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	Comentários em: VOLTAR A TIMOR	</title>
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	<description>Informação online</description>
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		<title>
		Por: Redação		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2023/07/voltar-a-timor/#comment-11638</link>

		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 May 2024 18:39:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://duaslinhas.pt/2023/07/voltar-a-timor/#comment-8282&quot;&gt;Margarida Chagas Lopes&lt;/a&gt;.

Há quase 1 ano que ando para acrescentar o meu comentário ao seu. É hoje. Sim, na sociedade timorense há reflexos de lusofonia. Alguns vocábulos de origem portuguesa na língua tétum, as fotografias de Cristiano Ronaldo coladas nos vidros das janelas das &quot;microletes&quot; (o transporte coletivo urbano), a bandeira nacional portuguesa. Creio que não me falta nenhum dos símbolos da &quot;portugalidade em Timor&quot;... Não há uma única escola de línguas que ensine português, mas há umas 50 que se dedicam a ensinar inglês. Enfim, continuo a dizer que se criou uma imagem muito romântica dos vínculos de Timor com Portugal. Digamos que será uma &quot;relação&quot; assimétrica: nós queremos gostar mais deles do que eles de nós. A maioria dos portugueses que vai para Timor-Leste desempenham papéis muito específicos: professores, assessores, formadores, na maioria dos casos. Vivem num circuito artificial dos &quot;malae&quot; (estrangeiros) e mal se cruzam com os timorenses nas ruas. Não frequentam os mesmos restaurantes, não utilizam os mesmos meios de transporte, uns não precisam dos outros, não se procuram, não falam a mesma língua. De um modo geral, é assim. Há exceções, mas são raras.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://duaslinhas.pt/2023/07/voltar-a-timor/#comment-8282">Margarida Chagas Lopes</a>.</p>
<p>Há quase 1 ano que ando para acrescentar o meu comentário ao seu. É hoje. Sim, na sociedade timorense há reflexos de lusofonia. Alguns vocábulos de origem portuguesa na língua tétum, as fotografias de Cristiano Ronaldo coladas nos vidros das janelas das &#8220;microletes&#8221; (o transporte coletivo urbano), a bandeira nacional portuguesa. Creio que não me falta nenhum dos símbolos da &#8220;portugalidade em Timor&#8221;&#8230; Não há uma única escola de línguas que ensine português, mas há umas 50 que se dedicam a ensinar inglês. Enfim, continuo a dizer que se criou uma imagem muito romântica dos vínculos de Timor com Portugal. Digamos que será uma &#8220;relação&#8221; assimétrica: nós queremos gostar mais deles do que eles de nós. A maioria dos portugueses que vai para Timor-Leste desempenham papéis muito específicos: professores, assessores, formadores, na maioria dos casos. Vivem num circuito artificial dos &#8220;malae&#8221; (estrangeiros) e mal se cruzam com os timorenses nas ruas. Não frequentam os mesmos restaurantes, não utilizam os mesmos meios de transporte, uns não precisam dos outros, não se procuram, não falam a mesma língua. De um modo geral, é assim. Há exceções, mas são raras.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Margarida Chagas Lopes		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2023/07/voltar-a-timor/#comment-8282</link>

		<dc:creator><![CDATA[Margarida Chagas Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Jul 2023 15:39:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muito obrigada, Helena Ventura Pereira, pela belíssima recensão a este livro que desconhecia.
A realidade timorense é-me tão desconhecida quanto atractiva. Tenho conhecimento, através de colegas e amigos que aí viveram e até desempenharam cargos importantes, da riqueza da cultura, tradições e património dos mauberes de Timor Leste e, assim, sou uma candidata ao aprofundar desse conhecimento.

Não estou dentro dos insondáveis domínios da alta política internacional nem sequer da evolução política dentro de Timor Leste, os mesmos amigos me dizem não ser linearmente interpretável. Mas de uma coisa sei e tenho visto testemunhos: a amizade entre os nossos dois povos persiste, mau grado termos sido os colonizadores. Tenho pena que não seja o Português, então, o cimento dessa amizade. Mas outros vínculos subsistem, não tenho dúvidas. Em documentário recente vi bandeiras de Portugal pintadas um pouco por toda a parte em Dili, onde sei que continua a ouvir-se música portuguesa e a manter alguma da nossa gastronomia. E esses vínculos talvez constituam o mais importante a preservar, penso eu...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito obrigada, Helena Ventura Pereira, pela belíssima recensão a este livro que desconhecia.<br />
A realidade timorense é-me tão desconhecida quanto atractiva. Tenho conhecimento, através de colegas e amigos que aí viveram e até desempenharam cargos importantes, da riqueza da cultura, tradições e património dos mauberes de Timor Leste e, assim, sou uma candidata ao aprofundar desse conhecimento.</p>
<p>Não estou dentro dos insondáveis domínios da alta política internacional nem sequer da evolução política dentro de Timor Leste, os mesmos amigos me dizem não ser linearmente interpretável. Mas de uma coisa sei e tenho visto testemunhos: a amizade entre os nossos dois povos persiste, mau grado termos sido os colonizadores. Tenho pena que não seja o Português, então, o cimento dessa amizade. Mas outros vínculos subsistem, não tenho dúvidas. Em documentário recente vi bandeiras de Portugal pintadas um pouco por toda a parte em Dili, onde sei que continua a ouvir-se música portuguesa e a manter alguma da nossa gastronomia. E esses vínculos talvez constituam o mais importante a preservar, penso eu&#8230;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Helena		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2023/07/voltar-a-timor/#comment-8235</link>

		<dc:creator><![CDATA[Helena]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jul 2023 13:26:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bem haja por todas estas informações sobre a realidade timorense, Carlos. Um dia voltaremos a este este assunto por motivos especiais...Muito elucidativos os seus vídeos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem haja por todas estas informações sobre a realidade timorense, Carlos. Um dia voltaremos a este este assunto por motivos especiais&#8230;Muito elucidativos os seus vídeos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Carlos Narciso		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2023/07/voltar-a-timor/#comment-8234</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jul 2023 12:21:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://duaslinhas.pt/2023/07/voltar-a-timor/#comment-8233&quot;&gt;Helena&lt;/a&gt;.

Helena, a questão da língua portuguesa em Timor-Leste é meramente política. Depois de duas décadas de ocupação indonésia, havia que inventar argumentos para justificar o afastamento dos invasores. A Indonésia saiu de Timor por pressão dos EUA, da Austrália, do Vaticano, um conjunto de diferentes poderes circunstancialmente alinhados possibilitaram esse desfecho. A língua portuguesa não é usada, nunca foi de resto. No tempo colonial, havia seis ou sete escolas (de missionários católicos) onde se ensinava português, nenhuma escola do Estado. Ou seja, o povo timorense era iletrado. As escolas que hoje existem foram construídas pelos indonésios. Essa é a verdade. Eles tentaram unificar e, culturalmente, conseguiram. Politicamente falharam, graças à resiliência de um pequeno grupo de guerrilheiros que apenas existia, já nem combatia. De vez em quando tinham de fazer uma prova de vida, voltavam a esconder-se. Há casos (de verdadeiros heróis) que viveram anos em buracos.  Vejam este vídeo: https://youtu.be/UgY-3OQGIps 
Depois da independência, quase nada mudou para a maioria das pessoas. Os jornalistas portugueses em Timor (um da Lusa, outro da RTP, em permanência) procuram sempre um padre ou um político velho para conseguirem ter interlocutores que falem português. Foi o que fiz aqui: https://youtu.be/26BFWKzrQjo
A produção cultural timorense não inclui a língua portuguesa. Por exemplo, os poucos filmes timorenses são em língua tétum e legendados em inglês... https://youtu.be/hLS9190pgUg
Os jornalistas portugueses, se quiserem entender o que se fala na rua, têm de aprender tétum. Foi o que eu fiz. A própria embaixada de Portugal sabe que não consegue fazer-se entender se não passar mensagens em tétum. Um dia pediram-me para fazer um vídeo a promover a feira do livro... sonorizado em tétum: https://youtu.be/hs4HlSM5i6c]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://duaslinhas.pt/2023/07/voltar-a-timor/#comment-8233">Helena</a>.</p>
<p>Helena, a questão da língua portuguesa em Timor-Leste é meramente política. Depois de duas décadas de ocupação indonésia, havia que inventar argumentos para justificar o afastamento dos invasores. A Indonésia saiu de Timor por pressão dos EUA, da Austrália, do Vaticano, um conjunto de diferentes poderes circunstancialmente alinhados possibilitaram esse desfecho. A língua portuguesa não é usada, nunca foi de resto. No tempo colonial, havia seis ou sete escolas (de missionários católicos) onde se ensinava português, nenhuma escola do Estado. Ou seja, o povo timorense era iletrado. As escolas que hoje existem foram construídas pelos indonésios. Essa é a verdade. Eles tentaram unificar e, culturalmente, conseguiram. Politicamente falharam, graças à resiliência de um pequeno grupo de guerrilheiros que apenas existia, já nem combatia. De vez em quando tinham de fazer uma prova de vida, voltavam a esconder-se. Há casos (de verdadeiros heróis) que viveram anos em buracos.  Vejam este vídeo: <a href="https://youtu.be/UgY-3OQGIps" rel="nofollow ugc">https://youtu.be/UgY-3OQGIps</a><br />
Depois da independência, quase nada mudou para a maioria das pessoas. Os jornalistas portugueses em Timor (um da Lusa, outro da RTP, em permanência) procuram sempre um padre ou um político velho para conseguirem ter interlocutores que falem português. Foi o que fiz aqui: <a href="https://youtu.be/26BFWKzrQjo" rel="nofollow ugc">https://youtu.be/26BFWKzrQjo</a><br />
A produção cultural timorense não inclui a língua portuguesa. Por exemplo, os poucos filmes timorenses são em língua tétum e legendados em inglês&#8230; <a href="https://youtu.be/hLS9190pgUg" rel="nofollow ugc">https://youtu.be/hLS9190pgUg</a><br />
Os jornalistas portugueses, se quiserem entender o que se fala na rua, têm de aprender tétum. Foi o que eu fiz. A própria embaixada de Portugal sabe que não consegue fazer-se entender se não passar mensagens em tétum. Um dia pediram-me para fazer um vídeo a promover a feira do livro&#8230; sonorizado em tétum: <a href="https://youtu.be/hs4HlSM5i6c" rel="nofollow ugc">https://youtu.be/hs4HlSM5i6c</a></p>
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		<item>
		<title>
		Por: Helena		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2023/07/voltar-a-timor/#comment-8233</link>

		<dc:creator><![CDATA[Helena]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jul 2023 10:32:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Grata pelo seu comentário, Carlos Narciso, sustentado pela experiência pessoal dos anos que passou em Timor.
Acredito que a independência, formalmente assinada em 2002, tenha ajudado a alterar regras de convivência.
Quanto ao link que deixa, e que demonstra um comportamento deplorável repetido por aí em pessoas agarradas ao poder,  parece ter havido mudança da personalidade que nos habituámos a ver e a celebrar como herói.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Grata pelo seu comentário, Carlos Narciso, sustentado pela experiência pessoal dos anos que passou em Timor.<br />
Acredito que a independência, formalmente assinada em 2002, tenha ajudado a alterar regras de convivência.<br />
Quanto ao link que deixa, e que demonstra um comportamento deplorável repetido por aí em pessoas agarradas ao poder,  parece ter havido mudança da personalidade que nos habituámos a ver e a celebrar como herói.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Carlos Narciso		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2023/07/voltar-a-timor/#comment-8229</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jul 2023 22:20:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os portugueses criaram uma imagem de Timor-Leste que não existe. Ou só existe numa espécie de imaginário coletivo que se tem perpetuado desde 1974. Pensar que os timorenses têm alguma coisa que os afaste da Indonésia é alimentar uma ilusão sem sentido. Não há nenhuma diferença entre os povos de Timor-Leste e os povos da metade indonésia da ilha ou de outras ilhas do arquipélago de Sonda. Diz-se que é a língua portuguesa que os diferencia. Mas eles não falam português. Há uma elite de velhos políticos educados pelo colonizador e pelos padres que fala português. O povo não fala. Em 2013, o Banco Mundial elaborou um estudo sobre a rede escolar timorense, onde se podia ler que das 8 mil escolas de ensino básico existentes (uma em cada aldeia), 30% dos professores só conseguia transmitir conhecimento se falassem em língua bahasa (a língua da Indonésia). Em nenhuma dessas escolas se usava o português. Nesse ano, havia cerca de 120 professores portugueses em Timor, 80 dos quais colocados na Escola Portuguesa em Dili (a escola das elites). Uma duzia estava ao serviço de ministérios vários, os restantes nas escolas de referência (duas ou três apenas, no país todo). Ou seja, uma gota de água no oceano. Em termos relativos, há cada vez menos timorenses a aprender português. A língua portuguesa é um estorvo na vida dos timorenses. Os documentos oficiais são escritos em português, ninguém os entende... Enfim, eles pagariam para nos verem dali para fora, se pudessem pagar. Ajudámos a fabricar a imagem de um herói nacional, em detrimento de muitos outros que se sacrificaram mais, que morreram... para acabar nisto, agora: https://duaslinhas.pt/2023/05/xanana-gusmao-instinto-predador/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os portugueses criaram uma imagem de Timor-Leste que não existe. Ou só existe numa espécie de imaginário coletivo que se tem perpetuado desde 1974. Pensar que os timorenses têm alguma coisa que os afaste da Indonésia é alimentar uma ilusão sem sentido. Não há nenhuma diferença entre os povos de Timor-Leste e os povos da metade indonésia da ilha ou de outras ilhas do arquipélago de Sonda. Diz-se que é a língua portuguesa que os diferencia. Mas eles não falam português. Há uma elite de velhos políticos educados pelo colonizador e pelos padres que fala português. O povo não fala. Em 2013, o Banco Mundial elaborou um estudo sobre a rede escolar timorense, onde se podia ler que das 8 mil escolas de ensino básico existentes (uma em cada aldeia), 30% dos professores só conseguia transmitir conhecimento se falassem em língua bahasa (a língua da Indonésia). Em nenhuma dessas escolas se usava o português. Nesse ano, havia cerca de 120 professores portugueses em Timor, 80 dos quais colocados na Escola Portuguesa em Dili (a escola das elites). Uma duzia estava ao serviço de ministérios vários, os restantes nas escolas de referência (duas ou três apenas, no país todo). Ou seja, uma gota de água no oceano. Em termos relativos, há cada vez menos timorenses a aprender português. A língua portuguesa é um estorvo na vida dos timorenses. Os documentos oficiais são escritos em português, ninguém os entende&#8230; Enfim, eles pagariam para nos verem dali para fora, se pudessem pagar. Ajudámos a fabricar a imagem de um herói nacional, em detrimento de muitos outros que se sacrificaram mais, que morreram&#8230; para acabar nisto, agora: <a href="https://duaslinhas.pt/2023/05/xanana-gusmao-instinto-predador/" rel="ugc">https://duaslinhas.pt/2023/05/xanana-gusmao-instinto-predador/</a></p>
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