Berardo ainda não entregou os 5 milhões da caução

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A maior caução jamais exigida a um arguido, para que possa esperar o dia do julgamento em liberdade, é a de Joe Berardo. O juiz Carlos Alexandre quer ver 5 milhões de euros no cofre, sob pena de poder decretar a prisão preventiva ao colecionador de arte.

Ora, a medida cautelar foi decretada a 2 de julho. Passaram 18 dias, dos 20 que a justiça permite para que os arguidos encontrem maneira de satisfazer os requisitos das medidas cautelares decretadas pelos juízes de instrução.

No dia 2, depois de se saber da decisão do juiz, os jornais da praça e outros media titulavam em uníssono que “Berardo paga 5 milhões”.

Mas não pagou, que se saiba. Aliás, na altura, sobre as medidas cautelares decretadas, o advogado do empresário disse que iriam ser feitas “todas as diligências no sentido de as cumprir”. Mas a notícia de que Berardo já depositou os 5 milhões ainda ninguém deu.

“Pode ser qualquer pessoa. Temos 20 dias, vai ser feito um esforço para cumprir”, prometeu então o advogado Saragoça da Matta, ressalvando que tal só não aconteceria se houvesse alguma “impossibilidade”, facto que teria de ser comunicado “junto das fontes competentes”.

Na altura, o advogado admitiu que a caução de cinco milhões de euros pode ser cumprida, por exemplo, através de entrega de um bem ou de um imóvel como garantia desse valor.

Joe Berardo é suspeito dos crimes de falsidade informática, falsificação, abuso de confiança qualificada, fraude, burla e branqueamento de capitais, tudo crimes alegadamente praticados em diferentes processos de financiamento num total superior a mil milhões de euros que nunca foram pagos aos bancos que tão generosamente lhe passaram a massa para as mãos: Caixa Geral de Depósitos, Banco Espírito Santo e Millenium BCP.

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