Os favores dos jornais ao Governo

Há jornais a fazer favores ao governo! Afirmam que as reformas disparam. Dando a entender que os reformados são uma despesa para o País. O que não é verdade.

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Volta que não volta, lá aparece na primeira página um anúncio disfarçado de notícia, dizem: “Mais despesa com reformados” como se fosse uma praga verdadeira, recordando o deputado Carlos Peixoto do PSD que afirmou no jornal i: “A nossa pátria foi contaminada pela chamada peste grisalha”.

Uma vergonha!

As reformas resultam dos descontos feitos pelos trabalhadores

A realidade é diferente: os portugueses têm direito à reforma por inteiro ao fim de 40 anos de trabalho, mas só quando completam 66 anos e 7 meses de idade. Uma barbaridade quando comparada, por exemplo, com França, onde a reforma é aos 60 anos.

O valor das reformas resultará das suas contribuições ao longo de 4 décadas, 11% dos trabalhadores, 30% das empresas em complemento. É um seguro de capitalização que acaba por ser diluído nos orçamentos de Estado. Uma grande lata!

Esperança de vida dos portugueses é de 84 anos

Os trabalhadores descontam para quando se reformarem receberem o que pagaram.
Muitas vezes, acontece os trabalhadores falecerem antes ou poucos anos depois do 65. E zás! O Estado fica com a massa, que devia ser dada aos herdeiros.

É indecente que os jornais venham sugerir que o país atual tem de suportar os portugueses reformados. Quando as reformas, afinal, resultam da nossa carreira contributiva.

Vamos ficar com o Face dos ódios e o Diário da República

Os favores ao governo (e aos anteriores) estão a matar aos poucos os jornais portugueses, que ainda se publicam. O jornal português mais vendido alegadamente não ultrapassa os 80 mil exemplares diários. Ou seja vive-se graças aos “proprietários-mecenas”.

As direções dos jornais não se opõem e, dentro em pouco, adeus Imprensa escrita! Teremos apenas o Facebook dos ódios e o Diário da República.

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