GOUVEIA E MELO DEMITIU CAPELÃO DA MARINHA

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A tropa não é uma democracia e o Almirante Gouveia e Melo nem hesitou em demitir o capelão que se atreveu a criticá-lo pelo discurso que fez no rescaldo do assassinato do agente da PSP Fábio Guerra.

Dois dos suspeitos são do corpo de Fuzileiros e o Almirante disse, nesse discurso, que não quer arruaceiros na Marinha.

O padre Licínio Luís esqueceu-se que, sendo capelão da Marinha, depende hierarquicamente do Chefe do Estado Maior da Armada, o Almirante Gouveia e Melo.

Talvez o principal problema tenha sido a crítica pública. Na tropa as quezílias costumam resolver-se nas casernas. Quando a coisa transpõe a porta de armas, está o caldo entornado.

Além disso, o capelão considerou natural o sucedido, a rixa de rua em que os fuzileiros participaram, nada que surpreenda quem saiba o que é ir para os copos à noite até às seis da manhã. Talvez o capelão devesse acompanhar a rapaziada quando vão para o Cais do Sodré à noite.

Capelão da Marinha Portuguesa há mais de 25 anos, o padre usou o Facebook para censurar a intervenção de Gouveia e Melo. “Os jovens estavam a divertir-se e foram provocados. Um deles é campeão nacional de boxe, no seu escalão, foi atingido à falsa fé e reagiu. Quem não o fazia. É selvagem por isso? O senhor Almirante nunca foi para a noite? Nunca bebeu uns copos? Juízo com os nossos julgamentos”, escreveu o padre, numa espécie de absolvição dos suspeitos.

O padre parece conhecer bem o rebanho, mas esqueceu-se do lobo.

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