A ARTE TAMBÉM CURA

0
1763

Estranho título, à primeira vista, para identificar uma exposição de arte, como se a Arte pudesse ser veículo de terapia. Mas é verdade: cura! No caso vertente e em muitos semelhantes. Ou seja, dedicar-se à Pintura, à Escultura ou ao Desenho pode constituir ocupação susceptível de contribuir para se obter maior serenidade e, consequentemente, maior capacidade de travar o aparecimento do mal-estar.
Escreve no catálogo Jaime Silva, professor de Pintura, que tem acompanhado a ascensão de A. Santos Ramos, o pintor: A ideia «A Arte também cura» pretende evidenciar o quanto elas representaram no resgate em túneis de silêncio e de depressão e se tornaram em elementos libertadores e de prazer espiritual.

O excelente catálogo bilingue da mostra – a guardar! – apresenta textos de Jaime Silva, Fátima Geada, Mário Assis Ferreira e Pedro Lima de Carvalho, o curador da exposição. Aí se conta a história do pintor e, de modo especial, se assinala o facto de a convivência com a galeria de arte do Casino Estoril e seus mentores, assim como a pertença à Sociedade Nacional de Belas Artes lhe inocularam o vírus.

E o resultado aí está.
Uma exposição diferente, porque simbiose de tendências, desde o realismo dum autorretrato ao esquemático simbolismo das quatro estações em Bilbau e ao abstracionismo quase dolente das meias-tintas duma «Saudade».

duas obras em exposição: Saudade e Pandemia – a desolação do Jardim da Estrela

Fugindo destes ismos, nem sempre capazes de serem reais, dir-se-á que há um elo de união entre todas as telas expostas: a clara vontade de passar para cada uma delas, de qualquer tamanho que seja, o pormenor que particularmente cativara a atenção, aspecto bem patente, por exemplo, na série «Dualidades».

Teve mui luzida afluência a sessão de abertura, ao final da tarde de sábado, 20. Estará patente na Galeria do Casino Estoril, diariamente, das 15 às 20 horas, até 12 de Fevereiro. Acesso livre.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui