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	<title>Célia Silva, autor em Duas Linhas</title>
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		<title>RECADO ESCONDIDO NO INTERIOR DE UMA PAREDE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Célia Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Sep 2025 08:00:10 +0000</pubDate>
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<p>Assim, numa cidade com vetustas tradições como Abrantes, ali mesmo à beirinha do rio Tejo, o Município zela por que alterações na estrutura urbana sejam devidamente acompanhadas por equipas de arqueólogos.</p>



<p>Assim aconteceu, quando se previu a realização de obras nas antigas instalações da PSP, propriedade do Município, imóvel localizado entre a Rua Grande (antiga Rua Santos e Silva) n<sup>ºs</sup> 6, 8, 10, 12 e 14, e a Rua Maria de Lourdes Pintasilgo (antiga Rua do Brasil), n.º<sup>s</sup> 38, 40, 42, 44 e 46, estando assim dotado de duas frentes de rua. Haveria, por conseguinte, a possibilidade de, em seu lugar, mantendo os três pisos acima do solo. aí serem construídos 10 fogos, de tipologias T1, T2 e T3.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="680" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/fachada-abrantes-1024x680.png" alt="" class="wp-image-44128" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/fachada-abrantes-1024x680.png 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/fachada-abrantes-300x199.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/fachada-abrantes-768x510.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/fachada-abrantes-696x462.png 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/fachada-abrantes-1068x710.png 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/fachada-abrantes.png 1144w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">A fachada do imóvel</figcaption></figure></div>


<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>O imóvel, conjuntamente com mais de quarenta outros do centro histórico de Abrantes, a maioria deles testemunhos singulares da arquitetura civil de há mais de um século, foi, em 1977, classificado como de valor concelhio, tendo posteriormente esta classificação sido convertida em «de interesse municipal». nos termos nº 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro.</p>



<p>Propôs-se, por isso, a adopção de numa filosofia de intervenção mínima, considerando que deveriam ser conservados os elementos que se apresentem em bom estado, com respeito pelas marcas do tempo e estereotomia, designadamente as fachadas e escadas em pedra. As paredes exteriores, guarda-corpos e serralharias seriam recuperadas, bem como as paredes-mestras interiores</p>



<p>A intervenção proposta correspondeu, por conseguinte, à demolição interna quase total, com a manutenção geral das volumetrias e das fachadas sobre a Rua Grande (principal e lateral) e a remodelação interna integral, incluindo alterações às escadas preexistentes. As fachadas sobre a Rua Maria de Lourdes Pintasilgo são objeto de recomposição, preservando-se dois vãos.</p>
</div></div>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>As descobertas</strong></h4>



<p>Nos trabalhos prévios, foram realizadas cinco sondagens arqueológicas, identificando-se estruturas negativas do tipo silo em todas elas, com cronologia maioritariamente medieval.</p>



<p>Identificaram-se três cisternas e, dada a magnitude da afetação no interior do edifício, efetuaram-se 22 sondagens parietais, tentando efetuar um registo exaustivo do tipo construtivo do aparelho construtivo.</p>



<p>Na sequência dos trabalhos de demolição, descobriram-se, de facto, elementos deveras interessantes do ponto de vista da história quotidiana, tais como inscrições dos carpinteiros nos forros em madeiras, antigos documentos dos alunos da escola industrial ali implantada em tempos.</p>



<p>No entanto, a surpresa maior ocorreu quando, no passado dia 28 de Agosto, ao demolir-se a parede de acesso à sala do teto em estuque do piso 1, se encontrou um papel manuscrito intacto. Estava no interior de um espaço vazio entre a argamassa e a pedra, dando a sensação de ter sido ali depositado para cair no esquecimento ou, porventura (agrada-nos agora pensar assim), para que, tantos anos volvidos, alguém ficasse estupefacto ao achá-lo!</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>De imediato se pediu a um paleógrafo de renome, Saul Gomes, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, que nos ajudasse na decifração do que ali se encontrava escrito e tão ciosamente – ao que parecia – ali fora escondido, qual mui relevante tesouro. Mui gratos lhe estamos pela prontidão com que cedeu ao nosso pedido</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="741" height="1024" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/Fig.-4-741x1024.jpg" alt="" class="wp-image-44120" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/Fig.-4-741x1024.jpg 741w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/Fig.-4-217x300.jpg 217w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/Fig.-4-768x1061.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/Fig.-4-1112x1536.jpg 1112w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/Fig.-4-696x961.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/Fig.-4-1068x1475.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/Fig.-4.jpg 1231w" sizes="(max-width: 741px) 100vw, 741px" /></figure>
</div>



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<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="538" height="764" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/recado-manuscrito.png" alt="" class="wp-image-44116" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/recado-manuscrito.png 538w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/recado-manuscrito-211x300.png 211w" sizes="(max-width: 538px) 100vw, 538px" /></figure>
</div>
</div>



<p>Outro papel resguardava o manuscrito e nele se podia ler, em letra mui cuidada e escrita a tinta com caneta de aparo «<em>AO Sr. Meu Pay».</em> Que teria uma filha ou um filho a dizer a seu pai, para assim ali estar escondido? E quem o terá escondido – o remetente ou o destinatário?A leitura do Doutor Saul Gomes é a seguinte:</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="857" height="502" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/manuscrito-2.png" alt="" class="wp-image-44220" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/manuscrito-2.png 857w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/manuscrito-2-300x176.png 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/manuscrito-2-768x450.png 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2025/09/manuscrito-2-696x408.png 696w" sizes="auto, (max-width: 857px) 100vw, 857px" /></figure></div>


<p>Questões familiares, portanto. Rendas em atraso, encomenda de coelhos, questões da dízima…</p>



<p>Escritor imaginativo deste manuscrito faria um romance. Aliás, como acontece amiúde. Ou melhor, dizem os autores que acontece, para darem maior credibilidade ao que escrevem. Só que, neste caso, não é manuscrito inventado: é manuscrito bem real, simplesinho, mas a ocultar, porventura, um drama qualquer. Caso assim não fosse, que razão haveria para o esconder assim num buraco de parede?</p>



<p>(artigo em co-autoria com <strong><a href="https://duaslinhas.pt/author/jose-de-encarnacao/">José d&#8217;Encarnação</a></strong>)</p>
</div></div>
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