Partido PAN, o poder das eminências pardas

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As deserções do PAN de figuras mais mediáticas, nunca foram explicadas cabalmente. O partido político não as comenta e os que saem falam em “motivos pessoais” como, por exemplo, foi o caso do líder parlamentar André Silva.

Agora, Francisco Guerreiro veio falar de outro tipo de motivação e garantiu que não era o único. Disse ele, numa entrevista ao Diário de Notícias, que “há uma falta de democraticidade de um partido que continua a não ouvir as bases e não tem nenhuma estratégia estrutural e de futuro.”

O PAN tem a vantagem de ser um partido pioneiro na defesa dos direitos dos animais e é nesse nicho que residiu o seu sucesso eleitoral ao eleger, primeiro, um deputado para, mais tarde, conseguir aumentar a representação parlamentar para quatro. Elegeu igualmente um deputado europeu. E elegeu dezenas de autarcas para assembleias municipais, um pouco por todo o país. Mas, o partido que luta pela abolição do aprisionamento dos animais está a ser acusado, pelos vistos, de querer manter rédea curta nos que foram eleitos nas suas listas.

“Não fui o único a sair. A Cristina Rodrigues, que agora é deputada não inscrita, também saiu, vários membros da direção saíram. Ainda recentemente um deputado municipal numa junta de freguesia de Lisboa também saiu. Portanto são muitas pessoas que estão a sair do PAN…”, diz Francisco Guerreiro na entrevista que estamos a citar.

Tem sido público e notório que no PAN existem centros de decisão à margem da estrutura legal do partido. Foi notícia nunca desmentida que o chamado “grupo de fundadores” retirou confiança política a André Silva e que terá sido essa a causa de o líder parlamentar ter saído.

Publicado pelo Expresso

Do mesmo modo, foi notícia que o mesmo “grupo de fundadores” apoiou a candidatura de Inês Sousa Real à Comissão Política Nacional. Numa eleição em que apenas houve uma lista concorrente, o apoio do “grupo de fundadores” não faz sentido a não ser que seja visto como uma bênção.

Publicado no site da RTP

Estas declarações de hoje do eurodeputado Francisco Guerreiro deverão estar relacionadas com esta realidade num partido onde, aparentemente, são as eminências pardas que decidem. Como se fosse um partido com donos.

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