ENTREVISTA DO PRIMEIRO-MINISTRO, zero novidades

Se tivessem perguntado ao primeiro-ministro, quantos coelhos ele tem para tirar da cartola, ele teria respondido: nenhum.

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Na verdade, António Costa fartou-se de falar, mas já tinha esgotado antes as boas notícias que tinha para dar: as “prendas” de 125€ para quase toda a gente, os 50€ para os miúdos e o adiantamento de 50% da pensão que, no entanto, os pensionistas irão pagar com língua de palmo.

E é tudo. Na entrevista que deu à TVI, o primeiro-ministro justificou as políticas de contração salarial da Função Pública (e por arrastamento, de toda a gente) com a necessidade de combater a inflação, falou de um aeroporto que continua sem se saber onde vai ser construído, confirmou a existência de um semi ministro que é Pedro Nuno Santos e falou de grupos de trabalho (jobs for the boys) que foram ou vão ser formalizados para estudarem a reforma do SNS e a sustentabilidade da Segurança Social. Novidades mesmo, zero.

Novidades mesmo, mesmo, talvez só daqui a uns dias quando for anunciado novo pacote de apoio às empresas.

Não foi uma conversa completamente desinteressante, longe disso. Ficámos com a certeza de que vamos continuar a apertar o cinto, isto apesar do Governo esperar encaixar mais 2,8 mil milhões em impostos. É que a inflação só é má para quem consome. Para os produtores, distribuidores, retalhistas e cobradores de impostos costuma ser boa.

Tema inspirador para o cartoon de Hélder Dias.

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