Inês Sousa Real ameaça com tribunal

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A porta-voz do PAN, agricultora nas horas vagas, co-proprietária de duas empresas agrícolas cujas quotas está a passar para o marido, viu-se envolvida num escândalo provocado pelo dirigente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) que a acusou de hipocrisia, uma vez que nessas explorações agrícolas a produção é feita em estufas, enquanto Inês e o PAN combatem esse tipo de produção agrícola.

As repercussões da acusação atingiram em cheio o partido político e é possível que o papel de Inês Sousa Real esteja a ser posto em causa internamente.

O PAN é um partido político e na sua estrutura tem a hierarquia habitual neste tipo de organizações: comissão política nacional, secretariado, comissões políticas distritais, etc. Mas tem, também, o chamado “grupo de fundadores”, pessoas que podem ou não pertencer aos órgãos sociais do partido mas que, em qualquer dos casos, têm muita influência na orientação do partido.

É por isso que, numa entrevista à TSF, Inês Sousa Real especificou que falou com António Santos, um dos fundadores do PAN, e teve “o reforço da confiança” e “todo o apoio face a este esquema que está montado para atacar o PAN e a sua porta-voz”. É um sinal aos contestatários internos.

Para fora, há declarações de guerra. Inês ameaça com tribunal os difamadores (uns serão dirigentes da CAP, outros serão políticos e deputados, e outros são “jornalistas e comentadeiros”. Meter tudo no mesmo saco não é a atitude mais avisada, até porque o papel de uns não se assemelha ao papel de outros. Vamos esperar para ver a quem vai Inês Sousa Real mover processos em tribunal.

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