Carlos Alexandre e Ivo Rosa

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No mesmo Tribunal Central de Instrução Criminal trabalham dois únicos juízes, Carlos Alexandre e Ivo Rosa. Mas só de um deles se fala. Só o juiz Carlos Alexandre tem palco, só as suas diligências processuais têm eco na imprensa. Parece que o outro passa o tempo a dormir.

Fala-se muito de fugas de informação, de quebra de segredo de justiça, mas naquele tribunal isso só acontece, aparentemente, com os processos em que o juiz Carlos Alexandre está envolvido. Será que ninguém mais repara nisso?

Nos últimos tempos foram notícia as detenções para interrogatório de alguns dos grandes devedores do Banco Espírito Santo. É natural que as pessoas gostem de ver a justiça funcionar, de ver os ricos e poderosos entalados pelas malfeitorias de que estão indiciados. Mas não se aceita que um arguido, que é depois mandado para casa em liberdade, tenha de passar várias noites num calabouço de esquadra de polícia à espera da disponibilidade do juiz de instrução. Este tipo de atuação não é justiça. Também não sei como lhe chamar.

Às vezes parece que as decisões e a atuação de Carlos Alexandre são uma questão de fé. Da fé dele. Ele acredita nas decisões que toma e no modo como as executa. Pena que, depois, isso não se reflita na decisão final dos tribunais que julgam os casos.

Para diluir o “efeito Carlos Alexandre” no Tribunal Central de Instrução Criminal, o governo decidiu recentemente a incorporação de mais sete juízes. A decisão terá ainda de ser discutida no Parlamento, coisa que não se faz de um dia para o outro, por mais urgente que pareça ser.  

1 comment

  1. O delinquente Luis F. Vieira foi detido, imediatamente tocam os sinos, sirenes e alarmes, começando na comunicação social e terminando na justiça é hora de procurar formas de isentar o delinquente, pouco importa as instituições que lesou e que ajudou a falir, BES, BPN, NB, CGD o que importa mesmo é o querido Benfica, clube querido dos manhosos e vigaristas da capital, alguns são tão fanáticos que chegam ao ponto de colocar tudo em causa, a reputação, cargo profissional e até mesmo a família, autênticos mártires, gente sem amor próprio, gente imunda e que devia ser banida da sociedade atual. De lupa na mão e protegidos pelos advogados mais caros do país, procura-se a mais pequena virgula mal colocada para que prontamente se coloque em causa a decisão de um juiz como se fosse mentira as acusações que lhe recaem, como diz o delinquente e bem “Eu não assinei nada sozinho”. Realmente faz sentido o porquê de só ter um palheiro em nome dele, 6 milhões de burros é preciso muita palha!

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