Joacine Katar Moreira, último discurso na Assembleia da República

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O último discurso de Joacine Katar Moreira no parlamento foi a confirmação de que a ativista se mantém na luta pela igualdade entre seres humanos. Foi um discurso breve, cheio de emoção e de convicção serena.

No período de declarações políticas, Joacine Katar Moreira (que foi eleita como deputada do Livre e passou pouco depois a não inscrita) lamentou que as políticas de igualdade de género não abranjam de igual modo mulheres “empobrecidas, negras, ciganas ou trans”, tornando essas mulheres duplamente violentadas nos seus direitos.

Numa crítica ao próprio parlamento, Joacine Katar Moreira considerou que ainda se vive na Assembleia da República “a herança colonial” e que, também ali, no hemiciclo, se cultiva a desigualdade “através de um vociferar permanente, mas às vezes usando o Regimento, as formalidades, para silenciar, para achincalhar, para menosprezar”, disse Joacine, certamente a pensar no que lhe aconteceu desde que ali entrou pela primeira vez como deputada eleita.

A deputada lembrou a luta quotidiana das mulheres vitimas de misoginia e racismo, caso das “mulheres negras e ciganas, vítimas simultaneamente de misoginia e de racismo quotidiano”, garantindo que a mudança já começou e que “vai florescer”.

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