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	Comentários em: Os valados, património a não desprezar	</title>
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	<description>Informação online</description>
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		<title>
		Por: José		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2025/04/os-valados-patrimonio-a-nao-desprezar/#comment-18993</link>

		<dc:creator><![CDATA[José]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Apr 2025 17:28:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Natália Fauvrelle
23 de abril de 2025 12:44
Também li com muito interesse o seu texto sobre os ditos muros de pedra seca, ou pedra posta ou pedra solta… pois lembrei-me de imediato da minha paisagem do Douro. Essa foi a minha área de doutoramento em Museologia – trabalhei a paisagem como património e como tal passível de ser gerida como qualquer outro património, isto a propósito de o Douro ser património mundial e continuar a ser gerido numa lógica de ordenamento do território onde as lógicas patrimoniais estão marginalizadas. 
O termo “seca” vem do facto de não conter argamassas e era assim que o povo chamava. Visto tratar-se de um património vernacular, o termo parece muito bem, permita-me que diga. Assim como a tal “pedra posta”, pois também reflete o facto de ser colocada em camadas sobrepostas sem argamassas. Acho que aqui a terminologia deve seguir o vernáculo da terra onde se faz.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Natália Fauvrelle<br />
23 de abril de 2025 12:44<br />
Também li com muito interesse o seu texto sobre os ditos muros de pedra seca, ou pedra posta ou pedra solta… pois lembrei-me de imediato da minha paisagem do Douro. Essa foi a minha área de doutoramento em Museologia – trabalhei a paisagem como património e como tal passível de ser gerida como qualquer outro património, isto a propósito de o Douro ser património mundial e continuar a ser gerido numa lógica de ordenamento do território onde as lógicas patrimoniais estão marginalizadas.<br />
O termo “seca” vem do facto de não conter argamassas e era assim que o povo chamava. Visto tratar-se de um património vernacular, o termo parece muito bem, permita-me que diga. Assim como a tal “pedra posta”, pois também reflete o facto de ser colocada em camadas sobrepostas sem argamassas. Acho que aqui a terminologia deve seguir o vernáculo da terra onde se faz.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: José		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2025/04/os-valados-patrimonio-a-nao-desprezar/#comment-18954</link>

		<dc:creator><![CDATA[José]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Apr 2025 11:40:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Parece que os organismos oficiais portugueses foram na conversa do &#039;pedra seca&#039;... Enfim... Em todo o caso, cumpre dar conhecimento de que o processo Arte da construção dos muros em pedra seca no Maciço Calcário de Sicó está para consulta em https://matrizpci.patrimoniocultural.gov.pt/InventarioNacional/DetalheFicha/1038?dirPesq=0 .
Há já parecer com proposta favorável para a inclusão no Inventário Nacional. Dentro em breve estará na fase de Consulta Pública em https://www.patrimoniocultural.gov.pt/salvaguarda/consultar/CONSULTAS-PUBLICAS/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parece que os organismos oficiais portugueses foram na conversa do &#8216;pedra seca&#8217;&#8230; Enfim&#8230; Em todo o caso, cumpre dar conhecimento de que o processo Arte da construção dos muros em pedra seca no Maciço Calcário de Sicó está para consulta em <a href="https://matrizpci.patrimoniocultural.gov.pt/InventarioNacional/DetalheFicha/1038?dirPesq=0" rel="nofollow ugc">https://matrizpci.patrimoniocultural.gov.pt/InventarioNacional/DetalheFicha/1038?dirPesq=0</a> .<br />
Há já parecer com proposta favorável para a inclusão no Inventário Nacional. Dentro em breve estará na fase de Consulta Pública em <a href="https://www.patrimoniocultural.gov.pt/salvaguarda/consultar/CONSULTAS-PUBLICAS/" rel="nofollow ugc">https://www.patrimoniocultural.gov.pt/salvaguarda/consultar/CONSULTAS-PUBLICAS/</a></p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: José		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2025/04/os-valados-patrimonio-a-nao-desprezar/#comment-18899</link>

		<dc:creator><![CDATA[José]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Apr 2025 18:40:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muito me enriqueceram, confesso, os comentários que fui recebendo. Apanhei um raspanete por ter cedido à tentação de falar em muros de pedra seca, porque essa designação é tradução à letra de outras línguas, que não a nossa, onde a terminologia correcta é «muros de pedra solta», até porque, quando chove, as pedras deixam de estar... secas.
Fui também informado de que essa arte de fazer muros foi integrada pela UNESCO, em 2018, na lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade (convenção que os espíritos tacanhos do Portugal político houveram por bem não assinar) e de vários livros publicados sobre o tema, de que cito 
https://www.uc.pt/fluc/nicif/Publicacoes/Estudos_de_Colaboradores/PDF/Livros_e_Guias/Projeto_Terrisc_2006
https://www.uc.pt/fluc/nicif/Publicacoes/Colectaneas_Cindinicas/Download/Colecao_VI/1_Socalcos.pdf
E em diversos municípios portugueses se está já a dar atenção a essa arte, da maior importância para a prevenção dos riscos naturais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito me enriqueceram, confesso, os comentários que fui recebendo. Apanhei um raspanete por ter cedido à tentação de falar em muros de pedra seca, porque essa designação é tradução à letra de outras línguas, que não a nossa, onde a terminologia correcta é «muros de pedra solta», até porque, quando chove, as pedras deixam de estar&#8230; secas.<br />
Fui também informado de que essa arte de fazer muros foi integrada pela UNESCO, em 2018, na lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade (convenção que os espíritos tacanhos do Portugal político houveram por bem não assinar) e de vários livros publicados sobre o tema, de que cito<br />
<a href="https://www.uc.pt/fluc/nicif/Publicacoes/Estudos_de_Colaboradores/PDF/Livros_e_Guias/Projeto_Terrisc_2006" rel="nofollow ugc">https://www.uc.pt/fluc/nicif/Publicacoes/Estudos_de_Colaboradores/PDF/Livros_e_Guias/Projeto_Terrisc_2006</a><br />
<a href="https://www.uc.pt/fluc/nicif/Publicacoes/Colectaneas_Cindinicas/Download/Colecao_VI/1_Socalcos.pdf" rel="nofollow ugc">https://www.uc.pt/fluc/nicif/Publicacoes/Colectaneas_Cindinicas/Download/Colecao_VI/1_Socalcos.pdf</a><br />
E em diversos municípios portugueses se está já a dar atenção a essa arte, da maior importância para a prevenção dos riscos naturais.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marta Marçal Gonçalves		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2025/04/os-valados-patrimonio-a-nao-desprezar/#comment-18871</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marta Marçal Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2025 17:57:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://duaslinhas.pt/?p=40963#comment-18871</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://duaslinhas.pt/2025/04/os-valados-patrimonio-a-nao-desprezar/#comment-18839&quot;&gt;José Azevedo e Silva&lt;/a&gt;.

Olá. É bom saber essas designações. Desconhecia a terceira. Na Serra de Monchique também têm outra designação, mas não me consigo recordar qual. Alguém se sabe?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://duaslinhas.pt/2025/04/os-valados-patrimonio-a-nao-desprezar/#comment-18839">José Azevedo e Silva</a>.</p>
<p>Olá. É bom saber essas designações. Desconhecia a terceira. Na Serra de Monchique também têm outra designação, mas não me consigo recordar qual. Alguém se sabe?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marta Marçal Gonçalves		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2025/04/os-valados-patrimonio-a-nao-desprezar/#comment-18870</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marta Marçal Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2025 17:54:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://duaslinhas.pt/?p=40963#comment-18870</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://duaslinhas.pt/2025/04/os-valados-patrimonio-a-nao-desprezar/#comment-18830&quot;&gt;José&lt;/a&gt;.

Olá José. Não precisa de ir tão longe... Em Espanha, em especial na Catalunha, esses muros são estimadíssimos. Criaram uma plataforma designada wikipedra para que as pessoas possam colocar a informação recolhida quando, por exemplo, andam a passear. Vá lá dar uma espreitadela!
Também sabia que a arte de construir muros de pedra seca é Património Imaterial da Humanidade? Infelizmente, Portugal não assinou :-(
Boa Páscoa]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://duaslinhas.pt/2025/04/os-valados-patrimonio-a-nao-desprezar/#comment-18830">José</a>.</p>
<p>Olá José. Não precisa de ir tão longe&#8230; Em Espanha, em especial na Catalunha, esses muros são estimadíssimos. Criaram uma plataforma designada wikipedra para que as pessoas possam colocar a informação recolhida quando, por exemplo, andam a passear. Vá lá dar uma espreitadela!<br />
Também sabia que a arte de construir muros de pedra seca é Património Imaterial da Humanidade? Infelizmente, Portugal não assinou 🙁<br />
Boa Páscoa</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: José		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2025/04/os-valados-patrimonio-a-nao-desprezar/#comment-18865</link>

		<dc:creator><![CDATA[José]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2025 07:47:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[De: Cristina Neves 
15 de abril de 2025 18:39
Quando era criança e vinha de férias para o Algarve, um dos sinais de que estávamos próximos da casa dos &quot;Vilarinhos&quot;, eram os muros caiados de branco e com a pedra cinzenta em cima. É um valado coberto de argamassa e cal, pois servia de limite às casas e respectivas propriedades. 
Há imagens que nos ficam e são muito fortes pois têm uma densidade de raízes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De: Cristina Neves<br />
15 de abril de 2025 18:39<br />
Quando era criança e vinha de férias para o Algarve, um dos sinais de que estávamos próximos da casa dos &#8220;Vilarinhos&#8221;, eram os muros caiados de branco e com a pedra cinzenta em cima. É um valado coberto de argamassa e cal, pois servia de limite às casas e respectivas propriedades.<br />
Há imagens que nos ficam e são muito fortes pois têm uma densidade de raízes.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: José		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2025/04/os-valados-patrimonio-a-nao-desprezar/#comment-18852</link>

		<dc:creator><![CDATA[José]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2025 14:58:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[De: maria helena coelho
14 de abril de 2025 19:33
Os valados deslumbram-te, e bem, pois são &quot;obras de arte&quot;.
Eu, pela minha parte, numa intervenção de ano passado, reflecti sobre valas e valadores, homens e obras que no passado foram fulcrais em terrenos alagadiços.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De: maria helena coelho<br />
14 de abril de 2025 19:33<br />
Os valados deslumbram-te, e bem, pois são &#8220;obras de arte&#8221;.<br />
Eu, pela minha parte, numa intervenção de ano passado, reflecti sobre valas e valadores, homens e obras que no passado foram fulcrais em terrenos alagadiços.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: José		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2025/04/os-valados-patrimonio-a-nao-desprezar/#comment-18850</link>

		<dc:creator><![CDATA[José]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2025 10:38:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[De: Jorge de Alarcão 
Enviada: 15 de abril de 2025 11:32
Interessante o apontamento sobre os muros de pedra seca que, mais do que divisórias de propriedades, eram o meio de sustentar os socalcos.
Apesar de não serem construídos com argamassa (muitas vezes são construídos com um ligante de barro ou simplesmente de terra) são muito sólidos. Mais sólidos do que os muros hoje construídos com blocos de cimento, porque deixam passar a água e os socalcos não ficam encharcados:  a água não se acumula por detrás dos muros,exercendo pressão que  muitas vezes leva à ruína dos muros de cimento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De: Jorge de Alarcão<br />
Enviada: 15 de abril de 2025 11:32<br />
Interessante o apontamento sobre os muros de pedra seca que, mais do que divisórias de propriedades, eram o meio de sustentar os socalcos.<br />
Apesar de não serem construídos com argamassa (muitas vezes são construídos com um ligante de barro ou simplesmente de terra) são muito sólidos. Mais sólidos do que os muros hoje construídos com blocos de cimento, porque deixam passar a água e os socalcos não ficam encharcados:  a água não se acumula por detrás dos muros,exercendo pressão que  muitas vezes leva à ruína dos muros de cimento.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Helena		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2025/04/os-valados-patrimonio-a-nao-desprezar/#comment-18849</link>

		<dc:creator><![CDATA[Helena]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2025 10:32:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Grata por este texto, José d&#039;Encarnação.
Depois de ter visitado há muitos anos a tumba de Agamenon, perto de Micenas, no Peloponeso, passei a reparar melhor em todos os sábios alinhamentos de pedras antigas, como os socalcos, ou estes valados mais singelos, mas de tanta harmonia &quot;arquitectónica&quot;.
Lá, desde o corredor a céu aberto, até à tumba abobadada construídos por volta de 1250 aC, como cá por tantas zonas rurais, as pedras falam, revelam uma força que dispensa qualquer outro elemento &quot;aglutinante&quot;, como dizes no texto.
Mostram ainda uma engenharia humana que sabia conjugar os vértices e os vãos do material disponível, a pedra ali à mão.
Uma sabedoria milenar que não devia ser alienada, mas reconhecida como património material da Humanidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Grata por este texto, José d&#8217;Encarnação.<br />
Depois de ter visitado há muitos anos a tumba de Agamenon, perto de Micenas, no Peloponeso, passei a reparar melhor em todos os sábios alinhamentos de pedras antigas, como os socalcos, ou estes valados mais singelos, mas de tanta harmonia &#8220;arquitectónica&#8221;.<br />
Lá, desde o corredor a céu aberto, até à tumba abobadada construídos por volta de 1250 aC, como cá por tantas zonas rurais, as pedras falam, revelam uma força que dispensa qualquer outro elemento &#8220;aglutinante&#8221;, como dizes no texto.<br />
Mostram ainda uma engenharia humana que sabia conjugar os vértices e os vãos do material disponível, a pedra ali à mão.<br />
Uma sabedoria milenar que não devia ser alienada, mas reconhecida como património material da Humanidade.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: José		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2025/04/os-valados-patrimonio-a-nao-desprezar/#comment-18848</link>

		<dc:creator><![CDATA[José]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2025 10:28:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[De: ADIM MONSARAZ
Enviada: 15 de abril de 2025 11:07
Infelizmente, ó caríssimo Dr. Encarnação, tudo se vai, e todo o conhecimento que está plasmado na paisagem, construída e mantida, alterada e tratada laboriosamente pelo homem ao longo de milénios, está a desaparecer: caminhos, portos, muros de pedra, passagens de ribeiras e linhas de água com pedras (algumas com pedras talhadas de origem romana), pontões,  poços, noras, galerias ripícolas, charcas, nascentes, fontes, alinhamentos de árvores, sebes de protecção dos ventos, patamares de sustentação do solo para cultivo de hortas, árvores de fruto, e pequenas produções de cereais ou outros, moinhos, moagens e outros engenhos variados, lagares rudimentares, redis para animais, bebedouros talhados na rocha, assentos diversos de pastores (entre eles cabanas com base em pedra), enfim...
São milhares de marcas na paisagem, construídas ou arranjadas pelos homens, que vão desaparecendo, seja pelas novas culturas (vinha amendoal, olival) seja pelos novos missionários da cultura urbana, sedentos de vir para o campo destruir o que lá está (não só por desconhecimento, mas também por sobranceria) que compram montes em ruína ou abandonados e a primeira coisa que fazem é demolir tudo e arrasar o terreno, porque &quot;são paredes de terra e pedra podres&quot;.
Mas não há nada a fazer: o &quot;progresso&quot;, o &quot;desenvolvimento&quot;, o &quot;turismo&quot; e a &quot;economia&quot; valem muito mais do que o património, o conhecimento, a paisagem e todas essas heranças. Tudo &quot;sustentado&quot; e com &quot;energias renováveis&quot;, e com uma ajuda (forte) de muitos autarcas néscios e pantomineiros, que apenas trabalham para a sua própria vaidade e para garantir a reeleição, a única e grande finalidade da sua actuação, esquecendo que os lugares de eleição são serviço público e gestão do património público, e não auto-promoção e satisfação dos seus egos (e tantas vezes também do seu património privado).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De: ADIM MONSARAZ<br />
Enviada: 15 de abril de 2025 11:07<br />
Infelizmente, ó caríssimo Dr. Encarnação, tudo se vai, e todo o conhecimento que está plasmado na paisagem, construída e mantida, alterada e tratada laboriosamente pelo homem ao longo de milénios, está a desaparecer: caminhos, portos, muros de pedra, passagens de ribeiras e linhas de água com pedras (algumas com pedras talhadas de origem romana), pontões,  poços, noras, galerias ripícolas, charcas, nascentes, fontes, alinhamentos de árvores, sebes de protecção dos ventos, patamares de sustentação do solo para cultivo de hortas, árvores de fruto, e pequenas produções de cereais ou outros, moinhos, moagens e outros engenhos variados, lagares rudimentares, redis para animais, bebedouros talhados na rocha, assentos diversos de pastores (entre eles cabanas com base em pedra), enfim&#8230;<br />
São milhares de marcas na paisagem, construídas ou arranjadas pelos homens, que vão desaparecendo, seja pelas novas culturas (vinha amendoal, olival) seja pelos novos missionários da cultura urbana, sedentos de vir para o campo destruir o que lá está (não só por desconhecimento, mas também por sobranceria) que compram montes em ruína ou abandonados e a primeira coisa que fazem é demolir tudo e arrasar o terreno, porque &#8220;são paredes de terra e pedra podres&#8221;.<br />
Mas não há nada a fazer: o &#8220;progresso&#8221;, o &#8220;desenvolvimento&#8221;, o &#8220;turismo&#8221; e a &#8220;economia&#8221; valem muito mais do que o património, o conhecimento, a paisagem e todas essas heranças. Tudo &#8220;sustentado&#8221; e com &#8220;energias renováveis&#8221;, e com uma ajuda (forte) de muitos autarcas néscios e pantomineiros, que apenas trabalham para a sua própria vaidade e para garantir a reeleição, a única e grande finalidade da sua actuação, esquecendo que os lugares de eleição são serviço público e gestão do património público, e não auto-promoção e satisfação dos seus egos (e tantas vezes também do seu património privado).</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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