ANTÓNIO COSTA FARTOU-SE

O primeiro-ministro não teve para aturar os previsíveis ataques maledicentes da oposição política, os sarcasmos do Presidente da República, o atoleiro em que iria ficar se não se demitisse, depois de se saber que a Procuradoria-Geral da República o indicia em crimes económicos e corrupção. Pela primeira vez, na História de Portugal, há um primeiro-ministro em funções a ser indiciado criminalmente.

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As pressões do Ministério Público sobre o poder político têm sido cada vez maiores, embora sem grandes consequências. A grande maioria dos processos fica pelo inquérito, os ímpetos da investigação judicial acabam arquivados por falta de evidências capazes de levar os putativos prevaricadores até à barra do tribunal.

Sem acusações formais não há condenações, exceto a condenação que se consegue nas vielas da opinião pública. A responsabilidade dos procuradores nunca foi tão grande, porque indiciar um primeiro-ministro não se pode fazer de ânimo leve. O que se passou num caso precedente, o de Sócrates, não se pode repetir em nenhuma circunstância, seja na lentidão processual ou na falência jurídica.

O Ministério Público esticou a corda. Se falhar, terão de rolar cabeças forçosamente. Não se pode deitar abaixo um primeiro-ministro com leviandade. O comunicado da Procuradoria-Geral da República (PGR) diz que António Costa é alvo de uma investigação autónoma do Ministério Público num inquérito instaurado no Supremo Tribunal de Justiça relacionado com uma operação sobre negócios do lítio e hidrogénio verde. Há ainda informação da detenção de Vítor Escária, chefe de gabinete de António Costa, de Diogo Lacerda Machado, presidente da Câmara de Sines e de mais dois empresários. Além disto, foram constituídos arguidos o Ministro das Infraestruturas, João Galamba e o Presidente do Conselho Diretivo da Agência Portuguesa do Ambiente”, Nuno Lacasta. Ou seja, uma mão cheia de gente próxima do poder.

Neste momento, a oposição política reclama eleições legislativas antecipadas, lembrando que Marcelo já antes tinha dito que se Costa saísse do Governo ele iria declarar a dissolução da Assembleia da República e convocar eleições.

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