SALVAR A ANTIGA MESQUITA DE LISBOA

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Não é novidade que a Sé Catedral de Lisboa está em cima de uma mesquita antiquíssima, do tempo da ocupação islâmica da Península Ibérica e também não é novidade que existem dois projetos em rota de colisão: um que promove o soterramento e destruição dessas relíquias arqueológicas e outro que pretende preservá-las e permitir que se usufrua dessa riqueza.

O primeiro projeto alega que está em causa a estabilidade da Sé Catedral, que precisa de obras de reforço para que a estrutura não possa entrar em ruina. O segundo projeto defende que uma coisa não impede a outra e é possível preservar tanto a mesquita como a igreja católica.

Ontem, um grupo de gente preocupada com essa preservação patrimonial formou um cordão humano à volta da Sé Catedral, numa manifestação que apela ao engenho científico para que a questão deixe de ser discutida com premissas dogmáticas ou outras.

Há já mais de 20 anos que os primeiros vestígios da mesquita foram destapados, em obras de manutenção nos claustros da Sé Catedral. De então para cá, a dimensão e a importância da mesquita que a igreja esconde não deixou de espantar os que se interessam pelo assunto.

Os arqueólogos  dizem que “não se pode destruir um elemento patrimonial tão importante, do ponto de vista histórico, patrimonial, da cidade de Lisboa; é impossível aceitar uma coisa dessas, principalmente no âmbito de um projeto que o visa valorizar. É uma contradição absoluta e inaceitável”.

Ideias que contrariam a vontade expressa pela Direção Geral do Património Cultural (DGPC) que prefere desmontar as estruturas encontradas nas fundações da Sé Catedral, alegadamente para garantir a estabilidade do edifício.

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