Joaquim Silva Pinto, 1936 – 2022

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Morreu Joaquim Silva Pinto. Amigo de longuíssima data de Basílio Horta, de quem foi colega na Ação Nacional Popular (ANP) – o partido único no tempo de Salazar – e de Marcelo Rebelo de Sousa.

O autarca sintrense deve estar abalado. Já quase só sobra ele, daqueles tempos felizes da ditadura.

O Presidente da República mandou escrever no site da Presidência que lamentava a morte de Silva Pinto, depois de “uma vida dedicada a diversos cargos públicos, antes e depois do 25 de abril”.

Joaquim Silva Pinto foi um dos que derivou da ANP fascista até ao PS. Entrou nas fileiras socialistas por convite de Jorge Sampaio. Basílio Horta chegou muito depois, pela mão de José Sócrates.

Não se lhe conhece uma crítica a Salazar. Foi mais fácil ouvi-lo criticar Marcelo Caetano, de quem foi lugar-tenente. Defendeu uma tese em que ilibava o ditador de responsabilidades sobre a morte de Humberto Delgado, colocando o ónus na extrema-direita ainda mais reacionária.

Silva Pinto foi o exemplo de quem se valeu da agenda de contactos e das amizades para fazer carreira, fosse na política ou nas empresas.

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