AMEAÇAS CONTRA O PRESIDENTE DA GUINÉ-BISSAU

A oposição guineense atribui culpas à comunidade internacional pela permanência de Umaro Sissoco Embalo na Presidência da República. Enquanto isso, o Presidente deu posse ao novo Governo e dirigiu já a primeira reunião do Conselho de Ministros.

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Apesar das acusações de falta de legitimidade democrática dirigidas contra ele pela oposição, o Presidente da Guiné-Bissau é visto em Paris de braço dado com Macron, em Lisboa de mão dada com Marcelo, é convidado para a tomada de posse do seu homólogo em Antananarivo, vai a Abuja para a cimeira da CEDEAO. Umaro não é um homem isolado da comunidade internacional. E a oposição considera que não devia ser assim.

Mas, no plano interno, também não há evidências de contestação popular. É verdade que quando se desloca a algum lado, vai rodeado de segurança militar. Mas, acontece o mesmo com 99% dos presidentes, seja lá onde for. Só o Presidente português vai a pé comprar gelados.

As últimas decisões do Presidente guineense são classificadas como ‘golpe de estado palaciano’. Na sequência da detenção dois membros do Governo anterior, Bissau viveu dois dias de grande incerteza, com tiroteios nas ruas e algumas vítimas mortais, nos confrontos entre a Guarda Nacional (que foi libertar os membros do Governo detidos) e a Guarda Presidencial.

O Presidente diz que foi necessário repor a legalidade e remeter de novo à cadeia os libertados. E na sequência desses acontecimentos, dissolveu o parlamento. Diz o Presidente que foi a maneira de fazer abortar um golpe de estado em curso.

A oposição rejeita estas acusações, mas nas redes sociais há apelos à revolta popular, como já aqui demos conta. Pessoas conotadas com vários partidos políticos da oposição apelam assumidamente ao levantamento de barricadas, assalto aos edifícios públicos, à tomada do poder por meios violentos. Além disso, há ameaças proferidas diretamente contra Umaro Sissoco Embalo. Ameaças de morte.

Que se saiba, nenhum partido da oposição guineense condenou ainda este tipo de atitudes. O que não significa forçosamente que apoiem o que se preconiza no vídeo. Mas no quadro de um relacionamento democrático entre todos os partidos políticos da Guiné-Bissau, devia haver uma rejeição clara a quem preconiza este tipo de ações. E são atitudes deste género que acabam por servir de justificação às medidas draconianas do Presidente da República. E talvez tenham estado na decisão de chamar o Procurador Geral da República ao gabinete do Presidente. Ameaças de morte nas redes sociais constituem crime. No caso que estamos a referir, quem ameaça reside fora da Guiné-Bissau, mas num país que pode ter acordos com a Guiné-Bissau na área da justiça ou da segurança.

Presidente da Guiné-Bissau recebe Procurador Geral da República dia 20 de dezembro 2023

1 COMENTÁRIO

  1. o comentario que tenho a fazer,um pais aonde jà mataram um presidente que foi Nino Vieira,que no tempo que la permaneci ele andava acombater as tropas portuguesas,e depoia assasina-lo ,é um pais com pouco futuro,e nao tem riqueza nehuma,que faria se tivesse,é uma tristeza,e fui eu arriscar,a minha vida para um pais deste calibre,que pena.

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