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	Comentários em: A HISTÓRIA DE UMA INESPERADA SURPRESA	</title>
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	<description>Informação online</description>
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		<title>
		Por: Manuel Rei Vilar		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2021/08/a-historia-de-uma-inesperada-surpresa/#comment-4731</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manuel Rei Vilar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Aug 2021 18:14:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Carlos, agradeço-lhe  as indicações para ver as duas vídeos sobre a Guiné...um sobre o passado recente e outro sobre a Guiné dos nossos dias de hoje. Lastimamos sempre o que aconteceu neste pais depois da sua independência onde uma guerra intermitente minou todas as energias dos guineenses. Há muitos problemas ainda por resolver! Mas o segundo video é fabuloso e é verdadeiramente tónico! Sem queixumes, sem amarguras, as gentes da Guiné na sua extraordinária diversidade vão &quot;lutando, ensinando e construindo&quot; o seu dia-a-dia e o seu futuro com optimismo e com harmonia. Costura, farmacopeia tradicional, musica, dança... Este video será enviado a todos os sócios e amigos da nossa Associação. Algo que se sente nesta terra é a harmonia com que as diferentes etnias e religiões convivem umas com as outras e a força desta Guiné. Muito obrigado pela sua sugestão!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Carlos, agradeço-lhe  as indicações para ver as duas vídeos sobre a Guiné&#8230;um sobre o passado recente e outro sobre a Guiné dos nossos dias de hoje. Lastimamos sempre o que aconteceu neste pais depois da sua independência onde uma guerra intermitente minou todas as energias dos guineenses. Há muitos problemas ainda por resolver! Mas o segundo video é fabuloso e é verdadeiramente tónico! Sem queixumes, sem amarguras, as gentes da Guiné na sua extraordinária diversidade vão &#8220;lutando, ensinando e construindo&#8221; o seu dia-a-dia e o seu futuro com optimismo e com harmonia. Costura, farmacopeia tradicional, musica, dança&#8230; Este video será enviado a todos os sócios e amigos da nossa Associação. Algo que se sente nesta terra é a harmonia com que as diferentes etnias e religiões convivem umas com as outras e a força desta Guiné. Muito obrigado pela sua sugestão!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Manuel Rei Vilar		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2021/08/a-historia-de-uma-inesperada-surpresa/#comment-4694</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manuel Rei Vilar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Aug 2021 22:07:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://duaslinhas.pt/2021/08/a-historia-de-uma-inesperada-surpresa/#comment-4652&quot;&gt;Helena Ventura Pereira&lt;/a&gt;.

Obrigado pelas observações judiciosas. De facto, o meu irmão deixou sementes que deram  e que continuam a dar fruto. A sua memória persiste neste povo onde a tradição é importante. O nosso terceiro objectivo é agora dar uma Escola digna a estas crianças. Sublinho aqui a importância que tem a Educação para os Felupes de Suzana que sozinhos e sem outras ajudas construíram com as suas próprias mãos um Liceu. Deram o seu trabalho. Os acabamentos do Liceu não podem ser concluídos sem ajuda financeira, porque tudo é caro na Guiné e a população não dispõe dos fundos necessários para concluir esta obra. E é para a reabilitação da Escola Secundaria e o acabamento do Liceu que submetemos à CMC 
o Projecto Cascais-Suzana.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://duaslinhas.pt/2021/08/a-historia-de-uma-inesperada-surpresa/#comment-4652">Helena Ventura Pereira</a>.</p>
<p>Obrigado pelas observações judiciosas. De facto, o meu irmão deixou sementes que deram  e que continuam a dar fruto. A sua memória persiste neste povo onde a tradição é importante. O nosso terceiro objectivo é agora dar uma Escola digna a estas crianças. Sublinho aqui a importância que tem a Educação para os Felupes de Suzana que sozinhos e sem outras ajudas construíram com as suas próprias mãos um Liceu. Deram o seu trabalho. Os acabamentos do Liceu não podem ser concluídos sem ajuda financeira, porque tudo é caro na Guiné e a população não dispõe dos fundos necessários para concluir esta obra. E é para a reabilitação da Escola Secundaria e o acabamento do Liceu que submetemos à CMC<br />
o Projecto Cascais-Suzana.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Luís Reis Torgal		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2021/08/a-historia-de-uma-inesperada-surpresa/#comment-4680</link>

		<dc:creator><![CDATA[Luís Reis Torgal]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Aug 2021 22:52:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://duaslinhas.pt/2021/08/a-historia-de-uma-inesperada-surpresa/#comment-4679&quot;&gt;Carlos Narciso&lt;/a&gt;.

Muito Obrigado! Certamente será difícil voltar. Mas se tal suceder, não me esquecerei de lhe falar.

Um abraço

LRTorgal]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://duaslinhas.pt/2021/08/a-historia-de-uma-inesperada-surpresa/#comment-4679">Carlos Narciso</a>.</p>
<p>Muito Obrigado! Certamente será difícil voltar. Mas se tal suceder, não me esquecerei de lhe falar.</p>
<p>Um abraço</p>
<p>LRTorgal</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Carlos Narciso		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2021/08/a-historia-de-uma-inesperada-surpresa/#comment-4679</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Aug 2021 22:20:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://duaslinhas.pt/?p=11468#comment-4679</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://duaslinhas.pt/2021/08/a-historia-de-uma-inesperada-surpresa/#comment-4676&quot;&gt;Luís Reis Torgal&lt;/a&gt;.

adorei ler o seu comentário, tenho pena que não possa voltar à Guiné. Mas, se lá voltar, gostaria de o acompanhar com a minha câmara de vídeo. Abraço forte.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://duaslinhas.pt/2021/08/a-historia-de-uma-inesperada-surpresa/#comment-4676">Luís Reis Torgal</a>.</p>
<p>adorei ler o seu comentário, tenho pena que não possa voltar à Guiné. Mas, se lá voltar, gostaria de o acompanhar com a minha câmara de vídeo. Abraço forte.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Luís Reis Torgal		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2021/08/a-historia-de-uma-inesperada-surpresa/#comment-4676</link>

		<dc:creator><![CDATA[Luís Reis Torgal]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Aug 2021 20:55:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://duaslinhas.pt/?p=11468#comment-4676</guid>

					<description><![CDATA[Na verdade, também eu digo que a Guiné é uma das minhas “pátrias” do coração. Estive ali em 1968-69 e, felizmente, tive uma &quot;boa guerra&quot;, pois era oficial de transmissões e estive em Mansoa no Comando de Agrupamento 2952 (que integrava o batalhão de S. Domingos), de onde passámos para Bissau para formar o COMBIS (Comando de Bissau). Isso deveu-se ao facto de Spínola ter alterado a estratégia militar e o meu comando tinha muito bons oficiais superiores, como era o caso do Major Carlos Fabião. Este era também muito considerado na Guiné do meu tempo e acompanhei-o em pequenas missões como voluntário (só ele me levava a arriscar-me, até porque nessa altura eu já estava casado e tinha um filho). 
Mas não era possível ganhar uma guerra  daquele tipo e ninguém acreditava que seria possível combater com a finalidade de a vencer em termos militares. Por isso, pela descrição que me deram, tenho pena de não ter conhecido o Capitão Luís Filipe Rei Vilar. Conheci sim outras pessoas notáveis, como alguns missionários franciscanos (da gafaria de Cumura e de Bubaque, nos Bijagós) e o Padre Mário de Oliveira que pregava na igreja de Mansoa contra a violência praticada por alguns militares, o que lhe valeu a saída da Guiné, da capelania militar e, mais tarde, um famoso processo da PIDE que o levou à prisão. Muitos de nós tentavam sim compreender a cultura das gentes de diversas etnias. Historiador que era e sou, ainda tentei fazer um estudo numa área em que não era especializado — a Antropologia — sobre a etnia balanta, que se espalhava por toda a Guiné, mas que tinha áreas em que predominava, como o &quot;chão&quot; de Mansoa.
Na Guiné também aprendi a gostar do que se chamava o &quot;In&quot; (inimigo, que não era), nomeadamente a figura carismática de Amílcar Cabral, pelo que vim a orientar uma tese de doutoramento, que é a melhor obra (publicada em várias edições) sobre o combatente pela independência, que tinha uma formação bem portuguesa, da autoria de Julião Soares Sousa, nome europeu de um mancanha da zona de Bula, acima de tudo um grande amigo e um excelente intelectual guineense, que só tem como defeito (neste mundo) ser humilde de mais. E também coordenei a publicação e prefaciei um ensaio da guineense-caboverdiana Ângela Benoliel Coutinho sobre o PAIGC. 
Enfim, guardo imensas memórias da Guiné (onde voltei por duas vezes a convite do Centro Cultural Português, de Bissau, de que era director o Dr. Mário Matos e Lemos, que se tornou um grande colaborador do que tenho feito e que ele faz sozinho, ou com a minha colaboração, muito melhor) e não resisti a escrever estas linhas, sobretudo porque se tem por vezes uma ideia muito errada das nossas relações com essa região de África, em especial por parte de &quot;intelectuais&quot; ou pseudo-intelectuais que não sabem bem o que é esse continente e querem ver sempre em tudo colonialismo e racismo. Tal como vêem mal o interior deste país, em alguns casos tão abandonado.
O colonialismo existiu, obvia e indiscutivelmente, mas também houve quem entendesse que a África e a sua população deveriam ser respeitadas e amadas, sem tentar alterar os aspectos fundamentais das suas culturas. Fui opositor do Estado Novo e sei que foi um crime o que sucedeu ali — o prolongamento militar de uma situação colonial insustentável que levou muitas vidas —, mas também admiro que na Guiné não haja um anti-portuguesismo sistémico, que por certo será evidente noutros lugares. 
Porquê? Porque a guerra ali foi mais limpa (se é que há alguma guerra limpa)? Porque a Guiné é uma terra pobre e foi mais uma feitoria do que uma colónia? Porque se respeitou mais as culturas das diversas etnias? Porque os portugueses ali eram mais raros e tentavam compreender o lugar onde estavam e amá-lo, como sucede ainda hoje com o meu antigo aluno Miguel Nunes, da Casa Nunes, que ali continua e onde (segundo me disse) ali quer morrer. Proprietário do Hotel Coimbra, convidou-me há tempos para ali passar uma semana, que eu só não aceitei devido à minha idade já avançada e a problemas de saúde, mas principalmente porque, a voltar ali, não seria como viajante (costumo dizer que nunca sou &quot;turista&quot;) sem dar alguma coisa de mim a essa terra, como sucedeu nas outras vezes. 
Chega de conversa (é muito mais do que um “comentário” o que escrevi), embora esta seja sentida, a pensar no capitão de Suzana — saudações aos seus irmãos, que mantêm viva a sua memória —  e a pensar no povo guineense (mesmo no povo autêntico, de todas as etnias), que, apesar de ser pobre (sobretudo segundo padrões europeus), é rico nas suas culturas e no seu carácter. Esperemos, pois, que a Guiné, sem sair dos conceitos da identidade africana e das suas gentes, se torne um país pacífico e em constante evolução.

Figueira de Lorvão (Penacova – Coimbra), 17 de Agosto de 2021

Luís Reis Torgal]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na verdade, também eu digo que a Guiné é uma das minhas “pátrias” do coração. Estive ali em 1968-69 e, felizmente, tive uma &#8220;boa guerra&#8221;, pois era oficial de transmissões e estive em Mansoa no Comando de Agrupamento 2952 (que integrava o batalhão de S. Domingos), de onde passámos para Bissau para formar o COMBIS (Comando de Bissau). Isso deveu-se ao facto de Spínola ter alterado a estratégia militar e o meu comando tinha muito bons oficiais superiores, como era o caso do Major Carlos Fabião. Este era também muito considerado na Guiné do meu tempo e acompanhei-o em pequenas missões como voluntário (só ele me levava a arriscar-me, até porque nessa altura eu já estava casado e tinha um filho).<br />
Mas não era possível ganhar uma guerra  daquele tipo e ninguém acreditava que seria possível combater com a finalidade de a vencer em termos militares. Por isso, pela descrição que me deram, tenho pena de não ter conhecido o Capitão Luís Filipe Rei Vilar. Conheci sim outras pessoas notáveis, como alguns missionários franciscanos (da gafaria de Cumura e de Bubaque, nos Bijagós) e o Padre Mário de Oliveira que pregava na igreja de Mansoa contra a violência praticada por alguns militares, o que lhe valeu a saída da Guiné, da capelania militar e, mais tarde, um famoso processo da PIDE que o levou à prisão. Muitos de nós tentavam sim compreender a cultura das gentes de diversas etnias. Historiador que era e sou, ainda tentei fazer um estudo numa área em que não era especializado — a Antropologia — sobre a etnia balanta, que se espalhava por toda a Guiné, mas que tinha áreas em que predominava, como o &#8220;chão&#8221; de Mansoa.<br />
Na Guiné também aprendi a gostar do que se chamava o &#8220;In&#8221; (inimigo, que não era), nomeadamente a figura carismática de Amílcar Cabral, pelo que vim a orientar uma tese de doutoramento, que é a melhor obra (publicada em várias edições) sobre o combatente pela independência, que tinha uma formação bem portuguesa, da autoria de Julião Soares Sousa, nome europeu de um mancanha da zona de Bula, acima de tudo um grande amigo e um excelente intelectual guineense, que só tem como defeito (neste mundo) ser humilde de mais. E também coordenei a publicação e prefaciei um ensaio da guineense-caboverdiana Ângela Benoliel Coutinho sobre o PAIGC.<br />
Enfim, guardo imensas memórias da Guiné (onde voltei por duas vezes a convite do Centro Cultural Português, de Bissau, de que era director o Dr. Mário Matos e Lemos, que se tornou um grande colaborador do que tenho feito e que ele faz sozinho, ou com a minha colaboração, muito melhor) e não resisti a escrever estas linhas, sobretudo porque se tem por vezes uma ideia muito errada das nossas relações com essa região de África, em especial por parte de &#8220;intelectuais&#8221; ou pseudo-intelectuais que não sabem bem o que é esse continente e querem ver sempre em tudo colonialismo e racismo. Tal como vêem mal o interior deste país, em alguns casos tão abandonado.<br />
O colonialismo existiu, obvia e indiscutivelmente, mas também houve quem entendesse que a África e a sua população deveriam ser respeitadas e amadas, sem tentar alterar os aspectos fundamentais das suas culturas. Fui opositor do Estado Novo e sei que foi um crime o que sucedeu ali — o prolongamento militar de uma situação colonial insustentável que levou muitas vidas —, mas também admiro que na Guiné não haja um anti-portuguesismo sistémico, que por certo será evidente noutros lugares.<br />
Porquê? Porque a guerra ali foi mais limpa (se é que há alguma guerra limpa)? Porque a Guiné é uma terra pobre e foi mais uma feitoria do que uma colónia? Porque se respeitou mais as culturas das diversas etnias? Porque os portugueses ali eram mais raros e tentavam compreender o lugar onde estavam e amá-lo, como sucede ainda hoje com o meu antigo aluno Miguel Nunes, da Casa Nunes, que ali continua e onde (segundo me disse) ali quer morrer. Proprietário do Hotel Coimbra, convidou-me há tempos para ali passar uma semana, que eu só não aceitei devido à minha idade já avançada e a problemas de saúde, mas principalmente porque, a voltar ali, não seria como viajante (costumo dizer que nunca sou &#8220;turista&#8221;) sem dar alguma coisa de mim a essa terra, como sucedeu nas outras vezes.<br />
Chega de conversa (é muito mais do que um “comentário” o que escrevi), embora esta seja sentida, a pensar no capitão de Suzana — saudações aos seus irmãos, que mantêm viva a sua memória —  e a pensar no povo guineense (mesmo no povo autêntico, de todas as etnias), que, apesar de ser pobre (sobretudo segundo padrões europeus), é rico nas suas culturas e no seu carácter. Esperemos, pois, que a Guiné, sem sair dos conceitos da identidade africana e das suas gentes, se torne um país pacífico e em constante evolução.</p>
<p>Figueira de Lorvão (Penacova – Coimbra), 17 de Agosto de 2021</p>
<p>Luís Reis Torgal</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Carlos Narciso		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2021/08/a-historia-de-uma-inesperada-surpresa/#comment-4656</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Aug 2021 21:32:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://duaslinhas.pt/?p=11468#comment-4656</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://duaslinhas.pt/2021/08/a-historia-de-uma-inesperada-surpresa/#comment-4651&quot;&gt;Manuel Rei Vilar&lt;/a&gt;.

caro Manuel, se tiver vontade e paciência, deixo-lhe aqui o caminho para ver dois dos muitos trabalhos que tenho feito na Guiné e que, perdoe-me a petulância, nos mostram o que é a Guiné-Bissau e os povos que lá vivem.
A Guiné de um passado recente: https://www.youtube.com/watch?v=bQs4UUeuV5Y&amp;t=141s
A Guiné de hoje: https://youtu.be/p8Rhua7Yp9E
abraço]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://duaslinhas.pt/2021/08/a-historia-de-uma-inesperada-surpresa/#comment-4651">Manuel Rei Vilar</a>.</p>
<p>caro Manuel, se tiver vontade e paciência, deixo-lhe aqui o caminho para ver dois dos muitos trabalhos que tenho feito na Guiné e que, perdoe-me a petulância, nos mostram o que é a Guiné-Bissau e os povos que lá vivem.<br />
A Guiné de um passado recente: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=bQs4UUeuV5Y&#038;t=141s" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=bQs4UUeuV5Y&#038;t=141s</a><br />
A Guiné de hoje: <a href="https://youtu.be/p8Rhua7Yp9E" rel="nofollow ugc">https://youtu.be/p8Rhua7Yp9E</a><br />
abraço</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Helena Ventura Pereira		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2021/08/a-historia-de-uma-inesperada-surpresa/#comment-4652</link>

		<dc:creator><![CDATA[Helena Ventura Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Aug 2021 16:18:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Deste extenso, comovente e brilhante texto de José d´Encarnação, retenho ensinamentos valiosos:
_ que há valores e forças em que vale a pena acreditar num mundo marcado pelo caos;
_ que a morte do capitão Rei Vilar não foi em vão, como a de tantos jovens atirados para uma guerra inútil;
_ que é possível a união entre os povos com base na troca afectiva e de respeito pelas diferenças;
_ que a união familiar pode levar mais longe, e dignificar, os esforços dos seus membros.
A criação de estruturas de apoio, numa terra pequena e pobre, aos vários graus de ensino, é meritória. E o envolvimento de toda a população é o maior testemunho de que o capitão Rei Vilar era amado pela população local. Afinal deve estar reconhecida pelo trabalho que ele desenvolveu para dignificar a vida das crianças locais. Um agrupamento escolar que hoje serve setecentos alunos, é o prosseguimento de um feito notável.
Um projecto Cascais - Suzana soa bem. Soará melhor aos familiares deste jovem natural de Cascais que veio a deixar a vida lá longe. E apesar da beleza desta história, estou a pensar na emoção da mãe que, por acaso, acabou por saber mais notícias do filho que tinha perdido de forma tão dolorosa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Deste extenso, comovente e brilhante texto de José d´Encarnação, retenho ensinamentos valiosos:<br />
_ que há valores e forças em que vale a pena acreditar num mundo marcado pelo caos;<br />
_ que a morte do capitão Rei Vilar não foi em vão, como a de tantos jovens atirados para uma guerra inútil;<br />
_ que é possível a união entre os povos com base na troca afectiva e de respeito pelas diferenças;<br />
_ que a união familiar pode levar mais longe, e dignificar, os esforços dos seus membros.<br />
A criação de estruturas de apoio, numa terra pequena e pobre, aos vários graus de ensino, é meritória. E o envolvimento de toda a população é o maior testemunho de que o capitão Rei Vilar era amado pela população local. Afinal deve estar reconhecida pelo trabalho que ele desenvolveu para dignificar a vida das crianças locais. Um agrupamento escolar que hoje serve setecentos alunos, é o prosseguimento de um feito notável.<br />
Um projecto Cascais &#8211; Suzana soa bem. Soará melhor aos familiares deste jovem natural de Cascais que veio a deixar a vida lá longe. E apesar da beleza desta história, estou a pensar na emoção da mãe que, por acaso, acabou por saber mais notícias do filho que tinha perdido de forma tão dolorosa.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manuel Rei Vilar		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2021/08/a-historia-de-uma-inesperada-surpresa/#comment-4651</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manuel Rei Vilar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Aug 2021 15:44:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://duaslinhas.pt/?p=11468#comment-4651</guid>

					<description><![CDATA[De facto, é o que nós sentimos. Uma grande solidariedade com este povo de grandes tradições e que com uma grande tenacidade e coragem enfrenta a sua pobreza, visto que pouco têm como subsistência, apenas um pouco de arroz, amendoim e vinho de palma... continuando e vivendo as suas tradições nesta linda terra a transmitir a sua alegria e a sua amizade. De facto, na Guiné-Bissau não se encontra qualquer tipo de animosidade contra os portugueses, apesar da nossa historia não ter sido sempre digna dos nossos valorosos navegadores...outros tempos, outros interesses, outras lutas e outras misérias. E há surpresas!

Aconteceu um episódio interessante, foi que por acaso da primeira vez que chegámos a Bissau, nos encontrámos à porta da Sede do PAIGC... sem dar por isso... e quatro brancos nomeio de todos os africanos... dá nas vistas ! Imediatamente, dois homens saíram da Sede e vieram-nos perguntar o que estávamos ali a fazer e nós dissemos a razão: que vínhamos pisar a terra onde o nosso irmão morreu. Os homens abraçaram-se a nós e convidaram-nos a entrar na Sede do PAIGC, onde fomos recebidos no Salão Nobre com as paredes cobertas de fotografias da Guerra Colonial! Permanecemos mais uns instantes com os nossos amigos do PAIGC que se despediram de nós com mais abraços e saudações fraternas. Daqui se mostra que parece que os Portugueses não deixaram só más recordações... para sermos recebidos assim pelo &quot;inimigo&quot;! O Povo Guineense é duma enorme humanidade.

Portanto o comentário do Carlos Narciso que eu não conheço mas a quem apresento  as minhas saudações, não me surpreende e só vem confirmar o que eu e os meus irmãos sentimos pela Guiné e pelos seus habitantes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De facto, é o que nós sentimos. Uma grande solidariedade com este povo de grandes tradições e que com uma grande tenacidade e coragem enfrenta a sua pobreza, visto que pouco têm como subsistência, apenas um pouco de arroz, amendoim e vinho de palma&#8230; continuando e vivendo as suas tradições nesta linda terra a transmitir a sua alegria e a sua amizade. De facto, na Guiné-Bissau não se encontra qualquer tipo de animosidade contra os portugueses, apesar da nossa historia não ter sido sempre digna dos nossos valorosos navegadores&#8230;outros tempos, outros interesses, outras lutas e outras misérias. E há surpresas!</p>
<p>Aconteceu um episódio interessante, foi que por acaso da primeira vez que chegámos a Bissau, nos encontrámos à porta da Sede do PAIGC&#8230; sem dar por isso&#8230; e quatro brancos nomeio de todos os africanos&#8230; dá nas vistas ! Imediatamente, dois homens saíram da Sede e vieram-nos perguntar o que estávamos ali a fazer e nós dissemos a razão: que vínhamos pisar a terra onde o nosso irmão morreu. Os homens abraçaram-se a nós e convidaram-nos a entrar na Sede do PAIGC, onde fomos recebidos no Salão Nobre com as paredes cobertas de fotografias da Guerra Colonial! Permanecemos mais uns instantes com os nossos amigos do PAIGC que se despediram de nós com mais abraços e saudações fraternas. Daqui se mostra que parece que os Portugueses não deixaram só más recordações&#8230; para sermos recebidos assim pelo &#8220;inimigo&#8221;! O Povo Guineense é duma enorme humanidade.</p>
<p>Portanto o comentário do Carlos Narciso que eu não conheço mas a quem apresento  as minhas saudações, não me surpreende e só vem confirmar o que eu e os meus irmãos sentimos pela Guiné e pelos seus habitantes.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: José d'Encarnação		</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2021/08/a-historia-de-uma-inesperada-surpresa/#comment-4649</link>

		<dc:creator><![CDATA[José d'Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Aug 2021 11:28:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Uma agradável surpresa, esta, cuja divulgação faço com todo o gosto, não apenas pela sua importância e por toda a acção ter sido desenvolvida sem alardes e com eficácia, mas também pela amizade que, desde os bancos da Escola Salesiana, me liga a toda a família, de resto bem conhecida em Cascais
	Feliz por me haver sido proporcionada a oportunidade de dar a conhecer a obra que – sem se saber em Cascais – começou por um dos seus filhos e está a ser continuada, tenho a certeza de que outros se juntarão a esta causa de elevada benemerência.
	Feliz também pela coincidência do comentário de Carlos Narciso, a quem agradeço a prontidão do acolhimento e o entusiasmo por dar a conhecer esta história, que, afinal, também lhe diz muito:
	«A Guiné-Bissau é a minha pátria do coração, tenho uma ligação emocional, intuitiva, com o sítio e as pessoas de lá.
Conheço bem a tabanka de Suzana, toda a região de São Domingos. Na linha de fronteira, no mato, ainda lá estão pilares de pedra que traçam a linha que divide a Guiné do Senegal que dizem &quot;província da Guiné, República portuguesa&quot;.
Esta história é interessante. Os felupes foram a etnia que combateu ao lado dos portugueses contra o PAIGC. Questões velhas do tribalismo, não tem nada a ver com outra coisa. Pagaram com língua de palmo essa opção, depois da independência».]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma agradável surpresa, esta, cuja divulgação faço com todo o gosto, não apenas pela sua importância e por toda a acção ter sido desenvolvida sem alardes e com eficácia, mas também pela amizade que, desde os bancos da Escola Salesiana, me liga a toda a família, de resto bem conhecida em Cascais<br />
	Feliz por me haver sido proporcionada a oportunidade de dar a conhecer a obra que – sem se saber em Cascais – começou por um dos seus filhos e está a ser continuada, tenho a certeza de que outros se juntarão a esta causa de elevada benemerência.<br />
	Feliz também pela coincidência do comentário de Carlos Narciso, a quem agradeço a prontidão do acolhimento e o entusiasmo por dar a conhecer esta história, que, afinal, também lhe diz muito:<br />
	«A Guiné-Bissau é a minha pátria do coração, tenho uma ligação emocional, intuitiva, com o sítio e as pessoas de lá.<br />
Conheço bem a tabanka de Suzana, toda a região de São Domingos. Na linha de fronteira, no mato, ainda lá estão pilares de pedra que traçam a linha que divide a Guiné do Senegal que dizem &#8220;província da Guiné, República portuguesa&#8221;.<br />
Esta história é interessante. Os felupes foram a etnia que combateu ao lado dos portugueses contra o PAIGC. Questões velhas do tribalismo, não tem nada a ver com outra coisa. Pagaram com língua de palmo essa opção, depois da independência».</p>
]]></content:encoded>
		
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