O vice-almirante das vacinas vira ‘popstar’

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O notável vice-almirante das vacinas está a navegar em águas das revistas cor-de-rosa. Safou-nos de uma esperada balbúrdia sanitária, mas anda agora no mar turvo das popstars portuguesas.

Ele teve habilidade de nos livrar de confusões, mas está a deixar-nos confusos sobre as chefias da Marinha e com o que diz nas constantes entrevistas.
Muitos chegaram a ver no vice-almirante uma reedição do general Ramalho Eanes que entrou no 25 de Abril de 1974, sem se saber de onde vinha. Pôs rumo no processo democrático e abriu caminho à Europa democrática de Mário Soares.

O vice-almirante parecia ser o salvador do país mergulhado em gigantescos escândalos financeiros, que fazem Alves dos Reis um menino de coro.

Recorde-se, Alves dos Reis era pobre tornou-se rico casando com jovem de família abastada. Falsificou  um diploma de Oxford. E em bicos de pés comprou uma companhia férrea em Angola, uma empresa de automóveis americanos, foi acusado de tráfico de armas e acabou por fundar o Banco Angola e Metrópole… com milhares de notas falsas. Este escândalo precipitou a ditadura em 28 maio 1926. Alves dos Reis foi forçado a ser capa dos jornais pelas piores razões.

Já o vice-almirante aparece porque gosta. É notório. Aparece à reboque do seu sucesso… nas vacinas! Uma popstar, agora!

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