SALVAR O PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO DE PORTUGAL

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O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) parece dar razão aos arqueólogos que lutam pela preservação do património edificado sob o edifício da Sé de Lisboa.

Segundo foi divulgado pelo Movimento Cívico @ApoiarSedeLisboa2022, existem soluções de engenharia que garantem a estabilidade do edificado, não havendo necessidade, portanto, de soterrar ou cimentar a mesquita aljama al-Ushbuna sobre a qual foi construída a Sé de Lisboa.

A Direção Geral do Património Cultural “defende a teoria absurda de que que as ruínas islâmicas têm de ser sacrificadas para preservação do monumento arquitetónico”, acusam os arqueólogos, em documento publicado no site Archport.

Fonte próxima deste conflito garantiu ao Duas Linhas, que “após a leitura dos relatórios do LNEC, o Movimento Cívico @ApoiarSedeLisboa2022 pode reafirmar, sem nenhuma objeção relativamente à estabilidade do troço sul do Claustro de Lisboa em caso de sismo, que recusa a versão atual do projeto em curso no Claustro da Sé de Lisboa”.

Os arqueólogos pretendem “a preservação integral de todas as estruturas arqueológicas que ainda se conservam in situ, medievais cristãs (Claustro dionisino), islâmicas (complexo da mesquita aljama al-Ushbuna) e romanas (estruturas urbanas conservadas sob níveis islâmicos). Não querem nada destruído, querem tudo estudado, divulgado, preservado e, tanto quanto possível, exposto ao público.

Pretendem, ainda, que as obras em curso sejam abortadas e eliminados todos os elementos com “elevados impactes destrutivos”, que tapam “as estruturas arqueológicas, impossibilitando drasticamente a boa visualização e fruição pelo público do edifício monumental islâmico e de todo o conjunto arqueológico.”

Por fim, os arqueólogos defendem soluções de engenharia “compatíveis com o elevadíssimo valor de todo o conjunto patrimonial da Sé Catedral de Lisboa e o seu Claustro, que não acarretem mais nenhuma destruição das estruturas arqueológicas e propiciem a sua boa visualização, leitura e fruição pública.”

Na verdade, como já dissemos antes, não há impossíveis para a engenharia. Pode é ser mais caro, mas que isso não sirva de desculpa para não se fazer como deve ser feito.

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