Patrão dos patrões portugueses diz-se refém de minoria política

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Poucos leram as palavras retrógradas de António Saraiva, presidente da Confederação dos patrões portugueses. O ‘pastelão’ de entrevista ao Jornal i teve um único mérito: pedir o regresso da indústria à Europa e a Portugal. Para bem da independência Europeia, da sustentabilidade e do emprego para os filhos dos europeus.

“Temos de deixar de ter esta dependência estratégica da China e tratar da reindustrialização da UE”- disse.

recorte da entrevista de António Saraiva ao Jornal i

Mas todos sabemos que foi culpa de grandes patrões comilões. Que queriam indrominar os chineses, pagando-lhes ‘tuta-e-meia’ e trazendo as coisas para Europa, para ganharem fortunas.

Patrão dos patrões fala de política e não de economia

Na entrevista o patrão dos patrões devia falar menos de política e mais de questões económicas. Chega afirmar: “não posso estar refém, como estive estes 6 anos, de 15 a 18% dos votos dos portugueses. De uma minoria”.

O azar dos portugueses é terem patrões grandes que não falam de comércio, indústria e serviços. Os patrões têm de trabalhar com o governo que foi escolhido pelos portugueses que votam. E mais nada!

Patrão não entende a Europa das coligações

António Saraiva está a anos-luz da democracia económica europeia e na percepção política. Numa Europa das coligações políticas, ainda está na lógica do “partido mais votado deve formar governo e o segundo apoiar“.

Mas ele é presidente da Confederação Industrial Portuguesa ou é comentador político sofrível?

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