Pesadelo de uma noite de verão

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Em cima de mim, beijas-me o pescoço, por detrás das orelhas, beijos curtos que desaguam molhados na minha boca.

Desces a mão pelo meu peito, tocá-lo, beija-lo, deixas os mamilos rijos. Uma da tuas mãos contorna a linha lateral das minhas curvas que vai do peito às virilhas. Abres a mão e tocas nelas com vigor. A tua outra mão faz o mesmo, as minhas pernas abrem-se naturalmente. Contornas com os dedos a minha púbis, muito devagar. Voltas a cima para mais beijos molhados. Desces de novo e fazes-me vibrar com a língua. Grito, atiro um braço esticado de encontro à parede, fechos os olhos e sinto todo o meu corpo vibrar. Entras em mim por entre suspiros. És dócil, vais devagar, sou eu que te puxo para acelerares o ritmo. Fazes isso mas ainda tranquilo, queres sentir cada pormenor dentro de mim. Puxo-te de novo e aí perdemos o ritmo, perdemos tudo. Depois, deitamo-nos de barriga para cima, extasiados com tanto prazer.

Um pouco depois ponho-me de gatas em cima de ti, toco na barba aparada, sorrio e brinco com os meus lábios no teus. Queres pôr-me a língua, mas não, continuo entre beijos entrelaçados, agora molhados. Sento o meu sexo em cima do teu e movimento-me ainda em cima das tuas boxers. Subo com uma mão ao teu pescoço, meto os dedos por entre os pêlos do teu peito, do teu cabelo. A mover-me devagar deslizo a palma das mãos pelo teu tronco fora, com perícia torneio as tuas boxers, tiro-as sem pressas, lambo-te os testículos devagar. É nessa altura que oiço os teus gemidos, muito baixinho, tens a cabeça para trás e sinto-me bem. Sem pressas, subo com a língua ao teu sexo, dou voltas sem tocar na extremidade do prepúcio. Olho para ti enquanto rodo a língua com prazer, como se de um gelado se tratasse. Então com a mão esquerda puxo a tua pele que fica segura e abro a boca para te beijar, chupar, o verbo que quiseres. Mas paro antes por um segundo. Olhas pra mim meio perdido. Ponho-me de novo de gatas, com beijos molhados até o teu sexo encontrar o meu. Mexo-me vigorosamente, quero sentir te dentro de mim cada vez mais rápido mas com profundidade também. Atinges o ponto G. Mando os cabelos para trás, apanho-os com as mãos, sento-me, levo as tuas mãos à minhas ancas e dou-te o controlo até o perdermos em explosão. Caio com o meu corpo em cima do teu, os meus cabelos tapam a tua cara, a respiração dos dois é o único som que se sente no quarto. Estamos exaustos, transpirados, felizes.

Peço o serviço de quartos, precisamos de beber água, muita. Decidimos tomar um banho de imersão, mas caímos de novo na cama até a espuma da banheira sair por debaixo da porta.

Acordo com o som da água. Bolas! Nova inundação na cozinha! Pego no pano de campismo e estanco a piscina do chão. Passo a esfregona cheia de detergentes, passo outro pano, estendo os dois à janela. Fecho a água. Quero voltar para a cama, mas o sol berra-me que já é hora da realidade.

Agarro-me ao computador, chávena de café e uma cigarrilha a deixar cair cinza pelo teclado. Decido deitar-me de novo. Tenho pesadelos com orcas assassinas e tubarões brancos. Salto da cama mesmo antes de ser comida.

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