VIVER NA RUA, EM SINTRA

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São 4 pessoas. Pai, mãe, 2 filhos. Vivem na rua há 5 meses. A Câmara Municipal de Sintra, que terá perto de 200 milhões no banco, não consegue alojar em condições dignas uma família. Por isso vivem na rua.

Tudo aconteceu quando o senhorio lhes aumentou a renda. Não foram capazes de pagar os 900 euros que a casa passou a valer. O senhorio apenas fez o que a lei permite, certamente. A lei é que não presta.

Os serviços da Segurança Social, segundo relatou à SIC Carla Barreiras, a mãe desta família, apresentou uma alternativa à rua que não foi aceite. A família teria de ficar separada, filhos para um lado, pai para outro, mãe longe de todos. Não aceitaram. Antes a rua que tal sorte.

E assim continuam de tenda montada, ali bem perto da igreja de Belas. O inverno já passou e os dias estão amenos. As tendas estão armadas na sombra frondosa das árvores do jardim. Está-se bem, por ali. Até que o inverno volte.

AUTARQUIA INÚTIL

Este caso é mais um exemplo da inutilidade dos serviços da autarquia no apoio aos pobres e a quem fica sem casa. O acolhimento que disponibilizam é em albergues que as pessoas rejeitam, com frequência. Foi o que aconteceu, também, com Manuel Ildefonso. Há 5 anos que vive na rua ou em abrigos temporários em casa de quem não aguenta ver Ildefonso ser vítima constante do assédio violento exercido pela Polícia Municipal, a mando de quem manda.

E lembramo-nos do caso do actor José Lopes, encontrado morto em 2019, na tenda de rua onde vivia, em frente à estação de comboios de Sintra.

Há 5 anos que o decreto-lei 105/2018 regula “a gestão dos bens imóveis destinados a habitação social que integram o parque habitacional da administração direta e indireta do Estado, cuja propriedade é transferida para os municípios”.

Mas, pelo menos em Sintra, o sucesso desta lei não é evidente. Além disso, o município passa por ser um dos mais ricos do país, mas a redistribuição da coleta de impostos não se faz. O autarca prefere acumular riqueza em contas bancárias e depois gaba-se de “eficiência” financeira“. Mas os pardieiros e as tendas montadas na via pública não diminuem.

1 COMENTÁRIO

  1. Sr. Carlos Narciso aquilo a que alguns centro de abrigo… , a que o Sr. Chama ” albergues “, eu constatei que são autenticas “câmaras de gás”, só não teem acopulado fornos de incineração mas parece que é uma questão de tempo acrescentar-lhe esse “requinte” de total malvadês

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