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	Comentários em: POBRES JORNALISTAS	</title>
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	<description>Informação online</description>
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		<title>
		Por: Carlos Narciso		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2023/02/pobres-jornalistas/#comment-7572</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Feb 2023 10:18:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não sei... na Ásia, por exemplo, parece que a crise dos jornais não existe. E não se trata de uma questão de regime político, uma vez que, à luz destes exemplos, não há qualquer semelhança entre regimes dos países. Os três jornais mais lidos no mundo são japoneses: o Yomiuri Shimbun tem tiragem acima de 101 milhões; o Asahi Shimbun, de 8 milhões; e o Mainichi Shimbun, 4 milhões. Por dia. Na Índia, a tiragem do Times of India, por exemplo, do indiano Times Group, aumentou para 4 milhões. Na China, o Diário do Povo tem uma tiragem diária superior a 2,5 milhões de exemplares e 300 milhões de visualizações na edição digital. A escala conta, mas mesmo em termos relativos, estamos a falar de sucessos editoriais em diferentes ecossistemas políticos. Ou seja, há uma solução.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei&#8230; na Ásia, por exemplo, parece que a crise dos jornais não existe. E não se trata de uma questão de regime político, uma vez que, à luz destes exemplos, não há qualquer semelhança entre regimes dos países. Os três jornais mais lidos no mundo são japoneses: o Yomiuri Shimbun tem tiragem acima de 101 milhões; o Asahi Shimbun, de 8 milhões; e o Mainichi Shimbun, 4 milhões. Por dia. Na Índia, a tiragem do Times of India, por exemplo, do indiano Times Group, aumentou para 4 milhões. Na China, o Diário do Povo tem uma tiragem diária superior a 2,5 milhões de exemplares e 300 milhões de visualizações na edição digital. A escala conta, mas mesmo em termos relativos, estamos a falar de sucessos editoriais em diferentes ecossistemas políticos. Ou seja, há uma solução.</p>
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		<title>
		Por: Rui Naldinho		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2023/02/pobres-jornalistas/#comment-7570</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rui Naldinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Feb 2023 09:56:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Está notícia não é de estranhar, por muito que nos custe aceitá-la.
O jornalismo está em crise em todo mundo, não é só em Portugal. Também é verdade que ainda há bem pouco tempo havia uma proliferação de meios de comunicação social injustificada, face ao número de habitantes e área geográfica do nosso país. Isto sem contarmos com a imprensa regional.
Depois, em vez de termos duas ou três faculdades a ministrar cursos superiores de jornalismo, temos para aí uma dúzia. Isto sem falarmos nos numerosos advogados que invariavelmente se dedicaram ao jornalismo. 
Mais do que a perda de qualidade dos jornais, nomeadamente a nível editorial, há os que resistem com um esforço enorme dos seus profissionais, foram as redes sociais que contribuíram para esta degradação e extinção de alguns títulos, e, claro, da precarização da profissão. 
Muito boa gente, infelizmente, prefere o Big Brother das redes sociais, a ler um jornal. Prefere ler banalidades, tretas e mentiras descabidas, fingindo que está a ler notícias, a ler um diário ou semanário. Porque ler um jornal, ver e ouvir uma reportagem ou ler uma análise fundamentada em factos e notícias, mais do que custar dinheiro, dá trabalho à nossa inteligência e memória. Obriga-te a raciocinar. A, por exemplo, consultares um Atlas e ver onde fica determinada localidade mencionada na notícia. Ou a ires procurar um livro de História ou uma obra literária, de onde foi extraída uma parte da informação que contextualiza a notícia. 
Quando se iniciou a invasão da Rússia à Ucrânia, procurei eu e muitos, perceber onde se enquadrava todo aquele território, no actual mapa estratégico ocidental. 
A política devia andar à frente da economia, e não a par ou atrás dela, como acontece neste pobre país. Se assim fosse, as medidas eram tomadas a montante e não a jusante, a reboque dos acontecimentos. 
Digo isto porquê? 
Após o período do PREC, onde grande parte dos títulos estiveram intervencionados pelo Estado, o poder político devia ter criado mecanismos constitucionais, para que o jornalismo como instrumento de defesa da liberdade de expressão e um garante da democracia, ficasse nas mãos dos jornalistas. 
Não me choca que os meios de comunicação social sejam privados. E, sinceramente, até acho que devia ser sempre assim, ainda que o Estado reserve para si, um exemplar de cada espécie. Agora essas empresas privadas nunca poderiam ter capitais próprios, que não os de alguém que exercesse a profissão, com carteira profissional. Enquanto tivermos celuloses, eléctricas, petrolíferas, a mandar em jornais, ou outros grupos empresariais que nada tem a ver com o jornalismo, os órgãos de comunicação social tendem a ser a voz do dono. Eu sei que há excepções. O jornal “Público”, da Sonae, é um bom exemplo disso, na actualidade. Mas ninguém me garante que será sempre assim. Até porque, num passado não muito longínquo, este mesmo jornal teve um director e um conjunto de colaboradores e analistas, que se passaram em peso para o “Observador”, uma espécie de órgão não oficial do PSD. 
Jornalismo deste tipo dispenso. Quero ler a notícia, o comentário, a análise e o contraditório. Até desmentidos. Não quero ser catequizado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Está notícia não é de estranhar, por muito que nos custe aceitá-la.<br />
O jornalismo está em crise em todo mundo, não é só em Portugal. Também é verdade que ainda há bem pouco tempo havia uma proliferação de meios de comunicação social injustificada, face ao número de habitantes e área geográfica do nosso país. Isto sem contarmos com a imprensa regional.<br />
Depois, em vez de termos duas ou três faculdades a ministrar cursos superiores de jornalismo, temos para aí uma dúzia. Isto sem falarmos nos numerosos advogados que invariavelmente se dedicaram ao jornalismo.<br />
Mais do que a perda de qualidade dos jornais, nomeadamente a nível editorial, há os que resistem com um esforço enorme dos seus profissionais, foram as redes sociais que contribuíram para esta degradação e extinção de alguns títulos, e, claro, da precarização da profissão.<br />
Muito boa gente, infelizmente, prefere o Big Brother das redes sociais, a ler um jornal. Prefere ler banalidades, tretas e mentiras descabidas, fingindo que está a ler notícias, a ler um diário ou semanário. Porque ler um jornal, ver e ouvir uma reportagem ou ler uma análise fundamentada em factos e notícias, mais do que custar dinheiro, dá trabalho à nossa inteligência e memória. Obriga-te a raciocinar. A, por exemplo, consultares um Atlas e ver onde fica determinada localidade mencionada na notícia. Ou a ires procurar um livro de História ou uma obra literária, de onde foi extraída uma parte da informação que contextualiza a notícia.<br />
Quando se iniciou a invasão da Rússia à Ucrânia, procurei eu e muitos, perceber onde se enquadrava todo aquele território, no actual mapa estratégico ocidental.<br />
A política devia andar à frente da economia, e não a par ou atrás dela, como acontece neste pobre país. Se assim fosse, as medidas eram tomadas a montante e não a jusante, a reboque dos acontecimentos.<br />
Digo isto porquê?<br />
Após o período do PREC, onde grande parte dos títulos estiveram intervencionados pelo Estado, o poder político devia ter criado mecanismos constitucionais, para que o jornalismo como instrumento de defesa da liberdade de expressão e um garante da democracia, ficasse nas mãos dos jornalistas.<br />
Não me choca que os meios de comunicação social sejam privados. E, sinceramente, até acho que devia ser sempre assim, ainda que o Estado reserve para si, um exemplar de cada espécie. Agora essas empresas privadas nunca poderiam ter capitais próprios, que não os de alguém que exercesse a profissão, com carteira profissional. Enquanto tivermos celuloses, eléctricas, petrolíferas, a mandar em jornais, ou outros grupos empresariais que nada tem a ver com o jornalismo, os órgãos de comunicação social tendem a ser a voz do dono. Eu sei que há excepções. O jornal “Público”, da Sonae, é um bom exemplo disso, na actualidade. Mas ninguém me garante que será sempre assim. Até porque, num passado não muito longínquo, este mesmo jornal teve um director e um conjunto de colaboradores e analistas, que se passaram em peso para o “Observador”, uma espécie de órgão não oficial do PSD.<br />
Jornalismo deste tipo dispenso. Quero ler a notícia, o comentário, a análise e o contraditório. Até desmentidos. Não quero ser catequizado.</p>
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