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	<title>Eduardo Sousa, autor em Duas Linhas</title>
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	<title>Eduardo Sousa, autor em Duas Linhas</title>
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		<title>DESCUBRA AS DIFERENÇAS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jul 2023 23:29:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[a cultura no século XX]]></category>
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		<category><![CDATA[os anos 20 do século XXI]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não, não há Charleston. Há guerra na Ucrânia. Não há falta de álcool. Há álcool a mais. Não há Picasso, Dali, Scott e Zelda Fitzgerald, Josephine Baker e tantos outros. Não há Manifesto Surrealista, nem Gabrielle Chanel e o seu famoso Chanel nº5. De paralelismo, só a procura do prazer, de usufruto da vida noturna [&#8230;]</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Não, não há Charleston.</p>



<p>Há guerra na Ucrânia.</p>



<p>Não há falta de álcool.</p>



<p>Há álcool a mais.</p>



<p>Não há Picasso, Dali, Scott e Zelda Fitzgerald, Josephine Baker e tantos outros. Não há Manifesto Surrealista, nem Gabrielle Chanel e o seu famoso Chanel nº5.</p>



<p>De paralelismo, só a procura do prazer, de usufruto da vida noturna e de renovação artística (se pensarmos em Joana de Vasconcelos, por exemplo).</p>



<p>Hitler publicava o seu “Mein Kampf”, Mussolini chegava ao poder. Hoje, os partidos de Direita ganham espaço (que medo…); a terceira guerra mundial é uma hipótese, o aquecimento global um problema… mas que se lixe. Tudo se dilui num qualquer festival de verão, numa concentração motard ou numa sardinhada em Portimão.</p>



<p>Cinema? Troquemos a Greta Garbo pela Barbie… Afinal, hoje o cinema já tem som e até é a cores e rosa é a cor do momento… e o Ken o protótipo de ‘<em>Homem Ideal</em>’. O Leonardo da Vinci era um “<em>Velho do Restelo</em>” que só pintava meios-sorrisos e precisava de fazer esboços antes de pintar um quadro…</p>
</div></div>



<p>Há 100 anos Gago Coutinho e Sacadura Cabral realizavam o seu voo intercontinental. Hoje, um IPhone faz maravilhas… e voa à velocidade da Internet.</p>



<p>Há 100 anos tivemos artistas como Max Ernst,&nbsp;Pablo Picasso,&nbsp;André Breton,&nbsp;Joan Miró,&nbsp;Man Ray,&nbsp;Marcel Duchamp,&nbsp;Salvador Dali, Paul Klee, Vassili Kandinski. Hoje temos…? Ah! Correntes de artistas de “<em>sorrisos de tom histérico e perturbador</em>”, de “<em>cenas violentas de conflitos bélicos</em>”, de “<em>pinturas invertidas</em>”, de “<em>tropicalismo e parangolés</em>” …. seja lá o que isso quer dizer.</p>



<p>Há 100 anos havia o Jazz, o Foxtrot, o Charleston, os Blues, o Swing… a época em que o bairro do Harlem, em Nova York, se tornava a capital da cultura negra. Bessie Smith, Duke Ellington e Bill &#8220;Bojangles&#8221; apresentavam-se no Cotton Club, no Baron&#8217;s e no Leroy&#8217;s.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Duke Ellington, &quot;Take the A Train&quot;" width="696" height="522" src="https://www.youtube.com/embed/cb2w2m1JmCY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em><sub>vídeo</sub></em></figcaption></figure>



<p>Hoje, tudo se substitui por um DJ… Umas coreografias de “resorts tudo incluído” e pronto. Toda a gente se mexe ao som de “<em>Follow the leader, leader, leader… follow the leader…</em>” e é o máximo!!!</p>



<p>Albert Einstein, Fernando Pessoa, James Joyce, o direito de voto das mulheres nos EUA, a Bauhaus, a Metro-Goldwin Mayer, o Surrealismo, o Cubismo, o Dadaísmo, o primeiro filme falado, a televisão, o Ford Model T… sei lá! Não saía daqui hoje!</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="800" height="450" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/07/massacre-na-coreia-de-pablo-picasso.jpg" alt="" class="wp-image-27844"/><figcaption class="wp-element-caption">&#8216;Massacre na Coreia&#8217; de Pablo Picasso</figcaption></figure>



<p>E hoje? Ora vamos lá a ver:</p>



<p>Hoje temos maravilhosos artistas urbanos que requalificam os bairros suburbanos com verdadeiras obras-primas… e cujos nomes desconhecemos.</p>



<p>Artistas de efémera arte em areia cujas obras achamos inacreditáveis … e cujos nomes desconhecemos.</p>



<p>Artistas que pintam a giz as calçadas das cidades por meia dúzia de tostões do transeunte que passa… e cujos nomes desconhecemos.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="650" height="523" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/07/escultura-na-areia.jpg" alt="" class="wp-image-27843"/><figcaption class="wp-element-caption">escultura na areia de autor desconhecido</figcaption></figure>



<p>Artistas que vemos no Youtube que se apresentam com uma guitarra, um violino, ou um instrumento mais peculiar a dedilhá-lo de forma exímia em plena rua… e cujos nomes desconhecemos.</p>



<p>E quem aposta nestes virtuosos? Ficarão para a História? Terão que concorrer ao Got Talent ou similar para terem algum reconhecimento?</p>



<p>Gerhard Richter, Yan Pei-Ming, Yue Minjun, Anselm Kiefer, Philippe Garel, Gérard Garouste, Martial Raysse, Miquel Barceló, Vladmir Veličović, Georg Baselitz, Pierre Soulages, Marlene Duma, Héio Oticica. Os tais dos <strong>“<em>sorrisos de tom histérico e perturbador</em>”, das “<em>cenas violentas de conflitos bélicos</em>”, das “<em>pinturas invertidas</em>”, das cenas de “<em>tropicalismo e parangolés</em>”. </strong>A sério. Alguém conhece algum destes artistas de renome deste século XXI? OK. Ao fim ao cabo, nestes “<em>Loucos anos ’20 do século XX</em>I”, quem se distingue?</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1009" height="589" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/07/quadro-de-gerard-richter.jpg" alt="" class="wp-image-27841"/><figcaption class="wp-element-caption">pintura de Gerhard Richter</figcaption></figure>



<p>“<em>And the Oscar Goes To…</em>” Já sei! Aos políticos do costume…</p>



<p>Vladimir Putin. António Costa. João Costa (não poderia deixar de ser laureado. Afinal, sou Professor…). Ursula Von Der Leyen. Donald Trump. Joe Biden. Xi Jimping.&nbsp; Christine Lagarde. Emmanuel Macron. Kim-Jong-Un. Lula da Silva. Jair Bolsonaro… Estamos “<em>feitos ao bife</em>” …</p>



<p>Desta maneira, não ficam para a História “<em>Os Loucos Anos ’20 do Século XXI</em>”, mas sim “<em>Os Loucos <strong><u>DOS</u></strong> Anos ’20 do Século XXI</em>” … se é que me fiz entender…</p>



<p>Que Mundo…</p>
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		<title>E O BURRO SOU EU…? QUEM ME DERA!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jul 2023 23:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LIFESTYLE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Começo assim: “Quanto mais conheço o Homem, mais gosto do meu cão.” No meu caso, dos meus gatos. … mas o Homem é que é o “Rei dos Animais”. Quem disse isto? AH! O Homem. Ele próprio. Assim como Napoleão que se coroou a ele mesmo Imperador… ou quando Luís XIV proclamou “L’État C’est Moi!”. [&#8230;]</p>
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<p>Começo assim: “Quanto mais conheço o Homem, mais gosto do meu cão.” No meu caso, dos meus gatos.</p>



<p class="has-text-align-center has-vivid-red-color has-text-color has-regular-font-size" style="margin-top:0px">… mas o Homem é que é o “Rei dos Animais”.</p>



<p>Quem disse isto? AH! O Homem. Ele próprio. Assim como Napoleão que se coroou a ele mesmo Imperador… ou quando <strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_XIV_de_Fran%C3%A7a">Luís XIV</a></strong> proclamou <em>“L’État C’est Moi!”</em>. É assim. O Homem elege-se a si, independentemente da vontade de todas as outras espécies. Aliás, nem as questiona.</p>



<p>Ninguém perguntou ao imponente leão o que é que ele achava disso, à enorme girafa, ao búfalo, ao hipopótamo… nem sequer à formiga! O Homem é o “Rei dos Animais” e pronto! É o ser pensante; é o ser racional. Diria <strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ren%C3%A9_Descartes">Descartes</a></strong> “Penso, logo existo”. Assim, se os animais não pensam… como é que existem?</p>



<p>Acho piada quando ouço na TV dizerem “Os macacos são mais parecidos connosco do que pensamos”. Como é que é…? Os símios estão neste planeta há mais tempo do que o Homem! A frase não deveria ser “O Homem é mais parecido com os macacos do que pensamos”?</p>



<p>Ora bem: o Homem é um ser racional. Um <strong><a href="https://dicionario.priberam.org/axioma">axioma</a></strong>. É isso. Portanto, todo o resto do universo animal é irracional?!</p>



<p>Tenho em casa duas gatas: uma branca e uma preta: nunca as vi digladiarem-se por causa da cor. Coitadas… são irracionais. Dormem abraçadas uma à outra, dividem o mesmo prato de comida, respeitam os espaços e as horas de dormida uma da outra. Pois… são irracionais.</p>



<p>Já nós, o Homem, escravizámos povos por causa da cor; incendiámos meio planeta sob a égide de “<em><strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Black_Lives_Matter">Black Lives Matters</a></strong></em>”, unimo-nos por “<em><strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Massacre_do_Charlie_Hebdo">Je Suis Charlie</a></strong></em>”; criámos a <em><strong><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Ku_Klux_Klan">Ku Klux Klan</a></strong></em>. Sim. Somos seres racionais!</p>



<p class="has-text-align-center has-vivid-red-color has-text-color">“…e o Burro sou eu?” &#8211; disse Scolari. Quanto a mim, às vezes tenho pena de não ser…</p>



<p>Seres selvagens, os animais. Matam-se uns aos outros. Infelizes. É horrível assistir a isso no <em><strong><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/National_Geographic_(American_TV_channel)">National Geographic</a></strong></em>. Pois. Aquando daquelas jantaradas comemorativas do “sei lá o quê”, esquecemos o pojadouro, a rabadilha, o entrecosto, a entremeada, as febras ou as costeletas e donde elas vieram. É tão conveniente… Eu até sou omnívoro: como carne, como vegetais, como aquilo que a minha espécie é suposta comer. Até como a carne do peixe (nunca entendi essa coisa de se comer peixe na Sexta-Feira Santa porque não se pode comer carne.  Afinal, não comemos a carne do peixe?). A Natureza é a nossa Mãe, independentemente da racionalidade que persistimos em enaltecer … Uma alface é um ser vivo. Nasce, vive e morre. Apenas não ouvimos os seus lamentos. Cada mordida liberta-nos a consciência da culpa de não nos estarmos a alimentar de um ser de origem animal… Treta!!! Será que só a espécie animal é que tem o direito a ser apelidada de ‘Ser Vivo’?</p>



<p>Agora a sério:</p>



<p>Somos seres racionais. Fazemo-nos explodir num metro em Madrid em hora de ponta por questões religiosas… Que animal faria isso?</p>



<p>Raptamos crianças para fazermos delas escravas sexuais. Que animal faria isso?</p>



<p>Sim, também tenho um gato. Imagino-o a obrigar as minha duas gatas a usar ‘burka’ e a impedi-las de usarem a mesma areia do que ele por serem… gatas! Fêmeas! Apenas por isso. Mas não. Afinal, são seres irracionais. ‘Tadinhos… não têm ‘racio’… não são inteligentes…</p>



<p>Sempre me questionei: é fácil fazer um cão aprender “deita”, “dá a pata”, “fica”, “rola”… meia dúzia de vezes, umas recompensas e… já está! Se fosse ao contrário, quantas vezes um cão necessitaria de me dizer “<em>ão, ão</em>” até eu perceber o que ele queria? Afinal…. qual é o mais esperto? Eu … ou o cão? Qual de nós é, afinal, o mais racional?</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color" style="max-width:460px">Vejamos a guerra entre a Rússia e a Ucrânia: é assim como se o Urso Branco decidisse conquistar o território do Urso Pardo. Mas não, tal não acontece. Porquê? Porque o Urso Branco é branco e não bronco e o Urso Pardo é pardo e não parvo. Coitados… Temos de desculpá-los. Afinal, são irracionais.</p>



<p>Imagino o Presidente <em>Leoputin</em> (…só porque sim) enviar o seu exército de leopardos conquistar o território dos leões. Iriam? Lógico que não. Talvez porque eles sejam leopardos e não ‘leoparvos’… Coitados… são irracionais!</p>



<p>E que animal destruiria o território que necessita para viver? Pois é… selvagens.</p>



<p>Mas, felizmente, nem todos nos enquadramos nesta espécie de ‘espécie’. Vejo a ‘coisa’ assim: uma escada que chega ao Céu, ao Nirvana, à Plenitude, como lhe queiram chamar. “<em>Stairway to Heaven</em>” é giro. Uns, mais evoluídos, estão, obviamente, em degraus superiores. Outros, longe disso, em degraus inferiores. Infelizmente, tivemos poucos líderes ao longo da história que foram capazes de dar a mão e fizeram outros (os que os quiseram ouvir) subir uns quantos degraus. Hoje, pergunto-me: estarão os nossos dirigentes em degraus assim tão rasteiros que não consigam ver o óbvio?</p>



<p>Diria <strong><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Claude_Chabrol">Claude Chabrol</a></strong>: “A estupidez é infinitamente mais fascinante do que a inteligência. É que a inteligência tem limites…”.</p>
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		<title>O BICHO PAPÃO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jun 2023 17:25:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Agora, finalmente, vou poder ganhar qualidade de vida, porque essas 8 horas não letivas me vão permitir: mais tempo para preparar aulas; corrigir testes (aliás, “instrumentos de recolhas de informação para efeitos classificatórios”, (sim, agora é muito “chique”. Isso de “testes” era uma coisa muito brega e do passado); elaborar esses mesmos “instrumentos de recolhas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Agora, finalmente, vou poder ganhar qualidade de vida, porque essas 8 horas não letivas me vão permitir: mais tempo para preparar aulas; corrigir testes (aliás, “instrumentos de recolhas de informação para efeitos classificatórios”, (sim, agora é muito “chique”. Isso de “testes” era uma coisa muito brega e do passado); elaborar esses mesmos “instrumentos de recolhas de informação para efeitos classificatórios”; classificar composições; frequentar ações de formação sem correr o risco de acumular serviço; fazer o trabalho de Direção de Turma de forma tranquila; preencher as picuinhas informações intercalares; conseguir dar resposta ao que pedem hoje para estar pronto anteontem… sei lá! Enaaaa! Estou tãããão feliz! Agora, em vez de viver para trabalhar como fiz até aqui, vou, finalmente, poder trabalhar para viver!!!</p>



<p>Ah! Espera!&#8230; Esqueci-me de um pormenor que se calhar é importante&#8230; O meu grupo de docência é o 200. Dou Português. Sou daqueles ‘coitados’ a quem castigam e obrigam a usar essas supostas “horas de redução da componente não letiva” para dar… aulas de apoio. Com alunos. Sim, porque parece que estar com alunos em aulas de apoio não é trabalho letivo. Afinal, o meu amigo art.º 79.º do ECD revela-se um “Amigo da Onça”. (Não disse “Amigo de Peniche”, pois calculo que muitos colegas de Peniche estejam na mesma situação e não quero ofender ninguém).</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Portanto, deixa-me pensar:</p>



<p>Deixo de estar com uma turma onde dou uma aula curricular, para estar com 8 alunos escolhidos a dedo pelas suas dificuldades (pelo menos na minha escola é assim). A “Fina-Flor”. “A Espuma das Canções” como diria Rui Veloso. Aí, em vez de preparar uma aula para todos os alunos, preparo 8 aulas individualizadas em que tenho de me dividir (qual Deus omnipotente e omnipresente que consegue atender a todos) e descortinar os mais diversos elementos de trabalho destinados aos mais diversos alunos que se debatem com as mais diversas dificuldades de aprendizagem. Um tem dificuldades de leitura; outro de compreensão; outro de interpretação; outro de gramática; outro é disléxico; outro, simplesmente, não quer “fazer nenhum”; outro não é capaz de escrever um texto, por mais simples que seja; outro “caiu neste país de para-quedas” e está completamente fora de contexto; outro não fala português (sim, porque uma ou duas horas de Português Língua Não Materna por semana não permitem a compreensão das 13 disciplinas que estes alunos têm de frequentar ao longo do ano. Estar 100 minutos numa aula a ouvir um professor sem compreender ‘patavina’ da língua… é obra. Quem vem, por exemplo, do Nepal, da Ucrânia ou da China… desenrasque-se! E ainda por cima, nem os brasileiros percebem português!</p>



<p>E diz a Lei que esses apoios marcados em horas de redução da componente letiva são individualizados…</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Mas porque será que sobre este assunto não se fala nas contestações sindicais? Ah!&#8230; Talvez porque os sindicalistas não deem aulas e não passem por este problema… Assim também eu!&#8230; É muito mais conveniente implorar pela passagem de escalão. Pois a mim, apesar de ‘preso’ no 6.º escalão, com 34 anos de serviço e sem vislumbrar o topo da carreira, preferia, antes, livrar-me deste ‘estorvo’ que são as aulas de apoio….</p>



<p>OK. Fiz 60 anos e começo agora a ter medo do Bicho Papão. Parece que cheguei mesmo à segunda infância…</p>



<p>Doem-me as articulações, odeio aquele relógio que insiste em despertar às 7 e um quarto; detesto as quantidades de remédios que ingiro que, pelos vistos, são essenciais à minha existência e, sobretudo, detesto acordar daquele sonho em que estou com a minha mulher em férias, na praia, num mar de 30 e tal graus para, de repente, ao som do malfadado despertador, saltar da cama, ir dar aulas e repetir a história que relato há 30 e tal anos… Um dia destes estou a ponderar ir dar aulas vestido de telemóvel… Talvez assim…</p>



<p>… Decididamente. Este país de gente velha não é (mesmo!) para velhos.</p>
</div></div>
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		<title>A REVOLTA DOS CARTOONS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jun 2023 23:01:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Realmente, foi mau gosto. Que o diga Porky Pig. Se eu estivesse no lugar do próprio, ou melhor, nos cascos dele, teria feito já uma exposição e um pedido de indemnização do mau gosto que foi Pedro Brito lhe ter feito uma caricatura com a cara de António Costa… Nos tempos da Velha Senhora, Pedro [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/06/a-revolta-dos-cartoons/">A REVOLTA DOS CARTOONS</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Realmente, foi mau gosto. Que o diga Porky Pig. Se eu estivesse no lugar do próprio, ou melhor, nos cascos dele, teria feito já uma exposição e um pedido de indemnização do mau gosto que foi Pedro Brito lhe ter feito uma caricatura com a cara de António Costa… Nos tempos da Velha Senhora, Pedro Brito saberia o verdadeiro peso da régua… ou melhor, da palmatória.</p>



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<p>Após a indignação que o nosso primeiro-ministro demonstrou pelo direito à livre expressão que o nosso país conquistou após o 25 de abril de ‘74, muitos outros cartoons se lhe associaram. Afinal, associar a mulher a uma vaca (Clarabela) ou a uma galinha (Clara d’Ovos), não é coisa que um desenhista possa, sequer, imaginar. Nem passar estas ideias para as crianças, pois estas imagens germinariam nas mentes dos pré-adolescentes preconceitos inconcebíveis! Ultrapassa o bom senso! Mais: associar a mulher a uma porca (Miss Piggie) é demais! E a uma rata (Minnie)? Obsceno!</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="1080" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/06/revolta-dos-cartoons.jpg" alt="" class="wp-image-27012"/></figure>
</div></div>



<p>Não quero nem imaginar que ministras Pedro Brito escolheria para caricaturar estas personagens!&#8230; Nem as ditas!&#8230;</p>



<p>Depois, há todo aquele ‘racismo’ de escolher animais a dedo: para bandidos, cães vira-lata (Irmãos Metralha); Onças (Bafo de Onça); Fuinhas (Professor Estigma); aves de rapina (professor Gavião); …</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Haverá animais suficientes para retratar os políticos deste nosso País? É que, infelizmente, o Mancha Negra não teve filhos…</p>



<p>Os heróis lá se vão contentando com caras de rato (Mickey); cães (Pateta e Super Pateta), sapo (Cocas); … o que não é mau.&nbsp;</p>



<p>…e pensar que crescemos a ver mulheres como vacas, porcas e ratas; bandidos como fuinhas; heróis como ratos e cães…</p>



<p>…mas sempre com caras de animais. Coitados de nós, que crescemos neste imaginário…</p>



<p>Só António Costa acha de ‘mau tom’ o seu ‘nariz de tomada’ e os lápis espetados nos olhos.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Ainda bem que Walt Disney já morreu. Em Portugal seria visto como racista, machista e indigente.</p>



<p>Agora a sério: que animal escolheria Walt Disney para caricaturar António Costa?</p>



<p>Leva-me a pensar em George Orwell e o seu livro “O Triunfo dos Porcos”. Nunca percebi porque decidiu que Snowball e Napoleon fossem porcos.</p>



<p>Agora entendo! Obrigado, António Costa!</p>



<p>(<strong>Nota da redação</strong>: os textos de opinião expressam apenas as posições dos seus autores)</p>
</div></div>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/06/a-revolta-dos-cartoons/">A REVOLTA DOS CARTOONS</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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