Televisão: umas vezes sim, outras não

Na verdade, eu ia escrever sobre outro assunto. Mas o Carlos Narciso, responsável pelo facto de eu estar a escrever em Duas Linhas, matou-me a ideia. Por isso, sinto-me um bocado rezingona…

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Resolvi ligar a televisão e fazer algum zapping para ter ideias. É raro ver televisão. Corrijo: gravo o que me interessa e depois vejo. E mesmo o que gravo, vejo com tempo: um dos meus problemas de criança é que, se me sento diante de um televisor, dois minutos depois estou a dormir.

Mas a questão aqui é outra: faço zapping e todos os programas de todos os canais televisivos estão a dar o mesmo anúncio, com um senhor a aconselhar-nos a tomar um suplemento alimentar qualquer. Penso que foi azar. Desligo. Passado algum tempo repito a manobra: lá está um outro senhor, em simultâneo em todas as televisões, a aconselhar a comprar já nem sei o quê.

Mas o que é isto? À tarde repito tudo. Os programas todos contam histórias de desgraças que acabaram em bem, em mais ou menos, ou em mal. Todos choram, desde os visados aos apresentadores. E, nos intervalos, todos iguaizinhos, lá estão os senhores a aconselhar os suplementos alimentares. Até há alguém que lhe chama ’recadinho’.

A sério? Não. O pior está para vir: lá tem umas notícias. Mas se se perder as das 10 horas, não faz mal porque às 11, 12, e por aí fora, nada vai ser diferente, a menos que a lava do vulcão espalhe mais cinzas.

E pronto! É isto: desisti e vou continuar a ver programas gravados onde, pelo menos, posso acelerar na publicidade. E deixem-me rezingar à vontade!

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