Novas medidas anticovid dentro de dias

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Ainda não se sabe o que vamos ter de refazer para continuarmos a tentar evitar o contágio, mas da obrigatoriedade do uso de máscara na rua não devemos escapar.

Algumas atividades económicas voltarão a ser penalizadas. Salas de espetáculo com lotação reduzida, estádios de futebol com menos adeptos aos gritos, bares e discotecas só a servir almoços, teletrabalho,  talvez estas ou outras medidas semelhantes.

Infarmed em direto nas televisões e streaming

Na reunião de hoje entre o Governo, o Presidente da República e outros representantes de instituições do Estado com especialistas em epidemiologia e saúde pública, foi dito que vamos enfrentar uma nova vaga pandémica mas que a vacinação está a resultar. “A vacinação faz a diferença”, concordou Marcelo Rebelo de Sousa. Nos últimos 12 meses, “a vacinação provou ter sido essencial” para evitar milhares de mortes, milhares de internamentos, milhares de contágios.

A reunião no Infarmed foi transmitida em direto, na tentativa de desmontar argumentos dos negacionistas e crentes em teorias da conspiração que negam até que a pandemia seja real.

Há um ano, as reuniões familiares do Natal e as festas do Ano Novo abriram a porta do inferno. Em meados de janeiro, os hospitais entupiram, começaram a morrer dezenas de pessoas por dia, o país teve de fechar. Este ano não se espera que isso aconteça, mas convém não esquecer que o medicamento a que chamamos vacina anticovid tem prazo de validade curto e os especialistas acreditam que ou tomamos uma terceira injeção ou corremos o risco de voltarmos a ter momentos dramáticos.

Marcelo Rebelo de Sousa remeteu todas as decisões para o Governo, mas António Costa não abriu a boca para se comprometer seja com o que for. É possível que o primeiro-ministro queira dividir a carga da responsabilidade política, não só com o Presidente mas, também, com todos os partidos com deputados eleitos. Ou não estivéssemos à beira de eleições, antecipadas por vontade deste Presidente. De qualquer modo, dentro de dias saberemos o que nos espera.

Vacina não salvou da morte 467 pessoas

Foi hoje divulgado que 0,7% das pessoas vacinadas foram, apesar disso, infetadas com covid-19. Em termos percentuais parece pouco (menos de 1%) mas em termos numéricos significa que cerca de 66.343 pessoas tomaram uma vacina que não as protegeu. Dessas, 467 morreram.

Teria sido muito pior se não houvesse vacina, dizem os médicos. A vacina diminui o risco de morte, diminui o risco de contágio. É o que temos.

Pandemia retoma força

Hoje, o boletim epidemiológico da Direção Geral de Saúde  revela que nas últimas 24 horas houve 2.371 novos casos confirmados de infeção covid-19, cinco mortes associadas à doença e um aumento de internamentos em enfermaria e cuidados intensivos.

Estão agora internadas 528 pessoas, mais cinco do que na quinta-feira, das quais 79 em unidades de cuidados intensivos, mais sete do que nas últimas 24 horas.

As cinco mortes – uma mulher e quatro homens – registaram-se no Centro (duas), em Lisboa e Vale do Tejo (uma), no Norte (uma) e na Madeira (uma).

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