Dos 116, chegaram 24 afegãos

Os afegãos retirados de Cabul pelos soldados portugueses não ocuparam metade do autocarro que os foi buscar à porta do avião. Alguma coisa não correu bem. Há três dias a lista era de 116 pessoas. Hoje esse dado ficou omisso dos relatos dos jornalistas que estiveram no Figo Maduro a reportar a chegada destes refugiados. Nenhum se deu ao trabalho de nos explicar o que se passou. Nem os repórteres, nem os militares, nem o ministro da Defesa, nem o Presidente da República.

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Regressaram sãos e salvos os 4 soldados portugueses enviados a Cabul para o resgate de afegãos que trabalharam com Portugal. A missão que lhes atribuíram foi “pagar uma dívida de gratidão”, parafraseando Marcelo Rebelo de Sousa que esteve na zona militar do aeroporto da Portela para os receber.

No discurso, Marcelo recordou os dois militares mortos em missão no Afeganistão, durante os 20 anos em que Portugal alinhou com os restantes países da NATO na aventura afegã. Elogiou todos os militares envolvidos nessas missões e garantiu que prestaram um serviço notável ao país. Na verdade, não se percebe bem que serviço foi esse, para que serviu, que benefícios trouxe ao Mundo e ao Afeganistão em particular.

Dos 116 afegãos que constituíam a lista de colaboradores que trabalharam nas missões portuguesas, e respetivos familiares, chegaram hoje 24 pessoas. Pouca gente, apenas algumas mulheres e crianças, pelo que se viu nos diretos das televisões. Ainda assim, o Presidente da República disse que a missão foi “plenamente conseguida”.

Supomos, então, que todos os outros foram igualmente resgatados. Mas pode não ser bem assim. Segundo foi dito pelos próprios militares envolvidos, “fizemos o que foi possível”. Segundo já foi noticiado, o grupo resgatado não deve exceder as 60 pessoas, cerca de metade do inicialmente previsto. De qualquer modo, só chegaram 24.

Alemanha, Países Baixos, Suécia e Espanha deram por concluídas as operações de evacuação, enquanto o Reino Unido teme novos atentados em Cabul. O prazo para as forças estrangeiras abandonarem o aeroporto de Cabul termina a 31 de agosto. Faltam 3 dias.

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