Tesla híbrido com 1500 km de automomia

O Tesla Modelo 3 parece ter dado um passo atrás, com a nova versão a gasolina. A Obrist lançou o Modelo 3 a gastar 2 litros aos 100 km. À espera do milagre do hidrogénio. Claro!.

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A vantagem deste ideia dos austríacos da Obrist é um resultado excelente de 1500 km de autonomia.
Até agora os fabricantes internacionais de baterias tem caprichado, mas autonomia não passa dos 500 km.

Um Tesla Modelo 3 abalroou o meu carocha no parque de estacionamento do Hospital da Luz, em Lisboa, e tinha 1500 kg de baterias.
Se uma pilha de um rádio portátil contamina um metro cúbico, 1500 kg contaminam quantos metros cúbicos?

Tesla Modelo 3 gasta 2 litros de gasolina

O Tesla da Obrist é um híbrido com um sistema Hyper Hybrid Mark II, que utiliza um motor de 2 litros e um outro de 1 litro de cilindrada instalado à frente, na mala dianteira. 
E deste modo carrega uma bateria de 17,3 KWH, capaz de alimentar uma unidade elétrica motriz no eixo traseiro, gerando mais de 260 CV.

A Obrist não nega o futuro próximo elétrico, mas também não o confirma de forma plena.

Carros eléctricos com autonomia muito reduzida

Há dias, um motorista Uber contou-me as desventuras do seu elétrico. Parecia tudo maravilhas, mas autonomia está reduzida a quase metade. E a eletricidade é cara.

O seu veículo tem autonomia de 210 quilômetros, mas um carregamento rápido só deve atingir 80% da capacidade da bateria e demora uma hora.

Se for um carregamento de três horas a bateria pode chegar aos 100%. Mas é muito tempo para quem tem de fazer 14 horas seguidas.

Preços muito diferentes para a mesma carga

Há ainda um outro problema: o preço da carga. Com sorte é possível fazê-lo por 9 euros, mas também pode chegar aos 20. Pior ainda é não poder baixar mais de 20% de carga.

Feitas as contas, só se consegue utilizar a faixa dos 20% ao 80%. Ou seja 60% da autonomia. Quer isto dizer que dos 210 km, aquele motorista só consegue fazer 126 km.

A Obrist percebeu o problema, apostou no híbrido com um simpático consumo de 2 litros aos 100 km, que vai seduzir muitos europeus.

Há problemas com o fim de vida das baterias

Os austríacos da Obrist ficam assim à espera do hidrogénio, que todos encaram como o verdadeiro milagre.

Até lá continuaremos a investir em baterias, cuja pegada ecológica é gigantesca. Ao fim de seis anos de utilização muitas baterias terminam o seu período de vida.

Nessa altura fica-se sem saber o que fazer a 1500 quilos de baterias de um único carro. Pior será quando multiplicarmos isso por centenas de milhar ou milhões de veículos.

Venha o hidrogénio!

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