são políticos – apesar da sua ação ser largamente política – são empresários.</p>



<p> “Saúde” vem do latim <em>salus</em>, referindo-se à época à integridade anátomo-funcional dos organismos vivos. Daqui surge a derivação <em>salvus</em>, mais voltado para a superação de ameaça à integridade física dos sujeitos. <em>Salus</em>, por seu lado, derivará do grego <em>holos</em>, que implica a “totalidade” e encontra-se na origem do termo holismo. De uma forma geral ter “<strong><a href="https://www.scielo.br/j/csp/a/JdpRf8k8jYMcSTT8zTQsZWv/">saúde</a></strong>” advém de uma noção arcaica de ser inteiro, sendo entendida hoje na medicina como “bem estar”.</p>



<p>Ter saúde, portanto, é diferente de estar vivo. A médica psiquiatra norte-americana Anna Lembke, autora de <em>Drug Dealer M.D.</em>, constata como a crise de opióides nos EUA teve origem no aumento do sucesso das cirurgias médicas. Os pacientes começaram a sobreviver mais graças aos avanços tecnológicos, mas aumentou também a dor crónica, efeito secundário de muitas destas intervenções.&nbsp; Compadecidos com o sofrimento dos doentes, os médicos tornaram-se alvos fáceis de empresas farmacêuticas, como a Purdue Pharma, e a sua gama de vendedores treinados nas técnicas do marketing agressivo, para receitar medicamentos novos para a dor, cuja composição, veio-se a concluir, não era muito distante da heroína. O vício, que estaria em princípio aglutinado nos doentes terminais, rapidamente se espalhou pela América, assim começou o receituário indiscriminado destes fármacos para qualquer tipo de dor (a este respeito, recomendo <em>O Império da Dor</em>, do jornalista Patrick Radden Keefe).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/FJTnA93.png" alt="" class="wp-image-33522" style="width:195px;height:auto"/></figure></div>


<p>No seu livro <em>Cérebro de Escassez</em>, o jornalista Michael Easter acaba a concluir que a distância que separa o stress pós-traumático, que pode destruir mentalmente as pessoas na depressão, e a consciência traumática é ténue. Mas precisamos de viver determinado tipo de experiências para ganhar consciência sobre o mundo e sobre nós próprios para, deste modo, evoluirmos de algum modo na nossa humanidade. Mas como fazê-lo num mundo que tudo faz para suprimir o sofrimento, gerando, num estranho paradoxo, ainda mais estados de depressão?</p>



<p>Autores como o médico Jean-David Zeiton, doutorado em epidemiologia clínica, (autor de <em>O Suicídio da Espécie</em>) têm alertado como o crescimento económico e progresso tecnológico trazem inevitáveis efeitos secundários, com novos e complexos problemas de saúde pública. Resta a questão: o que fazer? Será que as mesmas indústrias capitalistas que sugam a vida às pessoas, podem arranjar soluções para os problemas por elas criados?</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/9WNOyjs.jpeg" alt="" class="wp-image-33524"/></figure></div>


<p>O documentário da Netflix, de 2020, <em>Inside Bill’s Brain</em>, é uma interessante exposição à filantropia de Bill Gates, um destes capitalistas. Logo no primeiro episódio somos apresentados ao seu projeto de sanitas com compostagem interna, uma forma de combater a falta de saneamento em países que cresceram demasiado sem infraestruturas sanitárias, em particular em África, conduzindo à propagação de doenças. Gates identificou o problema e investiu milhões na busca de uma solução. “Brutal!”&nbsp; – pensamos de imediato &#8211; “alguém com recursos a ajudar a encontrar soluções”.</p>



<p>À medida que o episódio avança, num sentimento desconfortável que acaba a marcar o visionamento deste documentário cor-de-rosa, o entusiasmo acaba a transformar-se em ceticismo. Gates investiu milhões nestas sanitas, que depois transformou em projetos de sanitários públicos. Mas, poucos as usam. “Esta gente é burra?!” – indagamos &#8211; “não percebem os benefícios na saúde pública desta solução super criativa?!”.&nbsp;</p>



<p>Na tentativa de perceber qual o problema num determinado país africano, entra Melinda Gates. A resposta sobre o relativo falhanço deste projeto é a marca da Fundação Gates: o país em causa tem uma elevada taxa de violações e as mulheres, em particular, não usavam as sanitas públicas com medo de ser violadas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/AM7b3Qr.png" alt="" class="wp-image-33527"/></figure></div>


<p>O livro <em>O problema Bill Gates</em>, do jornalista de investigação Tim Schwab, é uma listagem sucessiva deste tipo de situações caricatas, em que as soluções encontradas negligenciam completamente o lado humano do consumidor. Gates gasta milhares de milhões em África, mas gasta muito mais em lobby político no Congresso dos EUA. A sua filantropia possui objetivos definidos, em grande medida moldados por uma ideologia voltada para soluções tecnológicas e não para a resolução estrutural de problemas. Apesar de ter captado ao longo dos anos especialistas nas mais diversas áreas de saúde pública, com larga experiência no terreno em países africanos, como Hans Rosling, autor de <em>Factualidade</em>, ou jornalistas e/ou ativistas que dedicaram a vida a mostrar os impactos do homem na natureza,&nbsp; como David Attenborough, a grande voz da <em>BBC Vida Selvagem</em>, Gates tem-se apropriado sobretudo dos seus discursos e narrativas. O objetivo continua a ser, como sempre foi, vender produtos tecnológicos.</p>



<p>A apropriação do discurso da esquerda para legitimar objetivos capitalistas é uma estratégia típica da extrama-direita, como se pode constatar ao longo de <em>As Origens do Totalitarismo</em>, da filósofa judia Hannah Arendt. Mussolini e Hitler fizeram-no, apropriando-se do discurso socialista em torno do trabalho para ganhar espaço entre o eleitorado descontente com as soluções do comunismo. Conseguir que instituição públicas financiem projetos com objetivos direcionados e, em grande medida, privados, não anda muito longe do corporativismo fascista.</p>



<p>A mesma Hannah Arendt argumenta que as grandes guerras surgiram de uma aliança improvável entre a elite e a ralé (vulgo populistas), ambas atraídas por um desejo de destruir o mundo existente em prol de um novo, moldado pelos grandes projetos tecnológicos da época. O que os distinguia era a exposição: a elite trabalhava na sombra, a ralé queria palco.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/pMtqXKA.jpeg" alt="" class="wp-image-33532"/></figure></div>


<p>O crescimento do populismo conservador é, pois, apenas a versão espalhafatosa e popular do que já sucede no topo da hierarquia social, procurando-se imitar, e frequentemente exacerbando, os vícios já instalados, como documenta o analista político Giuliano da Empoli, autor de <em>Os Engenheiros do Caos</em>. Embora se ataquem os populistas pela ignorância, o facto é que estes são frequentemente estrategas geniais, que conseguem captar as tendências conjunturais, distorcendo-as à sensibilidade das camadas populares. Mas pensar excessivamente a longo prazo, negligenciando o homem do presente em prol de um hipotético homem do futuro, não é diferente do pensamento populista de curto prazo. São extremos. </p>



<p>O que é, então, a Saúde Global? A Saúde Global é um slogan corporativista, cujo propósito é vender tecnologia embebida em marketing de esquerda, vulgo “progresso”. As aproximações de Gates à China, e de Sillicon Valey de forma geral, são disso prova, como constata <em>O Capitalismo de Vigilância</em>, da socióloga Shoshana Zuboff. A “saúde”, tradicionalmente voltada para a prevenção e a saúde primária, aliás uma das grandes conquistas do 25 de abril de 1974, acaba transformada em produtos. Ter saúde implica ter dinheiro para comprar engenhocas, mesmo que não funcionem como prometeu o fabricador. Que se lixe o exercício físico, a alimentação saudável, a exposição à natureza e aos seus patogénios que fortalecem o sistema imunitário, as análises regulares, ou os tratamentos, vacinais ou não, com provas dadas na prevenção de doenças graves e marcadamente seguros.</p>



<p>A extrema-direita está a crescer em todo o mundo? Está! E começou bem lá em cima, não cá em baixo. As massas com frequência copiam as elites antes de tomarem consciência sobre o impacto dos seus desvarios em si próprias, conforme constata a análise histórica de Daron Acemoglu e Simon Johnson, em <em>Poder e Progresso – a nossa luta milenar pela tecnologia e prosperidade</em>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/ImitVea.jpeg" alt="" class="wp-image-33535"/></figure></div>


<p>Penso, em linha com o ativista e antigo espião Edward Snowden, que isto de algum modo começou com o crescimento da vigilância. Os ataques terroristas às Torres Gémeas a 11 de setembro de 2001 marcaram um ponto de viragem militarista no complexo industrial militar dos EUA, que colocaram milhões em projetos diversificados para combater inimigos invisíveis. Tal permitiu o impulso da Inteligência Artificial e da tecnologia genética, as quais tiveram ambas saltos de desenvolvimento na mesma época, como se pode ler em <em>O Código da Vida &#8211; Jennifer Doudna &#8211; A edição genética e o futuro da espécie humana</em>, do autor Walter Isaacson. Mas em que mãos e com que prioridades se desenvolvem estas tecnologias?</p>



<p>O Tratado Pandémico e as Emendas ao Regulamento Sanitário Internacional são um pequeno passo burocrático num mundo que está a caminhar a passos largos para novas versões do Holocausto judaico, imerso na criação de sucessivas indústrias que acham que a Ética ou o mero consentimento informado são empecilhos ao progresso social. Entretanto vamo-nos distraindo com guerras, reais ou imaginárias, há muito prometidas mas com uma aparente surpresa para a comunicação social, que rapidamente toma parte de um dos lados – em teoria o mundo livre – sem questionar os pressupostos.</p>



<p>Onde fica a nossa humanidade?</p>



<p>Sim, o nazi-fascismo voltou. Têm a certeza que sabem identificá-lo?</p>



<p><sub>Artigo em co-autoria com com L.H.Fernandes</sub></p>
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		<title>A Doença X</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marta da Silva Gameiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Feb 2024 00:00:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em 17 de janeiro de 2024, o Forum Económico Mundial (FEM) realizou uma reunião de preparação para ameaças pandémicas à saúde, centradas  num patogénico hipotético, &#8216;Doença X&#8216;. O termo “Doença X” refere-se a um agente infecioso desconhecido, que pode representar uma séria ameaça à humanidade. A OMS adicionou a “Doença X” à sua lista de [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/02/a-doenca-x/">A Doença X</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Em 17 de janeiro de 2024, o <strong><a href="https://www.weforum.org/">Forum Económico Mundial</a></strong> (FEM) realizou uma <strong><a href="https://www.weforum.org/events/world-economic-forum-annual-meeting-2024/sessions/preparing-for-a-disease-x/">reunião de preparação</a></strong> para ameaças pandémicas à saúde, centradas  num patogénico hipotético, &#8216;<strong><a href="https://www.weforum.org/agenda/2018/03/a-mysterious-disease-x-could-be-the-next-pandemic-to-kill-millions-of-people-heres-how-worried-you-should-be/">Doença X</a></strong>&#8216;.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="175" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/forum-doenca-X-1024x175.jpg" alt="" class="wp-image-32223" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/forum-doenca-X-1024x175.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/forum-doenca-X-300x51.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/forum-doenca-X-768x132.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/forum-doenca-X-696x119.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/forum-doenca-X-1068x183.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/forum-doenca-X.jpg 1349w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="245" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-doenca-x-1024x245.jpg" alt="" class="wp-image-32224" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-doenca-x-1024x245.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-doenca-x-300x72.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-doenca-x-768x184.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-doenca-x-1536x368.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-doenca-x-696x167.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-doenca-x-1392x333.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-doenca-x-1068x256.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-doenca-x.jpg 1538w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>O termo “Doença X” refere-se a um agente infecioso desconhecido, que pode representar uma séria ameaça à humanidade. A OMS adicionou a “Doença X” à sua lista de agentes patogénicos prioritários em 2018, por forma a estimular melhores preparações para este tipo de ameaças hipotéticas, particularmente em cenários onde vacinas e terapêuticas conhecidas não estão disponíveis.</p>
</div></div>



<p>De salientar que há benefícios em utilizar estas hipóteses no <strong><a href="https://100days.cepi.net/100-days/">planeamento</a></strong> de políticas de saúde pública. Da mesma forma, há, naturalmente, interesses corporativos geopolíticos e “globais” representados em Davos. Gera atenção, resposta e investimento potencial por parte de acionistas privados, mas também de governos, que desenvolveram uma dependência considerável de vacinas como mecanismo primário para a <strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0264410X21009233?via%3Dihub">preparação e resposta à pandemia</a></strong>.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Ajuda a criar um sentido de urgência, permite uma narrativa clara sobre o retorno do investimento e legitima o lugar da OMS como autoridade para a política de saúde pós-Covid. Criar um sentido de urgência e de crises futuras diminuirá a reflexão, permitindo que os políticos se disponham mais rapidamente a chegar a acordos e a mobilizar recursos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="107" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-3-1024x107.jpg" alt="" class="wp-image-32228" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-3-1024x107.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-3-300x31.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-3-768x80.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-3-1536x160.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-3-696x73.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-3-1392x145.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-3-1068x111.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-3.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Não obstante as aparentes boas intenções e o princípio de cooperação global destas iniciativas, é neste contexto político-corporativo do <strong><a href="https://www.weforum.org/">FEM</a></strong> que o <strong><a href="https://bristoluniversitypressdigital.com/view/journals/gd/12/3-4/article-p641.xml">interesse público</a></strong> se distorce e a saúde global deixa de ser um elemento de ação comum, para se transformar num “produto comum” que alimenta, sobretudo, diferentes interesses privados.</p>
</div></div>



<p>Falemos, portanto, em factos, neste tempo que tanto se apregoa o fact-checking e se abana com a bandeira da desinformação:</p>



<p>É inegável a existência de milhares de vírus, sendo que muitos permanecem desconhecidos. A natureza é diversa, vasta e nem sempre bem compreendida. No entanto, uma maioria significativa é inofensiva para o ser humano, uma vez que com eles foi contactando, ou às suas variantes, ao longo de milhares de anos. Ocasionalmente, nestes encontros diários, ocorrerá um surto mais significativo. O que importa então é a sua frequência e gravidade.</p>



<p>A potencial exceção, como o FEM bem sublinhou, é a introdução não natural de um agente patogénico no ambiente, através da manipulação laboratorial de vírus. Estas são, porém, questões de segurança nacional e internacional, não se enquadrando, à partida, na lógica corporativa privada que domina Davos.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Este ano o FEM pegou na lista das doenças mais suscetíveis de se transformarem em ameaças à saúde humana (Emergências de Saúde Pública de Importância Internacional) da OMS de 2018. Para além da Covid-19, a única doença nesta lista ao qual foram atribuídas mais de 10.000 mortos é o Ébola.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="323" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-ebola-1024x323.jpg" alt="" class="wp-image-32233" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-ebola-1024x323.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-ebola-300x95.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-ebola-768x242.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-ebola-1536x484.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-ebola-696x219.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-ebola-1392x439.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-ebola-1068x337.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-ebola.jpg 1795w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>O <strong><a href="https://www.who.int/emergencies/situations/ebola-outbreak-2014-2016-West-Africa">surto de Ébola</a></strong> na África Ocidental de 2014-15 – de longe o maior da história – teve um impacto na mortalidade de 11.325.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Com exceção da febre de Lassa, uma doença endémica da África Ocidental, nenhuma outra <strong><a href="https://www.who.int/publications/m/item/summary-of-probable-sars-cases-with-onset-of-illness-from-1-november-2002-to-31-july-2003">doença na lista</a></strong> parece ter registado mais de 1.000 mortes identificáveis ​​a nível mundial. O SARS e o MERS-CoV causaram cerca de 800 cada.</p>



<p>Este contexto é importante para compreender o risco para a saúde pública destas doenças e dar alguma perspetiva à atual narrativa do FEM:</p>



<p>1 &#8211; A <strong><a href="https://www.who.int/teams/global-tuberculosis-programme/tb-reports/global-tuberculosis-report-2022">tuberculose</a></strong> causa 1.3 milhões de mortes por ano, ou mais de 3.500 mortes por dia, enquanto a <strong><a href="https://www.who.int/teams/global-malaria-programme/reports/world-malaria-report-2022">malária</a></strong> mata mais de 600.000 crianças todos os anos.</p>



<p>2 &#8211; O cancro e as doenças cardíacas matam, globalmente, muito mais pessoas (10 milhões a 17.9 milhões).</p>



<p>Do ponto de vista da saúde pública, até recentemente eram estas áreas que recebiam maior financiamento.&nbsp; O aumento da esperança média de vida nos países desenvolvidos, e posteriormente nos países em desenvolvimento, encontra-se diretamente relacionado com elas, em particular no que toca ao investimento de décadas em saneamento básico, nutrição, <strong><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7404362/">condições gerais de vida</a></strong> e antibióticos.</p>



<p>Só podemos, portanto, especular as consequências do que este recente enfoque em doenças pouco comuns e de baixo impacto, já para não falar em doenças que permanecem no domínio da teoria, quando não da ideologia, poderão efetivamente ter na saúde global.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p><strong>De onde surge a Doença X como 20 vezes mais mortal?</strong></p>



<p>O cálculo do “20 vezes” mais mortal surge originalmente num artigo online publico pelo <strong><a href="https://www.birminghammail.co.uk/news/midlands-news/disease-x-predicted-50-million-27777747">Correio de Birmingham</a></strong>, a 24 de setembro de 2023.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="76" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-5-1024x76.jpg" alt="" class="wp-image-32238" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-5-1024x76.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-5-300x22.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-5-768x57.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-5-1536x114.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-5-696x51.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-5-1392x103.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-5-1068x79.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-5.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>O artigo afirma que “a nova doença pode ser 20 vezes mais mortal que o coronavírus, que causou 2.5 milhões de mortes”. Aqui deve-se notar que nem o número de mortes relacionadas com a Covid-19 é rigoroso, uma vez que o número oficial era de cerca de 7 milhões à data.</p>



<p>A origem desta informação parece estar numa declaração feita na época por Kate Bingham, ex-presidente do Grupo de Trabalho de Vacinas do Reino Unido, que disse do Daily Mail que “a pandemia de gripe de 1918-19 matou pelo menos 50 milhões de pessoas em todo o mundo, o dobro das que foram mortas na Primeira Guerra Mundial. Hoje, poderíamos esperar um número de mortes semelhante devido a um dos muitos vírus que já existem.”</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="254" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-8-1024x254.jpg" alt="" class="wp-image-32241" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-8-1024x254.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-8-300x75.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-8-768x191.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-8-1536x382.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-8-696x173.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-8-1392x346.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-8-1068x265.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-8.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Voltemos novamente aos factos:</p>



<p>1 &#8211; Em primeiro lugar, a maioria das mortes por gripe espanhola é atribuída à falta de antibióticos. Esperamos, portanto, que os <strong><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2599911/">cuidados médicos</a></strong> também tenham melhorado nos últimos 100 anos.</p>



<p>2 &#8211; Em segundo lugar parece que o autor do Correio de Birmingham chegou ao cálculo de “20 vezes mais mortal”, pegando nos 50 milhões de mortes por gripe espanhola e dividindo-as por 2.5 mortes por Covid-19, imaginando assim a gravidade da Doença X.</p>



<p>Nesta lógica distorcida, a Doença X equivaleria, hipoteticamente, a 7 milhões de mortes por Covid x 20 = 140 milhões de mortes. Isto colocaria a Doença X num patamar completamente inédito na História da Medicina. E é extraordinário como ninguém, desde jornalistas especialistas em saúde a profissionais de saúde, tenha questionado um número tão elevado de mortalidade.</p>



<p>Numa época em que tanto se fala em desinformação e evidência científica, chega a ser incrível como a falta de rigor das discussões que saem do FEM, ultrapassando claramente as suas competências, têm tamanha aceitação pública e tal ausência de escrutínio mediático.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h3 class="wp-block-heading"><strong>Racionalidade acima do Pânico</strong></h3>



<p>O relatório &#8220;<strong><a href="https://brownstone.org/articles/rational-policy-over-panic/">RATIONAL POLICY OVER PANIC</a></strong>. Re-evaluating Pandemic Risk within the Global Pandemic Prevention, Preparedness and Response Agenda&#8221;, um relatório sobre avaliações de risco preparado por um grupo da Universidade de Leeds, conclui: </p>



<p>1- <em>&#8220;Os dados e as evidências apoiam mal o atual risco de pandemia sugerindo que a urgência é injustificada e que é necessário mais tempo para formular políticas que reflitam o verdadeiro risco de pandemias no contexto mais amplo da saúde.</em> <em>Em contraste, os dados sugerem que um aumento nos surtos naturais registados poderia ser em grande parte explicado pelos avanços tecnológicos em testes de diagnóstico nos últimos 60 anos, enquanto a vigilância atual, os mecanismos de resposta e outras intervenções de saúde pública têm reduziu com sucesso a carga nos últimos 10 a 20 anos. COVID-19, se de facto for de origem natural, aparece como um valor atípico e não como parte de uma tendência subjacente.&#8221;</em></p>



<p>2- <em>“Neste contexto, as análises da OMS, do Banco Mundial e do G20 e, em certos casos, das</em> <em>fontes que citam, são dececionantes em termos de conhecimento e equilíbrio. Eles levantam a preocupação de que um desejo de enfrentar uma ameaça percebida está impulsionando a análise, em vez da análise objetiva determinar a extensão da ameaça.&#8221; </em></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="412" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-11-1024x412.jpg" alt="" class="wp-image-32245" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-11-1024x412.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-11-300x121.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-11-768x309.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-11-1536x617.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-11-696x280.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-11-1392x559.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-11-1068x429.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-11.jpg 1707w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>A ilusão de consenso científico que predominou em 2020 e 2021 cai cada vez mais no ridículo. Por todo o lado surgem vozes que, inicialmente sussurrantes, começam a elevar a voz. Cada vez mais artigos contra narrativa conseguem ser revistos e publicados.</p>



<p>A indústria do tabaco dominou a OMS durante mais de meio século com consequências evidentes na saúde global. Esperemos que a &#8220;<strong><a href="https://duaslinhas.pt/2024/02/a-mercantilizacao-da-saude/">Indústria das Pandemias</a></strong>&#8221; não venha a ter direito ao seu Complexo Industral, uma vez que começam a ser cada vez mais evidentes os efeitos negativos das políticas de saúde pública implementadas no pânico de Março de 2020.</p>



<p>Mas isso é matéria para um próximo artigo.</p>
</div></div>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/02/a-doenca-x/">A Doença X</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>A Mercantilização da Saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marta da Silva Gameiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Feb 2024 19:48:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A História da Medicina é vasta e caótica. Se os sucessos, em particular os tecnológicos, sobressaem, facilmente se esquece que estes nasceram de imensos, e por vezes traumáticos, erros. Para avaliarmos os nossos antepassados temos que, primeiro que tudo, tentar perceber no que acreditavam essas populações e qual os vieses cognitivos da época. Chegamos então [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/02/a-mercantilizacao-da-saude/">A Mercantilização da Saúde</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>A História da Medicina é vasta e caótica. Se os sucessos, em particular os tecnológicos, sobressaem, facilmente se esquece que estes nasceram de imensos, e por vezes traumáticos, erros.</p>



<p>Para avaliarmos os nossos antepassados temos que, primeiro que tudo, tentar perceber no que acreditavam essas populações e qual os vieses cognitivos da época. Chegamos então facilmente à conclusão de que muitas das práticas que hoje são entendidas como disparatadas e &#8220;anti ciência&#8221;, na altura faziam bastante sentido.</p>



<p>Hannah Arendt defendia que a força sedutora dos regimes totalitários estava no conceito de progresso, amplamente aceite como motor da Humanidade. O problema é que este “progresso” já nada tinha a ver com a ideia iluminista de maturidade intelectual, de consciência política, mas com um caminhar sempre em frente, que é o motor do capitalismo moderno. Por tal, tanto os nazis como os estalinistas, sob o conceito de fim da História, apregoaram o nascimento de um “Homem Novo”, desprezando completamente a essência da Humanidade por si mesma imperfeita.</p>



<p>Por outras palavras: Ética?! O que é isso?</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h3 class="wp-block-heading"><strong>A relação entre os laboratórios de vírus e as armas biológicas: o ganho de função</strong></h3>



<p>O candidato presidencial independente às eleições norte-americanas e conhecido ativista social e ambiental, Robert Kennedy Jr. refere, no seu &#8220;The Whuan Cover-up”, que depois do 11 de Setembro de 2001 o financiamento para a investigação de armas biológicas explodiu, assim como o poder e o alcance das agências militares e de inteligência encarregadas de tal investigação.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1018" height="535" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/The-Whuan-Cover-up.jpg" alt="" class="wp-image-32191" style="width:881px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/The-Whuan-Cover-up.jpg 1018w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/The-Whuan-Cover-up-300x158.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/The-Whuan-Cover-up-768x404.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/The-Whuan-Cover-up-696x366.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 1018px) 100vw, 1018px" /></figure></div></div></div>



<p>Apresentada ao público como “preparação e resposta à pandemia” (PPR), a investigação em causa abrangeu principalmente tentativas de desenvolver agentes patogénicos perigosos e, ao mesmo tempo, na criação de contramedidas para os mesmos, sobretudo dentro da lógica tecnológica do modelo vacinal. Estaria a ser investido tanto dinheiro na PPR/armas biológicas que todas as agências de saúde pública e instituições académicas envolvidas na investigação governamental se tornaram dependentes deste objetivo. Ou seja, um pouco na mesma lógica dos fundos europeus, na medida em que há financiamento para construir estradas, de repente há um esforço coletivo, a nível nacional, regional e municipal, para construir de raiz, reabilitar ou simplesmente alcatroar qualquer projeto na gaveta que envolva vias públicas.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Parcerias público-privadas multinacionais e organizações não governamentais (por exemplo, a Fundação Bill &amp; Melinda Gates e o Wellcome Trust) foram criadas para financiar e promover a necessidade de tal investigação.</p>



<p>No outono de 2019, um patogénico projetado por um dos laboratórios da China chegou à população. Todos os responsáveis militares, de inteligência e de saúde pública da China, EUA, Reino Unido, entre outros países, juntamente com os seus parceiros farmacêuticos e académicos, terão direcionado recursos para encobrir a fuga do laboratório, ao mesmo tempo que se preparavam para lançar as suas contramedidas no mundo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="188" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/the-patogenic-lobby-1024x188.jpg" alt="" class="wp-image-32194" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/the-patogenic-lobby-1024x188.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/the-patogenic-lobby-300x55.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/the-patogenic-lobby-768x141.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/the-patogenic-lobby-696x128.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/the-patogenic-lobby-1068x196.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/the-patogenic-lobby.jpg 1361w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>No artigo “<strong><a href="https://biosafetynow.org/the-pathogenic-academic-lobby/?fbclid=IwAR1NURBXko6lT9Uk5VgSg3VQ-7utvCdAuIkIxbQ301osjgeGygjH9j4chcc">The Pathogenic Academic Lobby</a></strong>”, o biólogo Alex Washburne descreve como a história do Sars Cov 2 pode muito bem ter começado em 2011, quando o cientista <strong><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4810786/">Ron Fouchier e a sua equipa</a></strong> da Universidade Erasmus adquiriram uma estirpe da gripe aviária, altamente patogénica, e modificaram o vírus para ser mais infecioso em mamíferos. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="175" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/airborne-transmission-1024x175.jpg" alt="" class="wp-image-32195" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/airborne-transmission-1024x175.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/airborne-transmission-300x51.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/airborne-transmission-768x131.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/airborne-transmission-696x119.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/airborne-transmission-1068x182.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/airborne-transmission.jpg 1244w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>A versão curta e condensada desta história é que alguns cientistas conduziram pesquisas arriscadas, com um ciclo de feedback positivo: quanto maiores os riscos assumidos, mais assustavam os gestores e mais financiamento recebiam.</p>
</div></div>



<p>Criaram-se dois grupos opostos: os que advogavam a continuação dos estudos de ganho de função, os <strong><a href="http://www.scientistsforscience.org/">Scientists for Science</a></strong> e, por oposição, o <strong><a href="https://www.cambridgeworkinggroup.org/">Grupo de Cambridge</a></strong>&nbsp;que entendia os riscos como superiores aos benefícios desta investigação e em 2014 conseguiu uma moratória que suspendeu estas investigações.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Nesta luta cheia de zonas cinzentas pelo progresso da humanidade, os académicos que defendiam o “ganho de função” foram adquirindo poder institucional, incluindo posições importantes na <strong><a href="https://wellcome.org/">Wellcome Trust</a></strong> e no <strong><a href="https://www.niaid.nih.gov/">NIH/NIAID</a></strong>&#8211; Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infeciosas. Posteriormente pressionaram com sucesso Antony Fauci (pesquisador e chefe do NIAID) e Francis Collins (<strong><a href="https://www.genome.gov/">Director do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano</a></strong>) para anular a moratória&nbsp; sobre o seu trabalho.&nbsp; Após esta revogação, financiadores que vão desde o NIH e NIAID até à <strong><a href="https://www.usaid.gov/">USAID</a></strong> &#8211; Agência dos Estados Unidos para o desenvolvimento Internacional, Wellcome Trust e a Fundação Gates  apoiaram este trabalho, criando uma rede complexa de conflitos de interesses.</p>



<p>À medida que aumentavam as evidências de origem laboratorial do Sars Cov 2, Fauci e Collins recrutaram para a mesa de tomada de decisões alguns dos pesquisadores com mais conflitos de interesses do mundo: os chefes do Pathogenic Academic Lobby, co-fundadores da Scientists For Science, como Ron Fouchier, Christian Drosten e a colega, próxima de Peter Daszak (presidente da EcoHealth, ONG através da qual os estudos de ganho de função foram transferidos para Whuan), Marion Koopmans (que integrou a equipa da OMS que se deslocou a Whuan).</p>



<p>Os mesmos financiadores trabalharam ativamente para instigar, escrever artigos com autor fantasma e promover publicações, alegando que as teorias de origem do laboratório do vírus – suspeita que desde logo surgiu entre ativistas políticos e dissidentes chineses – eram “teorias da conspiração”. Neste campo, tivemos o Dr Fauci a apresentar o artigo&nbsp; &#8220;Proximal Origin&#8221; (artigo que descartava a origem laboratorial do Sars Cov 2) na televisão nacional até Jeremy Farrar (então alto funcionário da Welcome Trust) a escrever aos editores na Nature, trazendo afiliados do Wellcome Trust para a “Declaração” de Daszak e usando a sua posição como chefe de um dos maiores financiadores de ciências da saúde do mundo para promover artigos que ele ajudou a escrever como fantasma, artigos que chamam as teorias de origem laboratorial de “teorias da conspiração”, uma origem laboratorial “implausível”, tudo sem revelar os laços do Wellcome Trust com Daszak e os laboratórios em questão. O autor de Origem Proximal, Kristian Andersen, <strong><a href="https://andersen-lab.com/new-niaid-funded-center-established/">recebeu uma doação de 9 milhões de dólares</a></strong> do NIAID do Dr. Fauci logo após escrever o artigo solicitado pelo próprio Dr Fauci.</p>



<p>Autores e investigadores independentes começaram a reunir documentação que suportasse a hipótese de fuga de laboratório. O Scientists for Science, Daszak e outros colegas começaram então a usar a sua rede de influências junto dos média nacionais (artigos no The Guardian, New York Times e outros) para suprimir a dissidência, intimidar a oposição e montar uma campanha de desinformação de alcance académico sem precedentes.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Em 2020 não era pública esta &#8220;guerra&#8221; entre cientistas. Podem, porém, “especular” que – no contexto da guerra comercial EUA-China, a pouca informação confiável que vinha dos chineses e o posterior entendimento que mais que a doença Covid foi a intubação excessiva que provocou o excesso de mortes na primeira metade de 2020 – ser bastante provável que tenha havido um enviesamento de realidade por parte das altas entidades da defesa em relação à gravidade da doença Covid. Se primeiro o tentaram esconder, rapidamente se terá aproveitado deste contexto para implementar contramedidas para gerir a crise na comunidade e tirar força e capital político a&nbsp; um <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/08/a-culpa-de-donald-trump-1/">Presidente dos EUA incontrolável</a></strong>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="1080" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/08/trump-capa.jpg" alt="" class="wp-image-28154" style="width:905px;height:auto"/></figure></div></div></div>



<p>O Sars Cov 2 veio-se a revelar um vírus essencialmente benigno em jovens, mas particularmente fatal em pessoas em fim de vida. O repórter de investigação Alex Berenson acrescenta ainda que o Chefe da Equipa da FDA- Food and Drud Administration que regularia a vacina era Dr Peter Marks. A mesma pessoa que esteve envolvida na Operação Warp Speed, assinada pelo Presidente Donal Trump, que permitiu o desenvolvimento de vacinas em tempo record.&nbsp; O próprio Trump teria lobistas da Pfizer e da J&amp;J na sua administração.</p>



<p>(<strong><a href="https://duaslinhas.pt/2024/02/a-doenca-x/">continua</a></strong>) </p>
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		<title>O Tratado Pandémico e um problema chamado Bill Gates</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marta da Silva Gameiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Jan 2024 00:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Bill Gates]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento da OMS]]></category>
		<category><![CDATA[negócios milionário na Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[OMS]]></category>
		<category><![CDATA[Tratado Internacional sobre Prevenção e Preparação para Pandemias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos meus artigos fui descrevendo como um ministro de saúde italiano simpatizante do Partido Comunista chinês aproveitou acordos com a China, no âmbito da Nova Rota da Seda, e despoletou uma serie de eventos que criaram o caos num contexto de guerra comercial EUA-China e um Presidente incontrolável, que ousou fazer frente ao Complexo Industrial [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nos meus artigos fui descrevendo como um ministro de saúde <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/07/protocolos-que-matam-quando-os-extremos-se-unem/">italiano</a></strong> simpatizante do Partido Comunista chinês aproveitou acordos com a China, no âmbito da Nova Rota da Seda, e despoletou uma serie de eventos que criaram o caos num contexto de guerra comercial EUA-China e um <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/08/a-culpa-de-donald-trump-1/">Presidente</a></strong> incontrolável, que ousou fazer frente ao Complexo Industrial Militar Americano.</p>



<p>Temos ainda um <em><strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/05/os-patroes-da-oms/">Deep State</a></strong></em> Americano sem respeito pelo seu líder e uma crença cada vez mais crescente nos corredores estatais que vigiar os seus próprios cidadãos é algo necessário para fazer frente ao gigante asiático. Ao mesmo tempo, temos grandes corporações (americanas e não só) com grandes simpatias para com o modelo comuno-capitalista mandarim, que se juntam numa espécie de consórcio chamado Fórum Económico Mundial, preocupado em salvar o Mundo e facturar ao mesmo tempo.</p>



<p>A maior força dos países não é tanto o dinheiro, mas a cultura. A apropriação da essência de um povo começa antes de mais pela evangelização. Neste ponto considero que a China está muito mais infiltrada a Ocidente do que se possa pensar.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O problema do novo tratado pandémico</strong></h3>



<p>É neste contexto que nos deparamos com um novo Tratado de Preparação e Gestão de Pandemias e com mais de 300 emendas ao Regulamento Sanitário Internacional (RSI).</p>



<p>Em termos latos, podemos argumentar que este tratado é um decalque pós-moderno de um modelo de venda de Defesa que os EUA implementaram após a II Guerra Mundial pelo mundo, cujos efeitos negativos são visíveis sobretudo em África e na América Latina. A estratégia é simples: a venda de modelos e projeções catastróficas com vista à assinatura, por parte dos Estados, de acordos comerciais com dinheiros públicos. Tal gerou e tem gerado situações caricatas, como o facto de em certos países africanos ser mais fácil levar a vacina da pneumonia do que ser tratado para a malnutrição.</p>



<p>As origens da <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/06/estados-sem-soberania/">OMS</a></strong>, enquanto braço da saúde da ONU, assentavam na prevenção primária e na autodeterminação em saúde. Ao longo dos anos e com o crescente investimento privado direccionado, o foco passou para a venda de produtos para solucionar problemas. Um processo altamente inflenciado pelo enviesamento norte-americano que, aparentemente, parece não acreditar em sistemas nacionais de saúde.</p>



<p>A longo prazo esta estrutura colossal trará problemas de retorno, alguns dos quais que já podem ser antevistos: o caso da Polónia que foi processada pela Pfizer por não querer cumprir os contratos das vacinas e os milhões de vacinas que <strong><a href="https://www.politico.eu/article/europe-bonfire-covid-vaccines-coronavirus-waste-europe-analysis/">foram deitadas ao lixo</a></strong> porque as pessoas já não as querem.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/200-milhoes-de-vacinas-1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-31673" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/200-milhoes-de-vacinas-1-1024x576.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/200-milhoes-de-vacinas-1-300x169.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/200-milhoes-de-vacinas-1-768x432.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/200-milhoes-de-vacinas-1-1536x865.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/200-milhoes-de-vacinas-1-696x392.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/200-milhoes-de-vacinas-1-1392x784.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/200-milhoes-de-vacinas-1-1068x601.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/200-milhoes-de-vacinas-1.jpg 1700w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">                                           O site POLITICO diz que mais de 200 milhões de vacinas contra o coronavírus foram para o lixo.</figcaption></figure>



<p>Será de especular que a vacinação obrigatória acabará por se tornar uma necessidade para suportar e justificar a estrutura.</p>



<p>Convém salientar que a OMS enquanto organização intergovernamental não está sujeita à jurisdição de qualquer Tribunal que lhe possa exigir transparência.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O problema Bill Gates</strong></h3>



<p>Em 2022 entrevistei o economista Jeffrey Tucker, organizador e principal responsável pela Declaração de Great Barrington, que em 2020 juntou três eminentes epidemiologistas que pediam uma estratégia de gestão pandémica voltada para os vulneráveis (os FOIA &#8211; Freedom of Information Act &#8211; libertados mais tarde, revelam que Fauci os apelidou de <em>fringe minority </em>(minoria marginal<em>)</em> e promoveu ativamente a sua descredibilização em conjunto com o Reino Unido). A dada altura perguntei-lhe o que ele achava das teorias da conspiração à volta da personagem de Bill Gates. Respondeu-me que era o &#8220;tipo dos cheques&#8221;, que estava rodeado de pessoas que lhe diziam o que ele queria ouvir.</p>



<p>Resolvi investigar mais sobre o assunto.</p>



<p>O jornalista de investigação Tim Schwab refere, no seu livro “The Bill Gates Problem” que o empresário fundador da Microsoft não se limita a investir nas empresas, também se “intromete” ativamente nelas, interferindo nos processos e, muitas vezes, levando ao próprio insucesso dos projectos. O ambiente tóxico que existiria na Microsoft terá sido transferido para a Fundação Bill e Melinda Gates. Mas o certo é que não perde dinheiro.</p>



<p>É sabido que a Fundação Gates, em conjunto com outras três agências, foram os principais <strong><a href="https://www.politico.com/news/2022/09/14/global-covid-pandemic-response-bill-gates-partners-00053969">responsáveis pela gestão da pandemi</a></strong>a apesar de eles próprios admitirem que não correu como esperado.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="910" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/vacinas-bill-gates-1024x910.jpg" alt="" class="wp-image-31681" style="width:754px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/vacinas-bill-gates-1024x910.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/vacinas-bill-gates-300x267.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/vacinas-bill-gates-768x683.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/vacinas-bill-gates-696x619.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/vacinas-bill-gates-1068x949.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/vacinas-bill-gates.jpg 1215w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Título deste artigo: Como Bill Gates e parceiros influenciaram o controlo da resposta global à Covid – com pouca supervisão</figcaption></figure></div>


<p>Contrariamente ao que se julga, não foi a Pfizer quem mais lucrou com a corrida desenfreada às vacinas. Foi a BioNtech, empresa então ainda relativamente pequena e sem qualquer produto lançado no mercado. Os três principais acionistas são o CEO Ugur Sahin e os gêmeos alemães Strüngmann, Andreas e Thomas, que forneceram grande parte do capital inicial para a fundação da empresa em 2008.</p>



<p>Conforme descreve o jornalista <strong><a href="https://www.dossier.today/p/bill-gates-secured-hundreds-of-millions">Jordan Schachtel</a></strong>, a Fundação Gates vendeu 890,000 ações da BioNTech, representando 86% de suas participações anteriores. Com base no tempo e na evolução do preço das ações da BioNTech, Schachtel estima que a fundação faturou 260 milhões de dólares com a venda ou um impressionante retorno de 1500% sobre seu investimento inicial. A maior parte não tributada porque foi investida através da fundação. É esta sorte inesperada que faz Bill Gates parecer o principal beneficiário do súbito sucesso da BioNTech, mas são os Strüngmanns os principais beneficiários do sucesso da empresa alemã.</p>



<p>A subida vertiginosa no preço das ações da BioNTech catapultou brevemente os gémeos para a posição das pessoas mais ricas da Alemanha, com um património líquido estimado em 52 milhões de euros, quando o o preço das ações atingiu seu ponto mais alto no final de 2021. As suas participações na BioNTech valeram mais de € 42 mil milhões.</p>



<p>Por volta de dezembro de 2020, os gémeos Strüngmanns detinham 114.410.338 ações ou quase 47.4% das ações da BioNTech. Isso significa que os gémeos, entretanto, se desfizeram não de quase 900.000 ações, como a Fundação Gates, mas de quase 9 milhões.</p>



<p>E o que dizer das ligações de Bill Gates com a FDA, a agência reguladora do medicamento americana? Em 2017, a Food and Drug Administration (FDA) dos EUA firmou um <strong><a href="https://www.fda.gov/about-fda/non-profit-and-other-mous/mou-225-17-019">acordo memorando de entendimento (MOU)</a></strong> com a Fundação Bill &amp; Melinda Gates.</p>



<p>No âmbito desse acordo, as duas entidades concordaram em partilhar informações para “facilitar o desenvolvimento de produtos inovadores, incluindo contramedidas médicas”, tais como diagnósticos, vacinas e terapêuticas para combater a transmissão de doenças durante uma pandemia.</p>



<p>A FDA tem sido criticada pelas suas “portas giratórias”. Dez dos últimos 11 comissários da FDA deixaram a agência e garantiram cargos em empresas farmacêuticas que antes regulamentavam. Da mesma forma, a Fundação Gates contratou membros de elevado escalão da FDA, que trazem consigo conhecimento profundo do processo regulatório.</p>



<p>Por exemplo, Murray Lumpkin teve uma carreira de 24 anos na FDA, actuando como consultor sénior do comissário da FDA e representante para questões globais. Agora, ele é vice-diretor de assuntos regulatórios na Fundação Gates e signatário do MOU.</p>



<p>E Margaret Hamburg, que atuou como comissária da FDA entre 2009 e 2015, está agora no Conselho Consultivo Científico da Fundação Gates.</p>



<p>Bill Gates tornou pública a sua satisfação por ter recebido um retorno de 20 para 1 no seu investimento de 10 mil milhões de dólares no “financiamento e entrega” de medicamentos e vacinas. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="376" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/artigo-bill-gates-no-wsj-1024x376.jpg" alt="" class="wp-image-31693" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/artigo-bill-gates-no-wsj-1024x376.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/artigo-bill-gates-no-wsj-300x110.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/artigo-bill-gates-no-wsj-768x282.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/artigo-bill-gates-no-wsj-1536x564.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/artigo-bill-gates-no-wsj-696x255.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/artigo-bill-gates-no-wsj-1392x511.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/artigo-bill-gates-no-wsj-1068x392.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/artigo-bill-gates-no-wsj.jpg 1815w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>“É o melhor investimento que já fiz”, <strong><a href="https://www.wsj.com/articles/bill-gates-the-best-investment-ive-ever-made-11547683309">escreveu no Wall Street Journal</a></strong>. “Décadas atrás, esses investimentos não eram apostas seguras, mas hoje quase sempre rendem muito.”</p>



<p>Em Outubro de 2019, a Fundação Gates e o Fórum Económico Mundial acolheram o Evento 201, que reuniu agências governamentais, empresas de redes sociais e organizações de segurança nacional para combater uma pandemia global “fictícia”. Bill Gates é um dos principais entusiastas e mecenas da biossegurança. A Fundação Gates detém ações numa série de empresas farmacêuticas, incluindo Merck, Pfizer e Johnson &amp; Johnson. Investiu milhões no financiamento de ONGs, meios de comunicação e agências internacionais, garantindo</p>



<p>No seu mais recente livro &#8221; Como prevenir a próxima pandemia&#8221;, Bill Gates alerta que as futuras pandemias são a maior ameaça à humanidade e que a sobrevivência depende de estratégias globais de preparação para pandemias, posicionando-se firmemente no centro da definição da agenda.</p>



<p>Investiu ainda milhões no financiamento de ONGs, meios de comunicação e agências internacionais, garantindo uma influência política significativa. As contribuições financeiras para os media garantiram a Gates uma cobertura noticiosa favorável. No site da Fundação está, por exemplo, o registo de <strong><a href="https://www.gatesfoundation.org/about/committed-grants/2020/09/inv017377">financiar o jornal The Guardian</a></strong> em 3.5 milhões de dólares durante três anos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="670" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/financiamento-do-the-guardian-1024x670.jpg" alt="" class="wp-image-31699" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/financiamento-do-the-guardian-1024x670.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/financiamento-do-the-guardian-300x196.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/financiamento-do-the-guardian-768x503.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/financiamento-do-the-guardian-696x456.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/financiamento-do-the-guardian-1392x911.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/financiamento-do-the-guardian-1068x699.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/financiamento-do-the-guardian-741x486.jpg 741w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/financiamento-do-the-guardian.jpg 1428w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Também o regulador de medicamentos do Reino Unido, o MHRA, <strong><a href="https://www.gov.uk/government/publications/freedom-of-information-responses-from-the-mhra-week-commencing-31-january-2022/freedom-of-information-on-funding-from-the-bill-and-melinda-gates-foundation-foi-22035">admite receber financiamento da Fundação Gates</a></strong>, relativamente a uma série de iniciativas. O nível atual de financiamento recebido da Fundação Gates ascende a aproximadamente 3 milhões de dólares e abrange vários anos financeiros.</p>



<p>O candidato presidencial Robert F. Kennedy Jr rotulou Bill Gates como “o homem mais poderoso na saúde pública”, uma vez que conseguiu orientar a estratégia pandémica da OMS para se concentrar principalmente na vacinação. Numa <strong><a href="https://soundcloud.com/user-557071035/episode-484-robert-kennedy-jr-destroys-big-pharma-fauci-pro-vaccine-movement">entrevista</a></strong>, Kennedy afirmou que a OMS “implora” pelo financiamento de Gates, que agora constitui mais de 88% do valor total das doações da OMS provenientes de fundações filantrópicas.</p>



<p>E quanto às relações com o governo alemão? Um artigo recente no site alemão <strong><a href="https://www.transparenztest.de/post/bundesregierung-foerdert-projekte-der-gates-stiftung-mit-3-8-milliarden-euro">Transparenztest</a></strong> declarava que o governo alemão financia ou é parceiro de vários projetos da Fundação Gates no valor total de 3,8 mil milhões de euros. Algumas das entradas do programa nos dados do governo alemão identificam a Fundação Bill &amp; Melinda Gates (BMFG) como um patrocinador entre outros, enquanto outras entradas a listam como a única &#8216;fundação/organização&#8217; patrocinadora.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="482" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/transparencia-1024x482.jpg" alt="" class="wp-image-31708" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/transparencia-1024x482.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/transparencia-300x141.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/transparencia-768x361.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/transparencia-696x327.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/transparencia-1392x655.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/transparencia-1068x502.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/transparencia.jpg 1503w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Foi sem supresa que o surgimento da simulação da &#8220;<strong><a href="https://visao.pt/visaosaude/2024-01-22-o-que-e-a-doenca-x-e-o-que-esta-a-ser-feito-para-a-combater/">Doença X</a></strong>&#8220;, apresentada em Davos e defendida pelo Director Geral da OMS como uma das razões para assinar um novo Tratado de Pandemias, tivesse o financiamento da Fundação Bill e Melinda Gates. Sobre esta questão falarei num próximo artigo.</p>



<p><sub>(<strong><a href="https://duaslinhas.pt/2024/02/a-mercantilizacao-da-saude/">continua</a></strong>)</sub></p>
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