A poluição dos carros elétricos

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Um dos principais problemas ainda por resolver para uma efetiva descarbonização da mobilidade automóvel está na indústria. E em muitos aspetos da construção de um carro, os modelos elétricos provocam mais poluição que os carros com motores de combustão.

Esta confissão foi feita pela Volvo Cars, empresa sueca que tem feito um grande investimento para se adaptar aos elétricos e que pretende deixar de produzir carros com motores de combustão a partir de 2030.

A Volvo fez um estudo que incidiu sobre os seus próprios modelos, principalmente tendo o XC 40 como principal alvo. O estudo analisa o ciclo de vida de alguns dos modelos da Volvo e, no caso do XC 40 comparando com o CX 40 Recharge, as conclusões são interessantes.

No que diz respeito à produção destes dois veículos, o XC 40 Recharge tem uma pegada ecológica apenas ligeiramente inferior que a do XC 40 combustão. Para compensar, o veículo elétrico precisa de ultrapassar os 110 mil kms de serviço. Só a partir desse ponto passa a ser verdadeiramente benéfico. Mas quando chegar aos 200 mil kms (que está considerado como fim de vida para o veículo), o elétrico terá gerado apenas menos 15% de carbono que o modelo a combustão.

Onde o veículo elétrico polui mais não é, evidentemente, no dia-a-dia, na circulação rodoviária. O principal problema está nas baterias de iões de lítio. Estas baterias obrigam a uma mineração muito poluidora, a uma refinação igualmente danosa para o ambiente e a uma reciclagem que ainda ninguém sabe bem se será possível de executar.

Ou seja, o benefício de se conduzir um carro elétrico não é verdadeiro, enquanto a industria continuar a poluir e a reciclagem das baterias não se fizer.

mina de lítio

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