Todos juntos e sem máscara, como gostam os vírus

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E de repente o número de novas infeções por covid-19 disparou parta os 2.527 nas últimas 24 horas. A par disto, registaram-se 9 mortes. Aumentaram os internamentos em enfermaria, hoje estão 514 doentes internados em todo o país.

O Governo não decidiu sobre o agravamento das medidas cautelares sobre a pandemia, mas o secretário de Estado da Saúde defendeu o uso de máscara em qualquer circunstância, no interior ou exterior, tendo afirmado que, a par da vacinação, a melhor proteção à covid-19 continua a estar na higienização e comportamentos sociais.

Estamos a viver uma contradição dramática. Por um lado, a grande maioria da população vacinou-se, já estamos na fase da terceira dose da vacina, mas a pandemia continua a progredir, embora os médicos digam que há menos casos graves, agora.

Decidiram desconfinar todas as atividades económicas, vimos há dias o Estádio da Luz com lotação esgotada e nenhuma das 50 mil pessoas a usar máscara. E os números dispararam, evidentemente.

Estamos em pré-campanha eleitoral para eleições antecipadas em 30 de janeiro. Vai ser uma questão delicadíssima, decidir retroceder no desconfinamento. Ou decidir manter tudo como está. A primeira opção é um risco político, caso a oposição mais trauliteira consiga arregimentar protestos significativos. A segunda opção pode vir a ter um custo em vidas perdidas politicamente insustentável.

Se as condições da saúde pública se agravarem dramaticamente, António Costa irá, certamente, deixar o ónus da questão para quem quis dissolver o parlamento. Marcelo que convoque a Assembleia da República para um plenário extraordinário e a responsabilidade da decisão será da maioria que votar a favor. Ou contra.

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