O fim dos naufrágios no Mediterrâneo

São obscenas as viagens dos milionários ao espaço. Não é inveja, é justiça. Uns esbanjam milhões por 11 minutos dentro de uma lata. Como Jeff Besos ou Richard Branson. Enquanto crianças se afogam no mar Mediterrânico, para conseguir comer um naco de pão.

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Há dias recebi uma foto de uma criança apanhada antes de chegar numa improvisada embarcação à Europa. Foi um amigo, José Solano de Almeida, quem emocionado postou no Facebook. Porque razão há meninos que podem ir à escola, beber leite, ter brinquedos na Europa e outros afundam-se no mar que também é europeu?

Na Europa ainda há muitas desigualdades. E meninos que são maltratados. Mas não há comparação possível no que diz respeito à condição humana.

Os africanos têm direito a construir países prósperos. Cerca de um terço da população africana tem entre 15 e 35 anos. É absurdo, em todos os sentidos, erguer barreiras para não deixar entrar crianças e adolescentes. E os seus pais. O mais natural seria expandir o comércio, a indústria e o bem estar para o sul. Deixemos a Polónia e a Hungria, se não querem pertencer à União.

Se houver pão à mesa dos africanos, os meninos já não se atiram ao mar. Quererão ficar nos países onde nasceram e que naturalmente amam, numa grande Comunidade à volta do Mediterrâneo.


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