SAÚDE MENTAL E PROPAGANDA

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A relação entre as medidas de combate contra o covid-19, a saúde mental pública e as técnicas de manipulação da Informação, temas centrais de todas as discussões do Congresso Internacional sobre Saúde Mental e Propaganda, marcado para o próximo fim-de-semana, em Fátima.

No anúncio do evento, as principais caras são as de Andrew Lowenthal, um dos investigadores independentes responsáveis pelos “Twitter Files”, e Mattias Desmet, professor universitário e psicólogo clínico, autor do livro The psychology of totalitarianism. Do lado português, terão a palavra as psicólogas Cláudia Leão Lopes e Joana Amaral Dias, entre outros.

Esta é mais uma iniciativa de Marta Gameiro, promotora do Congresso Internacional sobre Gestão de Pandemias/Saúde, que decorreu em outubro de 2022.

– Qual a razão deste congresso? O que faz correr Marta Gameiro?

– Bem várias razões. O congresso de outubro sobre a Gestão da Pandemia foi um sucesso de certo modo inesperado. Tanto pelo número de pessoas que tivemos a assistir tanto presencial como via online como o número de oradores estrangeiros e portugueses que conseguimos reunir. Tivemos uma atmosfera extremamente agradável, as pessoas estavam felizes.

Após 3 dias intensos várias foram as pessoas que me sugeriram fazer novamente um passado um ano. Por outro lado de todos os temas abordados a parte da saúde mental pareceu-me a que menos tempo tinha tido para ser devidamente falada

Cerca de 1 mês mais tarde a psicóloga Cláudia Leão Lopes ligou-me precisamente com a mesma observação. Era preciso falar de certos assuntos sobre as questões de neuropsicologia e fenomenologia que não tinham sido devidamente abordados e que com o passar do tempo parecia que estavam a querer esquecer como se nada tivesse acontecido.

Então foi assim que após mais de 1h de conversa telefónica decidi meter-me novamente a organizar um novo congresso como forma de encerrar este capítulo iniciado em 2022.

Além da saúde mental propus, como forma de complemento, falar-se de propaganda ocidental, ou seja, que mecanismos usam os governos ocidentais para passar certas mensagens. Estou em contacto com o grupo Pandata.org e uma das pessoas que atualmente está na direcção é o Dr Piers Robinson que se especializou nestes assuntos e gere um site de crónicas chamado Propaganda in Focus.

Falei com ele, ele gostou da ideia e rapidamente reuniu um grupo de pessoas que poderiam dar um conteúdo interessante e ser uma mais valia.

O que me faz correr? Nem eu sei bem… a angústia de não se poder criticar livremente a gestão covid levou-me a fazer entrevistas com cientistas de vários cantos do Mundo. Vejo-me como educadora: o meu objectivo é passar informação de pessoas que entendo como credíveis e dar a entender que há várias maneiras de resolver um problema e que são igualmente válidas. Mostrar os dois lados da história permite que o cidadão comum retire o que faz sentido para si e faça opções conscientes e informadas.

O que vimos na gestão covid foi a glorificação do dogma, não da ciência. E eu senti profundamente durante muito tempo que estavam a mentir às pessoas.

Eu preciso que haja debate aberto, público e que as pessoas críticas do últimos 3 anos sejam ouvidas e tratadas com o mesmo respeito que todos os especialistas que foram diariamente à TV defender o que estava a ser feito.

– A organização de um evento desta ordem, obriga a gastos com viagens e hospedagem de convidados, alguns virão de países distantes. Onde vai buscar o dinheiro?

Exclusivamente por crowdfunding. Divido o processo em 3 fases: nos primeiro 2 meses publico diariamente nas minhas redes sociais o meu projecto e peço aos meus seguidores que ajudem monetariamente. Pouco ou muito não interessa. Grão a grão conseguem-se grande coisas. Na segunda fase é quando vejo o dinheiro que angariei e começo a fazer contas e a ver a dimensão do que posso fazer- Tento comprar viagens com 2 meses de antecedência e ver quantas pessoas tenho como voluntárias e comprar tudo com o máximo de antecedência possível para evitar gastos desnecessários. A terceira fase é a fase da concretização. Gerir pessoas para que tudo corra pelo melhor. No ano passado não houve grande falhas. Vamos ver este ano.

Eu não sou uma pessoa de grupos. Acabo por me mandar para estas coisas inicialmente sozinha porque gosto de controlar os vários aspetos para ter a certeza que o evento acontece mesmo. As pessoas interessadas acabam por se juntar a mim. Tem o seu lado bom e o seu lado mau. Sou muito prática, gosto de fazer e pronto, vamos resolvendo os problemas à medida que eles aparecem

– Quando o congresso terminar, o que pretende fazer com o acervo recolhido de tudo quanto foi dito?

Entendo este congresso como apenas mais um passo, mais uma coisa que se fez para tentar desmontar uma determinada narrativa. Não é um fim em si, mais uma outra etapa de uma maratona.

A Humanidade é muito complexa e só ouvindo várias pessoas de especialidades diferentes é que conseguimos ter um vislumbre do porquê de certos eventos terem acontecido de determinada maneira. E a minha missão é passar esta informação a quem a queira ouvir. Acredito que devagarinho chegaremos ao destino. Só não podemos desistir e esquecer. O que por vezes não é nada fácil.

Depois disto vou-me dedicar a recolher as 60 mil assinaturas para a realização do Referendo sobre a adesão de Portugal ao Tratado Pandémico.

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