Metropolitano, nova linha derrapa 140 milhões €

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O projeto de construção da linha de metropolitano entre Odivelas e Loures está em risco. Não por falta de dinheiro (porque este projeto está na “mira da bazuca”), mas porque o tempo passa e a burocracia emperra tudo.

Talvez não se trate de incompetência. Entre o momento em que o projeto foi orçamentado e hoje, os custos já derraparam 140 milhões de euros. Ou seja, se a coisa andar, alguém ficará a ganhar mais algum do que inicialmente previsto.

A derrapagem justifica-se, em parte, com alterações introduzidas posteriormente. Estaria previsto que a linha violeta corresse sempre à superfície mas, agora, o desenho contempla estações enterradas. Talvez não houvesse necessidade e sempre se poupavam 100 milhões.

A Comissão Nacional de Acompanhamento (organismo que fiscaliza o andamento dos projetos financiados pelo PRR, vulgo “bazuca”) chamou a atenção do Governo para a situação crítica em que o projeto se encontra. Não só está atrasado, como as alterações introduzidas implicam uma despesa que não estava prevista no PRR e o Governo terá de ajudar as autarquias envolvidas a encontrar financiamento para garantir a obra.

A rapidez nas viagens casa-emprego, a poupança inerente aos milhares de automóveis que poderão ficar estacionados à porta de casa, a diminuição da poluição, a estação à porta do Hospital Beatriz Ângelo, são fatores que fazem deste projeto uma obra estruturante para a mobilidade da população dos concelhos a norte de Lisboa: Odivelas, Loures e Mafra. A previsão é de 10 milhões de passageiros por ano, na nova linha violeta.

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