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	Comentários em: O respeitinho é muito bonito	</title>
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	<description>Informação online</description>
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		<title>
		Por: José d'Encarnação		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2023/07/o-respeitinho-e-muito-bonito/#comment-8500</link>

		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Jul 2023 11:36:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bernardo Vasconcelos e Sousa
28 de julho de 2023 11:45
Muito obrigado pela partilha do seu texto. Se o &quot;controlo de autoridade&quot; ganhou &quot;autoridade&quot; pelo paralelismo com outras línguas e pela &quot;institucionalização&quot; biblioteconómica, já o caso dos papers e das avaliações &quot;cegas&quot; constitui uma mistificação a que deveríamos ter sabido resistir. Até porque muitas dessas plataformas não são de natureza científica nem académica, mas são, sim, empresas que se fazem pagar e bem...
Aceite um abraço solidário

Respondo:
Esse, o das empresas que prezam o dinheiro e não a ciência, é um dos aspectos que urge, a meu ver, cada vez mais evidenciar, para não se cair na esparrela! Amiúde há alguma delas que pega num artigo meu e me propõe que, a troco de uma quantia não despicienda (a desembolsar por mim, claro!), o meu texto vai ter maior divulgação. Coitados!... Mas há quem caia, senão eles não continuariam.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bernardo Vasconcelos e Sousa<br />
28 de julho de 2023 11:45<br />
Muito obrigado pela partilha do seu texto. Se o &#8220;controlo de autoridade&#8221; ganhou &#8220;autoridade&#8221; pelo paralelismo com outras línguas e pela &#8220;institucionalização&#8221; biblioteconómica, já o caso dos papers e das avaliações &#8220;cegas&#8221; constitui uma mistificação a que deveríamos ter sabido resistir. Até porque muitas dessas plataformas não são de natureza científica nem académica, mas são, sim, empresas que se fazem pagar e bem&#8230;<br />
Aceite um abraço solidário</p>
<p>Respondo:<br />
Esse, o das empresas que prezam o dinheiro e não a ciência, é um dos aspectos que urge, a meu ver, cada vez mais evidenciar, para não se cair na esparrela! Amiúde há alguma delas que pega num artigo meu e me propõe que, a troco de uma quantia não despicienda (a desembolsar por mim, claro!), o meu texto vai ter maior divulgação. Coitados!&#8230; Mas há quem caia, senão eles não continuariam.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: José d'Encarnação		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2023/07/o-respeitinho-e-muito-bonito/#comment-8477</link>

		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jul 2023 11:21:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://duaslinhas.pt/?p=27692#comment-8477</guid>

					<description><![CDATA[Peço licença para transcrever mais comentários que me foram directamente endereçados e que agradeço pelo apoio que veiculam:

Jose Pizarro 
24 de julho de 2023 17:49
Muito obrigado pela partilha do seu texto, com o qual concordo inteiramente.

Ana Leal Faria
25 de julho de 2023 13:19
Vinte  valores pelo teu brilhante artigo! Encheu-me a alma!
Muito e muito obrigada. 
Muitos e muitos parabéns
 
Maria da Glória Garcia
25 de julho de 2023 16:31
Sim, é de rir (ou… chorar…) saber que instituições com séculos de cultura humanista se inclinam perante algoritmos, carapaças sem alma… e deixam de fora o essencial…
Obrigada pela partilha!

Filipe Duarte Santos
25 de julho de 2023 21:10
Obrigado pela partilha do seu interessante artigo. Estamos a caminhar para um mundo estranho em que os valores humanos são secundarizados perante o mito da tecnologia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Peço licença para transcrever mais comentários que me foram directamente endereçados e que agradeço pelo apoio que veiculam:</p>
<p>Jose Pizarro<br />
24 de julho de 2023 17:49<br />
Muito obrigado pela partilha do seu texto, com o qual concordo inteiramente.</p>
<p>Ana Leal Faria<br />
25 de julho de 2023 13:19<br />
Vinte  valores pelo teu brilhante artigo! Encheu-me a alma!<br />
Muito e muito obrigada.<br />
Muitos e muitos parabéns</p>
<p>Maria da Glória Garcia<br />
25 de julho de 2023 16:31<br />
Sim, é de rir (ou… chorar…) saber que instituições com séculos de cultura humanista se inclinam perante algoritmos, carapaças sem alma… e deixam de fora o essencial…<br />
Obrigada pela partilha!</p>
<p>Filipe Duarte Santos<br />
25 de julho de 2023 21:10<br />
Obrigado pela partilha do seu interessante artigo. Estamos a caminhar para um mundo estranho em que os valores humanos são secundarizados perante o mito da tecnologia.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: José d'Encarnação		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2023/07/o-respeitinho-e-muito-bonito/#comment-8445</link>

		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Jul 2023 16:04:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://duaslinhas.pt/?p=27692#comment-8445</guid>

					<description><![CDATA[Tiveram colegas e confrades a gentileza de me fazer chegar os seus comentários acerca do que escrevera. Em vez de &#039;multiplicar&#039; os comentários, tomei a liberdade de os &#039;recortar&#039;, libertando-os das fórmulas de saudação, para deixar o essencial.
A todos estou muito grato.
Eis o rol, neste momento:

Aires Gameiro 
23 de julho de 2023 11:47
Acabou por ser com muito gosto que li o anexo do Confrade.
Já me aconteceu recusarem um artigo numa revista e dizerem como é que tinha de o corrigir. Desisti e escrevi que desistia. Já me recusaram um outro paper nas atas de um congresso de pois de o ter apresentado no congresso e agora estou à espera de uma sentença para um outro...
uma proposta de comunicação com título, resumo em português e inglês para outro congresso... 
Tudo tem que ser eruditamente correto.
Obrigado.

Armando Martins 
23 de julho de 2023 13:01
Um grande obrigado pela tua lembrança. Até onde nos levará esta onda gigante de mediocridade triunfante?!

Carlos Salema
24 de julho de 2023 11:54
Gostei da sua mensagem e li-a com atenção e proveito.
Há no entanto, um pormenor que a meu ver não é de somenos importância.
Tal como séculos atrás se usava o latim como a língua da ciência hoje a língua
da ciência é o inglês. E é muito difícil fugir a esta realidade.
Mudam-se os tempos mudam-se as vontades …

Adelaide Chichorro 
23 de julho de 2023 23:36
É mesmo... Acachapamo-nos.  Que bom lê-lo, Colega! Haja quem pense.

Maria Fátima Gil 
23 de julho de 2023 10:01
Comecei o meu domingo com o seu texto e umas boas gargalhadas, mas partilho a sua indignação quanto à humilhação dos investigadores e ao abastardamento da língua portuguesa.
Se nós nos submetemos (no sentido português do termo) a esta colonização linguística sem qualquer protesto, não podemos reclamar de os nossos alunos já se não ficarem apenas por traduzir literalmente palavras do inglês e estarem a usar, cada vez mais, a sintaxe inglesa na sua (e nossa) língua materna.
Eu ensino literatura e cultura alemãs, mas um amigo meu diz que sou um caso óbvio de &quot;professora de Português transviada&quot;!...

Augusto Ferreira do Amaral 
23 de julho de 2023 23:55
Gostei imenso de ter notícias suas e de ler o seu comentário, que muito aplaudo.
Tenho montes de ideias – algumas talvez certas, outras muitas provavelmente erradas – sobre a problemática versada.

Graça Capinha
23 de julho de 2023 11:10
Esta é uma luta antiga e diária que travo todos os dias, com estudantes e, infelizmente, também com colegas.
Numa faculdade que devia ter como principal responsabilidade defender a língua.
Desta questão nem me tinha ainda dado conta. 
Um dia destes acordamos e a nossa língua desapareceu. Passámos todos simplesmente a falar inglês.
Uma tristeza!…

Hermenegildo N.G. Fernandes
24 de julho de 2023 09:54
Enquanto membro da maioria silenciosa, agradeço muito o envio do texto. E proponho que renunciemos aos &quot;papers&quot;. Enfim, que ensanchemos...

maria helena coelho
23 de julho de 2023 11:45
Bate-lhes!...
Muito gosto dos teus artigos a &quot;malhar&quot; no despotismo iletrado do inglês que é uma língua altamente redutora face às línguas mediterrâneas.

joao abel da fonseca
23 de julho de 2023 11:47
Li, com muito apreço, o seu artigo e agradeço a partilha.
Na verdade, cada vez mais nos deparamos com modernices.
Uma outra, depois de se ter passado no crivo de avaliadores das propostas, em sede de «call for papers», ainda somos avisados que, posteriormente, com vista à publicação nas actas, os textos das comunicações apresentadas serão submetidos a um «scientific referee», quais árbitros, juízes ou peritos que decidirão se aqueles têm valia suficiente!
Estes critérios editoriais de avaliação científica ocorrem dilucidados nas normas da Columbia University:
&quot;When one submits a paper describing one&#039;s research to a scientific journal (at least the reputable ones), the editor chooses one or more scientists expert in the field to review or &quot;referee&quot; your paper. The referee recommends either acceptance or rejection of the paper, and furthermore provides extensive comments on how the work could be improved or its description clarified. The author must respond to each of the points raised by the referee when submitting a revised version of the paper. This process is a part of the healthy skepticism that is a hallmark of science&quot;. 
Não lhe vou roubar tempo a relatar os pormenores de um episódio recente em que me vi confrontado com o parecer de um avaliador, digamos que um desses supostos peritos, árbitros ou juízes. Tratava-se de um assunto que investigo desde 1987, sendo que nunca encontrei alguém que lhe tivesse dedicado especial atenção e, muito menos, tivesse publicado documentação inédita por mim encontrada em vários arquivos, tal era o meu caso. Lá me «defendi» argumentando sobre o teor das recomendações, todas elas rebatidas e evidenciadas como despropositadas. Nada me responderam, mas, sem que o esperasse, o artigo foi publicado.
Tenho por hábito dar a ler os textos a colegas, por mim entendidos como conhecedores dos assuntos, ou pares. Quanto aos tais avaliadores, dado que o seu nome nunca é revelado, ficamos sem saber quem anda a avaliar-nos.

vasco gil mantas 
23 de julho de 2023 14:28
Parece-me perfeitamente apropriado o que escreves. Em nome nem sei bem de quê estamos a aceitar demasiada &quot;autoridade&quot; na elaboração de trabalhos científicos. E nem sempre por razões de qualidade, para isso existem os comités de redacção  que se devem pronunciar sobre esses aspectos. á algum tempo, por exemplo, fui aconselhado a retirar a palavra indígena de um artigo, ao que anui, para não levantar questões ainda mais inúteis, o que me deu um trabalhão para refazer frases em que me referia aos autóctones de uma ou outra região... (reticências)! 

Manuela Chaves
23 de julho de 2023 11:47
Muito interessante! Obrigada.

Manuela Mendonça
23 de julho de 2023 16:52
Perdoadíssimo e carregado de razão. Pena é que a ignorância continue a imperar!!!

Marco Daniel Duarte
24 de julho de 2023 12:26
agradeço o texto, no qual totalmente me revejo. Espanta-me, sobretudo que as Academias não se questionem e tudo absorvam a partir da língua franca, aqui sem o rigor académico que lhes seria de exigir. E, assim, vem sempre à lembrança o meu conto preferido: o rei vai nu. 

Pe. David Bernardo
23 de julho de 2023 11:52
Este artigo é tão importante como atual. A mania do estrangeirismo… Belíssimo artigo. Apetece-me dizer como o Evangelho de hoje, a respeito das parábolas da sementeira, do grão de mostarda e do fermento, Jesus, depois de explicar, acrescenta e termina: “…quem tem ouvidos, oiça”.

Regina Anacleto
23 de julho de 2023 16:57
Já a minha Mãe dizia que o respeitinho é muito bonito! E lá vai um ponto de exclamação…
Gosto muito quando os alunos Erasmus escrevem as frequências ou os exames em inglês e os professores portugueses corrigem…
Duas das minhas netas fizeram um ano Erasmus na Alemanha e na Catalunha. Tiveram que escrever e fazer orais em alemão e em catalão (não foi castelhano), respetivamente.

António Manuel Seixas Sampaio Da Nóvoa
24 de julho de 2023 09:25
Muito obrigado.
Desautorizemo-nos...

Saul Gomes 
23 de julho de 2023 10:16
Essa autoproclamada &quot;ciência da informação&quot; é cousa de grandes autoridades, acima das quais, creio, nem Deus Nosso Senhor...

Luis Torgal
23 de julho de 2023 13:17
Obrigado, Caro Amigo. Já enviei o teu texto a vários colegas, um deles, que me pedia para &quot;submeter&quot; um artigo numa revista de Santiago do Chile.
23 de julho de 2023 13:22
Volto a escrever para te felicitar. Apenas uma nota marginal: sei que estás a caricaturar, mas traduziria &quot;Call for papers&quot; por &quot;Chamada para papéis&quot;.

Vítor Melícias 
23 de julho de 2023 17:56
Boa!
Nunca se acachape…]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tiveram colegas e confrades a gentileza de me fazer chegar os seus comentários acerca do que escrevera. Em vez de &#8216;multiplicar&#8217; os comentários, tomei a liberdade de os &#8216;recortar&#8217;, libertando-os das fórmulas de saudação, para deixar o essencial.<br />
A todos estou muito grato.<br />
Eis o rol, neste momento:</p>
<p>Aires Gameiro<br />
23 de julho de 2023 11:47<br />
Acabou por ser com muito gosto que li o anexo do Confrade.<br />
Já me aconteceu recusarem um artigo numa revista e dizerem como é que tinha de o corrigir. Desisti e escrevi que desistia. Já me recusaram um outro paper nas atas de um congresso de pois de o ter apresentado no congresso e agora estou à espera de uma sentença para um outro&#8230;<br />
uma proposta de comunicação com título, resumo em português e inglês para outro congresso&#8230;<br />
Tudo tem que ser eruditamente correto.<br />
Obrigado.</p>
<p>Armando Martins<br />
23 de julho de 2023 13:01<br />
Um grande obrigado pela tua lembrança. Até onde nos levará esta onda gigante de mediocridade triunfante?!</p>
<p>Carlos Salema<br />
24 de julho de 2023 11:54<br />
Gostei da sua mensagem e li-a com atenção e proveito.<br />
Há no entanto, um pormenor que a meu ver não é de somenos importância.<br />
Tal como séculos atrás se usava o latim como a língua da ciência hoje a língua<br />
da ciência é o inglês. E é muito difícil fugir a esta realidade.<br />
Mudam-se os tempos mudam-se as vontades …</p>
<p>Adelaide Chichorro<br />
23 de julho de 2023 23:36<br />
É mesmo&#8230; Acachapamo-nos.  Que bom lê-lo, Colega! Haja quem pense.</p>
<p>Maria Fátima Gil<br />
23 de julho de 2023 10:01<br />
Comecei o meu domingo com o seu texto e umas boas gargalhadas, mas partilho a sua indignação quanto à humilhação dos investigadores e ao abastardamento da língua portuguesa.<br />
Se nós nos submetemos (no sentido português do termo) a esta colonização linguística sem qualquer protesto, não podemos reclamar de os nossos alunos já se não ficarem apenas por traduzir literalmente palavras do inglês e estarem a usar, cada vez mais, a sintaxe inglesa na sua (e nossa) língua materna.<br />
Eu ensino literatura e cultura alemãs, mas um amigo meu diz que sou um caso óbvio de &#8220;professora de Português transviada&#8221;!&#8230;</p>
<p>Augusto Ferreira do Amaral<br />
23 de julho de 2023 23:55<br />
Gostei imenso de ter notícias suas e de ler o seu comentário, que muito aplaudo.<br />
Tenho montes de ideias – algumas talvez certas, outras muitas provavelmente erradas – sobre a problemática versada.</p>
<p>Graça Capinha<br />
23 de julho de 2023 11:10<br />
Esta é uma luta antiga e diária que travo todos os dias, com estudantes e, infelizmente, também com colegas.<br />
Numa faculdade que devia ter como principal responsabilidade defender a língua.<br />
Desta questão nem me tinha ainda dado conta.<br />
Um dia destes acordamos e a nossa língua desapareceu. Passámos todos simplesmente a falar inglês.<br />
Uma tristeza!…</p>
<p>Hermenegildo N.G. Fernandes<br />
24 de julho de 2023 09:54<br />
Enquanto membro da maioria silenciosa, agradeço muito o envio do texto. E proponho que renunciemos aos &#8220;papers&#8221;. Enfim, que ensanchemos&#8230;</p>
<p>maria helena coelho<br />
23 de julho de 2023 11:45<br />
Bate-lhes!&#8230;<br />
Muito gosto dos teus artigos a &#8220;malhar&#8221; no despotismo iletrado do inglês que é uma língua altamente redutora face às línguas mediterrâneas.</p>
<p>joao abel da fonseca<br />
23 de julho de 2023 11:47<br />
Li, com muito apreço, o seu artigo e agradeço a partilha.<br />
Na verdade, cada vez mais nos deparamos com modernices.<br />
Uma outra, depois de se ter passado no crivo de avaliadores das propostas, em sede de «call for papers», ainda somos avisados que, posteriormente, com vista à publicação nas actas, os textos das comunicações apresentadas serão submetidos a um «scientific referee», quais árbitros, juízes ou peritos que decidirão se aqueles têm valia suficiente!<br />
Estes critérios editoriais de avaliação científica ocorrem dilucidados nas normas da Columbia University:<br />
&#8220;When one submits a paper describing one&#8217;s research to a scientific journal (at least the reputable ones), the editor chooses one or more scientists expert in the field to review or &#8220;referee&#8221; your paper. The referee recommends either acceptance or rejection of the paper, and furthermore provides extensive comments on how the work could be improved or its description clarified. The author must respond to each of the points raised by the referee when submitting a revised version of the paper. This process is a part of the healthy skepticism that is a hallmark of science&#8221;.<br />
Não lhe vou roubar tempo a relatar os pormenores de um episódio recente em que me vi confrontado com o parecer de um avaliador, digamos que um desses supostos peritos, árbitros ou juízes. Tratava-se de um assunto que investigo desde 1987, sendo que nunca encontrei alguém que lhe tivesse dedicado especial atenção e, muito menos, tivesse publicado documentação inédita por mim encontrada em vários arquivos, tal era o meu caso. Lá me «defendi» argumentando sobre o teor das recomendações, todas elas rebatidas e evidenciadas como despropositadas. Nada me responderam, mas, sem que o esperasse, o artigo foi publicado.<br />
Tenho por hábito dar a ler os textos a colegas, por mim entendidos como conhecedores dos assuntos, ou pares. Quanto aos tais avaliadores, dado que o seu nome nunca é revelado, ficamos sem saber quem anda a avaliar-nos.</p>
<p>vasco gil mantas<br />
23 de julho de 2023 14:28<br />
Parece-me perfeitamente apropriado o que escreves. Em nome nem sei bem de quê estamos a aceitar demasiada &#8220;autoridade&#8221; na elaboração de trabalhos científicos. E nem sempre por razões de qualidade, para isso existem os comités de redacção  que se devem pronunciar sobre esses aspectos. á algum tempo, por exemplo, fui aconselhado a retirar a palavra indígena de um artigo, ao que anui, para não levantar questões ainda mais inúteis, o que me deu um trabalhão para refazer frases em que me referia aos autóctones de uma ou outra região&#8230; (reticências)! </p>
<p>Manuela Chaves<br />
23 de julho de 2023 11:47<br />
Muito interessante! Obrigada.</p>
<p>Manuela Mendonça<br />
23 de julho de 2023 16:52<br />
Perdoadíssimo e carregado de razão. Pena é que a ignorância continue a imperar!!!</p>
<p>Marco Daniel Duarte<br />
24 de julho de 2023 12:26<br />
agradeço o texto, no qual totalmente me revejo. Espanta-me, sobretudo que as Academias não se questionem e tudo absorvam a partir da língua franca, aqui sem o rigor académico que lhes seria de exigir. E, assim, vem sempre à lembrança o meu conto preferido: o rei vai nu. </p>
<p>Pe. David Bernardo<br />
23 de julho de 2023 11:52<br />
Este artigo é tão importante como atual. A mania do estrangeirismo… Belíssimo artigo. Apetece-me dizer como o Evangelho de hoje, a respeito das parábolas da sementeira, do grão de mostarda e do fermento, Jesus, depois de explicar, acrescenta e termina: “…quem tem ouvidos, oiça”.</p>
<p>Regina Anacleto<br />
23 de julho de 2023 16:57<br />
Já a minha Mãe dizia que o respeitinho é muito bonito! E lá vai um ponto de exclamação…<br />
Gosto muito quando os alunos Erasmus escrevem as frequências ou os exames em inglês e os professores portugueses corrigem…<br />
Duas das minhas netas fizeram um ano Erasmus na Alemanha e na Catalunha. Tiveram que escrever e fazer orais em alemão e em catalão (não foi castelhano), respetivamente.</p>
<p>António Manuel Seixas Sampaio Da Nóvoa<br />
24 de julho de 2023 09:25<br />
Muito obrigado.<br />
Desautorizemo-nos&#8230;</p>
<p>Saul Gomes<br />
23 de julho de 2023 10:16<br />
Essa autoproclamada &#8220;ciência da informação&#8221; é cousa de grandes autoridades, acima das quais, creio, nem Deus Nosso Senhor&#8230;</p>
<p>Luis Torgal<br />
23 de julho de 2023 13:17<br />
Obrigado, Caro Amigo. Já enviei o teu texto a vários colegas, um deles, que me pedia para &#8220;submeter&#8221; um artigo numa revista de Santiago do Chile.<br />
23 de julho de 2023 13:22<br />
Volto a escrever para te felicitar. Apenas uma nota marginal: sei que estás a caricaturar, mas traduziria &#8220;Call for papers&#8221; por &#8220;Chamada para papéis&#8221;.</p>
<p>Vítor Melícias<br />
23 de julho de 2023 17:56<br />
Boa!<br />
Nunca se acachape…</p>
]]></content:encoded>
		
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